O nordeste e a reinvenção da política: Flávio Dino fala sobre os princípios de integração regional

Também em pauta a experiência do Consórcio Nordeste e o enfrentamento da pandemia da Covid-19. Assista

Jornal GGN – Na estreia da série “O nordeste e a reinvenção da política”, exibida na TV GGN, o jornalista Luis Nassif entrevistou o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB). O político destacou os princípios de integração regional e a gestão econômica de sua gestão, além da experiência do Consórcio Nordeste e o enfrentamento da pandemia da Covid-19. 

Segundo ele, os fenômenos que levaram a modernização da política do nordeste teve início ainda com o economista Celso Furtado. “Essa categoria política chamada nordeste, foi em larga medida construída pelo Celso Furtado, quando concebeu nos anos 50 a estruturação de uma espécie de federalismo cooperativo regional. O vivemos agora é em parte eco dessas experiências pré-existentes e, por outro lado, nós tivemos no pós-redemocratização uma modernização e uma certa Distribuição de renda no Brasil, que embora muito aquém do necessário, foi importante”.

Neste aspecto, Dino apontou o avanço das políticas públicas na era Lula, que ocasionaram a melhoria do padrão de renda e que impulsionaram transformações políticas que foram capazes de proteger e aprofundar as melhorias das condições sociais do povo.

Ao falar sobre a articulação das forças existentes dos governos do nordeste, a partir do fortalecimento regional, para o crescimento da economia, o político explicou que “os nove estados do nordeste nesse período mais recente da história nunca aderiram esses receituários do mainstream, segundo a qual: menos estado conduz a mais progresso social”, explicou. De modo geral, nós mantivemos a visão do lugar do investimento público”, disse.

“Nós acreditamos que o investimento público é insubstituível, que os serviços públicos devem ser universalizados. O nosso pressuposto é de que o investimento público não pode ser demonizado, que o serviço público é imprescindível para que haja, inclusive, investimentos privados”, continuou. 

“Essa obsessão de cortes e tetos nunca teve nossa adesão e isso determina uma série de políticas [que resultam em um melhor desempenho dos estados do nordeste]. Mostrando que,  mesmo no contexto de graves constrangimentos fiscais, é imprescindível que o Estado cumpra o seu papel”, concluiu sobre o tema. 

Consórcio Nordeste X pandemia

Dino também comentou o papel do Consórcio Nordeste no último ano de pandemia da Covid-19, que deixou paralisou projetos de integração para atrair investimento externos.

“Há um ano o Consórcio Nordeste vem girando como um fórum de entendimentos sobre política de enfrentamento da pandemia, na busca de intercâmbio de experiências e aquisição de insumos”. 

E garante: “No máximo quarta-feira [17/03] vamos concluir a compra da vacina russa [contra a Covid-19], mostrando que o federalismo cooperativo horizontal tem uma virtude insubstituível”.

Relações políticas

Ao falar sobre as relações políticas, Dino afirmou que Bolsonaro reposicionou muitas relações políticas, “porque ele funciona como uma espécie de ponto de atração para alguns e ponto de rejeição para outros. Isso no plano nacional, faz que certas relações se distensione”. 

“Nós temos uma unidade política ideológica no nordeste, mas a repulsa ao Bolsonaro, ao extremismo corrupto e genocida que ele representa, faz com que as relações entre diferentes também se distensionar por esse objetivo em comum de preservar e salvar o Brasil da barbárie”.

“Além de lutar contra o vírus, contra as dificuldades derivadas do Bolsonaro, temos que lutar contra uma certa lógica do absurdo que se implantou no Brasil”, disparou o governador

O político ainda falou sobre a emancipação da região nordeste, suas formas de garantir investimento em vários níveis, em que pé está o federalismo brasileiro e mais. Assista a íntegra.

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