Método ressuscita drogas que têm resistência da Malária

Jornal GGN – Um tratamento anti-malárico que perdeu o status de arma principal contra a doença por enfrentar resistência pode voltar a ser usado graças a uma nova pesquisa. As descobertas feitas pela Universidade Nacional da Austrália (ANU) e da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, podem reviver o uso da cloroquina como medicamento barato no tratamento e prevenção da doença transmitida por mosquitos, que tira a vida de mais de meio milhão de pessoas a cada ano em todo o mundo.

O parasita que causa a malária desenvolveu resistência à cloroquina, mas a pesquisa realizada nas duas universidades mostrou que a proteína do parasita que causa a resistência tem um ponto fraco. “Estudamos diversas versões desta proteína e, em todos os casos, descobriu-se que ele é limitado em sua capacidade de remover a droga do parasita”, afirma a pesquisadora Rowena Martin, da Escola de Pesquisa em Biologia da ANU.

“Isto significa que a malária pode ser novamente tratada com cloroquina, que é administrado duas vezes por dia, em vez de apenas uma vez por dia”. Apesar de enfrentar a resistência da doença, a cloroquina ainda é usada em países em desenvolvimento, no Pacífico Sul, África, Ásia e América do Sul, mas chegou a ser suspensa em muitos países mais ricos.

Ao longo do novo estudo, Martin e seus colegas também revelaram como a proteína pode ter desenvolvido resistência à cloroquina. “Descobrimos que a proteína ganha a habilidade de mover a cloroquina para fora do parasita através de um de dois caminhos evolutivos, mas que este processo é rígido. Uma curva errada e a proteína é inútil”, disse ela, referindo-se ao ponto fraco do fator de resistência da doença à droga.

“Isto indica que a proteína está sob pressões divergentes, o que é um ponto fraco que pode ser explorado em estratégias anti-maláricas futuras”. Martin afirma que os resultados da pesquisa, publicados na última edição da revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, poderiam ser usados para ajudar milhões de pessoas em países em desenvolvimento que estão em risco de contrair a malária.

De acordo com ela, há potencial para aplicar os resultados de várias drogas como cloroquina, que também estão se tornando menos eficazes contra o parasita da malária.

Com informações do MedicalXpress.com

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