A agenda do retrocesso, por Newton Lima

Vivemos a era das bolhas.

Entre 1970 e 2008 o mundo contabilizou 124 crises bancárias, 208 crises cambiais e 63 episódios de não-pagamento de dívida soberana.

Esses indicadores representam três crises bancárias, cinco crises cambiais e quase dois elementos de não-pagamento de dívida soberana por ano.

A “crise do subprime”, eclodida nos Estados Unidos, em 2006, que teve seu ápice em 2008, levou à ruína economias de poderosas nações, com repercussão avassaladora sobre países vulneráveis, dependentes de financiamento externo, provocando desemprego em massa e mais pobreza no mundo.

Diferentemente de crises anteriores, quando o Brasil quebrava, em razão da extrema vulnerabilidade externa, dessa vez o país não quebrou porque estava preparado, com a macroeconomia bem equacionada e estruturada; reservas que, em 2002 eram de US$ 28 bilhões, em 2008,superavam US$ 200 bilhões, e hoje são cerca de US$ 390 bilhões. Quase o dobro); e um projeto de desenvolvimento econômico sustentável centrado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com prioridade de investimentos em logística e moradias, entre outros; na rede de inclusão social; na política de elevação do valor do salário mínimo; na redução de juros; na ampliação do acesso ao crédito; no controle da inflação; no fomento do mercado interno de consumo; e no incentivo à competitividade, inovação e investimento industrial.

A estratégia do governo do ex-Presidente Lula, continuada pela Presidenta Dilma, é um verdadeiro contraste com as políticas de enfrentamento da crise adotadas por governos brasileiros anteriores e,  atualmente, pelos Estados Unidos e pela União Europeia: A SOCIALIZAÇÃO DO PREJUÍZO, baseada no arrocho fiscal sobre os gastos sociais e na utilização de um volume astronômico de recursos públicos para salvar grandes bancos e grandes empresas.

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Em recente relatório, a Organização Internacional do Trabalho denuncia o desastre dessa política para a população mais desfavorecida da União Europeia, dos Estados Unidos e de outros países, que resultou em desemprego, redução drástica da renda, há mais de cinco anos, com perspectiva de agravamento da situação, caso as medidas recessivas não sejam revistas.

Segundo o relatório da OIT, em 2012, mais de 123 milhões de pessoas nos 27 Estados membros da União Europeia, ou 24% da população, estavam em risco de pobreza ou exclusão social. Desse total, 800.000 crianças a mais que em 2008, na pobreza.

O relatório mostra ainda que as medidas de contenção orçamentária não se limitaram à Europa e que, em 2014, nada menos que 122 governos adotaram corte de despesas públicas, 82 deles de países em desenvolvimento.  O relatório destaca que mais de 70% da população mundial não tem uma cobertura adequada de proteção social.

Para nós, os efeitos da crise chegaram no momento em que a economia brasileira, depois de duas décadas perdidas, decolava com taxas de crescimento elevadas, de até 7,5%, em 2010, como resultado do projeto de desenvolvimento sustentável preparado pelo governo do ex-Presidente Lula. 

A partir daquele momento, ápice da crise mundial, foi interrompido o ciclo virtuoso de crescimento do Brasil. Passamos a registrar taxas modestas, mas sem recessão, com crescimento do PIB, acumulado, desde 2008, de 17,8%, uma das maiores taxas acumuladas de crescimento entre os países do G20. 

Em 2013, o Brasil cresceu 2,5%, desempenho superior à maioria dos países do grupo. Quando comparado ao dos Estados Unidos, 1,9%; ao da Rússia, 1,4%; México 1,1%; Alemanha, 0,9%; Itália, em recessão, menos 1,8%; Espanha, menos 1,3%. O Brasil perde apenas para a China e a Índia no ano de 2013. É a terceira maior taxa entre os países do G-20.

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No primeiro trimestre de 2014, o IBGE registrou o índice de crescimento de 1,9%, quando comparado a igual período do ano anterior.  Essa taxa de crescimento supera a média da União Europeia (1,4%), da zona do euro (0,9%) e de países como França (0,8%) e Espanha (0,5%), segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O Brasil vive pleno emprego. A taxa de desemprego fechou 2013 em 5,4%, menor que a de países como Alemanha (5,6%); EUA (7,6%); Reino Unido (7,7%); França (11%); Itália (12,5%); Espanha (26,9%).

Em fevereiro, foram criadas 260 mil novas vagas, 111% a mais que o mesmo mês de 2013. Em abril, segundo o IBGE, a taxa caiu para 4,9%. A massa salarial cresceu mais de 10,7% em março, segundo dados da Receita Federal.

Mantemos a estabilidade inflacionária com taxas abaixo da meta de 6,5%. Em 2013, completou-se o 10º ano consecutivo, com inflação de 5,91% (IBGE), dentro da meta.

Em maio, a inflação registrou forte recuo, caiu para 0,58%, no acumulado, nos últimos 12 meses. O índice está em 6,31%, abaixo da meta.

Candidatos de oposição têm defendido redução da meta de inflação para 3%, uma medida alinhada aos mesmos fundamentos da política econômica adotada pela União Europeia e pelos Estados Unidos, para enfrentar a crise. Não levam em consideração que um índice muito baixo de inflação leva o país à recessão e ao desemprego.

A meta de inflação, estabelecida pelo governo, está equalizada, testada, e os resultados estão revelados nos índices de emprego e renda da população, na produção da economia, que mantém capacidade instalada em 81,1%, e pleno abastecimento do mercado de consumo.

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Em 2013, o Brasil fez superávit primário de 1,9% do PIB, um dos maiores superávits primários do mundo nos últimos 15 anos, o quinto melhor índice entre os 35 países mais desenvolvidos.

O Brasil figura hoje entre os cinco maiores receptores mundiais de Investimento Estrangeiro Direto (IED).Nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2014, ingressaram US$ 65,8 bilhões somente nessa rubrica.

Esses dados põem em xeque a honestidade intelectual da oposição e de certos comentaristas da imprensa que servem a ela.

Portanto, o Brasil tem hoje um projeto consistente para mudar o padrão histórico de estagnação econômica, concentração da renda e da riqueza que marca uma longa e perversa trajetória de exclusão social de amplas parcelas da população.

O que o Brasil não deve admitir é a volta do modelo predominante nos anos 1990, que levou o mundo à maior crise econômica do mundo, desde a crise de 1929, defendido pela oposição.

São os mesmos fundamentos derrotados, que a União Europeia e os Estados Unidos adotam, como estratégia para superar a crise, e que a oposição insiste como receituário para o Brasil: SOCIALIZAR O PREJUÍZO.

Newton Lima é Doutor em Engenharia, ex-reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), ex-prefeito de São Carlos e atual presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercusul.

 

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24 comentários

  1. Coisa de louco

    Newton Lima,

    Pernada arrematando com chute na cabeça e rosto não é coisa que se faça, assim não dá rsrs

    Estes dados ora apresentados devem fazer parte de qualquer discussão a respeito de antes e depois, aquilo que a tucanada pediu prá tirar do ar e a Laurita Vaz incrivelmente atendeu, coisa de louco.

    Agora, será a vez de se questionar o Parlamento do Mercosul, só que por lá não existe dona Laurita. 

  2. Comunicação

    Muito bom esse artigo do Newton Lima

    Retrata com fidelidade,, apesar de parcialmente, o quanto o Governo dos Trabalhadores realizou pela população brasileira nos Governos Lula e Dilma.

    Por outro lado, realça, o quanto é deficiente o Sistema de Comunicação do Governo Federal.

  3. Caro Nassif e demais
    Qual

    Caro Nassif e demais

    Qual país é esse, que  Newton Lima está descrevendo?!

    Pela mídia, deve ser algum país europeu, ou mesmo de Marte.

    Não pode ser o Brasil. Ou pode, e não está sendo informado ao povo?!

    Saudações

     

     

    • Frases de efeito

      Avelino,

      Eu te compreendo.

      Quem vive com o rosto colado na Grobo, no final de semana pilota aquele negócio dos Civita e do Naspers o apartheid é aqui,  passeia de carro ao som do Jabor ou qualquer outro na CBN e devora diariamente as páginas do jornaleco dos Marinho, não tem a menor condição de conhecer, de saber o que ocorre de fato com este patropi. E a matéria passou por cima de muita, mas muita coisa que foi feita a partir do Grande Lula, como a luz elétrica para 15 milhões de brazucas que sempre viveram no escuro ( como é que o lesa-pátria ds lesa-pátrias foi capaz de deixar estes milhões no escuro ?) , as 166 universidades públicas contra zero do príncioe que pediu prá sair pela porta dos fundos, e por aí vai.

      Esta é a turma de vira-latas que,efetivamente, ainda acreditam na excelència dos países europeuas e, quem sabe, também de Marte. 

      Agora, o outro lado- se você entende que existem erros na lista, conteste com argumentos e dados e ignore as frases de efeito.

       

  4. Outros dados sobre o nosso país

    ECONOMIA
    – “Somos hoje a 7ª economia do mundo, com um PIB que passou de US$ 550 bilhões em 2002 para mais de US$ 2 trilhões e 200 bilhões em 2013.”

    – “Temos hoje 370 bilhões de dólares de reservas internacionais”

    – “Apenas 9 países do G-20 conseguiram crescer acima de 2% em 2013. E o Brasil está entre eles, com uma taxa de 2,5%. Este não é um resultado desprezível, pois demonstra capacidade de resistir a uma conjuntura adversa.”

    – “Nestes quase cinco anos, enquanto 62 milhões de empregos foram destruídos ao redor do mundo, segundo a OIT, o Brasil criou 10 milhões de empregos.”

    – “Saímos de 107 bilhões de fluxo de comércio externo para 480 bilhões.”

    – “A renda média do povo brasileiro cresceu 33%. E a dos mais pobres cresceu 70%”

    – “Quantos países enfrentaram essa crise aumentando a renda e o emprego?

    – “Quantos países geraram empregos como o Brasil com sindicatos e imprensa livre?”

    – “Qual pais duplicou sua safra de grãos em 11 anos?”

    – “Qual foi o pais que duplicou a produção de automóveis em 11 anos?”

    ENERGIA E INFRA-ESTRUTURA
    – “Que pais saiu de 80 mil para 120 mil megawatts de energia e construiu 30 mil quilômetros de linha de transmissão.”

    – “Quantos países oferecem as oportunidades em projetos de infra-estrutura que oferece o Brasil?”

    EDUCAÇÃO
    – “O Brasil é o país que mais aumentou o investimento público em educação nos últimos anos, de acordo com a OCDE. O Orçamento do MEC passou de R$ 33 bilhões em 2002 para R$ 104 bilhões.

    – “Saímos de 3,5 milhões de estudantes universitários, e onze anos depois, temos mais de 7 milhões de estudantes universitários. E precisamos avançar muito mais. Por isso, aprovamos o plano nacional de educação e os 75% dos royalties do pré-sal para a educação.”

    http://www.institutolula.org/o-que-eu-vou-dizer-aqui-nao-saiu-na-imprensa-lula-em-seminario-do-el-pais-em-porto-alegre/#.U5hIPSi56yJ

  5. Segundo a Dora Kremer

    Maior tempo de exposição é ruim para Dilma. A que ponto do ridículo chegou a imprensa brasileira. Agora, quando começar a campanha, aí o PT vai poder falar isto tudo, sem ser censurado pelo judiciário, PSDB e PIG. A verdade vai chegar a tona. Aí quero ver a cara de tacho do Aócio e do traíra Dudu. Ou u judiciário vai proibir o Lula e a Dilma de fazer compara~ções, por que é prejudicial aos partidos de oposição

  6. O País não está ruim, mas há

    O País não está ruim, mas há sim deficiencias de ordem macro a serem solucionadas. Em algumas questões o Governo tem que mudar de rumo para reverter esse claro desgaste que há, se não o fizer, mesmo ganhando agora, vai ser dificil continuar em 2018.

    Há muita confusão na área fiscal com essas desonerações sem contrapartidas de um lado e o protagonismo do bndes, de outro. Há que se fazer um plano de médio prazo para recompor os setores de petróleo e etanol. Bem como a área de energia elétrica. Hà ainda que se estudar reformas suaves e de longo prazo para a previdência e também, mais urgente, uma alteração tributária de simplificação de impostos.

    São alguns pontos que o Governo deve se atentar. Além, é claro, de melhorar a equipe e principalmente a area de comunicação.

    Não há catastrofismo, mas é preciso que continuemos avançando e não discuidemos das áreas macro, pois sem esta, a parte social não se sustenta.

  7. Enquanto isso os “pudos de

    Enquanto isso os “pudos de madame” estão empenhados em convencer os vira-latas de que a situação anterior era melhor do que a atual. 

  8. Enquanto isso os “pudos de

    Enquanto isso os “pudos de madame” estão empenhados em convencer os vira-latas de que a situação anterior era melhor do que a atual. 

  9. Muito bom vemos o governo

    Muito bom vemos o governo trabalhando e mesmo com deficiências na execução – maldita governabilidade – tem se esforçado. Pena que falta entre os nossos bilionários uma consciência de perpetuidade do nome, por exemplo porque algum deles não funda cria uma fundação Universidade de ponta cobrando mensalidades acessíveis? É claro que a instituição teria o nome dele (Universidade Zé da Silva).

     

    Digo isso porque mesmo se esforçando o governo sozinho não conseguirá formar os 70 ou 80mil engenheiros necessários para bancar o crescimento desejado ou ainda a quantidade sufiencente de médicos para cuidar de uma população que envelhece cada vez mais rápido. Na educação privada, da forma como conhecemos, o preço de cursos que vão além do  “cuspe e giz” inviabiliza a participação das classes B,C,D…Z (membros da classe A geralmente são ocupantes das vagas nas federais). 

  10. Newtão arrebenta, como sempre.

    O deputado Newton Lima é dos políticos mais bem preparados e atuantes que eu conheço. Vi seu trabalho à frente da prefeitura de São Carlos, no interior de SP, e acompanho seu mandato de deputado. E posso atestar que o cara é fera.

    Neste artigo, conseguiu, com maestria, sintetizar e descrever as diferenças fundamentais entre o atual governo e seus antecessores. Entre o que foi feito no Brasil de Lula e Dilma e no resto do mundo diante da crise de 2009.

    Colocou os pingos nos “is” de forma demolidora!

    Valeu, Newtão!

  11. Cherry picking

    O artigo faz uma coleta de cerejas para com base nela apontar um quadro do Brasil bem acima da realidade. Essa famosa cherry picking é a mais comum das falácias.

    Vejamos outros dados (cerejas descartadas) não citados no artigo:

    Pelas estimativas do FMI, feitas no fina de Abril, em 2014 o Brasil crescerá 2%, junto do México, Venezuela e Argentina derrubando o crescimento médio da América Latina para 2,5%. O mundo crescerá em média 3,5% e os emergentes, 4,9%.

    Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil crescerá abaixo da média da AL, para não falar nos outros emergentes. O nosso índice de poupança, e consequentemente de investimentos, tem sido bem abaixo do verificado na AL, para não citar os dados humilhantes dos tigres asiáticos.

    Além da coleta de cerejas, não é adequado comparar nosso crescimento com o de países bem mais desenvolvidos, com pib per cápita tão maior do que o nosso. E chega a ser brincadeira comparar nosso índice de desemprego (5,4%) com o dos EUA (5,6%) ou Alemanha (7,6%), sem ao mesmo tempo apontar que nesses países o trabalhador produz de três a quatro vezes mais do que o Brasileiro.

    • Resposta

      Pois então, só que não !

      Você diz que não podemos comparar o crescimento do PIB do Brasil com o de países desenvolvidos, mas os compara com demais países da América Latina, onde, desta vez e para sua felicidade, os dados valem.

      O Banco Mundial e o próprio FMI já marcaram para baixo o índice de crescimento mundial.

      Falar sobee produtividade e deixar de lado o índoce de desemprego é a desonestidade intelectual final. Quando em outros tempos, que parece que você prefere, tínhamos um desemprego na casa dos 13%, era melhor ?

      Como comparar os mesmos n[úmeros, os mesmso índices, se pode inventar algo para fazer valer alguma regra que se adapta ao que você quer dizer.

      E outra coisa, então o trabalhador alemão é melhor pois fala alemaão?

      Alguns números que você não rebateu:

      Bolsa de Valores FHC: 14 mil ponteos

      Hoje: 55 mil Pontos.

      Sobre as reservas internacionais, nada?

      E sobre o risco país? Nada também ?

      No fundoo pode-se concluir que estávamos melhores com o FMI – por 3 vezes – desemprego em 13%, crescimento baixo, apagão, sem reservas cambiais, sem nenhumja obra em andamento, etc.

      Como pioramos, não ?

       

      • Se a renda per capita dos EUA

        Se a renda per capita dos EUA (base PPC) é de US$53 mil, a da Alemanha é de US$ 40 mil (mesmo tendo gasto mais de US$1,5 trilões para recuperar a arruinada Alemanha Oriental), enquanto a do Brasil é US$12 mil, é claro que a produção de cada trabalhador naqueles países é muito maior do a do brasileiro. Isto implica em maior dificuldade para empregar todos. A produtividade é maior naqueles países não por conta da lingua que falam, mas porque todo o sistema de produção é mais eficiente.

        Durante o governo Dilma o Brasil só cresceu menos do que nos governos Floriano Peixoto e Collor,e mesmo assim a inflação subiu nos últimos anos.

        • Produtividade ? essa é boa

            Tá na moda agora essa lorota, simplesmente eles pegam um bolo maior pra dividir entre eles, e dividem mal, quase tudo pros 1% e ainda se fala de renda per capita, rs, os EUA imprimem dinheiro que o mundo ainda aceita(mas com os dias contados) e são eleitos de altíssima produtividade com isso ? é muita palhaçada, uma amostra da falsificação desse discurso que negativa o Brasil que sobe enaltece esses decadentes, enquanto o Brasil urbaniza suas favellas vê-se a criação de cidades de barracos nos EUA, cidades fantasma como Detroit e ainda são usados como exemplo  pra gente! é dose.

             O os que mais precisam crescem mais aqui, em alguns casos à ritmo chinês como no interior do nordeste, a roda presa está em SP , minas e outros rincões tucanos onde 1% contam bem mais na conta do PIB que os mesmos 1% de crescimento do nordeste, só o sudeste representa mais da metade do PIB, só SP um terço, a contribuição no percentual de crescimento no PIB é diretamente proporcional, são esses governos locais que seguem cegamente as receitas desses gringos.

    • E então, cadê o resto das

      E então, cadê o resto das cerejas? Faltou “desmascarar” vários números apresentados no artigo> Aguardemos… pois!

      • Defictt de US$81,6 bilhões no BP

        Seu comentário veio muito tarde, o que me obriga a respondê-lo no dia seguinte. Vamos lá:

         

        1 – O articulista refere-se a reservas de US$390 bilhões. Mas, como apontou o próprio Nassif em post recente, essas reservas podem sumir em pouco tempo. Ocorre que o déficit no balanço de pagamentos do país cquase triplicou nos últimos 5 anos. No período Fev-2013 a Fev-2014, ele foi de US$81,6 bilhões. A projeção é de que as reservas podem se extinguir em um novo governo Dilma e a partir daí o governo entra em processo de acelerado endividamento externo.

        2 – Há 51 milhões de pessoas cobertas pelo bolsa família. O programa é necessário, mas obviamente distorce os índices de desemprego, pois os adultos incluídos no BF são excluídos da lista de desempregados. Algo talvez próximo de 15 milhões de pessoas desempregadas são excluídas da estatística, o que vale mais de um terço da população da Espanha.

        3 – O emprego na indústria está decaindo. Até as camisetas que temos comprado para torcer na Copa vêm de Bangladesh. O que cresce é o do setor de serviços, que não sofre  competição internacional.

        4 – O crescimento pífio da nossa economia tem sido decorrente principalmente do agronegócio, que é demonizado neste blog.

         

  12. + comentários

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