Bancada do PSDB na Alesp oficializa apoio a Doria

Carta assinada pelo líder e deputado Roberto Massafera pede para demais postulantes ao cargo desistirem “prol da unidade partidária”. 
 
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(Foto Divulgação Assessoria Doria)
 
Jornal GGN – Por ampla maioria, a bancada do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo declarou apoio a candidatura de João Doria ao governo do estado de São Paulo. Na nota, assinada pelo líder da sigla na casa, deputado Roberto Massafera, o grupo “apela aos demais postulantes do cargo que abram mão da disputa em prol da unidade partidária”.
 
Desde o ano passado, o atual prefeito de São Paulo nega a intenção de concorrer a vaga no Palácio dos Bandeirantes, mas nos bastidores o discurso é outro. No final de janeiro, por exemplo, Doria procurou apoio na Baixada Santista entre prefeitos do reduto eleitoral do vice-governador, Márcio França (PSB) indo no sentido contrário ao do presidente do partido Geraldo Alckmin. 
 
O governador de São Paulo articula apoio a candidatura de França, do PSB, para aumentar a base da candidatura ao Planalto e tempo de TV nas propagandas eleitorais. Com a decisão da bancada do PSDB na Alesp o objetivo de Alckmin é enfraquecido dentro do próprio partido.
 
Até o momento, três tucanos anunciaram que vão disputar as prévias do partido para o governo de SP: o secretário de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, o sociólogo Luiz Felipe Dávila e o ex-senador José Aníbal. 
 
Segundo matéria do Estadão/Broadcast publicada nesta terça-feira (27), Aníbal atacou Doria por não assumir que irá deixar a prefeitura em abril para concorrer ao governo do Estado.
 
“Doria está está fugindo do debate, das prévias e da Prefeitura”, disse ao jornal, acirrando a disputa interna no partido.
 
Doria ansioso 
 
No início de fevereiro, Doria declarou publicamente que desejava adiantar as prévias dentro do PSDB. A sigla programou para o início de março a decisão para escolher o candidato do partido à presidência da República e ainda não definiu uma data para a escolha do candidato para governador, mas a proposta inicial é que aconteça após a escolha do presidenciável. 
 
A manutenção dessa agenda é apoiada pelo grupo de Alckmin. “Quando mais cedo, melhor. Assim, você estabelece claramente suas alianças e pode organizar melhor a campanha”, justificou Doria durante uma reunião da cúpula realizada em Brasília no dia 7 de fevereiro, arrematando em seguida que a sua participação nessas prévias “não está em discussão”.
 

 

5 comentários

  1. Duas possibilidades, ambas terríveis

    Dória consegue a vaga, perde a eleição para governador e a cidade de São Paulo se livra do entulho, mas cai no colo um fedelho de 38 anos, Bruno Covas, tão despreparado e inexperiente quanto; a outra é ainda mais terrível, Dória se elege governador, e a cidade ganha de presente o Bruninho. 

    • Aposto

      Aposto na sua 1a. hipótese – Doria perde e fica sem a Prefeitura, inclusive acredito que o Alckmin está nessa jogada porque tem acerto com o Márcio França

  2. Eu nunca tinha visto um

    Eu nunca tinha visto um prefeito com tanta vontade de abandonar a cidade que o elegeu: “Se não der pra presidente, pode ser pra goverador, mas me arrumem uma candidatura, pelo amor de Deus!”

  3. Quando os partidos se destroem

    O PT insiste com Eduardo Suplicy como candidato ao senado mesmo ele estando bem desgastado aos olhos do povo pela produtividade que apresentou em seus dois mandatos. O PTB insistiu com Cristiane Brazil e se destruiu. O PSDB, além de se queimar ao se mostrar leniente com as condutas nada éticas de Aécio Neves, agora insiste com João Doria, o prefeito que não é, até agora: sua imagem foi destruida por ele mesmo com as suas excessivas viagens e sua explícita conduta eleitoreira. É impressionante ver partidos se destruindo. E no caso dos tucanos, o sociologo FHC – presidente de honra – não fala nada a respeito.

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