Economista de Bolsonaro defende “nova CPMF”

Contradição: Enquanto isso, o próprio presidenciável defendeu o contrário de Paulo Guedes nas redes sociais: “Chega de impostos é o nosso lema!”
 

Foto: Reprodução
 
Jornal GGN – O economista Paulo Guedes, já anunciado como o ministro da Fazenda de um possível governo de Jair Bolsonaro (PSL), defendeu recriar um imposto semelhante à antiga CPMF, caso o deputado da extrema direita vença as eleições à Presidência da República.
 
A ideia do economista havia sido aventada ainda no final do governo da então presidente Dilma Rousseff (PT) como uma solução para a crise no Orçamento público, mas a proposta foi abandonada por falta de apoio no Congresso.
 
A proposta, ainda, poderá gerar conflito com o próprio presidenciável Jair Bolsonaro, que em sua rede social defendeu o oposto a eleitores: “Chega de impostos é o nosso lema!”, publicou, no Twitter. 
 
Enquanto Bolsonaro segue internado, o candidato a vice, o general do Exército, Hamilton Mourão, havia também se manifestado contra uma eventual CPMF. Em agenda no interior de São Paulo, em Bauru, Mourão disse que é contra a criação de imposto e que isso seria “dar um tiro no pé”. 
 
Entretanto, disse que o tema deve ser respondido pelo próprio candidato ao Planalto, Jair Bolsonaro, e seu economista cotado a pasta da Fazenda.
 
De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, essa “nova CPMF” seria usada para financiar o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), incidindo sobre a movimentação financeira, por meio de uma alíquota única do Imposto de Renda de 20% para pessoas físicas e jurídicas, e aplicar a mesma porcentagem nos tributos de distribuição de lucros e dividendos.
 
As informações foram defendidas por Guedes em um encontro realizado pela GPS Investimentos, junto a uma plateia restrita de investidores. O projeto que teria o nome de Contribuição Previdenciária (CP) teria sido ideia do economista Marcos Cintra, com quem Paulo Guedes afirmou estar trabalhando em conjunto para propostas para uma reforma tributária.
 

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5 comentários

  1. E a cara nem fica vermelha…

    Hoje, a menor alíquota de IR é de 7,5% e a maior é de 27,5%. Ou seja, com uma alíquota única de 20%, quem ganha menos vai ter um aumento de 12,5 p.p. no imposto e quem ganha mais vai ter uma redução de 7,5 p.p.

  2. Quem manda é o Sr. Paulo

    Quem manda é o Sr. Paulo Guedes. Basta lembrar da votação da famigerada PEC do teto, quando Bolsonaro fez um discurso veemente CONTRA a medida (gravando vídeo que está disponível), e na hora votou A FAVOR, a mando do seu controlador (voto disponível no site da Câmara). É um candidato muito fraco e manipulado, cheio de contradições.

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