Emediato diz que Cristóvam Buarque recebeu caixa dois de Alckmin em 2006

 
Enviado por gabi_lisboa
 
 
Não queria voltar a esse lamentável assunto, mas o senador Cristovam Buarque, com uma desastrada declaração ao Congresso em Foco, obriga-me a fazê-lo.
 
Revelei aqui que em sua campanha presidencial de 2006, que coordenei de graça, por simpatia e amizade, Cristovam infelizmente foi obrigado pelas circunstâncias a aceitar doações não contabilizadas de pelo menos uma empreiteira, de um ex-banqueiro, por recomendação da campanha de Geraldo Alckmin, também candidato à presidência, e da própria campanha de Alckmin, em troca de apoio no segundo no segundo turno contra Lula.

 
Em vez de se explicar – ou de me processar – Cristovam disse ao Congresso em Foco que “a Justiça deveria reabrir todas as prestações de contas de candidatos assessorados por Emediato, ele deve saber de muita coisa e poderia até fazer uma delação premiada”.
 
Cristovam deve ter enlouquecido. Eu não assessoro mais nenhum candidato desde que fiz a campanha dele, há 10 anos. Já não assessorava naquela época, aliás. Eu edito livros. E delação premiada quem faz é criminoso, para atenuar sua pena.
 
Como trabalhei de graça para Cristovam, não fui evidentemente pago com os recursos de caixa 2 que ele recebeu. Não cometi crime algum. Caso a Justiça queira saber dessa história, quem poderia fazer delação premiada seria ele, que usou o dinheiro em seu benefício, e não eu.
 
Em tempo: a campanha de Cristovam Buarque foi aprovada pela Justiça Eleitoral. Óbvio: ele só declarou, como qualquer um, o que recebeu legalmente.
 

16 comentários

  1. O texto original, de 01.05.2016

    O DRAMA DE CRISTOVAM BUARQUE
    By Luiz Fernando Emediato
    O senador Cristovam Buarque está sendo hostilizado e até abandonado por parte de seus eleitores porque anunciou que vai votar, no Senado, pela abertura do processo de impeachment, enquanto reflete – porque está indeciso – se vai votar a favor ou contra quando chegar a hora do julgamento final.

    Coordenei a campanha presidencial de Cristovam Buarque em 2006. Ele é assim mesmo, confuso. É também muito vaidoso, meio ególatra e carrega o enorme ressentimento de ter sido demitido por Lula – pelo telefone – do cargo de ministro da Educação.

    Na minha opinião, como Cristovam está em dúvida, ele deveria se abster em ambas as votações.

    Dilma pode ser uma má presidente, mas não cometeu crime de responsabilidade nem está envolvida em corrupção , como muitos de seus acusadores.

    Finalmente, Cristovam não tem o direito de ser rigoroso com aqueles a quem critica por crimes, por exemplo, de ordem eleitoral. Premido pelas circunstâncias – a necessidade de pagar seus marqueteiros – ele acabou aceitando dinheiro de caixa 2 em sua campanha presidencial.

    No final, também aceitou que parte da campanha fosse paga, irregularmente, pelo PSDB de Geraldo Alkmin, em troca de apoio no segundo turno.

    Na política brasileira, infelizmente, ninguém é santo.

    Nem mesmo Cristovam.

    Em tempo: trabalhei para ele de graça, por pura amizade e convicção. Também doei uns trocados para a campanha dele – mas não foi por caixa 2.

     

  2. Na testa!
    E agora? 
    Esta

    Na testa!

    E agora? 

    Esta semana, ex-eleitores deste elemento fizeram uma “desvotação” sua em Brasília…

  3. Esse mineiro de Belo Vale é porreta!

    Luiz Fernando Emediato, escritor, jornalista  e editor de talento.

     

    Emediato é franco, direto. Se ele chegou a se manifestar em relação ao senador Christóvam Buarque, é porque a hipocrisia do senador lhe causou engulhos e encheu todas as medidas. 

    Quero ver CB sustentar as bravatas e diatribes com que tentou tripudiar de Emediato.

    Duvido que CB tenha coragem de enfrentar um debate com Emediato.

    • UNB convida o senador

      Por que o Cristovam não participa de um debate na UNB ?

      Certamente os professores e alunos o receberiam e dialogariam democraticamente…

  4. Lembro-me…

    Lembro-me bem daquele lampião… aliás, não, eu não queria cantar Lili Marlene.

    Lembro-me bem quando em 1994 eu era membro do Diretório Regional do PT em Brasília, e fui convocado para uma reunião às pressas. É que tinha vazado a informação de que a campanha do nosso candidato ao governo do DF, Cristovam Buarque, tinha recebido doações de duas grandes empreiteiras, daquelas que têm o poder público como um dos seus principais clientes. Via Engenharia e – para variar – Norberto Odebrecht.

    Não muito depois estava o inocente a dar entrevistas deste calibre:

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/12/11/brasil/19.html

    dizendo que as doações tinham “quebrado a pureza” do PT. Ora, foi para isso que as doações foram aceitas: para quebrar a pureza do partido, e começar a grande obra da vida política de Cristovam Buarque: a desmoralização do PT em Brasília.

    Então não sei bem por que tanta surpresa. É um cabeça de vento, irresponsável, egomaníaco, se acha um gênio mas não passa de um repetidor de abobrinhas. E sempre colocou o “pragmatismo” acima dos princípios.

    Para meu consolo, essa patuscada de agora deve marcar o fim da carreira política dele. Pelo menos, eu nunca mais voto nesse duas-caras; votei a primeira vez por que era candidato do PT e eu acreditei que era possível governar com ele. Votei mais três vezes nele, contra a vontade, exclusivamente para obedecer diretriz do partido. Pois agora, nem o partido me obriga mais. Posso votar em moleque se o partido determinar, mas em judas não voto, não tem centralismo partidário que me obrigue mais.

    De todos os votos que já dei na vida, começando com Edson Khair e José Eudes, passando por Simon e Brossard, Adelmo Genro, Olívio Dutra, até chegar em Paulo Tadeu e Érika Kokay, só me arrependo de verdade de ter votado em Cristovam.

    • Pegaram o Cristovam com a mão

      Pegaram o Cristovam com a mão na botija. Adorei! Votei nesse cara prá governador de Brasília! O cara ganhou! Socorro!!! 

  5. Um complemento: é um tanto

    Um complemento: é um tanto marota a versao de que foi demitido ‘por telefone’. Na verdade, o senador, então ministro, foi avisado de que haveria mudanças no ministério. Aliás, tambem não precisava do aviso, porque já saia nos jornais. Dai, disseram a ele que seria demitido, que não saisse do pais. O senador tinha um compromisso em Portugal. Era um dos tantos passeios que fez, promovendo seu nome, a coisa que ele mais cultivou e cultiva. Resolveu ir justamente para criar a saia justa pro governo. Foi demitido “pelo telefone”. Foi até demais. Deveria ter sido demitido pelo Diario oficial. Era suficiente, para o mediocre desempenho no ministério. 

  6. Não votem em mim …

    Eu lembro que no último debate do primeiro turno ele dizia: “Não votem em mim, mas votem naquele que pode levar esta eleição para o segundo turno”.

     

    Aí eu pensei: É burrice ou má fé?

     

    Não é possível que ele não soubesse que o voto em qualquer candidato que não fosse o Lula ajudaria a levar para o segundo turno. Neste caso, ele poderia pedir voto para ele mesmo ou, se não quisesse, poderia ser para Heloisa Helena que estava em terceiro.

     

    Por que pedir voto de forma tão enfática (e alimentando um engano) para Alckmin como se só o voto em Alckmin levasse a eleição para o segundo turno?

     

    Agora (10 anos depois) eu confirmei o que já desconfiava.

  7. A campanha eleitoral no

    A campanha eleitoral no Brasil ,sem exceção revela as quadrilhas formadas para lavar dinheiro e arrecadar de forma ilicita recursos vindos de empresarios interessados em uma relação promiscua com o estado!De direita a esquerda,baluartes do cenario politico nacional foram e continuam sendo desnudados em praça pública.Não estão todos presos porque contam com a leniencia e a cumplicidade do STF e compreensivelmente o apoio criminoso do congresso,já q atua em causa propria

  8. + comentários

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