Onde vive e do quê se alimenta?, por Fernando Horta

Onde vive e do quê se alimenta?

por Fernando Horta

Uma das grandes contribuições de Foulcault é a demonstração do poder como uma relação que se estabelece em redes. A existência é exercer e sofrer o exercício de poderes. Viver em sociedade é atuar como um ponto de inflexão que impõe ao tempo e ao espaço a sua existência e recebe de outros a violência desta imposição. O que nos faz compreender esta situação é o conhecimento, e o que nos faz sentir e delimitar os efeitos desta rede é a empatia. Sem conhecimento e empatia, o mundo vira uma grande confusão em que o indivíduo apenas sente o exercício dos poderes dos outros sobre si e não consegue perceber o seu papel ou qualquer razão neste sistema. No longo prazo, a violência de todos os exercícios de poder sobre o indivíduo se transforma em raiva e espírito de vingança.

Empatia, entretanto, tem gradações. Empatia para com os seus familiares e amigos é uma questão biológica de sobrevivência para a qual concorrem até mesmo hormônios. Daí que este valor básico nem como social pode ser definido. O que importa, em termos de sociedade, é a empatia para com o diferente, o distante e o desconhecido. O ex-ministro da Justiça Aragão contou, certa vez, em um texto que o ex-procurador-geral, Janot, tinha um ditado comumente declarado que afirmava que era melhor “nudêis” do que “numeu”, e isto é a demonstração de pobreza da nossa sociedade. Espera-se que os governantes, juízes e legisladores tenham a capacidade da empatia mediada pelo conhecimento. De outra forma, qualquer poder é sempre arbítrio. É a imposição crua da minha vontade apenas porque estou em posição de impor.

A calamitosa entrevista de Bolsonaro, na última segunda feira, revela uma figura caricata sem o mínimo conhecimento, e sem qualquer capacidade de exercer empatia. Todas as respostas e manifestações do ex-capitão do exército eram apenas no sentido do exercício da violência e a única reflexão sobre o local social dos que recebem o exercício de poder se dava somente para os seus iguais: policiais e militares. Bolsonaro se mostra, como inclusive afirmam relatórios de seus superiores no próprio exército, incapaz para exercer qualquer posto público em que ele tenha um mínimo de poder. Daí ele há 27 anos (período como parlamentar) costumeiramente agredir moralmente e até fisicamente outros parlamentares o tempo todo. Seu desconhecimento e sua incapacidade são evidentes e nos resta perguntar como uma figura tão abjeta tem tanto apelo em nosso país?

Bolsonaro tem algo perto de 20% das intenções de voto e, sem Lula na disputa, provavelmente estará no segundo turno com grandes chances de se eleger. A professora Esther Solano, em texto recente, defende a posição de que este “encanto” se dá pelo espelhamento, principalmente dos jovens, com o caráter transgressor de Bolsonaro. Penso que não é este o caso. Bolsonaro, como qualquer figura fascista, têm apelo porque as sociedades de onde eles são oriundos falharam em transformar conhecimento e empatia em valores essenciais e democratiza-los. Bolsonaro aprendeu como ofício a exercer a violência (uma das formas de poder), mas não aprendeu a racionalizar a violência que era (e é) exercida contra si. Ao sair do exército para o parlamento, criou-se uma figura violenta, vingativa, ignorante e livre da imensa maioria das restrições institucionais de controle do exercício de poder. É como tirar um animal violento de seu habitat e colocá-lo longe de qualquer predador. Sem nada que o contenha, o fascista se empodera e se coloca na condição de único e legítimo para o exercício do poder.

Neste caminho, de subverter quaisquer instituições, o fascista se coloca no papel social do líder que reforça o estereótipo de gênero do “macho” que não pode ser contido e cuja essência é conter. Este é o apelo do fascismo. Não apenas apelo, mas também promessa social. O fascista não apenas se caracteriza pelo uso bruto da violência, mas promete aos seus seguidores parte desta “liberdade”. Por isto Bolsonaro “estupra” e “tortura” idealmente qualquer um (desde que a vítima “mereça” esta deferência, como disse à deputada Maria do Rosário e, novamente, ao jurista e ex-ministro José Gregori), mas também promete armas a todos os seus seguidores. A promessa social é do exercício da violência também por estas pessoas, que passam a ver o fascista como dando a oportunidade a eles da “vingança” pelos anos de arbítrio que este cidadão julga ter sido vítima, e sobre o qual ele desconhece e não compreende qualquer causa.

Por isto a promessa do fascismo sempre vem acompanhada da escolha de grupos que serão transformados em Párias e sobre os quais, inicialmente, recairá toda a canalização da violência. Bolsonaro deixa claro que isto acontecerá contra negros, gays e mulheres. A única forma de tentar evitar esta violência é o pária escolhido “aceitar” seu papel. Se a mulher voltar ao lar, o negro a trabalhar e o homossexual a se esconder, o fascista então o dirá “bom” e aceitável. Para todo o resto sobra o exercício da violência. E um exercício compartilhado, cuja ação será feita pelo Estado (com o endurecimento das leis), mas também pelo cidadão (fascista) encorajado a exercer o poder sobre os grupos Párias na condição de “colaborador” com o ideal maior (”a pátria”). Trump, nos EUA, encoraja todo cidadão americano a ser um vigilante contra os imigrantes e os muçulmanos (grupos Párias escolhidos). Hitler fazia o mesmo com judeus, ciganos e os não-arianos. No Brasil a violência contra a mulher, os sindicalistas, militantes de esquerda e homossexuais cresceu já por conta do exercício antecipado da promessa fascista. A eleição de Bolsonaro apenas aumentará estes números.

A despeito da incapacidade cognitiva, cultural, técnica, civilizacional que apresenta Bolsonaro, ele segue crescendo por conta da promessa fascista. E esta promessa se torna cada vez mais tentadora na medida que a crise econômica e institucional se aprofunda. Temer e o STF elegerão Bolsonaro. Com a ajuda de uma elite brasileira que é tanto caracterizada pela posse dos meios de produção, quanto pela sua proverbial incapacidade cognitiva e de exercer empatia. A burguesia amedrontada pelo discurso do “comunismo voltou” se irmana ao fascismo apenas para depois ser dilacerada por ele.

Com as instituições solapadas e a crise econômica aprofundando, o pensamento racional de sobrevivência leva a votar no candidato que afirma que é melhor “nudêis” do que “numeu”. E se ele prometer armas e matar o diferente, se tornará o porto seguro dos autoritários, sádicos, violentos, recalcados, com complexo de inferioridade e os incapazes de exercerem qualquer convivência sadia em grupo. Este é todo o eleitorado fascista de Bolsonaro. Não é suficiente para vencer uma eleição, mas com a ajuda de instituições não-democráticas (como o judiciário brasileiro), uma mídia monopolista composta por empresas familiares cujo capital cultural é baixíssimo e a capacidade de empatia inexiste, o perigo é real.

Forçar uma educação “conteudista” que acha que pode ser “neutra”, como faz o projeto fascista do “Escola sem Partido”, é o prolongamento da promessa fascista para o Futuro. Incapaz de ensinar empatia, de desnudar as sociedades e os tempos de forma correta (com o ataque à história, sociologia e filosofia), este projeto de educação apenas replica a criação de sujeitos incapazes de compreender o outro e propensos a serem convencidos pela promessa fascista. O individualismo irracional, vertido no Brasil para a realização do golpe, cria os grupos de cidadãos completamente impossibilitados de se defenderem do fascismo.

Falando de forma simples, a crise econômica, a desorganização da nossa educação, o histórico social de uma sociedade sem empatia e uma elite ignorante social e politicamente são o campo fértil sobre o qual Bolsonaro desfila misoginia, violência e brutalidade, e é aplaudido. Contudo, tudo isto seria evitado se as instituições estivessem funcionando. Se elas punissem a violência, se fossem contra o arbítrio e se fortalecessem os direitos individuais e coletivos. Como, no Brasil de hoje, as instituições são o próprio arbítrio e atacam direitos individuais e coletivos, arrisco a dizer que o STF, se afastar Lula da disputa, de forma ilegal e venal, elegerá Bolsonaro. E o fascismo é conhecido pelo monopólio do poder. Na Alemanha Hitler incendiou o Reichstag, na Itália Mussolini matou Mateotti e atacou os juízes. Bolsonaro não será diferente.

Suas altezas togadas estejam avisadas dos efeitos de suas sacrossantas decisões. Não apenas serão responsáveis, como serão dilaceradas pelo monstro que ajudaram a criar e libertar.

 
Leia também:  O que fazer com Bolsonaro?, por Aldo Fornazieri

13 comentários

  1.  “Temer e o STF elegerão

     “Temer e o STF elegerão Bolsonaro”…esqueceu de outro importante cabo eleitoral: a Esquerda, que mais do que ninguém, se esforça para elegê-lo.

  2. Embora a análise sobre a

    Embora a análise sobre a figura defenestrada do exército esteja perfeita,acredito não existir um político com estas características,uma figura menor.

    O que me parece que ocorre é que tudo virou um produto de marketing onde candidatos aparecerão para preencher este espaço.

    O povo brasileiro é e tem sido bombardeado há muitos anos com programas policialescos do tipo bandido bom é bandido morto,ou ainda,direitos humanos somente para bandidos,etc,etc.

    Este tipo de formação cultural,possível somente devido ao nosso baixíssimo nível educacional,nos faz presa fácil a este tipo de ação.

    Se lembrarmos o masacre midiático em cima da classe política teremos o prato feito para o defenestrado do exército,visto como um não político e como um representante que incorpora tudo que foi marretada na cabeça de nosso povo pelos programas policialescos.

    Não acredito que a figura irá passar para segundo turno. Até agora,pelo andar da carruagem onde a figura,mesmo tendo tido todo tipo de aparição que poderia lhe fazer alçar voo ,continua patinando nos mesmos patamares,dando pinta de saturação fazendo com que o  papel a ser desempenhado por ele seja o equivalente ao de um Jean Marie Le Pen na França: O de amealhar uns 10 ou 15% de votos para,quem sabe,a persistira a situação atual,em alguns anos chegar a ser realmente uma força política. 

    Mesmo assim,precisamos lembrar que todas essa figuras abjetas são frutos de um processo democrático que pretendem destruir.

    Em nossa história a democracia não tem sido destacada como um valor a ser seguido,pelo contrário,tem sido usada para a sua própria destruição.

     

  3. Incapacidade cognitiva 

    Incapacidade cognitiva  ..taí  ..incapacidade de se colocar no lugar do outro – entender, se solidarizar – 

    INTOLERÂNCIA a frustração  ..imaturidade emocional (ou traço psicótico tb ?!)  ..numa percepção mais acurada, PSICOPATAS sociais

    FATO – a sociedade BOLSSOMÍNIA, queiramos ou não, carrega consigo valores assimilados de algum lugar  ..problema MAIOR esta em querer IMPOR aos demais o que acham ser o certo, nem que de forma errada (na porrada) 

    – manutenção do que lhes foi passado sem contestação

    – obediência às leis sem questionamento

    – combate a criminalidade valendo-se de todos os meios

    – respeito a autoridade, mesmo que partida de tiranos

    Agora, façamos uma auto critica  ..a provocação e HUMILHAÇÃO, o menosprezo aos seus clamores e reclamações, também ajudaram a atiçar os ânimos:

    Por exemplo  ..a criminalização INDISTINTA da atuação das polícias ou, o NÃO reconhecimento a NADA do que o Regime Militar tenha feito  ..a vitimização, quase que instantânea, dos que praticam o crime ..a glamorização dos guerrilheiros – transgressores –  e a condenação dos que defendiam “a ordem estabelecida” ..a degenaração por alguns corportamentos e modismos  que até bem pouco, atentavam contra uma educação mais conservadora (aché, funk, consumo de drogas, liberalidades sexuais entre outros)

     

     

     

  4. Excelente analise,

    Excelente analise, Horta.

    “Bolsonaro, como qualquer figura fascista, têm apelo porque as sociedades de onde eles são oriundos falharam em transformar conhecimento e empatia em valores essenciais e democratiza-los.”

    Ausencia de empatia! Preciso.

    “Falando de forma simples, a crise econômica, a desorganização da nossa educação, o histórico social de uma sociedade sem empatia e uma elite ignorante social e politicamente são o campo fértil sobre o qual Bolsonaro desfila misoginia, violência e brutalidade, e é aplaudido. Contudo, tudo isto seria evitado se as instituições estivessem funcionando. Se elas punissem a violência, se fossem contra o arbítrio e se fortalecessem os direitos individuais e coletivos. Como, no Brasil de hoje, as instituições são o próprio arbítrio e atacam direitos individuais e coletivos, arrisco a dizer que o STF, se afastar Lula da disputa, de forma ilegal e venal, elegerá Bolsonaro.”

    Quanto ao trabalho de Esther Solano (pra quem não lembra, foi a musa dos black blocs em 2013) que diz que o voto em  Bolsonaro é fruto da frustração da sociedade com o sistema político vigente, acho meio dificil de engolir. Faz sentido quando ela diz que os eleitores dele acreditam na meritocracia (martelada dia e noite pela globo),  que ele é um populista de direita e que há influencia evangélica (teologia prosperidade/meritocracia). Mas se a questão fosse de fato a “frustração da sociedade com o sistema político”, Joaquim Barbosa ( o candidato dos sonhos dos neoliberais globalistas) ou outro outsider de verdade teria emplacado.  Enfim, talvez Barbosa volte….

    Já Bolsonaro está na política há 27 ANOS. É um poítico profissional, e ruim, porque nunca fez nada que prestasse.

    Algumas pessoas que conheço e que votam em bolsonaro o fazem porque são tão machistas, racistas e homofobicas quanto ele. Porque pensam que bandido bom é bandido morto, porque querem andar armadas, porque acreditam na meritocracia, porque se identificam com o discurso burro e de facil compreensão, porque detestam o politicamente correto, porque sao radicalmente contra o aborto (a quem interessa colocar esse tema em pauta nesse momento?) e odeiam comunistas. E votam na pessoa do bolsonaro.

    Solano diz que nas entrevistas (25 entrevistados) muitas pessoas se diziam frustradas com o sistema polítco e a classe política, e que por isso votariam nele. O que ela esperava? Que as pessoas admitissem que são racistas ou machistas? Que dissessem que odeiam tudo que não é espelho? Que são egoístas pacas e não estão nem aí para outros seres humanos? Complicado.

    Sobre o porque bolsonaro cresceu tanto, gosto muito do que diz Jesse Souza

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=BCPQ3ApLrvc%5D

  5. Bolsonaro parece ruim, mas é

    Bolsonaro parece ruim, mas é o começo da solução..

    .. ele é o que resta dessa fase final do capitalismo tardio, apodrecido, que vem se escorar em nossas riquezas naturais..

    .. vai inaugurar uma transformação pela dor, lembrando que a transformação pacífica, pela mobilização social, foi rejeitada pelas nossas “esquerdxs”..

    .. triste ver, ainda hoje, “esquerdixta” fazendo conchavo para ganhar carguinho na próxima gestão.. (me mata de vergonha)..

    Bolsonaro vai nos dar uma importante lição.

    Mas olha só que chique: entramos em um “circuito mundial”..

    .. nossa luta será a de todo o mundo..

    .. é aqui o palco central da principal batalha entre o bem e o mal..

    .. são nossos os maiores símbolos da iniquidade humana..

    .. é nosso o maior símbolo da luta por um mundo mais justo e igualitário..

    A pessoa do ex-presidente Lula, seu sacrifício e todo o fardo que ele carrega atualmente, se tornaram símbolos desta luta em todo o planeta.

    Sigam o Lula.

  6. Lembrar de Michel Foucault

    Lembrar de Michel Foucault não sensibiliza em nada o Boçalnaro e o resto da fascistada. Esses energumenos precisam ser contrastados, confrontados. Enquanto persistir o “cavlheirismo” e a teimosia em perder por W.O. a comunicação, o mecanismo de asseguração vai só prevelacer e eles vão ganhar mais e meis terreno, seduzindo cada vez mais desavisados.

    Dou exemplos simples, talvez até demais. Basta perguntar: um cara qualquer que executa uma pessoa rendida ou sem condições de se defender é um herói ou um covarde? Isso é igual ou não a um tiroteio, uma troca de tiros? Dizer depois que foi um “auto de resistência” é coisa de mentiroso safado ou de “valente guerreiro”?

    E por aí vai…

    Funciona. Não precisa nem gritar. Faço isso desde os anos 80. Quem me conhece nem entra mais nessa bola dividida comigo.

    E também não deixo falar sozinho.

  7. Manipuladores do medo,

    como o cidadão focado, sabem – obviamente – manipular esse conceito da natureza  aseu favor. Praticamente todos os dirigentes absolutos, sejam ditadores, reis, chefes, chefetes, etc. se utilizam  deste meio para fazer seus subordinados agirem de acordo com os desejos pessoais deste tiranos.

    Só que esses manipuladores de medo têm um problema muito sério com esta manipulação do medo, que pode, em questão de horas, voltar contra eles. E aí acaba a festa. Duvida?

    1989.

    Em questão de poucos meses todas as tiranias comunistas da Europa Oriental, que tinham todos os seus aparatos repressores funcionando admiravelmente bem, com a justiça toda amordaçada, com carneirinhos nos parlamentos, desabou em praticamente todos estes países.

    E isto, pelo simples motivo que o povo cansou de aceitar o medo. E os, hã, sabotadores dos tiranos movimentaram algumas poucas peças do xadrez, o que fez estes tiranos serem encostados contra a parede e logo saírem de cena.

    Ceausescu, por exemplo, em menos de 24 horas perdeu toda a autoridade que tinha baseada no medo. Entre outros motivos, porque numa manifestação gigantesca convocada por ele, esta saiu de seu controle e ele resolveu fuzilar um alto dirigente das Forças Armadas, por achá-lo responsável pelo descontrole. Para isto decretou uma lei lhe dando este direito. Saiu do palácio, mas foi apanhado pocuo depois, julgado em alguns minutos, e com base na mesma lei que ele decretou, foi fuzilado.

    Daí em diante, o medo se voltou contra o tal aparelho repressor.

    Se o cidadão brasileiro não se deixar levar pelo medo, o tal cidadão mencionado no texto nem toma posse.

     

  8. Não se pode diminuir o perigo, nem flertar com ele!

    E preciso pensar na ‘fraqueza’ do outro lado, os socialistas democratas, em combater o fascismo – e não só a figura do Bolsonaro são as suas ‘bases’. Não se trata de fazer coro a direita, a esquerda toda ela está obviamente na defensiva. Mas mesmo nessas condiçõe é preciso pensar como se pode organizar uma resistencia ao fascismo, que vai continuar crescendo independente do resultado das eleições.

    A pior forma que algumas pessoas que são de ‘esquerda’ tem de não reagir ao fascismo é flertar com ele, ver um ‘lado bom’ nele. E minoritário, mas existe e é perigoso. Vejo recorrentemente em comentários aqui no GGN gente que repete os valores do discurso fascista do Bolsonaro: é preciso ordem e autoridade, é preciso garantir a moral e os bons costumes, a ditadura não foi tão ruim assim – como se a tortura, a censura e a morte da democracia não anulassem qualquer ganho que se obtem por esses meios! Não houve ‘lado bom’ na ditadura, o milagre economico da ditadura simplesmente concentrou a renda e a ditadura acabou em ‘caos’ economico; nem na soberania nacional houve ganho, a ditadura foi chancelada e tutelada pelos EUA! Diuante disso  parece que essas pessoas estão fazendo apologia de valores anti-democráticos, talvez insconscientemente.

    Desde o golpe converso com pessoas de esquerda, das mais variadas simpatias e filiações partidárias alertando que o Bolsonaro estava no pareo para ‘normalizar’ as coisas do ponto da vista da classe dominante.. Com apenas duas honrosas exceções em todas as conversas que tive, o Bolsonaro  sempre foi diminuido: ‘ah, no Brasil isso não cresce’, ‘ah ele não tem chance nenhuma’, ‘ah, a elite, os que tem o poder do dinheiro não quer ele’. Estamos a poucos meses da eleição, a esquerda continua tampando os olhos para não ver o horror a sua frente, mesmo diante do crescimento do fascismo no mundo todo, com o Bolsonaro em segundo lugar em todas as pesquisas – acabou de sair um pesquisa do Pesquisas onde Bolsonaro cresce, chegando a 21, 9% – e o apoio explicito da CNI, do agronegócio.

    A outra forma que a esquerda não consegue fazer a resistencia é desqualificar o Bolsonaro. Ele é, do ponto de vista humano, desqualificiado, repugnante. Mas não adianta chamar ele de Burro ou de Bozo: é da desqualificação que ele se alimenta, o fascismo sempre se colocou como ‘vitima’, como o ‘lado oprimido’. O discurso de Bolsonaro é o discurso do fascismo: obscurantismo, ecletismo, incoerencia; quem viu a entrevista de ontem percebeu isso. Em determinadas condições históricas esse discurso chega ao poder sem ter a maioria e dentro ‘da lei’: o Trump é o exemplo que está na nossa cara. Não adianta dizer que o Bolsonaro e seus seguidores não conhecem história e cometer o mesmo erro…

     

  9.  
    Uma coisa é certa: o

     

    Uma coisa é certa: o fenômeno Jair Bolsonaro não se esgota em sua pessoa. Seu sucesso deve ser situado no quadro geral de uma sociedade arruinada intelectual e moralmente, no qual figuras que em outros tempos seriam grotescas e marginais podem ascender ao poder por representarem formidavelmente o povo que as admira…

     

  10. Alckmin é Temer

    Apesar de ser um fascistra ignorante e desprezível sugiro que os democratas não gastem muitos bytes para destruir Bolsonaro. A direita, por meio da mídia, já começou a atacá-lo. Bolsonaro perdeu a validade.

    O foco da crítica deve ser dirigido a Alckmin – o atual candidato da direita. Alckmin é a continuidade de Temer e isso precisa ser difundido de modo a chegar em todas as cidades, de Maracá a Alegrete.

     

    • Olhe, da maneira como vejo as

      Olhe, da maneira como vejo as coisas, Bolsonaro perde se em um eventual segundo turno, ele enfrentar Alckmin. Se o adversário for da esquerda, o que hoje me parece pouco provável, Bolsonaro ganha (do que o brasileiro médio tem mais medo hoje? Bolsonaro, ou um candidato “venezuelazante”?) Sei que ninguém gosta de falar disso, mas pode ser que os eleitores da esquerda, tenham que fazer essa opção em algum momento, ou apenas assistir passivamente, e ver o que acontece.

  11. 88 ANOS DE ESQUERDISMO FASCISTA

    Está a cada dia mais difícil para nossa Elite Esquerdopata explicar o Estado, a Indústria da Pobreza, da Miséria, do Analfabetismo que construiu nestes 88 anos. Está difícil para esta Elite do Fanatismo Ideológico sustentar seu discurso farsante sobre Democracia. Como Democracia se nestas páginas, artigos, discursos, exposições defendem Caudilho Fascista? Golpismo sobre Governo Eleito diretamente? Governo com mandatos de 4 anos? Como Fascista se tornou o Pai dos Pobres? Como e porque mantiveram Estrutura e Legislação Fascista por quase 1 século? Então Golpe Ditatorial Fascista Militar é apoiado e compartilhado? Então esta Ditadura Militar Fascista serve para esta Elite Esquerdopata até 1954. Então Militares no Poder na figura de Dutra são apoiados desde que JK seja o próximo candidato à presidência oriundo da “República de Juiz de Fora”, de Tancredo Neves, comparsa e parente do Ditador Fascista, então seu Ministro da Justiça? Tendo como vice, João Goulart (Jango) o cunhado do Fascista. Apoiados e defendidos por outro da família fascista, Leonel Brizola. Política pequena e medíocre esta de Feudo e Capitanias Hereditárias divididas entre Déspostas e Elite que ascende com o Ditador?!! Mas explica de forma transparnte este Brasil que passa da vanguarda mundial até 1930, para rabeira e escárnio da história e da humanidade, poucos anos depois. Até chegar a este absurdo em 2018. GV, Tancredo Neves, Aécio Neves, Carlos Prestes, Olga Benário, Golpismo Ditatorial Militar, Cumplicidade, Campos de Concentração Nazista, Fascismo, Leonel Brizola, João Goulart, JK, Contribuições Sindicais Obrigatórias, Sindicalismo Pelego, Lula, Indústria da Pobreza, Estado Absolutista, Sindicato dos Professores, Analfabetismo, Bandidolatria, Voto Obrigatório. Tudo junto e misturado. 2018. QuintoMundismo Tupiniquim. (P.S. Esta semana tiveram Eleições Diretas em Botswana no Continente Africano. Em Urnas de Plástico Reciclável em Voto de Papel. Custo Irrisório. SEM Financiamento Público de R$ 1.700.000.000. Eleições Diretas e Facultativas. Mas os Africanos são minimamente Alfabetizados. E sabem ler e escrever em cédulas de papel. Não dependem de VOTO OBRIGAT´RIO em Urnas Eletrônicas a um custo estratosférico. Genialidade da nossa Elite Esquerdopata mantendo Legislações Fascistas, com as quais compartilharam o Poder nestes 88 anos. Os Africanos podem. Nossa Elite, ditatorialmente crê que NÓS Brasileiros não !!). O Brasil de fácil explicação. p 

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