Imprensa internacional repercute discurso de Bolsonaro na Suíça: “Desastre”

Foto: Fabrice Coffrini/AFBolsonaro deixa o palco acompanhado do presidente do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab

do Brasil de Fato

Pronunciamento, que tinha previsão inicial de 45 minutos e foi reduzido para 30, durou apenas sete minutos

“Desastre”. Foi assim que jornalistas estrangeiros definiram o discurso do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na abertura do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, nesta terça-feira (22). Foi o primeiro pronunciamento oficial de Bolsonaro fora do Brasil desde a posse, em 1º de janeiro.

O discurso, que tinha previsão de 45 minutos – e depois chegou a ser reduzido para 30 –, durou apenas sete minutos. Outros oito foram destinados a perguntas feitas pelo presidente do Fórum, Klaus Schwab, e respondidas de maneira evasiva por Bolsonaro.

A editora do jornal francês Le Monde se pronunciou nas redes sociais. Segundo Sylvie Kauffmann, “Bolsonaro foi incapaz de responder concretamente às questões de Klaus Schwab”.

O editor-chefe da revista estadunidense American Quartely, Brian Winter, relatou no Twitter que recebeu um e-mail de um participante de Davos, que classificou o discurso de Bolsonaro como “desastroso”: “Por que ele veio mesmo?”.

A jornalista Heather Long, do jornal estadunidense Washington Post, usou a mesma rede social para criticar a argumentação do presidente brasileiro: “Isso é uma enrolação”. Long acrescentou que Bolsonaro “tinha o mundo todo lhe assistindo, e sua melhor frase foi quando chamou as pessoas para passarem férias no Brasil”.

A imprensa internacional esperava que o presidente brasileiro detalhasse, em seu discurso, planos econômicos que o governo adotaria nos próximos quatro anos.

Para o editor de economia do jornal inglês The Telegraph, Ben Marlow, os oito minutos do presidente brasileiro no palco de Davos foram de “um discurso sem vida”. Marlow diz que não imagina Bolsonaro “sendo convocado novamente tão cedo”.

Leia também:  Bolsonaro anuncia que Brasil foi aceito como aliado extra-Otan

Após o discurso de abertura, o presidente brasileiro participou de encontros com investidores na cidade suíça.

* Colaborou José Eduardo Bernardes.

Edição: Daniel Giovanaz

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3 comentários

  1. Tão ou mais patético

    Tão ou mais patético é ver em grupos de zap a tentativa de fazer crer que é tudo intriga da oposição “globalista”, que ele foi muito bem, e que tem gente “torcendo contra”…

    Ai, ai…

    Triste, muito triste ver gente diplomada, inclusive, se prestando ao papel de fanaticos bolsominions. É isso que torna tudo, em vez de risivel, perigoso; muito perigoso.

  2. Se Flávio errou e ficar provado, ele é bandido
    E bandido bom é bandido morto. Ele tem que pagar com a vida.
    Mas se ele errou e não ficar provado, aí ele ficará impune.

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