A dança do vazamento limitado dos Panama Papers, por Pepe Escobar

 
Enviado por Babi
 
 
 
Atenção mundo! Hora de pôr na cabeça o chapéu Panamá made in Ecuador e começar a agitar os quadris freneticamente, na dancinha do vazamento limitado de curtição.

E se você acredita na pureza de intenções do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, CIJI [ing.International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ)] no centro do vazamento, tenho aqui um chapéu Panamámade in Shenzhen, China (A Quem Interessar Possa: Nunca fui, e jamais serei, membro desse CIJI). 

O CIJI, que tem sede em Washington, recebe dinheiro para sustentar-se e todos os seus “procedimentos organizacionais” de um Centro para a Integridade Pública [ing. Center for Public Integrity] – o nome, já é orwelliano – com sede no Excepcionalistão. Os fundos fluem principalmente da Ford Foundation, da Carnegie Endowment, do Fundo da Família Rockefeller, da Kellogg Foundation e da ONG “Sociedade Aberta” [ing. Open Society] de George Soros. 

E há também sua organização parceira na Europa Oriental, OCCRP, negócio ainda mais orwelliano, autodefinido como prestador de alguma espécie de serviço alternativo progressista de ‘mídia’. E essa OCCRP é mantida com fundos de Soros e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional [ing. USAID]. 

E, por fim, há esse país de ficção que atende pelo nome de Panamá – vassalo certificado dos EUA. Absolutamente nada acontece no Panamá, com real substância, que não tenha luz verde do governo dos EUA. Ora, como me disse um advogado tributarista internacional, “é preciso ser perfeito idiota para enfiar dinheiro no Panamá. Não se dá descarga numa privada, lá, que os norte-americanos não saibam, em tempo real”. 

E assim se tem o cenário para o vazamento dos Panama Papers – uma massa gigantesca de 11,5 milhões de documentos supostamente vazados de dentro da peso-pesado da produção de empresas offshore Mossack Fonseca para o jornal de centro-esquerda, aliado da OTAN, Suddeutsche Zeitung de Munique, e dali distribuídos pelo CIJI para jornais parceiros na grande mídia-empresa. 

Mesmo que a pistola fumegante ainda não tenha aparecido, pode-se supor que esse maior vazamento de documento de todos os tempos tenha sido ‘obtido’ pela – e quem mais seria? – inteligência norte-americana. Aí está o tipo de negócio que a Agência de Segurança Nacional dos EUA faz primorosamente. A ASN-EUA consegue invadir virtualmente qualquer banco de dados e/ou arquivos em qualquer lugar do mundo; vivem de roubar “segredos”; depois, seletivamente, destroem/fazem chantagem/protegem ativos dela mesma e/ou “inimigos”, conforme os interesses do governo dos EUA. 

Essa é a essência de um vazamento limitado que foi vendido à opinião pública como se fosse resultado de alguma investigação séria sobre corrupção. E é aí que a mídia-empresa ocidental entra em cena, para proteger todo e qualquer honcho dentre os 0.00000001% de ricos que tenha caído na rede; e para fritar alguns joões-ninguéns descartáveis. 

O que se tem são mais de 300 repórteres vasculhando centenas de milhares de documentos/arquivos durante um interminável ano, sem – pasmem! – nenhum vazamento fora da hora. Tudo isso para que um punhado de veículos-empresas de mídia-empresas do establishment possa selecionar meticulosamente o que lhes pareça “notícia”. Veículos da mídia alternativa ocidental teriam vasculhado o ‘material’ sem poupar ninguém; mas esses jamais chegaram sequer perto dos documentos. 

Leia também:  Žižek: Uma comédia grega do absurdo

O que já se sabe com certeza é que ninguém jamais conhecerá a extensão total do que vazou do ‘Panamá’. Até o hoje já inigualavelmente patético Guardian admitiu publicamente que “muito do material vazado permanecerá privado”. Ora, mas… Por quê? Porque há o risco de alguém – inadvertidamente e diretamente – expor alguém da gangue dos 0,00000001% de multibilionários e empresas ocidentais. Todos esses jogam o jogo do cassino dasoffshore (embora não necessariamente no Panamá). 

Fato é que, reduzidos a um esqueleto descarnado, os Panama Papers deixam-se ver como operação de guerra-de-informação realizada pela Agência de Segurança Nacional dos EUA – mirada principalmente contra “inimigos” (tipo os países BRICS) e alguns joões-ninguéns descartáveis; ‘operação psicológica’ (op-psi) armada, que se faz passar por ‘vazamento ativista’ – saída diretamente do manual de Guerra Híbrida

 
Na boleia do Caminhão Monstro
 
Há um “Quem é Quem” inteiro de ricos/poderosos alvejados diretamente nos Panama Papers, do – doido varrido – rei da Arábia Saudita, até o ex-patrão da Fiat/Ferrari Luca de Montezemolo; de Lionel Messi, até membros (não individualizados, assim, só no geral) do Partido Comunista Chinês e o cunhado do presidente Xi Jiping da China. 

A crocância da mistura aumenta com os nomes de Alaa Mubarak, filho da deposta cobra egípcia; Ayad Allawi, o açougueiro de Fallujah e ex-primeiro-ministro da ocupação norte-americana; o primeiro-ministro do Paquistão Nawaz Sharif (protegé dos sauditas, com certeza também contava com assessoria offshore); e Dov Weisglass, o açougueiro de Gaza e ex-conselheiro de primeiros-ministros israelenses Ariel Sharon e Ehud Olmert (esse, já condenado por crime de corrupção). Todos esses, perfeitamente descartáveis. 

Há na lista não só a bandidagem do Oriente Médio, mas também a cúpula da mais “respeitável” Europa – do primeiro-ministro da Islândia (já obrigado a renunciar) até o pai de David Cameron, Ian. E alguns ‘indiciados’ que até podem ser considerados amigos do Excepcionalistão e dos fundos abutres, como o presidente da Argentina Mauricio Macri e o peso-pesado do chocolate & presidente da Ucrânia Petro Poroshenko, que perdeu muitos fundos que estacionara nas Ilhas Virgem britânicas. 

Como se poderia adivinhar, ênfase especial em países BRICS – daqueles misteriosos chineses a empresas indianas. No que tenha a ver com o Brasil, o que bem se pode receber como avanço: lá está na lista, fritado, o notório corrupto presidente da Câmara de Deputados Eduardo Cunha; as contas não declaradas que ele mantém na Suíça já haviam sido reveladas nos vazamentos do HSBC; agora apareceram outras, no vazamento do Panamá.

Resta ainda a ser explicado um sumarento ângulo do caso brasileiro: se o vazamento dos Panama Papers estaria conectado ao fato de Ramon Fonseca, proprietário de 50% da Mossack Fonseca, ter sido destituído da presidência do Partido Panameñista, mês passado, porque seu nome surgiu em investigações da “Operação Car Wash” – que visa quase exclusivamente o Partido dos Trabalhadores que governa o Brasil. Os Panama Papers são de fato um Caminhão Monstro, versão global da “Car Wash” anti-PT.

Leia também:  Žižek: Uma comédia grega do absurdo

Lula, como se podia prever, não está na lista do Panamá – para desespero dos ‘mudadores-de-regime’ golpistas apoiados pelo Excepcionalistão, muitos dos quais (barões ladrões midiáticos, banqueiros, empresários) apareceram nos vazamentos do HSBC. O império midiático O Globo, Mudador-de-Regime-em-Chefe, tampouco aparece nos vazamentos do Panamá, embora não seja segredo que se beneficiam de muita algazarra offshore

 
A Síria, como sempre, é condenada a ser alvo de todas as agressões. Muitos dos veículos da mídia-empresa ocidental entenderam simultaneamente que ‘notícia’ seria o “capanga de Assad” Rami Makhlouf, descrito nos telegramas diplomáticos dos EUA como “leva-e-traz da corrupção síria” e já posto sob sanções dos EUA desde fevereiro de 2008. Alvo muito conveniente. Mas o “leva-e-traz” havia sido protegido pelo HSBC. 

A culpa é de Putin! 

E assim se chega, finalmente, ao principal alvo do Caminhão Monstro (na “Operação Car Wash” no Brasil, os alvos sempre são Lula e a presidenta Rousseff). Assim se cobre o ângulo BRICS, numa virada dos sonhos: virtualmente todos os grandes veículos da mídia-empresa ocidental gritaram em manchete que Vladimir Putin teria $2 bilhões escondidos offshore

Problema é que Putin não tinha. Putin foi condenado por proximidade, por causa de supostas ligações de dois seus “associados próximos”, Arkady e Boris Rotenberg, com lavagem de dinheiro. Só que os três e-mails “incriminatórios” que há nos arquivos não incriminam nem os “associados próximos” nem Putin. 

E há Sergey Roldugin, violoncelista, amigo de infância de Putin. Eis o boato que o Consórcio (…) Investigativos arranjou contra ele:

“Os arquivos mostram que Roldugin age por trás das cortinas numa rede clandestina operada por sócios de Putin que deu fuga a pelo menos $2 bilhões mediante bancos e companhias offshore. Nos documentos, Roldugin é listado como proprietário de firmasoffshore que obtiveram pagamentos de outras firmas no valor de dezenas de milhões de dólares (…) É possível que Roldugin, que alegou publicamente não ser homem de negócios, não seja o verdadeiro beneficiários desses capitais ilícitos. A evidência dos arquivos sugere que Roldugin age como testa de ferro para uma rede de seguidores de Putin – e, talvez, para o próprio Putin.”

Por que não escreveram “a prova nos arquivos sugere que Lionel Messi atua como testa de ferro para uma rede de amantes do futebol que tentam escapar do estupro que a Argentina sofre nas garras de fundos abutres dos EUA hoje representados lá pelo novo presidente e dono de contas clandestinas offshore Mauricio Macri”? 

Leia também:  Žižek: Uma comédia grega do absurdo

A parte mais entusiasmante é que Moscou já sabia que estava sendo preparada contra o país e o governo uma grande ofensiva de Guerra Híbrida; o porta-voz de Putin falou sobre isso dias antes de os Panama Papersviralizarem. 

Devolver aos EUA a velha grandeza 

Contas bancárias em sedes offshore não são intrinsecamente ilegais. Mas muitas dessas contas envolvem dinheiro sujo ou, no mínimo, garantem para os muito ricos, eufemisticamente, “ambiente de baixos impostos”. 

Não é acaso que os Panama Papers exponham conexões com várias dúzias de empresas e indivíduos que já são nomes de destaque nas listas negras das sanções norte-americanas. Também isso mostra os Panama Papers ainda mais como vazamento limitado: realmente quentes seriam Cayman Papers ou Virgin Island Papers. Porque é aí que os ricos ‘oficiais’ põem o dinheiro deles (para nem falar de Luxemburgo). Para tornar tudo ainda mais risível, David Cameron acorda, repentinamente, e descobre a necessidade de proibir que territórios britânicos do além-mar – e dependências da Coroa – sejam usados pelos ricos para enfiar suas fortunas fugitivas do fisco. 

Jamais acontecerá. O chamado sistema internacional de finanças/banking é um cassino enlouquecido. Nada de apenas 8%. Corretores de operam em Hong Kong me dizem que o mais plausível é que coisa como 50% da riqueza global esteja hoje guardado, sem na nada a incomode ou perturbe, em paraísos fiscais à prova de impostos. Se uma fração dessa quantidade estonteante de dinheiro gerasse impostos, governos de direita e esquerda pagariam o que devem, investiriam em infraestrutura, lançariam rodadas sobre rodadas de crescimento sustentável e estaria em andamento uma espiral produtiva. 

É o que nos leva à cereja do bolo da corrupção: como é possível que absolutamente não haja nenhum norte-americano nesse vazamento limitado?! Claro que não há. Panamá é para perdedores. Óbvio demais. Dissoluto. Cru. Coisa de pobre. Ergo, esqueçam para sempre qualquer Cayman Papers

 
Para estrangeiros que sabem das coisas, basta voltar a três meses passados, ao artigo de Andrew Penney, diretor-gerente de Rothschild & Co, em Bloomberg , onde tudo está dito, com todas as letras: “o maior paraíso fiscal do planeta é hoje os EUA.” 
 
Assim o círculo afinal se aquadrada: Panamá foi o boi de piranha – dano colateral nesse vazamento limitado, de curtição, na “Operação Caminhão Monstro”. Negócio quente é o paraíso fiscal lá mesmo, nos EUA, cortesia dos Rothschilds. Querem de volta a grandeza dos EUA? É só pegar: o maior valhacouto para sonegadores de todo o universo, com seguro para dinheiro sujo de todos os tipos, um Panamá monstro: o Excepcionalistão realizando seu destino. Agora, panacas, dancem.*****

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

20 comentários

  1. E para quem não acredita, a

    E para quem não acredita, a Mossack agora disse que foi hackeada e que não foi vazamento interno.

  2. Pepe é um cara extremamente

    Pepe é um cara extremamente lúcido, cuja lucidez decorre em grande parte por morar na Europa. Por aqui só podemos saber dessas coisas através de blogs que o traduzem e da voz da Rússia. Pouca gente abriu o olho para as conexões extremamente importantes da geopolítica.

    Para pensar na cama: Por que será que não aparece nenhuma acusação séria de corrupção contra o governo do México? Vai ver que o México, com todo o terrível problema de drogas que o derrota, é governado por homens e mulheres de extrema pureza…Que tal explicar este enigma?

  3. TV Estatal Francesa Escancara!

    Nassif,

    Artigo muito pertinente. Temos que trazer o assunto dos #panamapapers aqui para o blog, mas com todos os matizes e ressalvas necessários. 

    Chamei ontem no Twitter a todos que pudessem assistir que o fizessem: o programa “Cash Investigation” da France2 – ontem com uma duração de quase 3h sem intervalo comercial – foi muito esclarecedor.

    Repercutiu tanto que durante a transmissão a hashtag #cashinvestigation chegou ao No. 2 dos Trending Topics mundiais do Twitter.

    É um programa de peso. Basta dizer que após a reportagem volta-se ao estúdio ao vivo, onde a apresentadora recebe o Ministro das Finanças e um representante da OCDE para debater as revelações ali feitas.

    Bom, durante a transmissão fiz um “live blogging” informal dos pontos principais do programa para um jornalista no Brasil. Caso haja interesse, posso recortar e colar para o blog. Evidentemente está cheio de abreviaturas e linguagem informal.

    Mas vamos ao ponto final, que casa com o alerta intuitivo do Pepe Escobar:

    Com o Ministro no Estúdio, a apresentadora Elise Lucet – seríssima e parte do consórcio que recebeu os documentos – confronta o Ministro com o fato de que os “papers” haviam originalmente sido COMPRADOS por países e compartilhado entre EUA, Reino Unido, Alemanha, Canadá e Austrália. Tiraram eles dos papers o que não convinha.

    De alguma forma – de boa fé ou não – os papers encontraram o caminho até os jornalistas do Süddeutsche Zeitung há um ano. Diante da imensidão de documentos os dois jornalistas acharam por bem dividir o trabalho de análise com mais de 70 jornalistas de dezenas de países. Fizeram-no através do consórcio.

    A jornalista informa que processos internos – e discretos – já vinham sendo encaminhados pelos países compradores contra seus nacionais que se beneficiavam das offshores no Panamá com base nesses documentos. Para eles vale a máxima “roupa suja se lava em casa”. Menos sorte tem os escroques dos BRICs e do mundo em desenvolvimento em geral.

    Quem sabe não é ação levada a cabo de boa-fé, com o Ocidente atuando mais uma vez em sua missão civilizadora?

    Pausa para o riso.

    Tenho alertado jornalistas com a pauta dos Panama Papers no twitter sobre isso.

    Evidentemente que os documentos são de interesse jornalístico. Ao que tudo indica são legítimos e comprovam dinheiro oculto e/ou de origem criminosa. Mas, como impõem as regras do bom jornalismo, a fonte não pode pautar o jornalista. A fonte não substitui o jornalista e o editor.

    Basta conter um pouco a húbris e não deixar uma cobertura – que tem todo o valor – deixar-se manchar por suspeita de manipulação e viés dos vazadores. Tenho dito aos jornalistas que façam uma ressalva no texto ressaltando a parcialidade do vazamento. Alguém vai deixar de ler por isso?

    Creio que não. Eu, pelo menos, não.

     

     

  4. Só jornalistas dos grandes

    Só jornalistas dos grandes meios com acesso aos papeis, por que não tem ninguém da midia altenativa? 

  5. Possível explicação

    O jornal Le Monde, ante à crescente quantidade de indagações sobre a pouca participação de tubarões norte-americanos nos vazamentos, dá a seguinte explicação:

    “Em 2009, o Panamá foi colocado na lista negra de paraísos fiscais da OCDE. Para escapar, seus líderes assinaram vários acordos fiscais com países como Cingapura e o Japão. Depois de meses de intensa pressão, o governo do presidente Ricardo Martinelli cedeu e assina com os Estados Unidos em 2011, um tratado fiscal extremamente restritivo para o Panamá.

    Este tratado dá, de fato, carta branca às autoridades norte-americanas para obter informações sobre as contas bancárias panemenhas. O acordo permite as famosas “expedições de pesca” (pesca de informações) e exige a colaboração das autoridades panamenhas com investigadores norte-americanos, mesmo que as irregularidades não sejam susceptíveis de violar as leis do Panamá. As consequências são imediatas: diversos bancos decidiram simplesmente fechar as suas portas aos norte-americanos – mesmo se bancos, como HSBC, Tower Bank e Banvivienda continuaram aceitando a abertura de contas a residentes nos EUA.

    Com o fim do “segredo” e um sistema bancário sob o olhar constante dos serviços fiscais dos Estados Unidos, o Panamá perdeu praticamente em uma noite o seu apelo. Adicione-se a isso o fato de que o IRS considera agora qualquer sociedade anônima detida por um ou mais norte-americano como uma empresa sujeita a tributação dos EUA. Uma regra que encerra com as leis de tributação única para os cidadãos norte-americanos.De fato, depois de cerca de cinco anos, é a dupla tributação que  prevalece, praticamente encerrando as tentativas dos cidadãos norte-americanos de encontrar um paraíso fiscal no Panamá.”

    Nicolas Bourcier

    http://www.lemonde.fr/panama-papers/article/2016/04/05/panama-papers-pourquoi-y-a-t-il-si-peu-d-americains_4895914_4890278.html

    A tradução, e os respectivos erros, embora involuntários, são todos de minha autoria.

     

    • Faz sentido

      Provavelmente essa pressão dos EUA veio no bojo das negociações da CAFTA + DR – Área de Livre Comércio da América Central e República Dominicana e os EUA. O Tratado foi negociado e ratificado nessa época.

      Conheço pessoas que participaram das negociações e os EUA mandavam missões que ficavam meses nesses países “assessorando” equipes locais para minutar leis nacionais uniformes que estivessem de acordo com os dispositivos do Tratado. Isso incluiu, decerto, reforma das leis que regem o sistema financeiro.

      Isso explica parte da história. Mas como mencionei no comentário abaixo, o programa da France2 afirma que há sim processos nos EUA contra donos de offshores panamenhas. Só que tudo tratado com discrição.

      Como vc fala francês, acesse o link e veja o programa. Vale muito a pena. Se estiver aberto aí no Brasil me dá um toque aqui porque queria saber se funciona.

      • Até gostaria

        Não queria ficar repetindo um lugar comum, mas o fato é que hoje, estamos imersos em um caudal de informações que nos afoga.

        Mesmo o colega tendo feito um resumo, imagino que pela duração da emissão, por cerca de três horas, o dito resumo ainda deve ser muito extenso.

        Gostaria mesmo de poder ler e digerir toda essa enorme quantidade de informações.

         

        • Vou procurar para

          Vou procurar para postar.

          Alias, pq vc nao cria um perfil aqui no GGN? Caso faça isso, serei notificado quando vc responder a algum comentario meu. Do modo atual, so vejo a sua resposta se por acaso voltar para ver o comentario de novo. Como agora.

          Afinal, o que a gente quer aqui é trocar ideias.

  6. Nassif, todo dia ta

    Nassif, todo dia ta acontecendo multiplas vezes!  Porque meu comentario aqui nao foi publicado?????

    Tava suposto a ser esse aqui:

    http://jornalggn.com.br/noticia/a-danca-do-vazamento-limitado-dos-panama-papers-por-pepe-escobar#comment-892194

    Adicionando, SOMENTE Cunha movimentou 411 milhoes de dolares nas contas que eram conhecidas, sem contar com as contas novas do Panama que apareceram agora, e eu estou suposto a acreditar que as contas de Aecio NAO estao sendo escondidas por Janot e que movimentaram MENOS dinheiro?????

    (E tem um monte de comentarios meus que nao foram publicados nos ultimos dias tambem.)

  7. Sorte a nossa que a Cia, USA e Israel nem sabem quem apoiam no

    Golpe aqui no Brasil, e  deixaram vazar os tucanos, pmdb e  a #GloboGolpista

    Estou no aguardo de um hacker “comunista” que deixe vazar os negócios dos EUA,  Israel e MCE 😛

  8. ennhum nome dos grandes

    ennhum nome dos grandes capitalistas, nenhum de wall street, todos puros…

    só tem nomes que implicam os brics…

    se isso não é manipulação geopolítica, não sei o que seja…

  9. Cuidados necessários com os

    Cuidados necessários com os Panamá Papers

     

     

    O escândalo recente dos chamados “Panamá Papers” requer um comentário com certo grau de análise, que provavelmente alguns debatedores neste Jornal GGN, já discutiram, como Gilson AS o fez sob o prisma que desejamos enfocar.

    A luz do que nos diz Pepe Escobar em: A Dança do Vazamento Limitado dos Panamá Papers, nesta mesma página e o farto material que pode ser encontrado no link: http://br.sputniknews.com/trend/panamapapers/, (novo endereço da Voz da Rússia) considerações com farto conteúdo de geopolítica não podem ser a priori afastadas. Pepe Escobar tem a virtude de residir na Europa onde, apesar da manipulação da grande imprensa ocidental, sobram fontes bem informadas independentes e pessoas com quem conversar sobre esses temas um tanto quanto “espinhosos”. A Voz da Rússia reflete o interesse do estado russo em produzir notícias em português segundo a visão da sociedade russa. Muitas vezes consultei-a para ter uma visão equilibrada do que realmente ocorre no mundo. Há um dito popular que diz: a primeira morte que ocorre em uma guerra é a da verdade…

    Presentemente, segundo o Papa Francisco, que também é um chefe de estado (o Vaticano) estamos vivendo a III Grande Guerra, que se desenrola, por enquanto, como guerra econômica. A união dos países chamados BRICS está se contrapondo ao imenso poder do Império, tanto no aspecto político, via minagem das instituições internacionais que lhe dão guarita (FMI,Conselho de Segurança,etc), quanto no plano econômico (FMI, Banco Mundial, etc). Estas instituições “ajudavam” países em dificuldades (criadas pelo Império) invadindo sua soberania e alinhando estes contra os inimigos do Império. Nestes termos vemos que a ação dos BRICS está muito mais do lado dos “mocinhos” que dos “bandidos”, em outras palavras, a luta dos BRICS é pela democratização do mundo em prol de toda a humanidade e o Brasil pela generosidade manifestada recentemente em várias situações (a pacificação do Haiti, a ajuda gratuita de técnicas agrícolas a países pobres da África, etc) tem um papel importante em prol de uma humanidade mais pacífica e feliz.

    O embate mais importante na guerra econômica ora travada é a demolição do poder do dólar-petróleo, que foi o mecanismo inventado pelos EUA para manter a demanda por dólares no mundo após a quebra da paridade dólar-ouro por Nixon. O que significa isto? O dólar-petróleo foi um acordo entre os EUA e os grandes produtores de petróleo do Oriente Médio (na época os que importavam) que estes somente venderiam seu petróleo em troca de dólares. Portanto, quem quisesse comprar petróleo teria que vender alguma coisa aos EUA. Estes, assim, controlariam todo o comércio mundial. Este, aparentemente, singelo fato possibilitou ao governo norte-americano emitir dólares a sua vontade, inflacionando o mundo inteiro e subsidiando seu desenvolvimento interno. Guerras de intervenção no mundo inteiro são custeadas por nosotros otários…Por um fim a este descaramento constitui uma enorme agressão ao poder do Império. Fica, então, bastante clara, a razão do forte ataque que está sendo perpetrado contra os BRICS por parte do Império hegemônico, na desestabilização de seus governos e economias. Tudo mais, até mesmo petróleo, é perfumaria…

    Dito isto, vale lembrar que o Panamá desde a queda de Noriega, não passa de um protetorado norte-americano. A Mossack-Fonseca reside no Panamá, que é um paraíso fiscal, dito por Escobar, dos pobres. Os ricos que sonegam imposto, normalmente, enviam sua grana para as Ilhas Virgens, Luxemburgo, e, antigamente a Suíssa. Países muito menos sob controle dos EUA e sua leis. Assim está impregnado de desconfiança que os hackers que invadiram o servidor da Mossack-Fonseca possam ter sido instrumentados pela NSA ou CIA. Com as suspeitas de que certos juízes possam ser sabotadores da nação instrumentados pelo Departamento de Estado dos EUA é bom colocarmos nossas “barbas de molho” quando se anuncia a presença de líderes da oposição e do processo do golpe envolvidos e ninguém do PT. Pode ser que exista uma “bala de prata” mentirosa, mas plantada pronta para ser detonada na hora H.

    Sugiro mantermos nossa vigília até o dia da votação em plenário da Câmara, minimizarmos o crédito do envolvimento dos líderes da oposição, desconfiarmos o tempo todo da veracidade desses papers, ainda mais que estão sendo filtrados por jornalistas nada independentes e mantidos por George Soros, Fundação Ford, e outros bichos mais…

    O mar não está pra peixe! É briga de cachorro grande! Cuidado para não se dar crédito demais ao inimigo para avalizar depois sua maracutaia!

  10. ARAPONGAS, DE NOVO?

    ENGANAR É …

    Alguns poderiam dizer tratar-se de cara de pau.
    Outros poderiam achar patético, como eu mesmo.
    Outros poderiam achar que seria esperteza.

    Na verdade, é a soma disto tudo. Os caras de pau fizeram a canalhice e cometeram o crime, violando as informações confidenciais, como em um confessionário, que deveria haver entre um cliente e seu advogado. Fizeram isto, como se disso não soubessem. O outro, já qualificado como um juiz federal, chefe do grupelho, colocou/mandou colocar escutas telefônicas clandestinas no Gabinete da Presidência da República e, para coroar seu crime, divulgou aos seus parceiros da mídia cretina, igualmente. E disse que não sabia de nada, mesmo com documentos da empresa de Telecomunicações informando o fato. DUAS VEZES. E mentiu ao Supremo Tribunal Federal em sua patética defesa/pedido de desculpas. Se não fosse uma tragédia, poderia ser uma comédia de pastelão.

    Fizeram e tiveram o aval da associação deles, a hoje reconhecidamente espúria Ordem dos Advogados, que, como em 1964, mostrou seu oportunismo e suas convicções reacionárias, que beiram ao fascismo. 

    Estes senhores agem exatamente como a Gestapo, como a KGB, como a CIA ou como nossa repugnante Secretaria Nacional de Informações, o excomungado e não “esquecível” SNI dos tempos da ditadura repulsiva. ARAPONGAS COVARDES E SABOTADORES.

    Depois de cometida a violência, depois de cometida a violação, depois de cometido o crime, aparecem a pedir, pateticamente, desculpas e a dizer que não sabiam exatamente a quem tinham mandado bisbilhotar, como os velhos arapongas do merdelozo período negro que nosso país viveu tão recentemente. O outro, o chefe da gangue, disse que não sabia das escutas, mesmo que o fato tenha sido a ele informado em dois documentos da empresa telefônica. Ou seja, além de sabotador e golpista, covarde.

    Que escola de Direito esta gente frequentou? Frequentou? Pode ser nas mesmas universidades em que frequentaram alguns dos jornalistas que trabalham por aí afora. Fizeram seus cursos de pseudo-jornalismo, mais afeito às intrigas, mentiras e fofocas!

    É uma pena, pois resultaram apenas em arapongas covardes, patéticos, caras de pau, oportunistas, sabotadores, traidores da pátria e com a esperteza dos cretinos.

    ISTO SIM É ENGANAR.
    ISTO SIM É GOLPE E GOLPISMO.

    ISTO É GOLPE SIM!

    ARAPONGAS PATÉTICOS, COVARDES, SABOTADORES, GOLPISTAS, TRAIDORES

    ARAPONGAS COVARDES, SABOTADORES, GOLPISTAS, TRAIDORES.

    #NÃOVAITERGOLPE
    #ÉGOLPE
    #RENUNCIATEMER
    #BRASILCONTRAOGOLPE

    “A força-tarefa das investigações da Operação Lava Jato informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que foi induzida a um erro que levou ao monitoramento de conversas do escritório de advocacia responsável pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O escritório é chefiado por Roberto Teixeira, que também é investigado na Lava Jato junto com o ex-presidente e seus familiares.
    A quebra do sigilo foi solicitada ao juiz federal Sérgio Moro com base em um número fixo de telefone fornecido pela empresa de palestras de Lula à Receita Federal, disponível para consulta no site do órgão.”

    ENGANAR É … – JUSTIÇA À BRASILEIRA? ARAPONGAGEM? FOMOS REDUZIDOS A ISTO?

    JUSTIÇA BRASILEIRA, CADÊ VOCÊ?

    >> https://gustavohorta.wordpress.com/2016/04/08/enganar-e-justica-a-brasileira-arapongagem/

  11. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome