28 de agosto de 2026

Enxurrada no Himalaia deixa 552 mortos e 1,5 mil desaparecidos

Colapso de geleira na fronteira entre Nepal e China afeta 93 mil pessoas e paralisa resgates após novo risco de cheia.

▸ Colapso de geleira no Himalaia causou enxurrada que matou 552 pessoas entre Nepal e Tibete, 1,5 mil seguem desaparecidas.

▸ Desastre afetou 93 mil pessoas, destruiu vilarejos e isolou comunidades; buscas foram suspensas por risco de nova inundação.

▸ Nepal rejeita ajuda internacional; cientistas alertam que aquecimento global aumenta riscos de desastres na região.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O colapso de uma massa de gelo em uma região de alta altitude no Himalaia desencadeou uma enxurrada devastadora que já deixa ao menos 552 mortos na fronteira entre o Nepal e a China. Do total de vítimas confirmadas pelas autoridades locais, 547 foram registradas em território nepalês e 5 na região do Tibete. Mais de 1,5 mil pessoas seguem desaparecidas, entre moradores, agentes públicos e centenas de estrangeiros.

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A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho estima que ao menos 93 mil pessoas foram diretamente afetadas pelo desastre. A enxurrada de lama, água e pedras destruiu vilarejos inteiros, rodovias e pontes, isolando comunidades montanhosas e arrastando corpos por dezenas de quilômetros ao longo da bacia hidrográfica regional.

“Estamos, naturalmente, muito preocupados com uma inundação secundária“, disse David Fisher, chefe da delegação da Cruz Vermelha no Nepal. Fisher apelou para que agências de ajuda humanitária trabalhem além da “sobrevivência imediata” para garantir “que as pessoas não estejam vivendo sob lonas e em barracas daqui a muitos meses”. Ele também ressaltou o impacto devastador do desastre nas operações de campo: “Infelizmente, houve uma demanda muito alta por sacos para cadáveres”.

Lago Represado Volta a Transbordar

A tragédia começou quando o desprendimento da massa glacial bloqueou temporariamente o curso de um rio. A água acumulada rompeu a barreira natural horas depois e desceu com extrema violência rio abaixo.

As buscas por sobreviventes precisaram ser interrompidas temporariamente devido ao rompimento das margens de um reservatório formado no lado tibetano. O volume represado ultrapassou 2,5 milhões de metros cúbicos de água, forçando moradores do distrito nepalês de Rasuwa a buscarem abrigo em pontos mais altos.

“Não parou”, disse à Associated Press o porta-voz da polícia nepalesa, Abi Narayan Kafle. As equipes em campo foram orientadas a evacuar o local imediatamente a qualquer sinal de nova elevação do nível da água.

Análises do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) descartaram qualquer abalo sísmico prévio na área. O órgão confirmou que os tremores detectados foram gerados pelo próprio colapso da geleira, que atingiu magnitude 5,2.

Aquecimento Global e Impasse Logístico

Cientistas destacam que o aumento acelerado das temperaturas no Himalaia acelera a desestabilização de formações de gelo e amplia o risco de desastres em cascata sobre as cidades nos vales.

Apesar do cenário crítico e da dificuldade de acesso às zonas atingidas, o governo do Nepal declarou que suas forças de segurança locais dão conta das missões de salvamento e recusou auxílio internacional. Equipes de resposta rápida enviadas por outros países, como um contingente da Coreia do Sul, permanecem paralisadas na capital Katmandu.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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