
Jornal GGN – A Folha de S. Paulo desta terça (16) destaca que o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes tem sondado senadores para falar bem do advogado Henrique Ávila, candidato a uma cadeira no CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Ávila, segundo o jornal, é sócio de Sergio Bermudes em um escritório de advocacia onde também trabalha a mulher de Gilmar, Guiomar Feitosa Lima Mendes.
O ministro teria focado em senadores de partidos com os quais tem proximidade, como PSDB e DEM, para promover a candidatura de Ávila [foto ao lado].
Caberá ao Senado decidir quem será o novo conselheiro, ocupando a vaga deixada por Fabiano Silveira – que abriu mão do cargo para ser ministro da Transparência de Michel Temer. O mandato no CNJ vai até julho de 2017.
Segundo a Folha, concorre com Ávila o advogado de carreira do Senado Octavio Orzari, que vem contando com ajuda de outro ministro do STF, Ricardo Lewandowski. O jornal assinalou que a abordagem do presidente da Corte junto aos senadores vem sendo mais discreta justamente por Lewandowski comanda o julgamento do impeachment de Dilma Rousseff.
Orzari atuou como assessor de Lewandowski por um período de quase dois anos no Tribunal Superior Eleitoral. Aluno do ministro da época da USP, Orzari conta com a simpatia de senadores de partidos como PT, PCdoB e PSB.
Segundo o colunista Leandro Mazzini (UOL), Lewandowski também teria como indicação sua secretária no Supremo, Fabiane Duarte.
“Duas associações de magistrados, a AMB – dos Magistrados do Brasil, e a AJUFE, dos juízes federais, já soltaram nota preocupadas com a suposta ingerência política”, escreveu Mazzini. A Folha ressaltou na matéria que 12 dos 81 senadores que vão escolher o próximo presidente do CNJ são investigados na Lava Jato e serão julgados pelo STF.
Um deles, Renan Calheiros, presidente do Senado, tem “pressa em definir o assunto, mas ele espera os nomes. Assim que apresentados os candidatos, serão submetidos a sabatina individual na Comissão de Constituição e Justiça da Casa. O aprovado será submetido a votação no plenário do Senado – pode chegar mais de um nome ao plenário, e o escolhido será o que tiver mais votos”, descreveu Mazzini.
Schell
16 de agosto de 2016 2:33 pmNunca ouviram falar em ética
Nunca ouviram falar em ética e decência. Aliás, essas indicações – por que não fazer concurso público? -, em si, já bem demonstram o quanto está infectado esses sistemas de apadrinhamento. Bando?
João de Paiva
16 de agosto de 2016 3:42 pmEssaa AMB e AJUFE são uma vergonha.
Prezados,
O que entidades como estas, AMB e AJUFE, fazem além de corporativismo indecente e política rasteira? E agora os ilibados associados vêm falar em temor de ingerência política? Haja óleo de peroba pra tanta cara-de-pau. Ou só valem as ingerências políticas, os arbitrios e o corporativismo daqueles que dirigem a AMB e a AJUFE? Quanto cinismo, quanta hipocrisia! Tenham a santa paciência!
josé de floripa
16 de agosto de 2016 4:25 pmÉ simples: todos os atores
É simples: todos os atores que participaram do golpe estão cobrando a conta, e o gilmar não é diferente, nem o judiciário que levou 41% de aumento, show de bola pra eles!
Àlvares de Souza
16 de agosto de 2016 6:19 pmO STF
O ministro Gilmar é, disparado, o mais íntegro membro do STF. Senão, vejamos: não tergiversa e diz, com o vozerio que lhe é próprio, exatamente o que pensa: é garantista, e seus amigos sabem que podem contar com ele, em qualquer circunstância: tem lado e não esconde que é tucano laureado, sem precisar ostentar carteirinha; lá em Diamantino é o rei do cangaço e ostenta esse poder sem qualque inibição ou pudores vãos: é um grande empresário da educação, ganhando rios de dinheiro com a formação constitucional de membros do judiciário em processo de reciclagem e de candidatos a se capacitarem para os concursos vindouros, sendo exaltado por esse dote empresarial e espírito público; ganha tanta grana com essa atividade educacional que os parcos proventos do cargo que exerce só se justificam pelo “marketing” que, gratúita e oportunamente resulta de sua atuação institucional.
Seus pares, contudo, nunca se despem, mesmo que apenas com as togas a encobrir suas partes.
R. Vizin
16 de agosto de 2016 10:05 pmComo diria o gilmar dantas, é
Como diria o gilmar dantas, é mera coincidência, e como diria o mouro de veneza, não vem ao caso….aiaiaiaiaiaiaiaiaiai
Norban
16 de agosto de 2016 10:58 pmEsse advogado não pode ir para o CNJ
É obvio qual o plano do Gilmar, ele quer aparelhar o CNJ, assim como ele fez no STF manipulando o Toffoli, o Fux e outros ministros lá.
Bem, o que o Lewandoski esta fazendo, indicando a secretaria e um ex aluno eu também não acho correto. Entretanto, se todo mundo quer aparelhar, que o menos pior o faça. Se nenhum outro candidato for implacado, que seja alguem indicado pelo Lewandoski. Essa é a ordem das posições que julgo prudente. Espero seriamente que a disputa pela vaga não fique entre o indicado do Gilmar com o do Lewandoski.