Juiz que arrancou Garotinho de hospital foi beneficiado por prerrogativa de foro

Atualizado às 14:30

Jornal GGN – Responsável pela prisão do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho e, depois, por sua retirada do Hospital Souza Aguiar, contrariando parecer médico sobre sua saúde, o juiz Glaucenir Silva de Oliveira já foi personagem de episódios pesados de abuso de poder.

Segundo o jornal Gazeta Online, de 21 de dezembro de 2009, republicado pelo O Globo (http://migre.me/vx851), o juiz teria importunado a namorada de um empresário de Vitória, durante show da banda Skank. Quando o empresário reagiu, o juiz sacou uma pistola e apontou para ele. O empresário pediu para os seguranças que impedissem o juiz de sair e chamou a polícia.

Na polícia, o juiz não explicou seu gesto, mas admitiu que ele e um amigo entraram armados na boate. Em sua defesa, alegou que sofreu um esbarrão e levou a mão à arma “por reflexo”.

Beneficiado por prerrogativa de foro, manteve a arma e conseguiu que o inquérito caminhasse em sigilo,a atitude do juiz reforça enormemente os argumentos dos que defendem a Lei que pune abusos de autoridade.

Apesar de constar dos arquivos do Globo, fato passou em branco na imprensa.

A Guarda que multou o juiz e se tornou ré

Em 26 de maio de 2011, o juiz voltou a ir para uma delegacia, acusado de ter agredido uma Guarda Municipal que o multou no trânsito (http://migre.me/vxdi5)

Segundo o jornal:

“A guarda Simone disse que estava fazendo o serviço de orientação e ordenamento do trânsito no cruzamento da avenida José Alves de Azevedo com Saldanha Marinho, quando o motorista de um veículo, sem nenhuma identificação oficial e com um motorista vestido de short e camisa, parou no sinal, com o condutor sem cinto de segurança.

Ao notar a infração, prevista no artigo 167 do Código Nacional de Trânsito, ela teria pedido que o motorista colocasse o cinto porque era perigoso trafegar sem o mesmo. Nesse momento, segundo a guarda, o homem havia dito que era juiz, mas não teria se identificado e nem colocado o cinto, motivo pelo qual ela fez a anotação de multa, já que a infração é grave, com perda de cinco pontos na carteira e multa de R$ 127,00. Ainda segundo a servidora pública, o juiz, ao notar que foi multado, voltou falando alto e denegrindo sua função, supostamente proferindo xingamentos.

Ao se aproximar dela, o magistrado a teria agredido, puxando-a pela farda. Momento em que ela, temendo ser agredida fisicamente, pediu reforço ao comando e se defendeu. Em seguida, ela teria o convidado para que a acompanhasse até a sede da Guarda e depois à delegacia. Nesse momento, segundo ela, o juiz teria dito que ela é que iria acompanhá-lo. Simone conta ainda que, ao chegar à Delegacia, foi surpreendida com a informação de que ela, que teria sido agredida, era ré no boletim de ocorrência (BO) feito pelo juiz. “Vim para cá  porque sou vítima e vou sair daqui como ré””.

O suborno de Garotinho

Muito cuidado com as seguintes informações:

Leia também:  Lava Jato pauta mídia com Lulinha no dia em que CNMP julga Dallagnol

1. O juiz Glaucenir afirma que teria recebido proposta de suborno de alguém enviado por Garotinho.

2. Ao mesmo tempo, admite que pode ser investigado pela Polícia Federal.

3. Antes mesmo de se saber o teor da investigação, sugere que as mesmas pessoas que pretenderam supostamente suborná-lo, podem ter subornado a PF.

4. O receio de Garotinho de ser executado no presídio e suas ameaças de denúncias contra grupos criminosos.

Tem coisa aí.

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28 comentários

  1. Esse é o judiciário do moro e

    Esse é o judiciário do moro e do gilmar mendes em que o abuso de autoridade é regra, super-salários, férias de 60 dias por ano, auxílio-moradia… pobre de quem se colocar no caminho dessa gente.

    • pobre de quem se colocar no

      pobre de quem se colocar no caminho dessa gente.

      Ganha uma arma na cara, “por reflexo”.

      O “ato reflexo” do Poder – dos espertos diante dos trouxas.

  2. “…Pimentel, que se coloca

    “…Pimentel, que se coloca como vítima no episódio, pretende mover uma ação contra Oliveira por abuso de autoridade.”

    É… Pimentel com a lei que está aí, não vai dar em nada. Pode, até, virar contra voce como aconteceu no Rio com uma servidora do Detran-RJ. Neste caso, o juiz/Deus ganhou uma indenização da zelosa funcionária.

    Também não adianta recorrer ao CNJ. Lá, tia Carminha, após consultar os globais Milton Gonçalves e Mirian Leitão, certamente, dará ganho de causa ao servidor com poder divino.

    É bem capaz, também, de associarem seu sobrenome a algum prócer petista. Como sabemos, o Espírito Santo é muito frequentado por mineiros. Bem! Aí, só lhe restará as masmorras de Curitiba.

  3. Os brasileiros estamos ferrados com esse midiciário doido

    sofreu um esbarrão e levou a mão à arma “por reflexo”.

     

    Esse ai é doido de jogar pedro na lua: por reflexo….

    Agir por reflexo é coisa de cão, daqueles bem fiéis ao dono…,.Pavlov explica

  4. Agora eu entendi

    Agora eu entendi perfeitamente a atitude do juiz. Garotinho, quando reage “violentamente” à remoção do hospital, levanta a mão direita, esconde a esquerda. Num movimento reflexo não estaria tentando sacar uma arma ?

  5. Mais uma para o febeapa……

    Mais uma para o febeapa (festival de besteira que assola o pais, para os mais jovens….)

    Proponho que ao inves do futuro juiz passar por concursos, seria melhor passar por uma bateria de testes psicologicos e psiquiatricos antes de mais nada……..quem sabe assim melhora o niver….

  6. O quê são isso no País do Fim
    O quê são isso no País do Fim de Feira.Juiz aqui não se acham Deus,consideram -se cada um,um Deus.Nassif aínda não trouxe a notícia,mas adianto.Ministro da Cultura pede demissão pôr não atender pressão ou chantagem do Ministro Geddel Vieira Lima.Gedel,ao lado de Serra,são os dois políticos mais perigosos do Brasil.Como.única diferença,as costas largas de Serra na grande mídia.Geddel é o típico político de província.Corrupto até a medula,rouba desde quê foi Diretor da Corretora do extinto Banco do Estado da Bahia,demitido pôr corrupção.Jagunço,bandoleiro e provocador.Só anda acompanhando seguranças armados até o dentes.Calculo quê 80% da débil imprensa bahiana,onde tem o ex Prefeito Mário Kertész,um pau de galinheiro de fazer inveja a Eduardo Cunha,como seu porta voz.A primeira entrevista concedida pela essa nulidade de nome Temer,foi na Rádio Metrópole de propriedade de Kertész.O que vocês acham quê vai acontecer com Geddel pela chantagem explícita a um outro Ministro?Nada.Temer come nas mãos de Geddel.É ou não Fim de Feira?

  7. O quê são isso no País do Fim
    O quê são isso no País do Fim de Feira.Juiz aqui não se acham Deus,consideram -se cada um,um Deus.Nassif aínda não trouxe a notícia,mas adianto.Ministro da Cultura pede demissão pôr não atender pressão ou chantagem do Ministro Geddel Vieira Lima.Gedel,ao lado de Serra,são os dois políticos mais perigosos do Brasil.Como.única diferença,as costas largas de Serra na grande mídia.Geddel é o típico político de província.Corrupto até a medula,rouba desde quê foi Diretor da Corretora do extinto Banco do Estado da Bahia,demitido pôr corrupção.Jagunço,bandoleiro e provocador.Só anda acompanhando seguranças armados até o dentes.Calculo quê 80% da débil imprensa bahiana,onde tem o ex Prefeito Mário Kertész,um pau de galinheiro de fazer inveja a Eduardo Cunha,como seu porta voz.A primeira entrevista concedida pela essa nulidade de nome Temer,foi na Rádio Metrópole de propriedade de Kertész.O que vocês acham quê vai acontecer com Geddel pela chantagem explícita a um outro Ministro?Nada.Temer come nas mãos de Geddel.É ou não Fim de Feira?

  8. Nem J.Carlos Assis e um outro
    Nem J.Carlos Assis e um outro comentarista muito educado aqui do blog,que em afabilidade so perde do Senador Anastasia,ambos os dois,me questionaram sobre a necessidade de se manter o “respeito às leis”,visto quê,nem estado de exceção admitem que vivemos.Eu ainda habito no País do Fim de Feira.Eles dois,não sei ao certo,mas desconfio que os comentários tenham sido gerados da Finlândia.

  9. O que justifica o sigilo do inquérito?

    O povo não tem o direito de saber o que seus agentes públicos fazem na vida privada? Há alguma lei que estabeleça o sigilo nesse caso? Logo no país dos vazamentos seletivos para o Poder Midiático? Incoerente demais.

  10. Penso que os nomes dizem algo

    Nomes como valisney, glaucnir, deltan, entre tantos outros que permeiam judiciário e mp, são presumivelmente relacionados com uma infância e adolescência repleta de bullying. A sociabilidade da turma parece ser prejudicada por egos inflados e frustrações não resolvidas. Decerto não brincaram, não cantaram, não beberam: substituíram suas vidas “normais” pela meta sagrada de ser aprovado para carreiras com salários estratosféricos, status acima do bem e do mal e, claro, o poder sobre as liberdades e direitos alheios, garantidos por uma corporação sem freios e extremamente corporativista na defesa de seus interessses. Para encerrar tal conjunto de possibilidades, acrescente-se o messianismo e a religiosidade característica de alguns quadros, pregadores da certa verdade no púlpito da igreja e nos gabinetes do trabalho. Tudo isso, com a atual é inédita visibilidade midiática, cria alguns monstrinhos, cujos recalques agora explodem em atitudes moralizadoras, cristianizadoras dos impuros, identificados como aqueles que um dia foram crianças que brincaram, adolescentes que festejaram e cantaram e universitários que beberam, namoraram e estudaram. Acreditam que, turbinados pela mídia patronal, chegou a vez de serem os promotores da verdade, os juízes da justiça verdadeira, os homens da verdade, onde não cabem à ralé, os comunas, os homossexuais, os intelectuais… Depois que forem cuspidos de volta, tornaram, novamente, às frustrações de serem quem são, a começar pelos exóticos nomes. Acho que a turma toda precisa de tratamento.

    • “O problema do mundo é que

      “O problema do mundo é que tolos e fanáticos estão sempre cheios de convicção, enquanto os sábios estão sempre cheios de dúvidas”  (Bertrand Russel)

      O problema nosso é que o problema acima apontado pelo grande filósofo não tem solução. É uma doença incurável. 

      Um saudoso “filósofo de botequim” filosofava o seguinte tratamento, mas que fique claro, apenasmente metaforicamente: “Cachorro que come frango, só matando”.

  11. E não é tudo…

    O juiz já se envolveu em tumultos de trânsito, onde humilhou e atacou uma Guarda Municipal nas imediações da Rua Saldanha Marinho (próximo a um posto de saúde), quando advertido por ela em infração de trânsito (pesquisar no site do jornal local Folha da Manhã  – fmanha.com.br).

    Sugerimos também a pesquisa de suas relações com os irmãos gêmeos de sobrenome Patrão, envolvidos em diversos atos violentos (todos sob a proteção da amizade do magistrado).

    Esses irmãos eram investigados por fraude na venda de merenda para o governo do então prefeito Alexandre Mocaiber (envolvido na operação da PF chamada Telhado de Vidro).

    Houve uma venda de 500 kg de pimentão pela empresa dos irmãos Patrão para a rede municipal, além de ser uma quantidade incomum do ingrediente na dieta dos alunos, o pior é que a compra e nota fiscal tinham como data as férisa escolares de fim de ano.

     

    500 kg de pimentão e nas férias?

    Não se sabe que fim levou o Inquérito Policial.

    Os irmãos amigos do juiz estavam envolvidos na agressão do então Delegado Titular de Bom Jesus do Itabapoana (144ª DP), no interior norte do RJ…Tudo se deu quando os brucutus desentenderam-se em uma boate em Campos dos Goytacazes com o Delegado Márcio Caldas.

    Os irmãos se vangloriavam de sua amizade com o juiz, e no plantão da 134ª DP, Centro de Campos dos Goytacazes/RJ, para onde todos foram levados no dia e hora do fato, não escondiam essa condição, aos gritos para quem quisesse ouvir.

     

      • Mais dicas.

        O nome correto é Vinicius e Leandro Pereira, filhos de Edilson Pereira e Angela Maria Mariano Pereira, comerciantes e envolvidos nas agressões ao Delegado e depois, responderam a Inquérito Policial por coação no curso desse Inquérito e tantos outros procedimentos em que ameaçaram o Delegado e testemunhas.

        Seu pai Edilson também foi acusado pelo Delegado de coação e ameaça.

         

    • mas……………de que adianta se preocupar com isso

      se o próprio CNJ pode reconhecer como um caso raro, apenas um juiz em meio a tantos ou um ponto fora da curva

      apenas um, mas que pode fazer o que bem entender para se vingar das pessoas.

      Apenas um que pode tudo é o mesmo que mil bandidos de alta periculosidade

  12. apenas um repetidas vezes…

    exatamente um que vem causando a degradação de todos os níveis de confiança no sistema de justiça nacional

    por qualquer critério de avaliação, CNJ e Ministério da Justiça não passam de Telemarkting para outros do mesmo tipo

  13. guerra de quadrilhas pelo poder…

    …no Brasil.

    Incrustado no judiciário, … o psdb e seus coligados, …  no legislativo, … o pmdb e seus coligados…    No meio de tudo isso, … o povo brasileiro sendo roubado no patrimônio do país e na própria dignidade….

  14. Viu o crime e não denunciou

    Ao receber uma “proposta de suborno” o dito juiz estaria apto legalmente a promover prisão em flagrante. Por que não o fez?

    • Eis o Brasil de SEMPRE.. O

      Eis o Brasil de SEMPRE.. O que acontece agora é que estamos num país de Democrácia da Justiça.. Onde quem manda tem Toga… e onde os poderes: Executivo e Legislatívo vão comer milho na mão…

  15. A carta aberta da jornalista ao desembargador

    Nem judicialização da política nem politização do judiciário: o que está em voga é a tucanização da justiça. Esta tucanização da justiça faz parte da estratégia de poder do PSDB, que pretende controlar de forma absoluta e absolutista o aparelho estatal. Aqui no Pará, esta relação espúria do judiciário com o PSDB está em estado avançado também. Os governos tucanos do estado e da capital não perdem uma no desembargo. Às vésperas das eleições para prefeito, por exemplo, o governador tucano do estado realizou, às pressas, uma reunião com membros do desembargo e com o advogado do candidato à releição pelo PSDB, o Zenaldo Coutinho, cuja candidatura havia sido cassada por um juiz eleitoral de primeira instância. Denúncia de compras de voto e uso da máquina pública para beneficiar o candidato à releição se avolumaram. Então, a pergunta que ficou no ar foi: qual o teor da conversa que o desembargo teve com o governador apoiador do candidato á releição? Pesca, o esporte predileto do governador, não deve ter sido. Foi por conta desta relação espúria do judiciário com o PSDB que uma das mais proeminentes jornalistas do Pará, a Ana Célia Pinheiro, resolveu partir para o enfrentamento aberto e escreveu a carta aberta ao desembargador Milton Nobre que publico a seguir. O tom ácido e de desabafo da carta deveria servir para alertar o judiciário que o nível de envolvimento com as jogatinas políticas de parte de seus membros poderá desmoralizar completamente este poder.

    http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2016/11/carta-aberta-ao-desembargador-milton.html

    Carta aberta ao desembargador Milton Nobre Em primeiro lugar, eu queria lhe parabenizar, doutor Milton Nobre, porque o senhor conseguiu, de fato, uma proeza: transformar o Judiciário paraense no prostíbulo mais arreganhado de todos os tempos.Sob o seu comando, esse Poder magnífico, que é o Judiciário, transformou-se em mero capacho desse chefe de quadrilha que é o governador Simão Jatene.Tornou-se, portanto, um mero fantoche da corrupção política e do crime organizado.Nenhum processo contra essa quadrilha, por maior que seja o crime que cometa, consegue prosperar neste estado, devido a sua ação nefasta.No entanto, todos os cidadãos mais bem informados sabem que é o senhor quem coordena essa rede de corrupção e tráfico de influência que hoje domina o Judiciário paraense, através da distribuição de benesses aos bandidos togados da sua marca, pelo governador.Todos sabem que o senhor manipula a distribuição de processos, para que eles acabem nas mãos dos meliantes que integram a sua organização criminosa.Todos sabem, mas ninguém fala, já que todos morrem de medo do senhor.Porque de nada adiantarão provas, advogados ou o que quer que seja: ao fim e ao cabo, a sentença em um eventual processo será escrita pelo senhor, e alguma magistrado de quinta categoria apenas a assinará.Hoje, o Judiciário paraense, sustentado pelos milhões de impostos dos cidadãos, serve apenas aos seus interesses e às quadrilhas que dominam este estado.Os processos que o senhor determina, tramitam com celeridade impressionante, digna de uma Suécia. Já aqueles que o senhor não quer que andem, são simplesmente travados por algum de seus comparsas.Corajosos e honrados juízes de primeiro grau, ainda tentam fazer Justiça, insurgindo-se contra a sua máfia.Mas no Desembargo, o seu controle é quase total: um ou outro desembargador é que ainda busca, cada vez mais solitariamente, honrar a toga que veste.Imagino como tamanho poder não lhe provoca quase um orgasmo, não é, doutor?Imagino como o senhor se imagina “bom” e “puro”, ao papar uma hóstia, enquanto milhares de pessoas são assassinadas em nossas ruas, devido a sua psicopatia.E eu creio que ao ver religiosos como o senhor, a papar hóstias ou a gritar aleluias, Deus deve é sentir uma tremenda ânsia de vômito.Sei que ao publicar esta carta, doutor Milton, o senhor e a sua gangue transformarão a minha vida em um miserável inferno, até o fim dos meus dias.Sei, também, que estarei sozinha; que muitos se afastarão de mim, como se portadora de algum vírus; e que outros tantos, a seu serviço, farão de tudo para destruir a minha reputação.No entanto, depois de muito pensar, acabei concluindo que não há maneira de acabar com as quadrilhas que se apoderaram deste estado, sem antes desarticular a organização criminosa que o senhor comanda.Nunca tive “vocação” para heroína, doutor Milton.Sou é uma sobrevivente – e me orgulho disso.Mas nestes últimos dias, ao refletir sobre a minha vida, percebi que não tenho rigorosamente nada a perder, ao enfrentar abertamente a sua gangue.Vou fazer 56 anos. E como vivi desbragadamente, se Deus me conceder mais quatro, terei é que me dar por satisfeita.Além disso, quando o Senhor meu Deus me chamar, voltarei pra Ele apenas com o meu espírito, que, por sinal, nem sequer me pertence, mas a Ele, como tudo o mais no Universo.Processe-me, doutor Milton, como, aliás, já o fez, e o senhor me arrancará quase nada, já que o pouco que acumulei ao longo da vida não vale nem R$ 2 mil.Mande me prender, e eu continuarei a pensar e a escrever, para que todos saibam, no presente e o futuro, o bandido que é o senhor.Mande me matar através dos jagunços da quadrilha do seu comparsa, Simão Jatene. Mas tenha certeza de uma coisa: só partirei daqui quando Aquele lá em cima determinar, porque nem o senhor nem ninguém é mais poderoso do que Ele.Vamos, portanto, jogar o “phoda-se”, doutor Milton, até o derradeiro fôlego de cada qual.Eu contra o senhor e toda essa bandidagem togada que empesta este estado.Desta feita, sem acordos, sem sorrisos, sem dissimulações.Vamos jogar de maneira crua, tratando o senhor da maneira que merece, porque assim, quem sabe, desperte o sonolento CNJ.O que não dá mais é pra suportar o triunfo dos seus crimes, à custa de milhares de vidas, em todo o estado do Pará.FUUUIIIIII!!!!!!Ana Célia Pinheiro

  16. O problema desse cagão ser

    O problema desse cagão ser tão nervosinho é esse: se finge de macho quando lida com mulheres, com subalternos, com humildes… e, mesmo se supondo superior, com medo de levar uma trolha, saca uma arma “por reflexo”, se sente o rei-da-cocada-preta e começa a falar como se fosse macho.

    Qualquer dia desses, a arma vai travar e ele vai se borrar todo na frente de todo mundo. Espera só pra ver!  [

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