17 de junho de 2026

Megaoperação expõe rombo de R$ 26 bilhões e encurrala Refit

Ação Poço de Lobato cumpre mandados em cinco estados e no DF contra 190 alvos ligados ao Grupo Refit, maior devedor de ICMS de SP
Sede da Refit, em Benfica, na Zona Norte do Rio. | Foto: Divulgação/Receita Federal

▸ Megaoperação contra Grupo Refit, maior devedor de ICMS, desarticula esquema de fraude fiscal. Alvos incluem empresário Ricardo Magro.

▸ Grupo Refit usava complexa rede para sonegar impostos e ocultar patrimônio, causando prejuízo de R$26 bi. Fluxo financeiro ilícito estimado em R$72 bi.

▸ Operação Poço de Lobato revela conexões com crime organizado. Mandados cumpridos em 6 unidades da federação. Justiça bloqueia R$10,2 bi em bens dos envolvidos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Uma megaoperação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (27) contra o Grupo Refit, dono da antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e considerado o maior devedor de ICMS do estado de São Paulo e o segundo do Rio. O objetivo é desarticular um esquema de fraude fiscal, lavagem de dinheiro e crimes contra a ordem econômica e tributária que teria causado um prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres públicos estaduais e federal.

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A operação, batizada de Poço de Lobato, mobiliza 621 agentes e tem 190 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas ligadas ao conglomerado, comandado pelo empresário Ricardo Magro.

A estrutura da fraude e o prejuízo bilionário

As investigações apontam que o Grupo Refit utilizava uma rede sofisticada para sonegar impostos e ocultar patrimônio. O esquema envolvia holdings, offshores, fundos de investimento e fintechs, dificultando o rastreamento dos recursos e a responsabilização dos verdadeiros beneficiários.

Segundo a Receita Federal, o modelo recorrente de descumprimento fiscal incluía a simulação de operações interestaduais e a criação de múltiplas camadas societárias para blindar os envolvidos. Empresas de fachada eram criadas para assumir as operações do setor de combustíveis e evitar o pagamento do ICMS, mesmo após o fisco paulista impor sucessivos regimes especiais para tentar coibir as irregularidades.

O fluxo financeiro do grupo é estimado em mais de R$ 72 bilhões apenas entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025. O dinheiro ilícito era reintroduzido na economia por meio de pelo menos 17 fundos de investimento, a maioria fechados e com um único cotista, com um patrimônio líquido que soma R$ 8 bilhões.

Conexões com o crime organizado e ação Integrada

As apurações do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo (Cira-SP), que lidera a operação, indicam que o grupo investigado mantém relações financeiras com empresas e pessoas ligadas à Operação Carbono Oculto. Esta operação, deflagrada em 2025, revelou a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) na cadeia de combustíveis por meio de fraudes financeiras.

Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em seis unidades da federação: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Distrito Federal.

A ação Poço de Lobato, nome que faz referência ao local da primeira descoberta de petróleo no Brasil, na Bahia, mobiliza promotores de Justiça, auditores fiscais da Receita Federal e das secretarias da Fazenda, estadual e municipal de SP, além de policiais civis e militares.

Paralelamente à ação, a Justiça já determinou o bloqueio de bens dos envolvidos que totalizam cerca de R$ 10,2 bilhões, sendo R$ 8,9 bilhões em decisão da Justiça paulista e R$ 1,2 bilhão em ações na Justiça Federal.

Em setembro, o grupo já havia sido alvo de uma ação conjunta da Receita Federal e da Agência Nacional do Petróleo (ANP), no âmbito da Operação Carbono Oculto, que resultou na interdição da refinaria Refit e na apreensão de navios com combustível importado de forma irregular.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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3 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    27 de novembro de 2025 3:44 pm

    Isso talvez explique a imagem de um bando de deputados evanjegues vagabundos rezando para o Jesus arminha estelionário, divindade protetora dos ladrões de dinheiro público, defensores de sonegadores de impostos e banqueiros evanjegues que administram o dinheiro do PCC.

  2. Jose

    27 de novembro de 2025 7:00 pm

    Essa turma de bilionarios criminosos so rouoa na casa das dezenas de bilhoes de reais, mas o problema da segurança lublica é o moleque que trabalha de mula de traficante pra comprar sua calça jeans, são estes que morrem em ações exterminios notados e aplaudidos nos cultos e missas

    Os criminosos que roubam bilhoes sao aplaudidos

    A pauta de seguranca da extrema direita que domina o congresso é poupar quem rouba bilhoes de reais

    E pena de morte pra quem rouba no varejo

    Oi

  3. Rui Ribeiro

    28 de novembro de 2025 12:27 pm

    Por falar em megaoperação, na megaoperação do Alemão Penha, eram bandidos oficiais eliminando bandidos não oficiais, a fim de eliminar a concorrência. Policiais estão sendo presos por crimes contra o patrimônio durante a operação. Parece que eles estão sendo investigados apenas por crimes cometidos contra o patrimônio, mas não pelos crimes cometidos contra a vida. Isso é uma prova de que, para os poderosos, o patrimônio vale mais do que a vida.

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