10 de junho de 2026

Moraes pede à Receita que rastreie possível vazamento de dados de ministros do STF

O levantamento solicitado por Moraes inclui informações de pais, filhos, irmãos e cônjuges dos magistrados
Arte Agência Brasil

Ministro Alexandre de Moraes pediu à Receita apuração de possível quebra de sigilo fiscal de ministros do STF e familiares.
Levantamento inclui dados de cerca de 100 familiares e é parte do inquérito das fake news aberto em 2019.
Receita faz cerca de 8 mil checagens em 80 sistemas; investigação ligada à crise do Banco Master e vazamentos.

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O ministro Alexandre de Moraes pediu a auditores da Receita Federal que apurem possível quebra de sigilo de dados fiscais envolvendo os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e cerca de 100 de seus familiares, revelou reportagem da Folha de domingo.

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O levantamento solicitado por Moraes inclui informações de pais, filhos, irmãos e cônjuges dos magistrados e está sendo feito no âmbito do chamado inquérito das fake news, aberto em 2019 para investigar ataques contra integrantes da Corte.

Auditores da Receita estão cruzando dados distribuídos em cerca de 80 sistemas do órgão para identificar eventuais acessos ou compartilhamentos irregulares de dados protegidos por sigilo fiscal. O trabalho envolve a execução de aproximadamente 8 000 procedimentos de checagem e relatórios já concluídos estão sendo encaminhados ao gabinete do ministro.

Em nota à Folha, a Receita informou que não comenta demandas judiciais para preservar o sigilo das informações e que “esse processo está sob sigilo de Justiça, só cabe ao STF qualquer autorização de divulgação”.

A movimentação vem na esteira da crise envolvendo a liquidação do Banco Master, que gerou desconfianças sobre possíveis vazamentos de informações fiscais e bancárias.

A Polícia Federal não participa diretamente da apuração interna sobre a possível quebra de sigilo, e há discussões entre os ministros sobre a necessidade de investigar eventuais condutas tanto da PF quanto da própria Receita no episódio.

O pedido de rastreamento teria sido formalizado em janeiro, depois da divulgação de informações que relacionavam parentes dos ministros ao banco investigado, segundo relatos obtidos pelo jornal.

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