Jornal GGN – “Fui favorável à operação Lava Jato. Nós sempre tivemos como princípio o combate à corrupção. Mas o fim do combate à corrupção não pode justificar meios jurídicos escusos”, respondeu o líder da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues (AP), para o blog de Tales Faria, do UOL.
Randolfe se refere ao escândalo revelado pelo site “The Intercept Brasil” mostrando gravações das conversas do então juiz Sérgio Moro com a força-tarefa da Lava Jato.
A Rede foi a sigla dentro do Congresso que mais luto para manter o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) subordinado ao Ministério da Justiça. Não conseguiu. Agora, Randolfe mostra que o partido está abandonando o hoje ministro da Justiça do governo Bolsonaro.
Segundo o líder da Rede no Senado, as gravações mostram o “cometimento de injustiça” proposital de Sérgio Moro no inquérito que levou à prisão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O que, para ele, “é um crime de igual teor quanto a corrupção”.
Ele ressalta, entretanto, que não se pode jogar todo o trabalho da Lava Jato fora: “Não posso dizer que o [ex-presidente da Câmara] Eduardo Cunha [que está preso] é inocente. Não posso esquecer que assisti aquela sala cheia de dinheiro do [ex-deputado e ex-ministro] Geddel Vieira Lima. Têm ações e operações da Lava Jato que precisam ter sequência”, explicou.
“Agora tem que separar o joio do trigo. Aquela [ação] em relação ao ex-presidente Lula é uma delas”, completou.
O senador entende que Moro não tem mais condições de permanecer como ministro da Justiça e, ainda, que “é praticamente impossível que venha a ser ministro do Supremo Tribunal Federal”.
“Aqui no Senado, tenho certeza que ele não teria os 41 votos necessários”, prosseguiu Randolfe.
O parlamentar avalia que o erro do ex-juiz foi a vaidade: “Ele preferiu servir a governos. Resolveu promover a sua carreira, tentando ser no futuro, talvez, ministro do STF ou presidente da República“, explica.
Randolfe vê claramente, nas gravações, que Moro atuou de duas formas: como aliado de uma das partes, o Ministério Público e, segundo, nas eleições à presidência do país, “em seguida assumindo uma vaga no governo que se sagrou vitorioso”, observa.
O líder da Rede pontua ainda que o presidente Jair Bolsonaro já deixou de apoiar Moro desde a disputa pelo controle do Coaf: “[Ele] rifou [Moro] quando o governo deixou o Coaf ir para o Ministério da Economia e agora o ministro está se tornando um peso para o governo de Jair Bolsonaro, tanto é que o presidente tem evitado se solidarizar”. Clique aqui para ler a coluna de Tales Faria na íntegra.
José Ribeiro Jr
12 de junho de 2019 10:30 amSérgio Moro dizer que não vê nenhum mal em sua conduta corrupta com o promotor fanático religioso torna ainda mais grave o crime por eles cometido. Com a admissão de que considera normal os atos imorais praticados na investidura de fiscal da lei, Sérgio Moro se assemelha a um molestador de crianças que afirmasse não ver nenhum mal em suas práticas de abuso sexual infantil. Definitivamente, esse sujeito tem uma deformação moral gravíssima.
Rui Ribeiro
12 de junho de 2019 11:26 am$érgio Moro vai ao $enado, não negar o conteúdo das mensagens trocadas com o Beijoqueiro e outros Jatoeiros, mas contextualizá-las. É que segundo a Joice Hasselmen, aquela que viaja a $alvador no período do Carnaval com dinheiro do Parlamento para sua costumeira domingueira e volta por sua própria conta, disse:
“É cedo para tomar qualquer posição em relação a esse assunto, mas conversei com o ministro Sergio Moro e ele me garantiu que não há qualquer desvio de conduta legal ou moral, e que as mensagens foram colocadas FORA DE CONTEXTO. Temos de esperar para ver o que vai acontecer, mas credito na palavra de Moro”.
O Técnico em Enfermagem Ildson Custódio Barros, filmado tocando as partes íntimas de uma paciente na UTI de um hospital em Goiânia, também se declara inocente. Grande novidade. Agora conta a do papagaio, Joice. E enquanto eu tô me lembrando: devolve o dinheiro público que gastaste em $alvador, no Carnaval.
Dermeval Santos Lopes Junior
12 de junho de 2019 3:31 pmEsse Senador Randolfe Rodrigues é um quiabo ensaboado,jamais poria a mão no fogo por ele.É um Ciro Gomes melhorado.
Ssm
19 de junho de 2019 11:10 pmSimples, o então ministro Sr Sérgio moro autorizar a quebra do sigilo do seu aparelho celular