
Da Agência Brasil
OAB defende afastamento de Cunha da presidência da Câmara
Por Marcelo Brandão
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Coêlho, disse hoje (11) que a posição da entidade é pelo afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara dos Deputados. Para ele, já existem evidências de que sua saída da presidência da Casa é importante para o andamento do processo no Conselho de Ética da Casa.
“Os presidentes de seccionais da OAB entenderam que há provas cabais para impor o afastamento do presidente da Câmara, para que o processo no Conselho de Ética transcorra sem interrupções”. disse Coêlho. Ele também destacou o direito de defesa de Cunha, mas afirmou que o processo não pode demorar para ver uma conclusão. “O processo de cassação de seu mandato deve ocorrer com agilidade, garantindo o direito de defesa, mas ocorrendo o quanto antes.”
Coêlho também comentou sobre o pedido de impeachment da presidenta Dilma. Ele evitou se posicionar contrário ou favorável ao impeachment, em uma situação que ele chamou de “posição cômoda de contra ou a favor”, e preferiu analisar a questão jurídica do processo. Nesse sentido, ele elogiou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que suspendeu o rito de impeachment na Câmara.
“O impeachment está previsto na Constituição. Não dá para dizer que o impeachment é uma ruptura constitucional, mas tem que ser feito seguindo o procedimento previsto. Essa decisão do STF é a favor da segurança jurídica. Não é função do Supremo legislar, mas ele poderá dizer em relação ao Regimento Interno da Câmara e à Constituição como as leis devem ser aplicadas.”
OAB propõe semipresidencialismo
O presidente da OAB também disse hoje que vai apresentar ao Congresso Nacional uma proposta de mudança no sistema político para o semipresidencialismo. De acordo com essa proposta, que só valeria a partir do próximo governo, o Poder Executivo seria chefiado pelo presidente da República e por um conselho de ministros.
De acordo com Coêlho, a proposta auxilia o país contra “a paralisia das instituições em momentos de crise”. No semipresidencialismo, o presidente da República exerce as mesmas funções de hoje, mas conta com a figura do primeiro-ministro. Esse primeiro-ministro seria uma espécie de chefe dentre os ministros de Estado. Ele seria nomeado pelo presidente e também retirado por ele, caso seu trabalho fosse reprovado pela população.
“O primeiro-ministro vai administrar o dia a dia dos negócios do país. É ele e o gabinete de ministros que encaminham a política econômica. E se ele perder a confiança do governo ou da população, o presidente da República o destitui, sem a necessidade de um procedimento como o impeachment”, explicou.
Coêlho defende que o presidente da República não se exponha a crises econômicas, como ocorre hoje no Brasil. O papel do presidente seria mais político, assim como ocorre na França. “O presidente seria um poder moderador. Não queremos transformá-lo em uma peça de figuração. Não dá para dizer que Jacques Chirac e François Mitterrand [ex-presidentes franceses] foram figurativos. O presidente tem que ser alguém altamente capacitado.”
A proposta será levada por Coêlho a deputados em forma de Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A ideia é que algum parlamentar encampe a ideia e a apresente na Câmara para apreciação. Além disso, a proposta passaria por referendo popular. O presidente da OAB disse ainda que vai apresentar a proposta a lideranças políticas do país.
“Vamos visitar o governo e a oposição, as principais lideranças [no Congresso] para apresentar essa proposta. Vamos conversar com o [ex-presidente] Fernando Henrique Cardoso, com o [ex-presidente] Lula e apresentar essa proposta. Queremos, se não uma saída para o presente, uma saída para as crises futuras.”
Fábio de Oliveira Ribeiro
12 de dezembro de 2015 12:37 pmCaro @MPF_PGR
Você está se
Caro @MPF_PGR
Você está se sentindo um lixo porque a @oab_brasil fez o que o MPF deveria ter feito? γνωθι σεαυτόν!
Bi
12 de dezembro de 2015 12:58 pmFinalmente a OAB resolveu
Finalmente a OAB resolveu sair desse “slow motion” vergonhoso em relação a Cunha…
altamiro souza
12 de dezembro de 2015 1:13 pmtoma uma decisão corret, mas
toma uma decisão corret, mas essa de neutralidade não cola.
aderiu implicitamente nessa golpismo, coma proposta do semipresidencialismo como ideia força…
lamentável…
Frederico69
12 de dezembro de 2015 1:16 pmse não quiseram agir de ofício, que seja provocado,
só não venham fazer corpo mole, e proteger o cúnha.
o cara ja gastou horrores de dinheiro público, com a kroll, investigando os que o denunciavam. para produzir insumos a sua defesa. está manobrando explicitamente a camara para seus interesses pessoais.
e o pgr ainda acha que precisa de provocação para agir??
Márcio Valentim
12 de dezembro de 2015 1:32 pmJá era hora, parabéns pela a
Já era hora, parabéns pela a OAB pela decisão.
JigSawJr
12 de dezembro de 2015 2:17 pm“o Poder Executivo seria
“o Poder Executivo seria chefiado pelo presidente da República e por um conselho de ministros.”
Vamos fazer uma lista de possíveis ministros competentes:
Cardodo, Mercadante e Levy. Chama de volta o Paulo Bernardo e a Gleisi também, dois grandes expoentes do PT [/sarcamo]…
Como a Dilma não manda nada atualmente e está refém dos seus ministros patéticos, podemos dizer que já vivemos num semiparlamentarismo…
gabi_lisboa
12 de dezembro de 2015 2:29 pmAfastamento é pouco, esse maldito tem que ser
enjaulado e a chave da cela deve ser jogada fora.