Minha faca em decassílabo fortuito, por Romério Rômulo

Sobre as palmas febris dos corações a minha faca brande, ela é meu guia.

Wassili Kandinsky

Minha faca em decassílabo fortuito

por Romério Rômulo

A minha faca triplamente cega
corta bordões e válvulas, agonia.
A minha faca é dura e nunca nega
andou cortando a minha fantasia.

Sobre as palmas febris dos corações
a minha faca brande, ela é meu guia.
Como se eu fosse filho dos canhões
e ela, a faca, a Eva que me guia.

No paraíso vil das emoções
a faca é o véu diáfano, me ria
um riso de desdém como me via
um ser bandido ao lado de canções.

Fulgura a faca à noite e em pleno dia.

Romério Rômulo

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