Ciente de que o confinamento deve durar UM ANO?, por Gustavo Gollo

Tenho percebido pessoas dóceis e bondosas defendendo o confinamento de coração, com o louvável e tocante propósito de salvar os velhinhos, no que (seguem, ou) são seguidos pelos meios de comunicação, seguindo determinações internacionais.

Ainda não vi, no entanto, nenhum esboço de plano a ser seguido. Não nos dizem, por exemplo, quanto tempo deverá durar o confinamento. Creio que estejam OMITINDO DELIBERADAMENTE essa informação desagradável. Planeja-se que fiquemos confinados por um ano ou mais, de maneira a achatar suficientemente a curva de contágio para que não ocorra o abarrotamento dos hospitais. Vacinas não devem estar adequadamente testadas antes de ano e meio.

– Mas, a China não resolveu o problema em 2 meses? Não deve acontecer, então, o mesmo no restante do mundo?

A China conseguiu o feito inacreditável de controlar o vírus, de debelá-lo! Essa façanha miraculosa é impensável por aqui. Não só no Brasil, mas em todo o ocidente, o vírus está fora de controle; não se tenta eliminá-lo, por aqui, mas apenas mitigar seus efeitos, afastando as pessoas umas das outras para reduzir a velocidade de contágio, reduzindo assim o número de pessoas infectadas simultaneamente, impedindo com isso o abarrotamento do sistema de saúde, e possibilitando então o atendimento hospitalar a quase todos os que dele necessitem. Nossa luta, o confinamento a que nos vemos submetidos, tem apenas esse propósito. Não debelaremos o vírus, como fizeram os chineses, tentamos apenas atenuar seus efeitos.

Penso que um ano de confinamento nos trará uma imensidão de problemas ainda não imaginados. Teremos todas as nossas crianças privadas do convívio com outras crianças por um longo tempo, perderão parte de sua infância. Também terão problemas escolares futuros em decorrência do truncamento de seus estudos, sendo esses alguns dos problemas mais óbvios que as afetarão.

Adolescentes confinados, isolados dos de sua idade, compelidos ao contato com os pais, tenderão a desenvolver umas relações explosivas com muita frequência, suponho. Casais forçados ao convívio ininterrupto entrarão em pé de guerra. Solitários mergulharão em existências ainda mais isoladas.

Problemas financeiros individuais, decorrentes da redução da renda desesperarão multidões. Muitos perderão empregos. Negócios falirão. O desespero de uns alimentará o de outros.

E nada obsta que, ao final de um ano, ou um ano e meio, após nos livrarmos da prisão autoimposta, surja outra ameaça, na forma de uma nova gripe, ou qualquer coisa similar, obrigando-nos – já muito dóceis e resignados – a retornar ao claustro.

Bem, informo que o prognóstico é de aproximadamente um ano de confinamento.

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Também acredito que seria sábio concentrar todos os gastos que serão necessários para manter viva a população por um ano, e aplicar essa soma em cuidados extremos com todos os vulneráveis pelo prazo de 2 meses, durante o qual eles permaneceriam forte e garantidamente isolados, enquanto o restante da população retornaria ao convívio normal, pegando a doença que lhes será praticamente inócua, e que os imunizará, naturalmente, contra ela.

Ao fim de 2 meses, tudo então voltaria ao normal.

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