Após saída de Teich, Centrão reavalia apoio a Bolsonaro

Embora deputados falem que queda de popularidade dificulta apoio ao presidente, partidos como PL negociam entrada no Ministério da Saúde

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Representantes do chamado Centrão começam a reavaliar o apoio a Jair Bolsonaro: nos bastidores, já existem afirmações de que a queda de popularidade do presidente vai dificultar o apoio.

Um dos que parece estar reconsiderando tal posicionamento é o partido Solidariedade, presidido pelo deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP). “Saiu quem não tinha entrado”, disse, em nota onde comenta sobre a saída do então ministro da Saúde, Nelson Teich. Ele também aproveitou para atacar diretamente o presidente.

“Duvido que alguém consiga fazer o presidente aprender com a ciência e perceber que reduzir o isolamento social é colocar mais brasileiros na fila de espera por uma vaga na UTI. O Brasil precisa de liderança, mas vai ser difícil encontrar um ministro que seja capaz de lidar, ao mesmo tempo, com a crise sanitária e com os impulsos de Jair Bolsonaro.”

Levantamento da empresa AP Exata mostra que a popularidade de Bolsonaro nas redes sociais está em queda livre: uma hora após a demissão de Teich, a rejeição ao presidente chegou a 65%, o que representa um aumento de 11 pontos em relação ao período anterior a esse cenário.

Mesmo com essa queda, outros partidos estão aproveitando para aumentar seus latifúndios partidários: o PL já intensificou as negociações para ocupar pastas dentro do Ministério da Saúde, em especial a Secretaria de Atenção Especializada, que é responsável pelo custeio de leitos de UTI em todo o país, e certifica entidades que fazem serviços complementares ao SUS. As informações são do portal UOL.

Leia também:  Bolsonaro perde sua guerra, por Fernando Horta

 

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1 comentário

  1. Deputado Paulo Pimenta resumiu o que é o tal Centrão: um bando de abutres que fica rondando todo e qualquer governo em busca de benécies de todo tipo. Entram em cena quando o Governo está fraco, sob bombardeio e em desespero. Como eles não tem qualquer senso de moralidade ou decência é neste momento esses carniceiros aparecem e cobram o seu preço. Quanto maior o desespero do Governo, mais eles cobram.
    Pimenta também lembra que essa turma tem impressionante tino político e sabem que quando o presidente de plantão os chama é porque sua vida é curta. Assim, eles se aproveitam disto fator para saquear o máximo de recursos públicos no menor tempo possível. Quando notam (novamente com impressionante tino político), que o Governo está desmoronando eles são os primeiros a pular fora levando tudo que puderem e exigindo a cabeça do presidente….
    Em suma, são mercenários, quadrilheiros especializados no saque dos cofres públicos. cuja especialidade é trair e cobrar alto por isso.

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