Babelizemos: um manifesto em defesa da pluralidade

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Nosso mundo encontra-se momentaneamente imerso em um consenso fabricado. Tendo os meios de comunicação se encarregado de engendrar uma sucessão de camadas de mentiras superpostas umas às outras, vemo-nos agora imersos em um mar de imposturas do qual será impossível nos desvencilhar por completo. O imenso emaranhado de mentiras criadas para sustentar umas às outras e explicitar as diretrizes do poder está grudado em todas as nossas ideias. Repassaremos aos nossos filhos as mentiras que nos contaram, do mesmo modo que nossos pais e avós já fizeram antes. Perdemos recentemente, com a globalização, certa possibilidade de contrapor o viés dominante com alternativas, de modo que a informação nos chega una e consensual; só um louco poderia questioná-la. Os que estão à volta encarregam-se de ecoar a mesma mentira, reforçando-a, referendando-a cada vez que a recontam, apartados de qualquer outra possibilidade. Desse modo, a arapuca se fecha, redefinindo a verdade, estabelecendo a inquestionabilidade dos vereditos divulgados diariamente pela TV, e nada mais parece nos restar.

Frente a isso, a dificuldade óbvia do equacionamento da verdade consiste na impossibilidade de encontrar alternativa. Se todos os meios de comunicação divulgam, reiteradamente, a mesma mentira, veiculada por um e repetida por todos, que possibilidade restaria para que a pudéssemos desmascarar? E ainda, dado que viéssemos a conhecê-la, que credibilidade teríamos para divulgá-la contra todas as vozes do mundo? Parecemos ter sido capturados, presos na estranha arapuca. Consubstancia-se, desse modo, uma estranha verdade, única, consensual, indubitável …e mentirosa.

Mas, não se tornaria verdadeira uma farsa acreditada por todos? A impossibilidade de desmascará-la não a tornaria, então, verdadeira?

Não.

Existem alguns meios de se desmascarar a mentira, mesmo que acreditada e defendida por todos. Vejamos algumas. Abordemos umas “Verdades Científicas”, verdades do mais alto grau de credibilidade.

Uns 20 anos atrás, no final do século XX, foi anunciado um projeto científico bilhonário e altamente louvado. O intento consistiria na decodificação do código genético humano, fato anunciado como de grande significado científico e humanitário. Alardeava-se o suposto intento de decifrar o código genético do homem, identificando em seguida, todas as doenças e propensões genéticas, efetuando assim o primeiro passo em direção à cura de inúmeras delas. O projeto bilhonário, exigiria uma verba fabulosa, sem precedentes, justificada tanto por seus resultados teóricos, pelo conhecimento científico que propiciaria, quanto por suas consequências humanísticas, resultando o intento em um enorme bem para toda a humanidade na forma da cura de inúmeras doenças.

Tratava-se de uma farsa.

O propósito do projeto bilhonário apresentado sob roupagem humanística e benévola era o de se apropriar do código genético humano, de se tornar dono dos genes humanos, de patentear todos os nossos genes com vistas a cobrar, com juros, toda a informação armazenada. Nada mais. Eram lobos na pele de cordeiros. Mas, não acredite em mim. NUNCA ACREDITE EM INFORMAÇÕES FACTUAIS ISOLADAS, podem ser mentirosas. TESTE-AS!

Oh! Mas, isso pode ser feito? Informações podem ser testadas? Podem sim, podemos testar muitas das informações recebidas, desmascará-las, desnudá-las e expô-las com absoluta clareza. As mentiras são gritantes.

Analisemos a farsa da obtenção do código genético humano.

A primeira pergunta a se fazer, no caso, é: que tipo de resultado o projeto deveria apresentar? A resposta é inusitada e quase cômica. O resultado do projeto bilhonário deveria ser um conjunto de longas, enormes, sequências do tipo:

ATTTAACAGAGGGGCTATAGCACCGGATGGTTGTGTCACAGTGAGATATAAATCCGGG… ,

ou seja, longas, e tediosas sequências compostas pelas letras A, C, T, e G, representando certas bases químicas componentes do código genético.

A meta era essa, de modo que o resultado não poderia ser outro; foi exatamente o que encontraram. Um “detalhe” bastante significativo do projeto, aliás, consistia na taxa de erro da leitura, imensa. Se me recordo a probabilidade de erro de leitura para cada letra era de uns 5%, confira a informação. Isso significa que longas sequências, de mais de 1000 letras, como a maioria dos genes, viriam com um grande número de “erros tipográficos”.

Mas, o que fazer com essa longa e enigmática sequência de letras? Patenteá-la. No futuro isso propiciaria lucros incontáveis.

E o que mais fazer com o resultado do bilhonário projeto?

Nada.

Mas, não se pode transformá-lo em conhecimento científico, e em benesses para as pessoas?

Não. Uma única sequência de letras não informa absolutamente nada. Para que alguma informação pudesse ser sacada da sequência seria necessário um conjunto delas. Só comparando sequências de várias pessoas, umas com as outras, poderia-se encontrar algum padrão. Só identificando o que há de estranho e comum aos que compartilham uma mesma doença podemos descobrir uma falha genética comum aos portadores da doença.

Explicarei. Em linhas muito gerais, funciona assim: se pudermos ler toda a sequência genética de umas 10 pessoas sãs, e se lermos também a sequência de umas 3 pessoas com determinada doença genética, talvez encontremos uma parte que esteja corrompida, alterada, nos 3 portadores da doença, mas que seja compartilhada por todas as pessoas sãs. Nesse caso, teremos uma boa indicação de que a ausência da sequência correta seria a causa da doença em questão. Note que isso exigiria a leitura do código genético de 13 pessoas, multiplicando o custo do projeto por esse número. (O “remédio”, nesse caso, seria a implantação da sequência correta, patenteada pelos espertalhões).

Ocorria, no entanto, que a taxa de erro da leitura era muito grande, de uns 5%, de modo que todos os genes decifrados revelavam-se com um grande número de “erros tipográficos” que inviabilizavam a comparação. Como todos os genes seriam cifrados com erros, todos seriam considerados suspeitos, e não haveria a esperada similaridade compartilhada por pessoas sãs, ou doentes.

O barateamento do processo acabará por permitir a depuração dos erros, e a comparação entre um vasto número de pessoas portadoras das mais variadas doenças. O custo bilhonário e o tempo de aferição de um único indivíduo, na época, inviabilizavam por completo, então, qualquer resultado prático. Tratava-se apenas de uma farsa, um golpe extremamente lucrativo.

A denúncia acabou provocando a proibição de patentes dos genes humanos, de modo que o golpe não se efetivou, ainda que, mesmo assim, tenha se tornado extremamente lucrativo em decorrência da enorme promoção obtida. Muitas verbas foram angariadas com a finalidade de favorecer os supostos propósitos humanitários. Mentiras muito enfáticas costumam ser as mais lucrativas.

O barateamento dos custos computacionais permitirá, algum dia, a comparação impossível na época, mas tão estrondosamente alardeada.

Não acredite em mim, mas confira as informações acima no google. Tendo sido confirmadas, cada uma delas, tente compatibilizá-las com a mentira universal divulgada pelos meios de comunicação e compartilhada por todos. As coisas não se encaixam. Confira.

 

Mas talvez esse tenha sido um mero descuido, um erro raro dos meios de comunicação. Analisemos um outro caso com certas similaridades.

Você certamente se lembra da gripe suína, aquela doença mortal que assolou o planeta causando inúmeras vítimas pelo mundo afora. Felizmente, como todos sabemos, após reiterados esforços conjuntos do mundo inteiro, essa doença gravíssima foi controlada e não mais nos ameaça.

A gripe suína foi uma farsa.

Vivemos em um mundo estranho.

A gripe suína de fato existiu, e existe, é uma gripe, continua existindo, continuará por aí.

Somos umas criaturas cândidas, atentemos para a peculiaridade, nossa e de nosso tempo, da credulidade ingênua pastoreada pelos meios de comunicação de massas.

Durante a “pandemia de gripe suína” supostamente ocorrida em 2009 a gripe foi transformada em uma doença perigosíssima, com alto grau de letalidade.

A gripe suína era e continua sendo só uma gripe. Costumamos pegar gripes com muita frequência, quase todos nós. Conhecemos aqueles sintomas chatinhos que nos incomodam recorrentemente. Gripe é assim. A gripe suína, agora chamada influenza H1N1, continua atacando as populações do mundo inteiro e causando os mesmos sintomas chatinhos de sempre. Só isso.

Bem, não acredite em mim. Não acredite em informações dogmáticas como essa, mas confira. Olhe no google, na wiki, confira o que diz a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mas??? será possível? Como pode ser? Não se trata de um fato conhecido por todos de que a gripe suína foi uma doença pavorosa e mortal causadora de incontáveis vítimas por todo o planeta que nos deixou, a todos, alertas e temerosos?

A gripe suína foi uma farsa, repito.

Tendo sido apenas uma gripe, ela continua entre nós. É só aquela doencinha boba que todos conhecemos, continua sendo, sempre foi. Confira isso. Era tudo mentira.

Mas, lembremo-nos do seguinte: pouco tempo antes da “pandemia” havia sido criado, pela primeira vez, um remédio antiviral, o primeiro antigripal. Lembremos que todos os governos e populações se viram acuados ante a ameaça alardeada pelos meios de comunicação. O remédio encalhado foi vendido a rodo no mundo inteiro. A gripe suína rendeu muitos bilhões para os fabricantes do tal antiviral, outros tantos para uma enorme cadeia desses “anjos gulosos” que cuidam dos sistemas de saúde em todo o mundo. Se procurar com atenção, verá a tentativa, pouco tempo antes do surto de gripe suína, de desencadeamento de uma gripe aviária. Em 2008 analisavam-se passarinhos mortos no mundo inteiro em busca de evidências da letal gripe aviária. Passarinhos mortos poderiam ser indicativos de uma pandemia generalizada e mortal. Apesar dos esforços dos meios de comunicação do mundo inteiro, a gripe aviária não colou. O intento retornou na foram da gripe suína.

Foram inventadas e alardeadas umas mortes no México. A letalidade divulgada no mundo inteiro foi fruto de uma alteração na metodologia utilizada para a determinação da causa mortis. Óbitos causados por doenças respiratórias posteriores a sintomas de gripe passaram a ser contados como causados pela gripe suína. A reutilização da metodologia apontaria hoje, e em qualquer outra época, a mesma letalidade para a doença. A não-alteração da metodologia não teria sugerido nada especial, nenhuma pandemia.

A letalidade da gripe suína foi um artefato decorrente da alteração da metodologia de contagem da letalidade. A gripe suína nunca passou de uma mera gripe, continua existindo hoje, normalmente. A pandemia de gripe suína foi uma farsa, uma mentira.

Não acredite, confira! Veja que a H1N1 continua por aí, é apenas uma gripe.

 

A AIDS também sempre esteve imersa em mentiras.

Como a AIDS surgiu? Mentiras convenientes omitem a possibilidade mais óbvia de transmissão das diversas AIDSs dos macacos para as pessoas através de vacinas e outros medicamentos confeccionados com o plasma do sangue dos macacos (a sugestão de sodomização de macacos por africanos é risível, mais fácil tentar sodomizar um gato). E por que terão sido os haitianos os primeiros a disseminar a doença fora da África?

Também se omite a dinâmica parasita/hospedeiro conhecida pelos biólogos há muitas décadas tendente a atenuar a letalidade da AIDS ao longo do tempo, preferindo-se atribuir a evidente redução de letalidade da doença a um suposto e questionável avanço no tratamento seu tratamento. Grandes lucros favorecem grandes mentiras.

 

E o que pensar do buraco de ozônio?

Chama atenção o fato de o buraco na camada de ozônio ter surgido no hemisfério sul.

Sabe-se que ele é causado principalmente pelos gases organoclorados, os CFCs, e outros compostos artificiais igualmente estáveis.

Sabe-se que os gases tendem a permanecer longamente em seu hemisfério de origem, havendo muito pouca troca de gases entre os dois lados do mundo.

Também sabemos que as emissões de CFCs ocorrem preferencialmente no hemisfério norte.

Apesar disso, o buraco de ozônio surgiu, nos anos 80, no hemisfério sul, quando a quantidade de CFCs despejada desse lado tinha sido ínfima comparada à do outro lado do planeta (e ainda é).

O fato sempre me pareceu altamente suspeito. Tem sido atribuído à temperatura mais baixa no polo sul que no norte, o que geraria mais gelo, aumentando a destruição do ozônio. Alguma diferença tinha que haver entre os dois lados, bastaria procurar para encontrar. Atribuir a qualquer diferença a responsabilidade pelo buraco parece fácil.

Não sei estimar a quantidade de CFCs despejadas nos dois hemisférios, mas não ficaria surpreso se, por volta da época do surgimento do buraco de ozônio a quantidade de CFCs jogada aqui tivesse sido de apenas 1% da do norte, ou menos que isso. Lembremos que apenas uma pequena parte de nossa população de 90 milhões, em 1970, vivia em residência eletrificada. Devíamos ter, nessa época, bem menos que 10 milhões de geladeiras (usam CFC na refrigeração). Argentina, Uruguai e Austrália tinham condições de vida mais próximas das dos grandes centros, mas população reduzida. Americanos já tinham, suponho, geladeira, congelador e ar refrigerado, além do que consumiam desodorantes e outros produtos propelidos por CFCs, muito caros por aqui. Havia ainda europeus e asiáticos no hemisfério norte. A disparidade entre o consumo entre sul e norte era gritante.

Mas o buraco causado pelos CFCs surgiu no sul.

Penso que a existência do buraco no sul, onde quase não deveria haver CFC, é, no mínimo suspeita, mereceria longos estudos, discussões, hipóteses, considerações… mas não merece nenhuma atenção dos meios de comunicação, nunca se fala nisso. Está fora de pauta, não é de bom-tom tocar no assunto.

Aliás, parece não ser de bom-tom tocar em nenhum dos assuntos acima.

 

Mas não proponho dogmatizações, ao contrário, estou denunciando algumas delas; proponho explicações alternativas, e racionais, a “fatos”, ou mentiras, impostas de maneira dogmática, inquestionável. A credibilidade dessas informações homogêneas sustentadas pelo ponto de vista único proposto e repetido à exaustão pelos meios de comunicação, aliás, se sustenta apenas em uma suposta autoridade (consideração risível). Minhas contraposições aos “fatos notórios” propostas acima serão recebidas por quase todos com absoluta descrença pelas seguintes razões: estamos acostumados com as informações pregadas pelos meios de comunicação e adestrados por eles a desconfiar de qualquer alternativa; acreditamos que eles os meios de comunicação têm credibilidade, informações prestadas por pessoas avulsas, não.

Minhas denúncias acerca de tais mentiras se baseiam em argumentos racionais, não em autoridade. Baseio-me nos fatos apresentados pelos meios de comunicação, em informações divulgadas por eles. Minha denúncia consiste, apenas, na exigência de consistência das informações prestadas. Não aduzi, eu mesmo, nenhum fato novo. Não aleguei nenhuma informação nova, ou independente, tratei apenas de sublinhar informações prestadas pelos mesmos meios, enfatizando a inconsistência, a incompatibilidade entre as diversas informações divulgadas por eles.

Assim, não pleiteio nenhuma credibilidade excepcional, nenhuma autoridade superior à dos meios que questiono, mostrei, apenas, as incoerências das informações apresentadas por eles, a impossibilidade da veracidade de todas elas.

Recebo todas as informações com ceticismo, também espero que as que repasso sejam recebidas de igual modo. Não peço que acreditem em minhas informações mais que em outras, mas sugiro que comparem a argumentação que sustenta umas e outras. A análise das informações veiculadas pelos meios de comunicação costuma, sistematicamente, revelar inconsistências.

A explicação consensual proporcionada pelos meios de comunicação costuma constituir uma balela ingênua a todos os que conhecem a temática tratada, seja ela qual for. Surpreendentemente, se desconfiamos, ou melhor, se reconhecemos o absurdo das explicações veiculadas ordinariamente sobre assuntos que dominamos, tendemos a confiar na credibilidade das informações divulgadas pelos mesmo meios, com respeito a todos os demais assuntos; nosso adestramento é eficientíssimo.

Em vista disso, proponho a babelização, a visão múltipla dos fatos, as descrições variadas, como as geradas na Babel bíblica. Penso que a padronização da explicação única tem favorecido a farsa, a mentira. Tem favorecido sempre, também, o poder e os lucros, naturalmente.

Cabe a todos nós, nesses tempos, analisar e denunciar as mentiras absurdas transformadas em verdades indubitáveis. A gripe suína foi uma imensa farsa, uma mentira. Essa é bem fácil de constatar, confira a existência e normalidade da gripe H1N1 no google, veja as informações da OMS.

Veiculam-se diariamente uma enorme profusão de mentiras convenientes; os meios de comunicação são precipuamente instrumentos de dominação, o eventual papel informativo desses canais é meramente acessório.

Atente que a argumentação racional, a lógica, não se submete ao poder. Argumentos racionais desafiam o poder e o denunciam. A razão é esclarecedora e revolucionária, a confusão e as mentiras são instrumentos do poder.

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