Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro foi informado sobre a intenção de compra de 46 milhões de doses da vacina Coronavac, em desenvolvimento pela Sinovac com o Instituto Butantan, no último final de semana.
Embora ele não tenha se oposto à ideia em um primeiro momento, assessores ouvidos pelo jornal Folha de São Paulo dizem que ele mudou de ideia no fim da tarde desta terça-feira (20/10) mediante a pressão de seus apoiadores nas redes sociais.
As críticas dos eleitores bolsonaristas, que chegaram a fazer campanha contra o que chamam de “vacina chinesa”, chegaram ao perfil oficial, e Bolsonaro entrou em contato com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para dizer que seria contra o anúncio – e Pazuello não faz nada sem o conhecimento do presidente. Os dois se falaram ao telefone nesta quarta-feira para ajustar a mudança de discurso e uma nota pública, onde alegaram “interpretação equivocada” das notícias.
Além da reação negativa dos apoiadores, o posicionamento de Bolsonaro foi impulsionado pelas celebrações do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) – e pré-candidato à sucessão presidencial em 2022, que Bolsonaro pretende disputar a reeleição.
Bruno Cabral
21 de outubro de 2020 4:23 pmEsperavam o que de alguém que foge de debates? Só podia recuar…
Bo Sahl
21 de outubro de 2020 6:24 pmPior do que ter um insano raivoso no governo é pertencermos à uma sociedade que o elegeu, demonstrando o quanto estamos doentes e manipulados em nossa consciência democrática, desinformação e ignorância.
E nem reagirmos à esta decorrente tragédia braZileira.
Pelas pesquisas, parece até que estamos gostando…
O que é muito mais grave do que um sociopata falando para um cercadinho de coleguinhas.
Nicholas Davies
21 de outubro de 2020 8:51 pmO correto é diante da pressão de seus apoiadores, não mediante a pressão.