“Não será obrigatória e ponto final”, diz Bolsonaro sobre vacina chinesa

"O país que está oferecendo esta vacina tem que primeiro vacinar em massa os seus, depois oferecer para outros países", afirmou

Jornal GGN – Jair Bolsonaro foi gravado por seguidores nesta segunda (19) afirmando que a vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac contra o coronavírus não será obrigatória, ao contrário do que afirmou, para a população de São Paulo, o governador João Doria.

A Coronavac é testada no Brasil pelo Instituto Butantan, de São Paulo, que já firmou convênio bilateral para importar e produzir milhares de doses no Estado. Há alguns dias, o presidente do instituto, Dimas Covas, afirmou à imprensa que ainda não confirmou junto ao Ministério da Saúde se haverá compras pelo governo federal e distribuição pelo SUS.

Na semana passada, Folha de S. Paulo também noticiou que o Ministério da Saúde já tem um projeto de programa nacional de vacinação para 2021, que exclui sumariamente, e sem explicações, a Coronavac.

Nesta segunda, Bolsonaro disparou que “tem um governador aí que está se intitulando o médico do Brasil dizendo que ela [a vacina] será obrigatória”. “Repito que não será”. “O meu ministro da Saúde já disse claramente que não será obrigatória esta vacina e ponto final”, afirmou.

Ainda na visão de Bolsonaro, a China, que tem mais de 1 bilhão de habitantes, deveria testar a vacina em massa antes de vender a outros países. “Tem que ter comprovação científica. O país que está oferecendo esta vacina tem que primeiro vacinar em massa os seus, depois oferecer para outros países”, afirmou o líder de extrema-direita brasileiro.

“Da nossa parte, a vacinação, quando estiver em condições de, depois de aprovada pelo Ministério da Saúde e com comprovação científica e, assim mesmo, ela tem que ser validada pela Anvisa, daí nós ofereceremos ao Brasil, de forma gratuita, obviamente. Mas repito: não será obrigatória”, acrescentou

Em coletiva de imprensa, Doria criticou a postura de Bolsonaro e afirmou que, em São Paulo, a vacinação será obrigatória, exceto se o cidadão tiver recomendação médica em sentido contrário.

Leia também:  Instituto Butantan diz esperar "cooperação da Anvisa" para fase final da CoronaVac

Em entrevista ao GGN, a cientista Natalia Pasternak afirmou que concorda com Dimas Covas sobre a necessidade de inserir a Coronavac no calendário nacional de vacinação. Sua exclusão “não faz o menor sentido”, tendo em vista que a vacina chinesa está “pau a pau na fase 3” com a vacina de Oxford – esta sim, adquirida pelo Ministério da Saúde, em convênio que envolve a Fiocruz.

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7 comentários

  1. Hoje você é quem manda, falou tá dizido
    não tem discussão

    Xico de Hollanda? Estou com tanta saudade de você, que nem sei se sobreviverei a essa saudade

    Tem dias que a gente se sente…

  2. E tem muitos cat´licos fechados com mais esta aberração de maluco. Sa´bado tive a prova disso. E tem gente que acha que ele só tem apoio dos evangélicos. Não, a ala conservadora do catolicismo está com ele até o fim, nem que o fim seja o apocalipse.

    • Diria que não é só a ala consevadora da igreja católica. É quase toda a Igreja, tirando apenas os progressistas da teologia da libertação, que hoje infelizmente, é uma pequena minoria.
      O governo brasileiro de extrema direita hoje tem grande apoio institucional e de grande parte das igrejas cristãs.

  3. Mas se justifica o desespero do Doria para comprar dezenas de milhões de doses de um vacina que não será usada em nenhum país, nem no de origem? A coisa lembra aqueles respiradores que ele comprou, no início da crise, por um preço que acabou sendo dez vezes superior ao correto.

  4. A cretinice não conhece limites.
    Antes de falar merda (como o dinheiro na cueca do cumparsito), seria melhor ele olhar para os números chineses em relação ao covid19. Não, de nada adiantará, pois, sua calhordice iria manipular os números.
    O criminoso age como criminoso: anotem bem, como esse estropício age: é assim.
    Politizar uma vacina que poderá tirar o país desta merda em que está por conta da sua falta de política pública de saúde é o mesmo que mandar o gado pro matadouro (seria o que quer, praticar genocídio?).
    Os apijamados-olivais que o acompanham podiam, pela salvação do povo, lacrar a boca do lacraia.
    E o congresso, ó, país de merrecas, precisa assumir suas funções legislativas e mandar essa escória pra latrina de onde jamais devia ter saído. Por favor..

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