Em vídeo, presidente da Caixa chama Witzel de ladrão e diz que Band pede dinheiro

Na reunião ministerial divulgada pelo STF, Pedro Guimarães diz que pegaria em armas para se defender de prisão por furar quarentena

Jornal GGN – No vídeo da reunião ministerial divulgado nesta sexta (22) pelo Supremo Tribunal Federal, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, tem participação marcada por ataques ao governador Wilson Witzel e partidos que já ocuparam a presidência da República, comentários sobre a imprensa e revolta diante da notícia de que a ex-esposa e filha de um deputado do PSL foram presas no Rio de Janeiro por desrespeitarem a quarentena contra coronavírus.

A prisão de civis que não aderem ao isolamento social foi uma das pautas principais da reunião ministerial. Jair Bolsonaro cobrou duramente que Sergio Moro, então ministro na Justiça, assinasse um decreto dizendo que o governo federal é contra as medidas de privação de liberdade.

Emocionado, o presidente da Caixa afirmou que se a ordem de prisão tivesse ocorrido contra ele e sua família, ele pegaria em armas para se defender. “Se fosse eu, ia pegar minhas quinze armas e ia dar uma… eu ia se… eu ia morrer. Porque se a minha filha fosse pro camburão, eu ia matar ou morrer.”

Ele também acusou o governador do Rio de “ladrão”. “Então o governador rouba, aí ele sai prendendo todo mundo, e fica tudo isso por isso mesmo.”

Guimarães se queixa de um “problema de narrativa” no governo, que dá margem para que a imprensa faça críticas constantes às ações de enfrentamento ao coronavírus. Ele reclama da cobertura do Jornal Nacional por causa da manutenção de agências bancárias abertas durante a pandemia. Dois funcionários já vieram á óbito com a doença. O presidente diz que, se testar positivo para COVID-19, vai tomar um litro de hidroxicloroquina.

No começo de sua fala, Guimarães diz que conversou com a “Bandeirantes”, que pediu dinheiro à instituição. Ele não deu mais detalhes, e emendou as críticas a respeito de não poder colocar os 30 mil funcionários do banco em homeoffice.

Confira os trechos abaixo:

Braga Netto: Pedro Guimarães, por favor. Peço aos senhores que sejam breves.

Pedro Guimarães: São só cinco pontos muito rápidos. Primeiro, presidente, o maior
programa da história do mundo de inclusão social digital, que nós estamos fazendo
nesse governo. Pessoas que tomavam dinheiro a vinte e cinco por cento ao mês. 

Pedro Guimarães: Quer dizer, todos os ladrões lá, PT, PMDB, PSDB, aquela
ladroagem toda, vinte e cinco por cento ao mês. E ninguém se indigna. Esse governo
que se indignou, o governo dos liberais. Então, assim, acho que a gente tá com um
problema de narrativa. Hoje de manhã por exemplo, o pessoal da Band queria
dinheiro. O ponto é o seguinte, vai ou não vai dar dinheiro pra Bandeirantes? A, não
vai dar dinheiro pra Bandeirantes? Passei meia hora levando porrada, mas repliquei. E
falei: “Olha vocês tão em casa? Eu tenho trinta mil funcionário na rua. Não tem esse
negócio, essa frescurada de home ojjice. Eu já visitei quinze agências, e você em
casa?”. Aí o pessoal ficou um pouco mais calmo. Quer dizer, eu posso ter trinta mil
brasileiros nas agências lá … sabe quantas pessoas a caixa está pagando hoje? Sete
milhões de pessoas, e todo mundo em home ojjice. Que porcaria é essa?

Pedro Guimarães: Desculpa o meu ponto, presidente, quando o senhor falou, pô, o …
eu vo … eu vou me emocionar. O Luiz Lima, que nadou com meu pai, foi atleta
olímpico, teve a esposa e a filha de catorze anos presa ontem, no camburão. Que porra
é essa? Desculpa.

Jair Bolsonaro: Tá certo.

Pedro Guimarães: Que porra é essa? O cara vai pro camburão com a filha. Se fosse
eu, ia pegar minhas quinze armas e .. . ia dar uma … eu ia se … eu ia morrer. Porque se
a minha filha fosse pro camburão, eu ia matar ou morrer. Que isso? Tava nadando
na … na … é uma atleta olímpica. Você tira a pessoa, a pessoa tá nadando com catorze
anos. Eu tenho uma filha Maria de catorze anos. Se a minha filha fosse pro camburão
ou eu matava ou morria. Que isso?

M?: É, e a esposa do Luiz Lima nem usou o fato de ser esposa de um deputado
federa l.
Pedro Guimarães: Mas assim .. .
M?: Ela foi calada e saiu calada .. .
Pedro Guimarães: E aquele governador roubando …
M?: Mas ele tá revoltado.
Pedro Guimarães: … pra direito, tá … pra tudo quanto é lado. Então o governador
rouba, aí ele sai prendendo todo mundo, e fica tudo isso por isso mesmo.

Pedro Guimarães: Ai a gente faz o maior programa da história da humanidade de
inclusão de pessoas que recebiam vinte e cinco por cento ao mês, cobravam, PSDB,
PT, PMDB, aquela … aquele grupo todo. Na hora de privatizar, todo mundo, porra .. .
com duzentos milhões, trezentos milhões, pô. Tem vice-presidente da CAIXA que eu
expulsei, dos cento e vinte, cento e cinco eu tirei. E se o senhor precisar, obviamente o
meu chefe é o ministro Paulo Guedes, ele decide. Não tem problema. Inclusive,
porque o que acontece é o seguinte, se roubar eu vou ligar pro ministro Moro pra
prender. Agora se precisar de uma diretoria num sei o que, desde que sejam honestos,
o ministro Paulo Guedes é que decide etc. Mas dos cento e vinte eu tirei cento e cinco.
E na CAIXA não tem desonestidade, até onde eu saiba. Mas, assim, eu acho que a
gente tá levando muita porrada, presidente, e … de novo, eu não to dizendo de
ninguém daqui não.

Pedro Guimarães: … a gente só leva porrada. Agora tem um limite. Desculpa. É, o …
todo lugar que eu vou, as pessoas normalmente são educadas, mas o … a paciência
chega num limite, obviamente não dessa maneira, eu acho que tem um ponto. Nós
estamos emprestando cento e cinquenta e quatro bilhões de reais, mas só um ponto que
eu acho importante … Tarcísio é super meu amigo e ele é muito esperto. Qual que é a …
o grande ponto que a gente tem que evitar? O cara que tá quebrado, já estava quebrado
antes e quer a nossa molezinha. Então, assim, claramente tem que ajudar e eu
concordo, tanto que nós emprestamos quarenta e três bilhões de reais pro segmento
imobiliário. Um milhão e meio de pessoas deixaram … ser demitidas. Agora, não é pra
todo mundo não! Aquela empresa que já estava quebrada antes, por que que a gente
vai dar molezinha? Então, este ajuste fino é importante, os bancos tem que fazer, por
quê? Último ponto que eu falo. Já estou sendo processado também, vamos nós dois
juntos pra cadeia, por causa do auxílio emergencial. Sabe que que tem? Tem gente do
TCU dizendo que a gente tá {dando} muito e tem gente dizendo que a gente tá
{dando} pouco. Ferrou!

Pedro Guimarães: Ou seja, tem gente querendo me prender, porque tá dizendo que a
gente tá {dando} muito e tem gente querendo me prender, que são aqueles caras lá que
tavam antes, {dando} pouco. Vou acabar sendo preso, mas o que que gente não vai
fazer? Deixar trinta, quarenta, cinquenta milhões de pessoas passarem fome. Então, é
só o meu recado dizendo o seguinte: a Caixa é o banco de todos os brasileiros. Poxa, a
gente tá com trinta mil pessoas. Eu passo ligando quarenta e cinco bra .. . é … pessoas
na Caixa tiveram coronavírus. Dois fa … faleceram, um na verdade com setenta anos,
que já tava aposentado e outro. A pessoa é .. . é … eu chorei mais do que a pessoa, a
mãe. É, uma pessoa em trinta mil que estão o dia inteiro. Eu já falei pra minha esposa:
se tiver qualquer coisa vou lo … tomar um litro de hidroc/orixisquina, aquelas coisas
todas. Então assim, eu acho que a gente tá, só o último ponto, num, numa questão de
histeria coletiva. Quer dizer, eu posso ter trinta mil funcionários na Caixa, pagando
sete milhões hoje, dois milhões na sex … é, segunda. Ontem a gente abriu oitocentas
agências, vamos abrir no sábado, no domingo, duas horas antes.

Pedro Guimarães: Então o que que a imprensa quer? Que você pague e dane-se os
func ionários da Caixa. Mas se morrer dois, Jornal Nacional. . .
F?: Sim.
Pedro Guimarães: … presidente Bolsonaro e presidente Pedro irresponsáveis porque
abriram. A gente só vai levar porrada. Agora, realmente meu ponto é: é inaceitável, foi
a primeira vez que aconteceu, eu conheço a, a Mi lena .. . Milene Comine, atleta
olímpica. Quer dizer, uma atleta olímpica, esposa atleta olímpica e a fi lha de catorze
anos num camburão? Eu não sei se e les botaram atrás ou no meio. E aí você solta
estuprador? Então acho que realmente tem uma questão e, de novo, o, a, e quero só
reforçar uma coisa: o ministro Moro, em um dia, resolveu um problema muito
importante, muito obrigado ministro. O que que aconteceu? Os … é, é … os guardas,
né? O, o, o, os que ficam dentro da agência não poderiam pela legislação ir pra fora. O
_g_ue que aconteceu? O ministro em c inco horas resolve~problema.

Pedro Guimarães: Então, durante os … nos próximos noventa dias, os atendentes da
Caixa Econômica Federal, é … os guardas, vão poder ir pra fora pra ajudar, ajudar a
fila, né? Ou sej a, porque tem uma fil a, tem duzentas e cinquenta agências que tem
quinhentas pessoas na fila e aí, com a ajuda do ministro Moro e da Polícia Federal,
eles emitiram wna portaria, então só pra finalizar quero agradecer, ministro, porque
sem isso não conseguiria.
Sérgio Moro: É só o registro aí, esse … até foi fác il de resolver. Foi a Polícia Federal
que resolveu.
Braga Netto: Ministro Ernesto, por favor. Volto a pedir que sejam breves

reuniao ministerial

 

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2 comentários

  1. Pelo visto, mais um ladrao travestido de honesto.
    E como tem valente né? “Pegaria minhas 15 armas”. Mas como palhaço? Tem 15 mãos?
    Por fim: ” …vai tomar um litro de hidroxicloroquina.” Só se ficar doente? Pq nao toma preventivamente? Vai lá otario, bebe muito, faz bem…

  2. Ele é genro do Leo Pinheiro, diretor da OAS (Obrigado Amigo Sogro), aquele que mudou sua “delação premiada” para enfiar o Lula como receptor de uma gorjeta dada pela empresa, tentando incriminar o ex-presidente… Como pagamento pelos “serviços prestados”, o Leo Pinheiro indicou seu “amado genro” para a presidencia da CEF, no início do “governo Bostanauro”… tudo dentro do modelo de lawfare para obtenção de “provas” contra o Lula… Informo que não sou petista, mas reconheço que o mesmo promoveu um governo que surpreendeu pelo atingimento de metas que, sinceramente, nunca esperaria… tanto é assim que quitou a dívida com o FMI e conseguiu deixar um lastro considerável de reservas financeiras, que até hoje estão sendo utilizadas para cobrir os rombos do governo, bem como reduzir acentuadamente o número de pessoas em extrema pobreza no país.

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