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28 comentários

  1. “Os abecedarianos foram uma seita cristã alemã do século XVI que defendia o analfabetismo. O ponto principal de sua doutrina era o fato de que todo o conhecimento humano, inclusive o alfabeto é desnecessário e supérfluo. Wikipédia”

    Esse regime miliciano fundamentalista e abecedariano, que fez e faz uso de fake news como meio de se conquistar e de se manter no poder, odeia o conhecimento, dai essa guerra inssna contra os livros, a educação, o saber, a verdade e a democracia: pelo menos os nazistas de antigamente disfarçavam menos a opção pela ignorância : queimavam livros nas praças : os de hoje deixam-nos às traças….

    Boa leitura

    👇

    https://www.diariodocentrodomundo.com.br/video-livros-raros-da-biblioteca-da-presidencia-sao-empilhados-para-dar-espaco-a-gabinete-de-michelle-bolsonaro/

  2. Por Victor Hugo Romão

    As ambições políticas paroquiais de Rodrigo Maia estão jogando o Congresso Nacional no abismo. Para um projeto de candidatura ao Senado, a vice-governador ou vice-presidente a imagem de docilidade aos interesses da banca pode ser suficiente, mas requer uma postura de suicídio político a quase todos os membros do Poder Legislativo e também para a própria existência institucional do parlamento.
    A despeito da verborragia de independência, a verdade é que Rodrigo Maia é o principal aliado de Jair Bolsonaro, ao garantir o apoio dos mercados financeiros e moderar a crítica dos grandes grupos de mídia, sempre a espera de radicais reformas antipopulares que apenas um governo sem projeto algum poderia patrocinar. Assim, Rodrigo Maia é o principal aliado estratégico do bolsonarismo, mesmo que seja tratado a pontapés pelas matilhas virtuais.
    O cientista político João Feres Júnior, em artigo no GGN, aponta o tamanho do cabresto parlamentar que Bolsonaro impõe ao Legislativo via Rodrigo Maia. “Os únicos partidos na Câmara consistentemente oposicionistas são o PT e o nanico PSOL. O centro é habitado por Rede, PDT e PSB. Todo o resto da Câmara vota com o governo, quase sempre. Em uma escala de governismo de 1 a 10, 73,4% dos deputados tiveram nota maior que 7 e 50% alcançaram 9 ou 10”. Desta forma, os rompantes de independência legislativa não passam de bravatas juvenis, garantindo o apoio a Bolsonaro na agenda principal, bem como postergando sua rejeição pelo establishment, que planeja seu descarte definitivo apenas após a votação de todas as reformas.
    Rodrigo Maia tem suas razões pessoais em manter esse jogo, mas para o restante do Congresso tal cenário é de claro suicídio político. Caso tais reformas produzam resultados no crescimento da economia (o que é improvável após 5 anos de fracassos desde Joaquim Levy), os frutos ficariam majoritariamente com o Executivo. Mas o ônus aos parlamentares é certo. Basta lembrarmos que dos 23 parlamentares que votaram a favor da reforma da previdência de Temer, somente 5 foram reeleitos e tal reforma jamais chegou a ampliar os descontos nos contracheques e nem os eleitores tiveram que postergar seus projetos de vida por anos como a atual reforma aprovada pelo Congresso.
    Não satisfeito, Rodrigo Maia agora joga o parlamento contra 12 milhões de servidores públicos ou 30 milhões de brasileiros que compõe sua renda familiar com ao mesmo um funcionário do Estado. Propostas radicais como o corte de 25% no salário dos servidores recebem promessas de votação a toque de caixa por Maia, ao mesmo tempo que coloca a mercê do arbítrio político toda a burocracia com o fim da estabilidade, apesar de nenhum sistema objetivo de aferição de desempenho.
    Apesar de grave, o aniquilamento eleitoral dos membros do parlamento está longe de ser o maior dos danos. Nos próximos dois anos, Bolsonaro substituirá no STF 2 ministros considerados como garantistas (Celso de Mello e Marco Aurélio) alterando definitivamente a correlação de forças na corte em prol da criminalização ampla e irrestrita da atividade política. A Suprema Corte presidida por Luís Fucs não atuará mais ao lado do Legislativo para limitar os traços mais escandalosos do autoritarismo.
    Em suma, os interesses paroquiais de Rodrigo Maia têm lavado o Congresso a uma oposição de fachada, enquanto os fundamentos da democracia são erodidos e os demais parlamentares cometem um enorme suicídio político coletivo.

  3. Caro Nassif : gostaria do seu comentario a respeito de uma informação economica que circula, em que o Governo, atravez do INSS, deu uma “tungada” nos beneficios dos aposentados que ganham acima de 1 salario minimo. Em janeiro foi feita uma atualização de todos os beneficios com o valor 4,41% sendo que a inflação oficial havia sido de 4,48%, muito bem veio a grita de todos pelo valor inferior a inflação do salario minimo e este foi corrigido em fevereiro, mas os demais beneficios com valores acima, foram mantidos com a correção de 4,41%.

  4. Enquanto a bandidagem de alto calibre atua nas altas esferas do tráfico internacional de armas, de drogas – às vezes usando até mesmo mulas das nossas forças armadas e – pasmemos todos! – o avião presidencial, como se viu no caso do sargento brasileiro flagrado com 40 kgs de cocaína na Espanha; enquanto os grandes bandidos tramam nas altas esferas, moram em casas suntuosas, palacetes, etc., mandam matar, montam redes mafiosas de comércio e serviços e coisas típicas, enquanto isso aí acontece, as forças policiais estão todas mobilizadas – cerca de 500 mil policiais em todo o país – para prioritariamente combater o pequeno traficante das periferias urbanas, o zé ninguém que vive nos becos e quebradas das populosas cidades. O país dominado por criminosos que traem à pátria, pois tripudiam a Constituição, vendem as riquezas da nação na bacia das almas, enganam o povo com projetos tirânicos e demagogos, compram a imprensa e a consciência nacional; enquanto isso mandam a polícia bater em servidores públicos, passam pano para segurança privada de fazendeiros – como se fazia na colônia e no império –, de comerciantes e banqueiros.
    O Brasil continua com níveis de desigualdade e injustiça social equivalentes ao da colônia e do império. As elites dominantes tem a mesma mentalidade escravista, egoísta, estúpida, que despreza o país e seu povo. Povo pobre, mal informado, analfabeto político, bombardeado por uma mídia defensora dos interesses dos ricos. Estas elites terão que ser derrotadas um dia, quando o povo acordar e quando o morro descer e não for carnaval. O Brasil terá que colocar em xeque o papel das policiais militares, do poder civil, do poder militar, do poder dos banqueiros e de outros magnatas e o poder do povo. Essa de mobilizar 500 mil policiais para atuar diariamente prendendo e matando pobre enquanto os bandidos de alto calibre dominam a todos é inaceitável.
    A política do extermínio, da matança de bandidos e polícias, esta política é inaceitável. Segurança pública significa: educação, saúde, moradia, renda, trabalho, lazer, significa qualidade de vida. Reduzir segurança pública ao trabalho da polícia armada é coisa de gente estúpida. Vamos acabar com isso!

    https://www.bnews.com.br/noticias/policia/salvador/260913,onibus-e-incendiado-por-traficantes-na-entrada-do-calabar-transformadores-sao-explodidos.html

  5. Prezado Nassif,
    creio ser relevante denunciar mecanismo sórdido que pode estar sendo utilizado por diversos bancos nas operações de créditos consignados transferidos por portabilidade, para indevidamente elevarem seus ganhos sobre os clientes que vierem a transferir suas dívidas a esses bancos, na expectativa dessas pessoas de, assim como eu, aliviar o peso representado pelos juros pagos.
    Ao generalizar acima, referindo-me a diversos bancos, digo com representatividade pois dois casos ocorreram comigo sequencialmente, e de forma idêntica, em operações de transferência de dívidas por portabilidade, com dois grandes bancos nacionais ao assumirem minhas dívidas de outro banco.
    Sobre um dos bancos não acho razoável, numa primeira avaliação, que deva ser divulgado seu nome, pois o mesmo, reconhecendo o “erro” cometido, me devolveu a quantia reclamada. Registro, no entanto, tratar-se de um dos cinco maiores bancos do país. O outro banco é o Banco de Brasília – BRB, o qual relutou em reconhecer as evidências e obrigou-me a entrar com processo judicial distribuído sob nº 0704050-41.2019.8.07.0018, que tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública do DF e pode ser acompanhado pelo link: .
    A manobra é sutil e difícil de ser identificada pelo cliente que não esteja familiarizado com a relação dos juros cobrados e a respectiva taxa pactuada. A situação resume-se a seguir: o cliente endividado do banco A, atraído por uma taxa de juros menor do banco B que, consequentemente, irá levar a uma menor prestação mensal (mantendo-se o mesmo número de mensalidades e, portanto, o mesmo prazo da operação original) decide levar sua dívida para o banco B pela opção da portabilidade. Os contratos de portabilidade são baseados a partir das informações que o cliente obtém do banco A quanto ao saldo devedor em uma determinada data, o número de mensalidades restantes e as já quitadas e a taxa de juros original. Essas informações são entregues ao banco B. A partir dessas informações o banco B elabora um pré-contrato onde constam informações preliminares que devem fazer parte do novo contrato: saldo devedor, taxa de juros pactuada, número de mensalidades a vencer e a data considerada do pagamento. Os valores definitivos dessas variáveis somente serão fixadas a partir do dia no qual a transferência da dívida for efetuada do banco A para o banco B, podendo neste momento, o banco B, calcular o valor exato das mensalidades que doravante o cliente irá pagar. No final da operação, o cliente dá-se por satisfeito pois atingiu seu objetivo de reduzir o valor da prestação que estava pagando ao banco A.
    O cliente mais atento, mesmo tendo um valor da mensalidade menor que àquela paga ao banco A, ao checar se esse valor corresponde à taxa de juros combinada com o banco B, e que consta como a taxa efetiva no contrato assinado, irá verificar que a taxa está acima do combinado.
    Atente (aqui está o pulo do gato) que essa transferência entre os bancos não transita pela conta corrente do cliente pois, se assim fosse, deveria entrar o crédito do recurso originado do banco B na conta do cliente no banco A, e um débito no mesmo valor quitando a sua dívida junto a esse banco e, somente neste momento o cliente passaria a estar devedor do banco B.
    O que na realidade ocorreu: o banco B recebeu a transferência do recurso do banco A, por exemplo, no dia 25/mês e, o banco B, arbitrariamente registrou em seu sistema como se essa transferência estivesse ocorrido 12 dias antes e, então, essa passa ser a data de início do contrato assumido pelo cliente. Ou seja, por 12 dias o cliente teve de assumir juros acumulados pela mesma dívida no banco A e, indevidamente, também no banco B. A manobra é realizada à margem do conhecimento do cliente pois o mesmo não sabe em qual data a transferência entre bancos efetivamente ocorreu. E calculada para, ainda assim, resultar no valor de uma mensalidade menor que àquela que o cliente estava pagando. Evidentemente que essa antecipação não pode ser muito elevada pois quanto maior for esse prazo, menor será o estímulo para o cliente efetuar a operação pois menor será a diferença entre a velha e a nova mensalidade.
    O nome do segundo banco, o qual omiti no início desse relato, consta na petição inicial do processo contra o BRB, pois esse banco ao reconhecer a irregularidade da operação, e devolver o valor dos juros acumulados no período no qual retroagiu o registro da dívida, serviu de prova que fosse adicionada na argumentação contra o BRB.
    Ao denunciar esse fato ao Banco Central, simplesmente o Bacen reencaminhou ao BRB para resolver a minha reclamação. Acho que a exposição nesse canal, além de ser uma atitude de defesa do interesse público, poderá servir para que o mecanismo de portabilidade seja revisto, tornando a operação mais transparente e menos sujeita a engodos de toda a ordem.

    • Acho que matei a charada da razão de Ronaldinho ter requerido a cidadania paraguaia: estando o seu passaporte brasileiro retido por decisão judicial, a outra cidadania permitiria a obtenção de um novo passaporte, para viajar para fora do Mercosul (imagino quantas oportunidades de negócios devem estar sendo perdidas desde a proibição de ir para a Europa…). A falsificação certamente se deveu a um açodamento, talvez por uma excessiva demora burocrática do processo de naturalização; os negócios não puderam esperar. Poderia ter conseguido driblar o judiciário brasileiro, mas o atrevimento saiu caro. Foi apanhado pelo judiciário paraguaio.

  6. Acho que matei a charada da razão de Ronaldinho ter requerido a cidadania paraguaia: estando o seu passaporte brasileiro retido por decisão judicial, a outra cidadania permitiria a obtenção de um novo passaporte, para viajar para fora do Mercosul (imagino quantas oportunidades de negócios devem estar sendo perdidas desde a proibição de ir para a Europa…). A falsificação certamente se deveu a um açodamento, talvez por uma excessiva demora burocrática do processo de naturalização; os negócios não puderam esperar. Poderia ter conseguido driblar o judiciário brasileiro, mas o atrevimento saiu caro. Foi apanhado pelo judiciário paraguaio.

  7. A assessoria política do governador esqueceeu (ou desconhece do assunto) da importância da data histórica de 14 de Março para o Tocantins. Anos atrás a data era feriado estadual como o Dia da Autonommia.
    Em 14 de março de 1899 o Príncipe Regente Dom João (depois aclamado Rei) dividiu a Capitania de Goyaz em Comarca do Norte e Comarca do Sul. Estava criado de fato o Tocantins, que se consolidou com criação do Estado do Tocantins nas Disposições Transitórias da Constituição Brasileira de 1988.
    O Dia da Autonomia foi instituído pela Lei nº 960, de 17 de março de 1998, considerando-o feriado estadual. “A data é uma forma que temos de homenagear os desbravadores e os incansáveis lutadores que, com seus conhecimentos, compromisso e dedicação, conseguiram fazer a Corte voltar os olhos para as famílias que aqui viviam e sofriam com o isolamento”, esclareceu o ex-governador Siqueira Campos.
    A data para comemoração da autonomia foi escolhida porque, no dia 18 de março de 1809, o Príncipe Regente Dom João editou alvará, que determinou a criação da comarca de São João das Duas Barras, na confluência dos rios Araguaia e Tocantins. A criação da comarca dividiu a capitania de Goyaz em duas e tinha por objetivo promover o desenvolvimento da região.
    “É imprescindível que nós guardemos na memória a história do nosso povo. A luta pela autonomia começou há quase dois séculos no antigo norte de Goiás, que era totalmente isolado e esquecido.
    O feriado do Dia da Autonomia deixou de existir em 2009, quando foi sancionada a Lei nº 2.013, de 18 de fevereiro, que invalidou a Lei º 960, de 17 de março de 1998. No entanto, a Lei nº 2013/2009 estabelece em seu Parágrafo único: “São os órgãos dos diversos poderes responsáveis por promover ações a fim de comemorar esse dia, organizando festividades nas diversas comunidades do Estado, com maior participação”.

  8. A assessoria política do governador esqueceeu (ou desconhece do assunto) da importância da data histórica de 14 de Março para o Tocantins. Anos atrás a data era feriado estadual como o Dia da Autonommia.
    Em 14 de março de 1899 o Príncipe Regente Dom João (depois aclamado Rei) dividiu a Capitania de Goyaz em Comarca do Norte e Comarca do Sul. Estava criado de fato o Tocantins, que se consolidou com criação do Estado do Tocantins nas Disposições Transitórias da Constituição Brasileira de 1988.
    O Dia da Autonomia foi instituído pela Lei nº 960, de 17 de março de 1998, considerando-o feriado estadual. “A data é uma forma que temos de homenagear os desbravadores e os incansáveis lutadores que, com seus conhecimentos, compromisso e dedicação, conseguiram fazer a Corte voltar os olhos para as famílias que aqui viviam e sofriam com o isolamento”, esclareceu o ex-governador Siqueira Campos.
    A data para comemoração da autonomia foi escolhida porque, no dia 18 de março de 1809, o Príncipe Regente Dom João editou alvará, que determinou a criação da comarca de São João das Duas Barras, na confluência dos rios Araguaia e Tocantins. A criação da comarca dividiu a capitania de Goyaz em duas e tinha por objetivo promover o desenvolvimento da região.
    “É imprescindível que nós guardemos na memória a história do nosso povo. A luta pela autonomia começou há quase dois séculos no antigo norte de Goiás, que era totalmente isolado e esquecido.
    O feriado do Dia da Autonomia deixou de existir em 2009, quando foi sancionada a Lei nº 2.013, de 18 de fevereiro, que invalidou a Lei º 960, de 17 de março de 1998. No entanto, a Lei nº 2013/2009 estabelece em seu Parágrafo único: “São os órgãos dos diversos poderes responsáveis por promover ações a fim de comemorar esse dia, organizando festividades nas diversas comunidades do Estado, com maior participação”.

  9. Nos dias 14 e 15 de março de 2020, a Federação Espírita do Paraná (FEP) realizou a 22ª Conferência Estadual Espírita e contou com vários palestrantes de renome dentro do movimento espírita brasileiro. No encerramento do primeiro dia, o conferencista Divaldo Pereira Franco falou por um pouco mais de uma hora e tratou, entre outros assuntos, da pandemia de coronavírus e a guerra nuclear que não aconteceu no curso da crise que opôs os EUA ao Irã. Instado por amigos, analisei o discurso do líder espírita. O resultado está nas linhas abaixo.

    1. Apelo ao pensamento mitológico – “Um anjo do Senhor”.

    Comentário: No imaginário cristão-espírita, apelar para uma intervenção extra-humana nos rumos da humanidade soa muito bem, à medida que existe a crença de que os mortos interagem com os vivos. No caso da fala do líder espírita, os mortos são retratados conforme a mitologia da Corte Celestial com seus anjos a cumprir as ordens superiores.

    2. Apelo ao Medo e ao pensamento mitológico: “trouxe um pequeno monstro, invisível a olho nu”.

    Comentário: Vírus nos acompanham desde que o mundo é mundo. Retratando o coronavírus como um “monstro”, o líder espírita opera no campo do medo e afasta qualquer possibilidade de analisar racionalmente o atual surto. E analisar racionalmente deveria ser uma prerrogativa na fala de um líder espírita.

    3. Apelo ao Medo e apelo ao Moralismo: “que foi soprado sobre a Terra, a fim de que as nossas paixões pudessem teme-lo porque nenhuma arma seria capaz de o vencer”

    Comentário: Outras epidemias já ocorreram e os cientistas conseguiram criar “armas” que debelaram a crise. Ao insinuar que esse “monstro”, trazido por “um anjo do Senhor”, não tem uma “arma” para derrotá-lo, o líder espírita instala um clima de pânico em seus ouvintes. Ademais, o discurso de que uma pandemia tem uma função, ou seja, produzir temor em nossas paixões, é uma forma explícita de controlar os adeptos do espiritismo cristão e fabricar corpos úteis, obedientes e produtivos.

    4. Apelo ao Moralismo e ao Biopoder: “Esse vírus, vitalizado pelos pensamentos desarvorados das criaturas humanas, pelas ideias de ódio e presunção”.

    Comentário: O líder espírita estabelece um nexo entre a pandemia de um vírus e comportamentos humanos tidos como negativos. A se fiar em sua fala, uma sociedade humana moralizada e, portanto, virtuosa, não ofereceria condições de um vírus se espalhar. Implica dizer, enquanto não forem totalmente convertidos em corpos úteis, obedientes e produtivos, as criaturas humanas serão responsabilizadas pelas calamidades. Por meio desse discurso moralista, o líder espírita exerce o biopoder sobre seus ouvintes.

    5. Apelo ao pensamento mitológico e apelo ao Medo: “Eu tenho a impressão que o coronavírus foi o segundo elemento que Deus mandou recentemente, apiedados de uma guerra calamitosa e total e que o planeta terrestre atrasaria infinitamente o seu processo evolutivo. A guerra nuclear foi substituída por esse vírus invisível que nos ataca a todos. Em particular, àqueles que por uma afinidade psíquica para nos chamar a atenção e respeitar as soberanas leis porque nenhum de nós é capaz de imaginar a gravidade dos dias em que nós estamos vivendo”

    Comentário: Na Antiguidade e no Medievo, não era descabido atribuir a Deus, a Satanás, aos Deuses e aos Espíritos Malignos, as causas dos males que acometiam as criaturas humanas. Essas entidades eram punitivas. Afinal, viviam os homens na fase do Poder Soberano. A fala do líder espírita, nesse ponto, regride de um discurso que estava alinhado ao Poder Disciplinar e ao Biopoder para o discurso do Poder Soberano. Com efeito, o crente deve temer o Supremo Soberano que, do alto de seu trono, escolhe substituir uma guerra por um vírus.

    6. Apelo ao Sentimento de Culpa e apelo ao Senso de Povo Escolhido: “Que fizemos do evangelho de Jesus? Ele prometeu que mandaria um advogado para interceder por nós (…) e veio a Doutrina Espírita que nos convida à tolerância”.

    Comentário: O líder espírita toca em um ponto nevrálgico da cultura cristã, a saber, a Culpa. Sem a Culpa e o Medo, as religiões cristãs não exerceriam seu Poder Disciplinar. Assim, a pergunta dispara um gatilho nas consciências, moldadas pelo medo e pela culpa, e os ouvintes, “refletindo” sobre as calamidades naturais e humanas, concordam plenamente que a causa disso tudo poderia ser evitado se o Evangelho de Jesus não tivesse sido maculado. No entanto, o líder espírita arremata o discurso e apela para o Senso de Povo Escolhido. Isto é, a Doutrina Espírita, segundo a crença de que é o Consolador Prometido (somente pelo Jesus do evangelho de João), é a garantia de que o “Evangelho de Jesus” está sendo revivido em sua pureza primitiva e, por conseguinte, aqueles que a seguem estão no caminho certo.

    Conclusão: Conforme a Teoria dos Papeis, o líder espírita cumpriu o papel que dele se espera no bojo da religião espírita. Seu discurso, moralista e moralizante, esteve o tempo todo a serviço do Poder Disciplinar e do Biopoder. Poderes esses que estão no cerne da Modernidade e que, empregados pela religião, atuam no sentido de fabricar corpos úteis, produtivos e obedientes.

    https://www.youtube.com/watch?v=C8htaPzAbGU

  10. Nassif, aqui em cuiabá e no mt não há kits para fazer os testes de coronavirus. ESTAMOS a Deus dará. Quando dizem que não há casos, é porque não sabem, só vão fazer quando a pessoa já estiver com pneumonia. Deus nos acuda.

  11. Rolando Astarita – Marxismo & Economía

    ¿Hacia una depresión global?

    https://rolandoastarita.blog/2020/03/10/hacia-una-depresion-global/

    En el día de ayer, lunes 9 de marzo, los mercados accionarios experimentaron la peor caída desde 2008. Ocurrió después de una fuerte caída del precio del petróleo, y nuevas noticias sobre la expansión del coronavirus, que aumentaron significativamente la preocupación por la posibilidad de una recesión mundial. El Dow Jones bajó casi un 8%. Las pérdidas en Francia, Alemania y España también rondaron el 8%; la bolsa de Milán se derrumbó 11%. La de México cayó 6,4%. La de San Pablo, Brasil,12,7% (en el año la pérdida es del 35%). El Merval, de Buenos Aires perdió 13,7%. En las últimas semanas, y hasta el cierre de ayer, Wall Street perdió 19%. Las bolsas europeas cayeron, en promedio, 23% desde su máximo de febrero. El precio del petróleo cayó, en EEUU y Europa, 25%; en Asia el 30%. Las cotizaciones de las empresas petroleras tuvieron pérdidas de dos dígitos: BP cayó 20%, Shell 18%, Total 17%, Chevron 14%, Petrobrás 29% (perdió 55% de su valor en el año); el ADR de YPF cayó 28% (en lo que va del año, y hasta ayer, bajó 59%). Los países latinoamericanos vieron devaluadas sus monedas.

    Pero más grave, cuarentenas masivas, como en Italia (60 millones de personas) o China (100 millones), constituyen escenarios nuevos y de curso impredecible. A lo que agregó ahora la guerra de precios entre Rusia y Arabia Saudita. Como reconoció un ejecutivo del fondo BlackRock, entrevistado por The New York Times, hoy la incertidumbre es mayor que en el pico de la crisis financiera de 2008. Naturalmente, los inversores buscan refugio en títulos gubernamentales. Ayer llevaron el rendimiento de los bonos del Tesoro de 10 años a un record mínimo, 0,4949% (cuando suben los precios de los títulos, por aumento de la demanda, baja su rendimiento). El oro, otro refugio, subió 1,6%.

    Subrayamos, domina la incertidumbre en el sentido en que Keynes hablaba de incertidumbre: no hay elementos para poder siquiera calcular probabilidades de cursos futuros. Nadie sabe, por ejemplo, cuánto se podrá extender el virus -¿se debilita con la llegada del calor?- o cómo se afectará la producción global en la medida en que se siga extendiendo. Sin embargo, todo indicaría que sí se puede afirmar que se dan condiciones para una depresión global. Esencialmente porque la actual crisis se desarrolla sobre economías que nadan en un mar de deudas, debilidad de la inversión y crecientes desequilibrios. Pero antes de entrar en esta cuestión, permítaseme una reflexión más general, referida a la vigencia del enfoque materialista.

    Virus y concepción materialista

    Una primera cuestión que quisiera subrayar es que la aparición del coronavirus nos ha recordado, dramáticamente, que somos seres constituidos sobre una base biológica. He planteado esta cuestión cuando traté las nociones de trabajo abstracto y concreto. Decía en esa nota:

    “… el punto de partida del análisis marxista no son individuos optimizando el consumo de bienes dados, como acostumbra decir el relato neoclásico, sino individuos que trabajan asociados, gastando su fuerza humana de trabajo para generar los bienes que les permitan reproducir la fuerza de trabajo. Y este es el contenido último del trabajo abstracto; es el gasto humano de energía, de nervios y músculos. Es un condicionamiento físico y fisiológico, ya que una sociedad de productores no puede consumir más energía para trabajar que la reposición energética de su fuerza de trabajo total que le permite el consumo de los bienes que produce. Naturalmente, las formas bajo las cuales los seres humanos igualan sus gastos de energía, y comparan los tiempos de producción, cambian históricamente, según se modifican las relaciones sociales de producción. Sin embargo, esas formas no hacen desaparecer el hecho de que el gasto humano de energía constituye la sustancia de todo trabajo”. Y un poco más adelante, agregaba:

    “La afirmación de que el contenido del trabajo abstracto es gasto humano de energía, entendido en el sentido fisiológico, va en contra del enfoque dominante en la teoría social crítica, que ha hecho todo un punto de la separación tajante de las sociedades humanas con respecto al resto de los seres vivientes; y de la separación del ser humano de su base biológica”. Y citaba a autores de Critical Human Ecology, quienes afirman que “en la teoría social crítica existe una tendencia a negar el rol del entorno biofísico sobre las sociedades humanas. Los teóricos sociales críticos se focalizan principalmente en factores culturales cuando estudian sociedades, pasando por alto que existen constricciones materiales que atraviesan la historia, y que la producción material y la reproducción –los intercambios materiales entre las sociedades y sus entornos- constituyen el fundamento de toda sociedad” También: “Los límites naturales no pueden ser superados por la mera acumulación de conocimiento cultural. En última instancia, dado que los seres humanos son entidades biológicas, las sociedades humanas están constreñidas por muchos de los mismos principios ecológicos y termodinámicos que moderan el crecimiento y reproducción de otras especies” (aquí). Este enfoque materialista parece ineludible en el análisis de la crisis en desarrollo.

    Afectada la fuerza de trabajo, se desata una espiral descendente

    Lo planteado en el apartado anterior se concreta en que la expansión del virus está afectando, de forma directa, a la fuerza de trabajo, la fuerza productiva imprescindible –al menos, dado el grado actual de desarrollo tecnológico- para poner en movimiento a las fuerzas productivas de conjunto. Esto es, no hay posibilidad alguna, por ahora, de que se pueda prescindir del trabajo humano. La observación es pertinente dado que muchos científicos sociales descalifican la teoría del valor trabajo con el argumento de “ya no es actual, porque el trabajo humano ha sido reemplazado por la robótica y la automación”. Sin embargo, si la fuerza laboral está obligada a quedarse en casa por cuarentena, o enfermedad, no hay posibilidad de poner en movimiento a las fuerzas productivas de conjunto. Ni de hacer circular el producto social. Pero esta situación lleva a la caída del producto.

    Por otra parte, la necesidad de frenar los contagios empuja a la caída del consumo (turismo, servicios recreativos, restaurantes), lo que a su vez contrae más la producción. Esto es, la demanda cae porque caen los ingresos (salarios, rentas, ganancias del capital, etcétera) y porque varían, por razones “fisiológicas”, los hábitos de consumo. En consecuencia caen al mismo tiempo producción, circulación y demanda, en un movimiento en espiral descendente. Por todos lados aumenta la capacidad ociosa –por ejemplo, aviones en tierra o semivacíos, ídem restaurantes, shoppings, etcétera-, llevando a crecientes pérdidas y, en un plazo más largo, a suspensiones o despidos de trabajadores.

    Paralelamente, va a empeorar la situación fiscal: hay caída de ingresos tributarios, y aumento de los gastos en salud pública. Lo cual pondrá más presión sobre los mercados financieros y potenciará la crisis. Precisemos también que en la medida en que se extienda el virus a países subdesarrollados, sus servicios sanitarios y sociales pueden verse sobrepasados, agravando las penurias de los trabajadores y la población en general.

    A su vez, la caída de la producción y la demanda en países centrales –China en primer lugar- afecta de lleno a países exportadores de petróleo, alimentos y otros commodities. Lo cual agravará las dificultades en las cuentas externas, deprimirá más la demanda mundial y dará lugar a mayores desvalorizaciones de capitales. En este respecto, la situación es distinta a la de 2008. Es que en 2008 se venía de un período de fuerte ascenso de los precios de las materias primas; por consiguiente muchos países exportadores de commodities tenían reservas que ayudaron a sostener la demanda mundial; además, habían reducido sus niveles de endeudamiento. Pero más importante aún, entre 2009 y 2012 China impulsó la demanda con ingentes inyecciones de gasto estatal. Nada de esto ocurre ahora: los precios de los commodities –y el petróleo en primer lugar- están en descenso; los niveles de endeudamiento de los países atrasados aumentaron; y China frenó la producción.

    Pero además, en la medida en que la producción se ha globalizado, la espiral descendente se hace global. Ningún país capitalista puede escapar de esta dinámica. Las cadenas internacionales de valor, en particular, hacen sentir los efectos negativos de la caída en cualquiera de sus eslabones, afectando al resto de la cadena. Con el agravante de que esas repercusiones bajistas se intensificarán si recrudecen medidas proteccionistas. Lo hemos visto en el Brexit, o en las disputas entre EEUU y China, entre otras. Ahora pueden intensificarse, por ejemplo, mediante las devaluaciones competitivas o; o, peor aún, por políticas xenófobas y reaccionarias (cierre de fronteras, ataque a inmigrantes).

    Una economía débil y en un mar de deudas

    En septiembre del año pasado, en una nota “Economía global 2019; actualización” (aquí) decíamos que desde el final de la crisis de 2008-9 la situación de la economía mundial no era de depresión, o recesión, pero tampoco de fuerte crecimiento. Las economías de la zona del euro y Japón continuaban estancadas; el crecimiento era débil en Estados Unidos y Canadá; y relativamente importante en los países atrasados. Desde 2009 hubo un prolongado período de crecimiento global débil, o semi-estancamiento, y baja inversión.

    De esta forma, se había configurado un crecimiento anémico, “sostenido en el aumento del crédito y un mar de deudas”. Entre otros datos, citábamos un informe de la UNCTAD, que decía: “A principios de 2018, el volumen de la deuda mundial había aumentado a cerca de 250 billones de dólares —el triple de los ingresos mundiales— en comparación con los 142 billones de dólares registrados hace un decenio. La estimación más reciente de la UNCTAD indica que la relación entre deuda mundial y PBI es en la actualidad casi un tercio mayor que en 2008”. A su vez el Banco Mundial señalaba que: “en las economías emergentes y en desarrollo [la deuda] aumentó de un 15% del PBI, promedio, al 51% en 2018”. La OCDE alertaba que la deuda privada crecía rápidamente en las economías más grandes: entre 2008 y 2018 el stock global de bonos corporativos no financieros se había duplicado, en términos reales, llegando a casi 13 billones de dólares. En el mismo sentido, el FMI anotaba que en EEUU la deuda corporativa había pasado de 4,9 billones de dólares en 2007 a 9,1 billones a fines de 2018; un aumento del 86%. Y mucha de esa deuda se había destinado a la recompra de acciones y pagos de dividendos.

    Pero no solo había aumentado la deuda corporativa, sino también se había modificado, para peor: aumento de la emisión de bonos con calificación BBB, tanto en Europa como en EEUU. Decíamos en la nota que estos bonos son aptos para inversores institucionales, pero que una caída de su calificación –por ejemplo, a causa del debilitamiento de la economía- “desataría ventas forzadas de los fondos que tienen obligación de mantener sus colocaciones en grado de inversión”. Por otra parte, si bien había bajado la emisión de bonos basura, se habían incrementado los créditos apalancados. Se trata de préstamos riesgosos para empresas (una descripción en la nota citada, aquí). Decíamos: “En EEUU su volumen más que se ha duplicado desde 2010. Y cada vez más se usan para fondear la toma de riesgos financieros a través de fusiones y adquisiciones, compras apalancadas, pagar dividendos y recompra de acciones”. Préstamos que fueron potenciados por instrumentos financieros opacos, aptos para toda clase de maniobras especulativas.

    Consecuencia: la crisis se inserta en un escenario de debilidad

    La crisis desatada con la irrupción del coronavirus, se inserta en esta situación financiera, y de debilidad de la acumulación. Y es esta combinación –interacción potenciada entre la esfera de la producción y la circulación, y la esfera de las finanzas y el crédito- la que puede arrastrar a la economía global a la depresión. Es que así como la suba de los precios de los activos potencia el apalancamiento, y este lleva a mayores subas, cuando viene la caída de los valores el movimiento se da en reversa, hacia abajo y en espiral (sobre el apalancamiento, aquí).

    Esa posibilidad se deja ver en las cifras de las deudas. Según Bloomberg, hoy la deuda de las empresas estadounidenses supera a la de los hogares por primera vez desde 1991. Empresas de energía, en especial las que invirtieron en shale, están muy endeudadas; también empresas de viajes, como American Airlines y Hertz. Siempre según Bloomberg, la deuda corporativa pasó de 10,7 billones de dólares en diciembre de 2008, a 16 billones en septiembre de 2019. El valor de los bonos de alto rendimiento (o sea, inversiones peligrosas) alcanza 1,3 billones, contra 786.000 millones de dólares hace una década. Casi la mitad del mercado de bonos en grado de inversión está calificado BBB; a ellos se aplica la posibilidad de una caída de calificación, que obligaría a ventas masivas. A su vez, el mercado de préstamos apalancados alcanza 1,15 billones de dólares.

    Tengamos en cuenta que los mecanismos recesivos se entrelazan y potencian, con el potencial de arrastrar uno tras otro a todos los sectores. En particular, estas dinámicas son inherentes al crédito, el cual actúa como elemento unificador. En palabras de Marx: “En un sistema en el cual toda la conexión del sistema de reproducción se basa en el crédito, si el crédito cesa súbitamente y solo vale ya el pago en efectivo, debe producirse evidentemente una crisis, una violenta corrida en procura de medios de pago. Por ello, a primera vista toda la crisis sólo se presenta como una crisis de crédito y de dinero. Y de hecho, sólo se trata de la conversión de las letras en dinero. Pero estas letras representan, en su mayor parte, compras y ventas reales, cuya amplitud, que supera en mucho las necesidades sociales, concluye por constituir el fundamento de toda la crisis” (El Capital, p. 630, t. 3). Por eso, cuando se desatan estas dinámicas, todos los activos están en un nivel de correlación cercano a uno; o sea, no hay manera de atenuar las desvalorizaciones masivas recurriendo a la diversificación de las inversiones.

    En conclusión se dan los elementos para que asistamos a una espiral fuertemente descendente de la economía de EEUU, y posiblemente europeas, que arrastraría a la economía global. La Reserva Federal ha inyectado dinero en el mercado, y lo mismo harían otros bancos centrales, pero esto difícilmente revierta la caída de la producción y la demanda. Lo importante es tener presente la interacción entre caídas de la producción y la demanda, agudización de las dificultades financieras, y repercusión de estas de nuevo sobre la producción y la demanda, agudizando la crisis. Subrayo, es un escenario, por lo menos, posible; y la caída, o desaceleración de la economía mundial es ya un hecho. Para los trabajadores se avecinan tiempos de aumento del desempleo, caída de los ingresos y empeoramiento de las condiciones de vida.

    Descargar el documento: varios formatos siguiendo el link, opción Archivo/Descargar Como: ¿Hacia una depresión global?

  12. Duas sugestões:

    https://medium.com/@fabiofonsecadecastro/diários-confinados-1-simétricas-aparências-2d145a6c7608

    Diários confinados 1: Simétricas aparências
    A imagem da organizada fila de supermercado (imagem 1), na cidade italiana de Prato, faz pensar no Golconda, o quadro de Magritte, pintado em 1953 (imagem 2). O respeito às regras de distanciamento pessoal, que passaram a ser necessárias em todo o mundo em função da epidemia, parecem encontrar uma representação profética no quadro de Magritte.
    A chuva de homens retratada no quadro pode ser lida como uma alegoria da representação. Os homenzinhos pintados podem parecer iguais — afinal se vestem da mesma maneira e têm semelhanças físicas, mas eles não são iguais. Olhem para os rostos e perceberão. Representações enganam, mentem.

    Tal como, aliás, a riqueza dos diamantes produzidos durante séculos na cidade de Golkonda, na Índia, que dá nome ao quadro.
    Essa pintura parece ser uma alegoria crítica do individualismo, do isolamento, mas Magritte não deixou explicações — afinal, era um surrealista…
    Livre de imposições interpretativas e confinado em casa nestes tempos de coronavirus, fico pensando nas aparências de nosso mundo, que esta epidemia desvela: as aparências de simetria entre as pessoas e de que todos terão as mesmas condições de sobreviver ao vírus; as aparências de riqueza produzidas pelo modelo ambiental do capitalismo, produtivista, que estabeleceu as condições, insuficientes, que temos hoje de combater o vírus; as aparências do consumismo, que apenas falsamente distingue as pessoas; a aparência de que somos seres autosuficientes, individuais, simetricamente demarcados por uma certa ideia de “sujeito”; as aparências de governabilidade que o presidente Bolsonaro e sua gangue ainda transmitem para alguns.
    Notas:
    1. Golconde é um óleo sobre tela com 81cm/100cm e hoje está na The Menil Collection, em Houston, no Texas.
    2. A cidade italiana de Prato, na Toscana, não distante de Florença, tem duas curiosidades a observar no contexto: primeiro, tem uma das maiores populações chinesas da Itália, notadamente imigra te da província de Wu-Han; e, segundo, é o município italiano que registra, proporcionalmento, dentre as cidades que o registram, o menor número de mortes pela Covid 19 em todo o país: 5 mortes.
    3. Golkonda é uma cidade fantasma situada no atual estado de Andhra Pradesh, na Índia. Suas ruínas, suntuosas e refinadas, construídas sobre uma colina de granito com 120 metros de altura, atestam um passado de riqueza, associada à produção de diamantes. Durante séculos foi uma das cidades mais ricas do mundo e capital de um reino independente, em guerra constante contra os mongóis e outros reinos indianos.
    Fábio Fonseca de Castro — Professor da UFPA

    e

    https://medium.com/@fabiofonsecadecastro/diários-confinados-2-o-que-o-governo-bolsonaro-devia-fazer-e-não-faz-911e0c8a7c15

    Diários Confinados 2 — O que o governo Bolsonaro devia fazer e não faz?
    Fabio Fonseca de Castro
    Fabio Fonseca de Castro
    Mar 23 · 4 min read

    A taxa de mortalidade por Covid 19, na Alemanha, apresenta dados interessantes: 0,3%, contra 3,6% na França e 8,5% na Itália. Por que essa diferença? São três países europeus e vizinhos, economias desenvolvidas e estados com condições técnicas bem mais elevadas eu a grande maioria dos países do mundo. O que explica, então a diferença? O que explica a “exceção” alemã?
    Venho lendo os jornais e os documentos públicos sobre o coronavirus desses países — quer dizer, não da Alemanha, porque não tenho alemão para isso — tentando entender a diferença. Atenção: não sou profissional da área da saúde, então o que anoto aqui são apenas dados de leitura e observações, e não considerações científicas.
    E o que percebo são algumas variáveis interessantes: 1°) a média de idade das pessoas contagiadas é mais jovem na Alemanha de que em outros países: 47 anos na Alemanha; 2°) a decisão política imediata do estado alemão de testar, massivamente, a população — hoje num ritmo de 160 mil testes por semana; 3°) a superioridade do sistema hospitalar alemão em relação a seus dois vizinhos: 28 mil leitos de terapia intensiva, o que significa uma proporção de 6 leitos de UTI para cada 1.000 pessoas, contra médias de 3,1 da França e 2,6 da Itália; 4°) outra política imediata do governo alemão: encomendar a fabricação urgente de 10 mil novos aparelhos de respiração artificial, para somar aos 25 mil existentes no país — número, por sinal, bem superior aos dos outros países. Apenas a primeira dessas variáveis não resulta de uma política pública decisiva e eficiente.
    Os resultados apresentados pela Alemanha são impressionantes, e deixam a impressão de que se devem à conjuntura de políticas públicas bem estruturadas com um nível de decisão política centralizado e operante, capaz de dar respostas ágeis numa situação de crise.

    O que nos faz pensar no Brasil…
    O que temos aqui? Um governo perdido, sem nenhuma centralidade, sem nenhuma condição técnica de governabilidade, não apenas incapaz de dar respostas mais simples para a situação como também dominado por uma tendência a produzir crises. Um governo inoperante.
    O vídeo irresponsável de Bolsonaro tratando a cloroquina como uma droga salvadora para a pandemia e a sua recente decisão de ordenar ao exército que a produza massivamente é de uma imbecilidade sem igual na história. O mesmo personagem irresponsável não para de atacar governadores, defende a realização de jogos de futebol e de cultos evangélicos durante a pandemia e dá sinais públicos de ciúme da visibilidade de seu ministro da saúde. O mesmo personagem, inconsequente, ordena o corte de 158 mil famílias do programa Bolsa Família justamente no momento de mais necessidade dessas famílias, o elo mais frágil na defesa nacional contra a propagação do vírus.
    Como disse Flávio Dino, governador do Maranhão, o presidente da república deveria parar de lutar contra os governadores e deveria lutar contra o coronavirus.
    Como disse o jornalista Luís Nassif, o país está sem Estado Maior para gerenciar a situação e a tendência é que, por causa de Bolsonaro, perca a guerra contra o vírus.
    Como disse Helder Barbalho, governador do Pará, traduzindo com precisão o estado de espírito dos governadores diante da inoperância de Bolsonaro: “Não vou ficar esperando que eles decidam o que vão fazer enquanto as coisas estão acontecendo. Preciso proteger o povo do Pará. A sociedade não pode ficar à mercê da falta de informação e de procedimento dos seus líderes.”
    Como disse o educador Joan Edesson de Oliveira, “a pandemia, no Brasil, é agravada por outro vírus, o vírus do bolsonarismo”.
    Como disse Fernando Haddad, “se a ciência não nos trouxer uma solução imediata, a política terá que nos entregar mais do que temos tido”.
    Bolsonaro não é apenas irresponsável. Também é um criminoso. A hecatombe italiana decorre, em grande parte, ao que vi acontecer — e eu estive na Itália no começo da onde de disseminação do vírus nesse país, em fevereiro — da falta de centralidade, da falta de informação e da falta de tomada de decisão.
    Lá, como aqui, o governo federal entrou em luta com os governos regionais e municipais. Lá, como aqui — e ao contrário da Alemanha — não houve tomada de decisões estratégicas em relação às condições de saúde.
    No Brasil de Bolsonaro, as decisões técnicas são tardias, insuficientes ou equivocadas. E é por isso que; na ausência do Estado nacional, estados federais e municípios vão tomando decisões, adotando medidas descoordenadas. Tal como ocorreu na Itália.
    O que o governo Bolsonaro deveria fazer e não faz? 5 providências que deveriam ter sido tomadas e não foram:
    1 — testes em massa.
    2 — estabelecimento de critérios mais rigorosos de distanciamento social.
    3 — ampliação de leitos de UTI e fabricação ou aquisição urgente de respiradores artificiais.
    4 — recomposição do Mais Médicos.
    5 — retomada do programa Revalida, de validação de diploma de médicos formados no exterior.
    6 — regulação dos insumos necessários ao enfrentamento da pandemia — inclusive quanto ao comércio exterior.
    7 — estabelecimento de políticas urgentes de apoio aos pessoal da área da saúde, facilitando suas condições de trabalho e isolamento social, inclusive com vistas a proteger suas famílias.
    8 — estabelecimento de políticas de transferência de renda para as pessoas mais suscetíveis de contaminação (algo muito, muito além dos 200 reais cogitados pelo governo) — o projeto de Renda Mínima nacional do senador Eduardo Suplicy seria um modelo para isso.
    9 — revogação imediata da Emenda Constitucional 95/2016, feita por Michel Temer, que congelou os investimentos no SUS, retirando dele, até o presente, cerca de 22 bilhões de reais.
    A décima medida seria afastar Bolsonaro do poder. Sua presença irresponsável como presidente, neste momento de crise gravíssima, produz morte, dor, desespero e conflito. Não precisamos disso no Brasil. Aliás, nunca precisamos, mas isso se torna evidente na conjuntura.
    Demitir Bolsonaro é uma urgência de saúde pública e de Estado.
    Fábio Fonseca de Castro — Professor da UFPA

    Tb no blog hupomnemata.blogspot.com e o facebook do autor

  13. Duas sugestões:

    https://medium.com/@fabiofonsecadecastro/diários-confinados-1-simétricas-aparências-2d145a6c7608
    Diários confinados 1: Simétricas aparências

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    https://medium.com/@fabiofonsecadecastro/diários-confinados-2-o-que-o-governo-bolsonaro-devia-fazer-e-não-faz-911e0c8a7c15
    Diários Confinados 2 — O que o governo Bolsonaro devia fazer e não faz?

    também em hupomnemata.blogspost.com e no facebook do autor, Fabio Fonseca de Castro

  14. Sugestão

    Duas sugestões:

    https://medium.com/@fabiofonsecadecastro/diários-confinados-1-simétricas-aparências-2d145a6c7608
    Diários confinados 1: Simétricas aparências

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    https://medium.com/@fabiofonsecadecastro/diários-confinados-2-o-que-o-governo-bolsonaro-devia-fazer-e-não-faz-911e0c8a7c15
    Diários Confinados 2 — O que o governo Bolsonaro devia fazer e não faz?

    também em hupomnemata.blogspost.com e no facebook do autor, Fabio Fonseca de Castro

  15. DECLARAÇÃO URGENTE

    Eu ……………………….. CPF …………………….. , bolsominion, votei 17 nas últimas eleições e insisto em concordar com o Jair Messias Bolsonaro. Sendo assim, venho por meio desta declarar minha recusa em aceitar um leito hospitalar ou respirador de U.T.I. caso venha a contrair uma gripezinha, mesmo que teste positivo para Covid-19. Sou blindado pelo profundo conhecimento do meu presidente/atleta e irei às ruas amanhã mesmo contra orientações da O.M.S.
    Deixo assim meu leito de U.T.I. disponível aos esquerdistas, comunistas, fazedores de balbúrdia, comedores de criancinhas e outros que não acreditam que a terra seja plana.

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