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8 comentários

  1. “Os abecedarianos foram uma seita cristã alemã do século XVI que defendia o analfabetismo. O ponto principal de sua doutrina era o fato de que todo o conhecimento humano, inclusive o alfabeto é desnecessário e supérfluo. Wikipédia”

    Esse regime miliciano fundamentalista e abecedariano, que fez e faz uso de fake news como meio de se conquistar e de se manter no poder, odeia o conhecimento, dai essa guerra inssna contra os livros, a educação, o saber, a verdade e a democracia: pelo menos os nazistas de antigamente disfarçavam menos a opção pela ignorância : queimavam livros nas praças : os de hoje deixam-nos às traças….

    Boa leitura

    👇

    https://www.diariodocentrodomundo.com.br/video-livros-raros-da-biblioteca-da-presidencia-sao-empilhados-para-dar-espaco-a-gabinete-de-michelle-bolsonaro/

  2. Por Victor Hugo Romão

    As ambições políticas paroquiais de Rodrigo Maia estão jogando o Congresso Nacional no abismo. Para um projeto de candidatura ao Senado, a vice-governador ou vice-presidente a imagem de docilidade aos interesses da banca pode ser suficiente, mas requer uma postura de suicídio político a quase todos os membros do Poder Legislativo e também para a própria existência institucional do parlamento.
    A despeito da verborragia de independência, a verdade é que Rodrigo Maia é o principal aliado de Jair Bolsonaro, ao garantir o apoio dos mercados financeiros e moderar a crítica dos grandes grupos de mídia, sempre a espera de radicais reformas antipopulares que apenas um governo sem projeto algum poderia patrocinar. Assim, Rodrigo Maia é o principal aliado estratégico do bolsonarismo, mesmo que seja tratado a pontapés pelas matilhas virtuais.
    O cientista político João Feres Júnior, em artigo no GGN, aponta o tamanho do cabresto parlamentar que Bolsonaro impõe ao Legislativo via Rodrigo Maia. “Os únicos partidos na Câmara consistentemente oposicionistas são o PT e o nanico PSOL. O centro é habitado por Rede, PDT e PSB. Todo o resto da Câmara vota com o governo, quase sempre. Em uma escala de governismo de 1 a 10, 73,4% dos deputados tiveram nota maior que 7 e 50% alcançaram 9 ou 10”. Desta forma, os rompantes de independência legislativa não passam de bravatas juvenis, garantindo o apoio a Bolsonaro na agenda principal, bem como postergando sua rejeição pelo establishment, que planeja seu descarte definitivo apenas após a votação de todas as reformas.
    Rodrigo Maia tem suas razões pessoais em manter esse jogo, mas para o restante do Congresso tal cenário é de claro suicídio político. Caso tais reformas produzam resultados no crescimento da economia (o que é improvável após 5 anos de fracassos desde Joaquim Levy), os frutos ficariam majoritariamente com o Executivo. Mas o ônus aos parlamentares é certo. Basta lembrarmos que dos 23 parlamentares que votaram a favor da reforma da previdência de Temer, somente 5 foram reeleitos e tal reforma jamais chegou a ampliar os descontos nos contracheques e nem os eleitores tiveram que postergar seus projetos de vida por anos como a atual reforma aprovada pelo Congresso.
    Não satisfeito, Rodrigo Maia agora joga o parlamento contra 12 milhões de servidores públicos ou 30 milhões de brasileiros que compõe sua renda familiar com ao mesmo um funcionário do Estado. Propostas radicais como o corte de 25% no salário dos servidores recebem promessas de votação a toque de caixa por Maia, ao mesmo tempo que coloca a mercê do arbítrio político toda a burocracia com o fim da estabilidade, apesar de nenhum sistema objetivo de aferição de desempenho.
    Apesar de grave, o aniquilamento eleitoral dos membros do parlamento está longe de ser o maior dos danos. Nos próximos dois anos, Bolsonaro substituirá no STF 2 ministros considerados como garantistas (Celso de Mello e Marco Aurélio) alterando definitivamente a correlação de forças na corte em prol da criminalização ampla e irrestrita da atividade política. A Suprema Corte presidida por Luís Fucs não atuará mais ao lado do Legislativo para limitar os traços mais escandalosos do autoritarismo.
    Em suma, os interesses paroquiais de Rodrigo Maia têm lavado o Congresso a uma oposição de fachada, enquanto os fundamentos da democracia são erodidos e os demais parlamentares cometem um enorme suicídio político coletivo.

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