Jornal GGN – O governo federal deve encaminhar nesta sexta-feira (11/12) uma meta de déficit primário de R$ 232,1 bilhões para o próximo ano.
Segundo informações do jornal O Globo, o valor considera o impacto da prorrogação da desoneração da folha salarial de 17 setores econômicos intensivos em mão-de-obra, além de novos parâmetros para o crescimento econômico e a inflação.
O prognóstico de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2021 é de 3,2%, o mesmo previsto para o Orçamento, enquanto a estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) também é de 3,2%.
Ontem, o governo federal decidiu abandonar a ideia de uma meta flexível nas contas públicas. A proposta com os novos parâmetros irá mudar o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano que vem, que deve ser votado na próxima quarta-feira pelo Congresso.
Quando o Executivo encaminhou a proposta de LDO no mês de abril, foi proposta uma meta flexível (que depende apenas do resultado da arrecadação, respeitado o limite de despesas do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas à inflação) em detrimento de uma meta fixa, usando como justificativa as incertezas quanto a pandemia do novo coronavírus.
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