Imperial College: Brasil recua na queda da transmissão do coronavírus

O Brasil não conseguiu sustentar a queda inédita na taxa de transmissão do coronavírus abaixo de 1

Jornal GGN – O Brasil não conseguiu sustentar a queda inédita na taxa de transmissão do coronavírus abaixo de 1, registrada pela primeira vez na semana passada, quando o indicador foi calculado pelo Imperial College em 0,98.

A taxa de 0,98 indicava um potencial de desaceleração da pandemia. Significava que 100 pessoas infectadas passavam o vírus para outras 98, que infectavam outras 96, que transmitiam para outras 94, e assim, os casos seriam reduzidos lentamente.

A taxa em 1 ou acima disso, para o Imperial College, indica crescimento exponencial da pandemia, ou seja, descontrole da crise sanitária.

Segundo reportagem da Folha desta quarta (26), a taxa de transmissão foi calculada em 1 para a semana epidemiológica que começou no último domingo.

Ainda de acordo com o instituto, o Brasil voltou ao topo das estimativas de número de mortes para a semana, com 7.220 óbitos em vista. A Índia vem na sequência, com 6.970, e o México tem estimativa de 3.500 mortes. Os EUA não entram nesse estudo porque lá os cálculos são feitos por estado.

Ainda segundo o Imperial College, a acurácia do número de casos informados no Brasil é de 63% nesta semana – ou seja, o País deixa de registrar cerca de 1/3 de casos.

A América do Sul tem sete países com transmissão do coronavírus fora de controle. “O maior Rt foi calculado para o Equador (1,32), seguido pelo Paraguai (1,27) e Argentina (1,12). Colômbia registrou 1,05 e Bolívia, 1,02”, frisou a Folha.

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