Lição de mestre

                                                       Lição de mestre

 

            Não gosto, ou melhor, tenho horror, a querer demonstrar cultura ou erudição.  São dons, ou aperfeiçoamentos que vêm com o tempo.

            Mas nem por isso deixo de citar alguns fatos interessantes que conheço.

São orientais, e oriundos do budismo Zen.

            Conta-se que em determinada ocasião, um aluno teria perguntado a Joshu, um dos Grandes Patriarcas, o que significava o budismo.  A resposta do mestre foi imediata.  “Não sei.”  “Como não sabe?” insistiu o aluno.  O sábio respondeu uma verdade: “porque eu não entendo o budismo”.

            Equívoco ou falta de educação de Joshu?  De modo algum.  A coisa funciona assim mesmo.  Quanto mais entendemos determinado assunto, mais temos noção da nossa ignorância sobre ele, sua essência.  O centro vai-se afastando, à medida que o conhecimento aumenta.  Fica claramente estabelecida a ignorância sobre o assunto, e não é um paradoxo, mas apenas uma consequência.

            E por qual razão estou escrevendo sobre isto?  Fácil.  Todos nós temos o péssimo hábito de julgar-mo-nos ‘sabidos’ frente a um assunto qualquer.  É um erro!  Um físico pode conhecer todos os componentes de um átomo.  Falo por hipótese, já que todos, vai cair no erro descrito pelo mestre Zen.  Mas continuando: este mesmo físico pode dizer e explicar com segurança a origem do Universo?  Big bang?  Confusa teoria que quase tudo explica em fatos cosmogônicos.

            Não gosto de assuntos exóticos ou fechados, pelo meu respeito à matemática.  O que não me impede escrever sobre o que estou abordando, no momento.  Serve para abrir os meus olhos e caso consiga fazer o mesmo com uma só pessoa, não perdi meu tempo.

 

 

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