Ministros rejeitam liberdade provisória de Lula e adiam julgamento de novo

Celso de Mello afirmou que votar contra a liberdade provisória não é antecipar seu juízo a respeito da suspeição de Moro

Jornal GGN – A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria contra a proposta de Gilmar Mendes de adiar o mérito do julgamento do habeas corpus que versa sobre a suspeição de Sergio Moro para depois do recesso do Judiciário e, até lá, conceder liberdade provisória ao ex-presidente Lula.

Por volta das 19h15, três dos cinco ministros que formam a turma se posicionaram contra a liberdade em caráter liminar: Edson Fachin, Celso de Mello e Cármen Lúcia.

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O ministro Ricardo Lewandowski votou para entrar no mérito do HC hoje. Mas afirmou que se ficasse vencido e o julgamento fosse adiado, ele apoiaria a liberdade imediata de Lula, assim como Gilmar.

A sessão foi encerrada sem análise da suspeição de Moro. Até agora, o placar sobre o mérito da ação está 2 x 0. Fachin e Cármen – que proferiram voto quando o julgamento do HC foi iniciado, em dezembro de 2018, quando Gilmar adiou o debate com um pedido de vistas – reafirmaram hoje que não vão mudar de posição por causa do dossiê do Intercept Brasil.

Celso de Mello afirmou que votar contra a liberdade provisória não é antecipar seu juízo a respeito da suspeição de Moro.

O ex-presidente continuará preso em Curitiba até que o julgamento seja retomado, depois do recesso do Judiciário, a partir de agosto. Não há data definida.

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