São cenas históricas, mostram um vôo pioneiro da aviação brasileira, durante a República Velha. Um hidroavião decola das águas calmas da enseada de Jurujuba, na baía de Guanabara e termina sua viagem em águas catarinenses. É um registro raro da vista aérea dos areais da zona sul carioca, das cidades de Itajaí e Florianópolis, na década de vinte do século passado.
http://www.youtube.com/watch?v=9Ov7DwgwZ9I
Fica também o registro de uma oligarquia incrustada no poder desde a primeira república, um dos quadros do documentário mudo descreve:
“D. Adelaide Konder, orgulhosa de
sua estirpe, entre os quatro filhos:
Adolpho, o Governador; Victor, o
Ministro; Marcos, o Deputado leader e
Superitendente de Itajahy; e Arno, o
Addido Comercial do Brasil na
America do Norte”.
Um outro quadro narra:
“Marcos Konder e Irineu
Borrnhausen respectivamente
Superintendente e presidente
da Camara de Itajahy”.
O poder estava cercado pelos sete lados, da câmara municipal de vereadores ao ministério federal, estava tudo dominado. Essa situação ultrapassou os tempos da República Velha. Dona Adelaide deixou uma descendência que ocupou e ainda ocupa, posições de poder no Estado. Antônio Carlos Konder Reis, neto de Adolpho Konder, governou duas vezes Santa Catarina; na primeira, por um mandato biônico concedido pelo general Geisel, em 1975, na segunda ao assumir como vice, o mandato do governador falecido, em 1994. Irineu Borrnhausen, genro de D. Adelaide, também foi governador do Estado nos anos 1950, assim como foi seu filho, Jorge Konder Bornhausen, governador biônico nomeado pelo general Figueiredo, para suceder o primo Konder Reis.
A oligarquia ainda está de pé, o filho do Jorge, Paulo Bornhausen, foi líder do DEM na Câmara e é hoje candidato a senador por Santa Catarina. Cabe aos catarinenses decidirem nas urnas o futuro do “filhinho de papai” e da sua mofada oligarquia.
altamiro souza
25 de setembro de 2014 12:10 amum historioador ou um
um historioador ou um comentrista epecializado
ba matéria poderia nos contar com
maiores detalhes voos menos nobres
do que este na
guerra do contestado, onde houve
pelo menos duas experiencias fracassadas
de pilotos oficiais que voavam
pela primeira vez para
arrasar os lutadores dessa guerra.
Sergio SS
25 de setembro de 2014 12:20 amMais de 100 de dominação das
Mais de 100 de dominação das Terras Catarinas por estas famílias provam o porque do estado ser tão insignificante em termos econômicos, mesmo tendo uma rica influência da cultura européia.
PS: Aos 4m40 parece mais a Ilha do Mel, no litoral do Paraná, com o istmo entre duas praias, sendo que a legenda fala em Itajaí.
Eliane Faccion
25 de setembro de 2014 2:38 amLindo este país…
…, mas como é feia a plutocracia que o explora!
OBS: cinemaníacos, procurem restaurar esses documentos de época, pois trazem a história mais perto.
Free Walker
25 de setembro de 2014 3:21 amTais maluco?
Santa Catarina, tem pouco menos de 7 milhões de habitantes (11.a), mas no entanto tem o 6.o PIB e a 4.a renda per capita do Brasil, além de deter, na média, os melhores índices de desenvolvimento humano do país.
PosiçãoUnidade federativaPIB
(0)
São Paulo
1.349.465.0002
(0)
Rio de Janeiro
462.376.0003
(0)
Minas Gerais
386.156.0004
(0)
Rio Grande do Sul
263.633.0005
(0)
Paraná
239.366.0006
(1)
Santa Catarina
169.050.0007
(1)
Distrito Federal
164.482.0008
(2)
Bahia
159.869.0009
(0)
Goiás
111.269.00010
(0)
Pernambuco
104.394.00011
(0)
Espírito Santo
97.693.00012
(1)
Pará
88.371.00013
(1)
Ceará
87.982.00014
(1)
Mato Grosso
71.418.00015
(1)
Amazonas
64.555.00016
(0)
Maranhão
52.187.00017
(0)
Mato Grosso do Sul
49.242.00018
(0)
Rio Grande do Norte
36.103.00019
(0)
Paraíba
35.444.00020
(0)
Alagoas
28.540.00021
(1)
Rondônia
27.839.00022
(1)
Sergipe
26.199.00023
(0)
Piauí
24.607.00024
(0)
Tocantins
18.059.00025
(1)
Amapá
8.968.00026
(1)
Acre
8.794.00027
(0)
Roraima
6.951.000
Distrito Federal1.665,422
São Paulo1.036,513
Rio de Janeiro993,214
Santa Catarina967,455
Rio Grande do Sul940,286
Paraná870,597
Espírito Santo795,338
Goiás785,179
Mato Grosso do Sul784,97–
Brasil767,0210
Mato Grosso735,3211
Minas Gerais733,2412
Rondônia646,7813
Roraima578,3814
Amapá575,4215
Tocantins571,5116
Rio Grande do Norte531,5617
Pernambuco508,8218
Amazonas508,2819
Sergipe508,2020
Acre497,4421
Bahia481,1822
Paraíba462,2923
Ceará445,8824
Pará429,5725
Alagoas421,3226
Piauí408,2727
Maranhão348,72
em R$ mil
(2011)Dados relativos a 2011Mudança comparada a 20101
PosiçãoUnidade federativaRenda
per capita
em R$1
joao
25 de setembro de 2014 12:28 amAlmeida
Este eh o Almeida Mordais!
junior50
25 de setembro de 2014 12:55 amO inicio da VARIG
O Konder era Ministro da Viação, ou seja: estava no grande “rolo” da época, a concorrencia entre os alemães do Sindicato Condor, os franceses da Aeropostale – e logo depois com os americanos da PAA.
A ligação destes Bornhausens com aeroportos é de longa data, ou vcs. acham que as free-shops aeroportuarias são de quem ?
Leiam: blog.hangar33.com.br/atlantico – o – primeiro – aviao – comercial – brasileiro
ou culturaaeronautica.blogspot.com.br/2013/05/o-nascimento-da-aviacao-comercial.html
W K
25 de setembro de 2014 1:22 amAgora,
naqueles tempos, ser o tal “aeroviário” – a pessoa que trabalha no aeroporto e leva os passageiros ao avião, ainda tinha que ter conhecimentos de navegação, no caso, fluvial, não é ?
Ô vida dura na aviação daquela época: 120 km por hora, só desce na água, só voa de dia, e pela costa! E ainda tinha comitiva e recepção no destino!
Vizinho Posterior
25 de setembro de 2014 1:40 amUm filme que me remete à infância
Por coincidência, cresci (duas décadas depois) na mesma rua anunciada pelos autores do filme, na Vila Isabel (a de Noel).
Se bem me lembro, o no. 37 era um antigo e enorme casarão colonial português, daqueles com escadaria dupla na frente, que ficava no meio de um terrenão gradeado de uns 2 mil m2. Ficou meia abandonada nos meus tempos e foi lá dentro que eu “perdi minha virgindade” com a filha do caseiro…
Psshh, não contem pra ninguém, pois o cara é(ra) super bravo e dizem(iam) que anda(va) com uma espingarda…
Esta rua, onde também morava o Jamelão (no 45, “Vila Sto.Antonio”) tem outra curiosidade que já contei aqui:
Na casa vizinha onde morava ocorria, todos os domingos, o encontro de acertos dos banqueiros de bicho do RJ, quando o entorno ficava coalhado de reluzentes Cadillacs, Oldsmobiles, Pontiacs, Buicks, Mercurys, Chryslers, DeSotos, e quetais, todos “do ano”.
Obrigado pelo filme, cujo alvo é completamente outro.
Mas ricocheteou em mim, hehe.
nosde
25 de setembro de 2014 3:29 amMoro a 51 anos em Itajaí . .
Moro a 51 anos em Itajaí . . . . . .
Cardoso
25 de setembro de 2014 10:21 amA nova geração não sabe nada.
Sou de Itajaí, nascido e criado aqui.
Meu velho e finado pai nos dizia: “Filhos, nunca votem nos Bornhausens, eles são da antiga UDN. Quando o partido deles perdia eleições na cidade, eles fechavam as fábricas que comandavam, quando venciam, reabriam.”
Nunca chequei a veracidade destes fatos, todavia, se isto não acontecia, quem sabe algo próximo disto.
Passei minha juventude inteira, durante a Ditadura Militar, sob a tutela de prefeitos apoiados por esta família. A ARENA fazia o que queria por aqui.
Os Bornhausens foram ministros, governadores, deputados, senadores e tantas outras funções importantes em nível nacional e estadual, todavia, não conheço uma só ação deles que possamos dizer que beneficiou diretamente o pobre, fizeram defesa de uma lei trabalhista, ou na área da saúde pública, etc.
A ironia de tudo, é que o prefeito atual, do PP, que teoricamente é aliado de Dilma, aliás, que fez elogios recentemente à ela, quando Dilma veio para declarar nossa universidade (UNIVALI) como de “utilidade pública”, agora faz campanha aberta contra Dilma, mesmo tendo o governo dela e de Lula colocado 2 bilhões de reais na cidade (documentado). O atual superintendente do Porto, sr. Antonio Ayres, declarou que só para o nosso Porto, Dilma mandou 380 milhões de reais e isto é muita grana. Mesmo assim, não se vê uma placa sequer do Governo Federal na cidade, declarando obras. É como se não existisse Governo Federal para nós.
Aqui em nossa cidade, quando alguém diz que irá votar em Dilma, os outros olham com olhar de compaixão, como se estivéssemos com lepra. Depois saem de perto e as vezes nunca mais conversam conosco.
Até os nossos candidatos à deputados e governadores (o candidato à vice-governador do PT é vereador na cidade), evitam colocar a foto de Dilma em seus banners.
Ano passado, fazendo meu estágio em Licenciatura em História, falando sobre o período da Ditadura Militar, ao citar Dilma, um dos alunos, adolescente, bradou do fundo da sala: “Dilma, aquela endemoniada!”. Até assustou. Pude perceber o quanto a juventude de minha cidade está desinformada pela mídia, jornais (o jornal mais lido na cidade é contra Dilma, à favor do prefeito atual, o resto é da RBS, não preciso falar mais nada) e também pelas redes sociais. O Facebook e o “zap-zap” são as maiores fontes de informações políticas de minha cidade e infelizmente, quem proporcionou este acesso, que foi o governo atual, não se preparou para receber o pessoal na rede, falando de suas obras, projetos e desmentindo boatos.
Aqui na cidade, todos tem certeza, por exemplo, que Lulinha é bilionário, que Lula e Dilma são ladrões e que o PT quer implantar o comunismo no Brasil.
Até José Dirceu e José Genoíno, são tidos como quadrilheiros da pior espécie. Não conhecem a História deles, nem os motivos de ambos, certamente.
Agora, todos votarão no Paulinho Bornhausen para o Senado, sem conhecer nada sobre este senhor.
Tivemos um prefeito PETISTA, o Volney Morastoni, que para chegar ao poder teve que se aliar ao PMDB local. Pegaram o pessoal do PMDB fazendo rolo no Porto de Itajaí, o jornal local fez um estardalhaço, colocou a foto do prefeito na capa, chamando de quadrilheiro e contra o prefeito, nada foi provado. Detalhe: O inquérito deu em nada e o Juiz Federal, de família tradicional e política da cidade, que liberou ilegalmente os grampos, foi exonerado. Mas… Volney não conseguiu reelerger-se.
Reconheço: Os Bornhausens são muitos fortes em nosso município. Nosso único e grande hospital tem o nome da mãe deles e nossas 4 maiores avenidas carrega o nome deles. É impossível esquecê-los.
Nossa cidade é linda, o povo maravilhoso e trabalhador. Nos falta cultura política.
Leandromattos85
25 de setembro de 2014 12:14 pmArno Konder e Irineu
Arno Konder e Irineu Bornhausen é o nome de duas ruas que circundam a galeria São Luiz, em frente ao Largo do Machado, no Rio de Janeiro
Branca Teresinha
25 de setembro de 2014 12:19 pmOs bons
Pois é. E a Marina estava lá abraçando o filhotinho candidato e falando dos homens bons que ela vê só nos milionários que a rodeiam. Êta candidata da nova política eihn!!!