Retrospectiva 2017: as mulheres que se destacaram nesse ano

Jornalistas Livres

Por Martha Raquel Rodrigues, Victória Cóccolo e Caio Coletti, especial para os Jornalistas Livres
por 31 dezembro, 2017

Apesar de todos os retrocessos, em 2017 assistimos entusiasmadas mulheres no mundo todo tomarem a linha de frente, resistindo e resignificando o que é ser mulher na sociedade. Por isso, fizemos questão de lembrar alguns dos nomes que mais se destacaram neste ano.

Anitta
Mulher negra, ex-favelada e poderosíssima, Anitta, aos 24 anos, se transformou no 15º nome mais influente da música mundial na atualidade, à frente de estrelas de projeção internacional como Rihanna, Selena Gomez, Demi Lovato e Taylor Swift, de acordo com o ranking da Billboard. A mesma publicação a colocou em 41º lugar em outra lista, a de Artistas em Ascensão.

Elza Soares 
Aos oitenta anos, Elza é um dos maiores nomes da música brasileira, e em 2017 continuou fazendo o que faz de melhor, retratando, de forma impecável, a luta e resistência das mulheres negras no Brasil. Elza foi homenageada em diversos eventos, como na reabertura do auditório Simón Bolívar, no memorial da América Latina, além de ter ganho prêmios no 28º prêmio da música brasileira e no festival Women’s Music Event Awards by Vevo.

Angela Davis 
Em sua passagem pelo país, a professora e filósofa Angela Davis – ícone da luta por direitos civis nos EUA-, discursou por mais de uma hora na Universidade federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Na ocasião a filósofa relembrou a trajetória das mulheres negras no país, além de falar sobre a importância na construção de novas lideranças e de novos formatos de liderança.

Heley de Abreu
A professora que deu a própria vida para salvar seus “filhinhos”, como chamava carinhosamente os pequenos alunos da creche “Gente Inocente”, marcou a história no dia 5 de outubro de 2017. A heroína foi uma das 12 pessoas que morreram em um incêndio, em Janaúba, Minas Gerais. Graças a ela várias crianças sobreviveram.

Simone Maulaz
Outra professora que se destacou este ano foi Simone Maulaz. Ao ouvir disparos em um colégio de Goiânia, ela, heroicamente, conseguiu convencer o atirador, de 14 anos, a interromper os assassinatos. Se não fosse Simone, o episódio no Colégio Goyazes que terminou com 2 alunos mortos e quatro feridos poderia ter sido ainda pior.

Debora Diniz
A antropóloga e pesquisadora Debora Diniz protocolou no Supremo Tribunal Federal uma ação que pede a descriminalização do aborto no Brasil. Essa foi a segunda vez que Debora levou o assunto, encarado como tabu no país, à mais alta instância do poder judiciário. Na primeira, em 2012, ela conseguiu o direito ao aborto para gestações de fetos anencéfalos. Em novembro, Debora ganhou o Prêmio Jabuti na categoria Ciências da Saúde por seu livro “Zika: do sertão nordestino à ameaça global”, uma tentativa de biografar a epidemia de zika que acomete o Nordeste. (VIA UOL)

Livia Schiavinato Eberlin
Em setembro, um artigo publicado na revista científica “Science Translational” trouxe uma novidade que pode significar um profundo avanço no diagnóstico do câncer: a MasSpec Pen, uma espécie de caneta capaz de identificar tecidos cancerígenos. Por trás da ferramenta, o nome de uma brasileira: Livia Schiavinato Eberlin, professora assistente do Departamento de Química da Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos. (VIA UOL)


Louie Ponto

Formada em Letras Português pela Universidade Federal de Santa Catarina, Louie Ponto atua e faz mestrado na área – mas Louie entra para a lista de mulheres que marcaram 2017 por causa de seu canal no Youtube. De forma descontraída e intimista, a jovem conversa com o público adolescente sobre temas como feminismo, preconceitos, literatura e jogos. Sempre com seu chá na mão, ela torna leve reflexões que muitos adultos não conseguem fazer com seus filhos.

Patty Jenkins

Antes mesmo da estreia de Mulher-Maravilha nos cinemas, Patty Jenkins já tinha feito história como a primeira mulher a comandar um filme de mais de US$ 100 milhões de orçamento. Com o sucesso arrebatador do longa em crítica e bilheteria, Jenkins foi além das expectativas para cimentar o lugar de diretoras e heroínas no cinemão americano. Assinou contrato para retorno na continuação, marcada para 2019, quebrando outro recorde – o de diretora mais bem paga da história de Hollywood.

Rose McGowan & Ashley Judd

As denúncias de assédio sexual em Hollywood marcaram os últimos meses do ano, e entre as multidões de vozes, vale destacar duas: Ashley Judd e Rose McGowan. Judd, conhecida por papéis em filmes como Risco Duplo e Frida, foi a primeira atriz do time-A de Hollywood a colocar seu nome na denúncia contra o produtor Harvey Weinstein, que mais tarde seria demitido da empresa The Weinstein Company, que leva seu sobrenome; McGowan, que sempre foi assertiva em suas posições feministas, tomou a frente do movimento #MeToo nas redes sociais e também denunciou Weinstein e outros nomes da indústria.

 

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