Glenn – O Jornalismo Independente Criminalizado: A Síndrome do Estado Autoritário!, por Arnobio Rocha

Calar a voz de mídia, grande, média ou pequena, é típico de Estados e/ou governos autoritários, não se pode aceitar e compactuar com isso

Glenn – O Jornalismo Independente Criminalizado: A Síndrome do Estado Autoritário!

por Arnobio Rocha

em seu blog

LIBERDADE, LIBERDADE!
ABRA AS ASAS SOBRE NÓS
E QUE A VOZ DA IGUALDADE
SEJA SEMPRE A NOSSA VOZ
(LIBERDADE, LIBERDADE ABRE AS ASAS SOBRE NÓS – JURANDIR)

Sou defensor desde o primeiro momento do jornalista Glenn Greenwald e do seu portal, The Intercept. No meu pequeno Blog e nos grupos jurídicos e políticos em que atuo, faço a sua defesa de forma enfática e da importância fundamental de suas denúncias na #Vazajato para a Democracia no Brasil, como também condeno a reação desproporcional do Estado contra ele, numa perseguição inconstitucional e que fere a democracia.

Dito isso, penso que devemos ampliar nosso leque de visão sobre a questão da perseguição ao jornalismo fora da grande mídia. Há uma série de jornalistas que fazer jornalismo de alta qualidade e sem a capa da grande mídia que sofrem as mesmas perseguições as quais atingem Glenn, algumas com viés até piores, pois é a ameaça de asfixia econômica e sobrevivência individual dos jornalistas.

Alguns exemplos, dos portais mais conhecidos, como Conversa Afiada, que teve Paulo Henrique Amorim como seu âncora, faleceu recentemente e respondia a mais de uma centena de processos, o que lhe combalia as finanças e a sua saúde.

O Diário do Centro do Mundo, editado por Kiko Nogueira, O Jornal GGN, de Luís Nassif, o Brasil 247, de Leonardo Attuch, são exemplos de que essa sanha persecutória estatal com clara intenção de calar suas palavras, pela via criminal e de retaliações econômicas são ataques direto à Democracia, às liberdades de expressão e de imprensa, e aos Direitos Humanos.

O papel desses portais, como alternativa à grande mídia, como fonte de informações é fundamental para Democracia, para Política e para a Cidadania, sem fazer juízo de valor sobre seus conteúdos editoriais, eles representam um oxigênio ao jornalismo corporativo, que muitas vezes vivem das verbas publicitárias do Estado e dependem do governo de plantão.

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Ora, se esses jornalistas ousaram enfrentar essa lógica e dão opções de informações relevantes, análises independentes ou alternativas, não se pode admitir que tenham seus passos controlados com processos judiciais custosos e que fazem com que gastem dinheiro e energias para suas defesas, sem ter bancas de advogados para suas defesas, pois não têm como pagar.

Para piorar, os ataques a eles passam a ser feitos diretamente pelo Estado, através das polícias e dos Ministério Público, que têm força e não têm preocupações com limites de gastos em tais processos, o que causam uma desproporção de armas num embate, absolutamente desigual e antidemocrático.

Calar a voz de mídia, grande, média ou pequena, é típico de Estados e/ou governos autoritários, não se pode aceitar e compactuar com isso, e mais, que a máquina estatal esteja à serviço de interesses estranhos ao interesse público, nem que essas ações intentadas sejam vistas como normais, pois não fazem parte do jogo democrático, são sim, orquestração de interesses autoritários e que visam tolher as liberdades democráticas e de livre pensar.

As instituições, como OAB e ABI, além movimentos democráticos, como ABJD, AJD, deveriam ajudar na defesa política e jurídica desses portais, dando-lhe tranquilidade para que sigam no trabalho fenomenal que prestam à democracia, ao país, sem medo de que sejam criminalizados, pelo que fazem e escrevem.

É preciso dar um basta!

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