O engano de Bolsonaro e seus mentores do exterior: o medo é maior do que o ódio, por Rogério Maestri

Este medo fará a derrota de Bolsonaro, pois mesmo os mais ricos estão vendo que um ser microscópico pode atingi-los diretamente.

O engano de Bolsonaro e seus mentores do exterior: o medo é maior do que o ódio

por Rogério Maestri

A perda de apoio de Bolsonaro, só falta um pouco para que o afastem, coisa que talvez na próxima semana ocorra.

Porém, o mais importante é entendermos porque alguém que tinha algum apoio está praticamente isolado. É simples. Bolsonaro e seus mentores do Imperialismo Internacional montaram um esquema de propaganda baseado no ódio e na mentira, porém o Covid-19 simplesmente está, além de tirando vidas preciosas a todos, está mexendo com o sentimento mais forte do homem, o medo da morte.

O medo da morte é o sentimento mais forte que qualquer humano tem, pois ele, pela seleção natural, colocou este medo acima de qualquer sentimento, para uma pessoa abrir mão da vida, só em situações excepcionais ou estados de animo alterados, ou seja, é algo que passa por cima do ódio, do amor, da ganância e qualquer sentimento positivo ou negativo de qualquer animal com alguma inteligência.

Este medo fará a derrota de Bolsonaro, pois mesmo os mais ricos estão vendo que um ser microscópico pode atingi-los diretamente.

É um processo atávico que como diz a própria palavra é um fenómeno de transmissão hereditária de caracteres ancestrais permaneceu latente para várias gerações , mas que reaparecer em um descendente, ou seja, a ignorância de Bolsonaro é tal que ele não entende que logo até seus escritórios do ódio, vão pedir as contas e irem embora.

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Também a grande burguesia nacional, o medo de perder tudo, ou a vida ou tudo que tem, em breve farão movimentos mais ousados e simplesmente defenestrarão esta personagem maléfica de nossa política. Quando o medo chegar aos altos cargos da república, legislativo, judiciário e também o próprio executivo, será uma verdadeira correria para retirar o atual ocupante do cargo da presidência do seu mandato, falta pouco, porém quando os caixões começarem a se enfileirarem, quando o ruído das favelas e demais comunidades mais desamparadas começarem a deixar de ser ruído e começarem a se barulho tudo vai mudar.

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3 comentários

  1. Se ele é tirado ou abandona antes da metade do mandato quem assume é o vice ou tem novas eleições?
    Por que ele vai abrir mão da suspensão do processo do Queiroz? Do poder? De ajudar os filhos bandidos?

  2. Maestri, a Hungria via parlamento autorizou o Orban a ser o ditador na crise corona, sem mais nem menos.
    Ontem o Romano Prodi lá na bota alertava todos sobre este grande perigo para as democracias ocidentais, não demorou e lá vai o primeiro populista ditador e salvador da nação.
    Se nosso “SOMARO” tomar conhecimento estamos….

  3. O jornal inglês Sunday Times realizou uma pesquisa em 2013, entre 2.000 pessoas onde o medo de falar em público ficou em primeiro lugar (41%), seguido de medo de altura, insetos, e de ter problemas financeiros. O medo de morrer veio em seguida. No Brasil, em 2018 o Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares também realizou uma pesquisa sobre a morte e:
    82,4% achavam que não tem nada mais sofrido que a dor da perda de alguém
    48,6% não estão prontos para lidar com a morte de outra pessoa
    30% têm muito medo de morrer

    De fato a questão é que o medo da morte, não necessariamente é o medo do morrer, mas quando existe medo no evento ele está ligado de fato, ao medo das possíveis e supostas consequências da vida e do viver, por isto há teorias, estudos e experiências com relação aos arrependimentos comuns das pessoas quando da proximidade da morte física e a maior parte, se referem justamente aos descuidos tidos com e na vida. Uma das arrogâncias comuns do ser humano, está ligada a uma suposta proteção vinculada ao fato desta visão imatura sobre a dita meritocracia e nem vou entrar por este ponto que não é o caso, mas a título de ilustração, é bem repetitiva em alguém sobre efeito do álcool ou outras drogas inibidoras do senso moral, de limites e moderações. Um bêbado se considera, sob efeito da droga atuando no cérebro, um imortal ou ao menos “imorrível” e faz tantas loucuras quanto maior for a quantidade de droga a lhe causar torpor. Trazendo ao embebecido da vida, o arrogante, quanto maior a arrogância, mais dopado por esta ilusória imortalidade se encontra o indivíduo.
    Outro ponto fundamental é de que o ódio (ou raiva) é um irmão gêmeo do medo ou então um casal a caminharem juntos (o medo + a raiva). Para alimentar a cultura de ódio, o fertilizante básico é o medo, o pavor, o terror. O medo bloqueia os canais racionais do indivíduo, dai é repetido que é ele o pior conselheiro de alguém. A raiva é tratada por psicólogos como um ilusório mecanismo de defesa do ego (da arrogância). Quão menos racional se encontra, o jogo é desequilibrado para o lado emocional. Temos muitos eventos a mostrar que Bolsonaro e filhos são bastante inseguros, pois emocionalmente imaturos, donde se encaixam os medos e fugas de exposição desta insegurança (fuga de debates, tom de voz elevado, excessos de discussões e criações de indisposições e inimizades, seu filho Eduardo em disputa eleitoral quando desmaiou e defecou na cueca pode ser um fator que assombrou o pai a participar de debates, cercar-se de protetores no governo, uso constante de coletes resistente à bala e tantas outras histórias). Para eles vale muito um antigo dito popular, o de que “tem medo, mas não tem vergonha”. Boa parte da elite ignara, penso eu, entra ai. Tem mesmo medo de perder coisas ou pessoas, como as pesquisas apontam. Mas enquanto vivos vão brigar muito e atrapalhar estas tais democracia, direitos e distribuição de renda. Aliás, até mais perigoso que a saída de Bolsonaro à rua ontem, no que pese poder afetar a saúde de umas dezenas de pessoas, bastante pior foi o discurso dele: “Você não tem que dividir renda”. Ele já admitiu sonegar imposto e usar dinheiro público para, em palavras dele “comer gente”, mas dividir renda, isto sim é a morte para eles, que leva ao seu aumento do ódio. Se não usarem os recursos jurídico-sociais comuns, para as pessoas inassociaveis, ou que se tornam um perigo para a sociedade, que é o isolamento no sistema prisional e para o qual existem provas em demasia, basta que o sistema repressor seja “eficiente” como foi nestes anos recentes.

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