Bolsonaro evidencia intenção em militarizar Ministério da Saúde

Além de elogiar atuação do ministro interino Eduardo Pazuello, presidente diz que 'com civis não deu certo' e ironiza quantidade de militares no governo

Foto: Reprodução

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro voltou a evidenciar sua intenção em aumentar a quantidade de militares trabalhando em seu governo. Nesta sexta-feira (22/05), ele afirmou que vai colocar mais militares no Ministério da Saúde, uma vez que o trabalho de civis “não deu certo”.

Em meio à pandemia do coronavírus, o ministro interino, general Eduardo Pazuello (que está na ativa), já nomeou 13 militares nos últimos dias para a pasta, em meio à pandemia do novo coronavírus.

“Está dando certo, está mudando muita gente lá. “Ah, está enchendo de militar”. Vai botar mais militares, sim, com civis não deu certo. E ponto final”, disse Bolsonaro, segundo informações do jornal O Globo.

Bolsonaro também ironizou a quantidade de militares na Presidência — dos quatro ministros com gabinete no Palácio do Planalto, três são generais. “Critica a Presidência, tem um montão de forças especiais aqui na Presidência. Um montão aqui. No passado, tinha ladrão, bandido, corrupto e terrorista. Ninguém falava nada”.

 

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3 comentários

  1. Essa militarização tem mais de um sentido. O seu governo não possui quadros, ele não tem partido e o PSL já não tinha quadros. Seu isolamento político é derivado não apenas daquilo que comete, mas por sua ausência de organicidade. Daí onde a coerência (sic) vai pro espaço: grana pro centrão, militares em cargos. Ele sabe que, institucionalmente, está – usando suas próprias palavras – f*dido.
    Ele continua preso à fase anal. Só fala em dejetos (como demonstrado na gravação) e tem dificuldades em relação não apenas à obediência dentro das regras (o que pressuporia uma racionalidade), mas toma qualquer situação como “ausência de liberdade”, ou seja, qualquer situação ele toma como ordem.

  2. “No passado, tinha ladrão, bandido, corrupto e terrorista. Ninguém falava nada”.
    E quem garante que mudou?

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