Como o cartel das empreiteiras operava na Petrobras

Uma das peças-chave da Lava Jato, o depoimento do delator Pedro José Barusco Filho traz dados importantes sobre a relação Petrobras-empreiteiras e desmonta a versão de que as empresas teriam sido submetidas a achaques.

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Braço direito do ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, o relato de Barusco mostra como foi possível driblar os controles internos da Petrobras.

O ponto central foi o enorme crescimento da empresa a partir de 2006. O cartel atuava há tempos, mas em cima de um conjunto limitado de obras.

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O núcleo duro era composto por 14 empresas, dentre as quais a Camargo Correia, Andrade Gutierrez, Odebrecht, Setal-SGO, OAS, UTC, Skanska, Promon, Techint, Queiroz Galvão, Engevix, Mendes Junior, Schain e MPE. Havia também empresas “simpatizantes” que aceitavam conversar com o cartel: a Carioca, Tome Engenharia, TKK, Engesa, Jaragua, Alusa, GDK,

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Os exageros maiores foram cometidos na construção da RNEST (Refinaria do Nordeste), a chamada Refinaria Abreu e Lima.

Em cada licitação, a Petrobras define preços de referência e os candidatos oferecem o bid (primeira tentativa de licitação) e o rebid (segunda tentativa).

Os critérios eram definidos, inicialmente, pelo Gerente de Empreedimento, consultado o seu “par”, o Gerente da Área de Abastecimento. Depois, seguida para o Gerente Geral de Engenharia da RNEST. E, finalmente, a Barusco, enquanto Gerente Executivo de Engenharia, que encaminhava f ao Gabinete da Diretoria de Serviços, de Renato de Souza Duque. Se estivesse de acordo, o documento era encaminhado para a Diretoria Executiva da Petrobras.

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Segundo Barusco, não havia fraude na definição da lista por critérios técnicos.

O problema estava no “vazamento” das informações para os representantes das empresas, dando tempo para que acertassem entre si os pacotes que caberiam a cada um deles.

Na licitação de julho de 2008 foi tamanha a desenvoltura do cartel que os preços apresentados estavam “estratosfericamente acima” dos 20% do limite superior do preço base. O menor preço foi da Camargo Correia, no valor de R$ 5,9 bilhões para um orçamento de referência de R$ 3,4 bilhões. Nesse caso, houve o cancelamento sumário da licitação pela Petrobras.

Esse mesmo esquema foi aplicado nas obras da COMPERJ – o complexo petroquímico do Rio de Janeiro. Na época, o articulador do cartel, Ricardo Pessoa, criticou o fato da Petrobras convidar empresas de menor porte para participar, considerando-as prejudiciais ao cartel.

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No caso das licitações para a construção de plataformas de petróleo era outra a conformação do cartel. As propostas foram tão absurdas que motivaram o cancelamento sumário da licitação. Antes mesmo de abrir sua proposta, conta Barusco, a Odebrecht teria dado um desconto, “por estar até com vergonha do preço que deu”.

Na delação, Barusco afirma que tanto Renato Duque quanto Paulo Roberto Costa receberam propinas.

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Houve propinas até para quebrar o cartel. Os controladores da ALUSA decidiram entrar para quebrar o cartel, conta Barusco. Este teria concordado com a ALUSA, mesmo sendo beneficiário do cartel, devido aos abusos de preços do sistema. Mas não recusou a propina paga pela ALUSA.

67 Comentários

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Joaquim51

- 2015-02-25 11:31:31

Alvaro, gostaria muito que o

Alvaro, gostaria muito que o 51 fosse referência a cachaça, porém não é. Acredito que se assim fosse estaria menos preocupado como situação do pais. Infelizmente empresas quebram e a referida empresa quebrou por que não conseguiu competir em um mercado cada vez mais competitivo a nivel global, culpe o Collor pela abertura do mercado, o cambio fixo do começo do real, a falta de investimento em infraestrutura ou a incopetência da propria empresa.

A lição que eu mais aprendi que no Brasil você jamais deve confiar no que o governo diz, a não ser que você seja amigo de alguem ou companheiro. Isto sim é competição desleal e a sociedade como um todo paga por isto, em dinheiro e em atrazo.

E isto esta totalmente errado e é isto que tem de ser mudado, a maxima do Getulio, " aos amigos tudo aos inimigos a lei" tem que parar de ser uma regra de governo no Brasil.

E esta foi a minha maior decepção com o Lula. Resucitou Sarney, Renan Calheiros tinha que dar no que deu.

Joaquim51

- 2015-02-25 11:31:31

Alvaro, gostaria muito que o

Alvaro, gostaria muito que o 51 fosse referência a cachaça, porém não é. Acredito que se assim fosse estaria menos preocupado como situação do pais. Infelizmente empresas quebram e a referida empresa quebrou por que não conseguiu competir em um mercado cada vez mais competitivo a nivel global, culpe o Collor pela abertura do mercado, o cambio fixo do começo do real, a falta de investimento em infraestrutura ou a incopetência da propria empresa.

A lição que eu mais aprendi que no Brasil você jamais deve confiar no que o governo diz, a não ser que você seja amigo de alguem ou companheiro. Isto sim é competição desleal e a sociedade como um todo paga por isto, em dinheiro e em atrazo.

E isto esta totalmente errado e é isto que tem de ser mudado, a maxima do Getulio, " aos amigos tudo aos inimigos a lei" tem que parar de ser uma regra de governo no Brasil.

E esta foi a minha maior decepção com o Lula. Resucitou Sarney, Renan Calheiros tinha que dar no que deu.

Nira

- 2015-02-25 02:53:49

Dois votos na Graça Foster.

Dois votos na Graça Foster.

João Batista M C Lima

- 2015-02-25 02:47:08

Transparência para quem lida com licitações

Também acho que todos os ocupantes de cargos públicos importantes, principalmente aqueles que decieem sobre esses contratos milionários deveriam ter o sigilo fiscal e bancário aberto. Dveria ser determinado por lei. Não só os próprios mas os seus parentes de primeiro e segunod grau. É lógico que isso nunca irá acontecer no Brasil. A corrupção aqui é endêmica. A quantidade do que se rouba depende do poder de quem rouba. Além do mais, não sei se é possível numa sociedade onde o que vale é o tanto que se tem, não importando o que foi feito para ganhar, se acabar com a corrupção. A maioria dos que vociferam contra a corrupção também praticam suas corrupcõezinhas diárias. Não precisa nem mencionar que tudo mundo sabe.

Miguel A. E. Corgosinho

- 2015-02-25 02:26:43

Enquanto o Levy prepara mais

Vamos falar um pouco sobre economia - enquanto o Levy prepara mais um pacote de maldades, o Banco Central se documenta com pesquisas de inflação para votar mais um aumento programático da Selic.

Num país ao norte, os banqueiros obtiveram três vitórias, no dia de hoje, para desestabilizar o governo Dilma:

1 - A Petrobras perdeu o grau de investimento 

2 - Os caminhões tumultuam as estradas em vários estados, por causa do aumento do Diesel, deixando Dilma num beco sem saída.

3 -  A lava Jato divulgou mais um vazamento seletivo, do espetáculo televisivo que se transformou a investigação da corrupção.

As coisas do jeito que estão, em curso, deve passar como o mercado financeiro quer, no curto prazo: a Petrobras deve pedir concordata ou se transformar num monte de entulhos dessa operação deslavada. 

Espera-se que a lista completa dos corruptos deve conter as especificações do projeto de impeachment.

AlvaroTadeu

- 2015-02-24 23:05:11

Mulher, patrão e cachaça em qualquer canto se acha...

Joaquim 51, nessa idade você deveria saber (ou é homenagem à cachaça?) que não se quebra uma empresa e se põe todo esse povo e sua tecnologia no olho da rua. Vi grandes empresas quebrarem nos anos 90, detentoras de tecnologias que vinte anos depois ainda não foram recuperadas.  Havia uma em São Paulo uma que quebrou, especializada em estruturas de alumínio. As principais obras da cidade tinham o dedo de algum engenheiro dela. Aparentemente, não estava metida em grandes jogadas corruptas. Aí vieram os novos tempos, navegando nas asas tucanas e zás!, lá se foi a empresa, suas tecnologias e tudo o mais. Um de seus experientes engenheiros comprou uma van para transporte de passageiros. Depois outra e outra. Ficou rico como motorista, coisa que não conseguira como engenheiro.

AlvaroTadeu

- 2015-02-24 22:56:12

Conselho Federal de Contabilidade: cadê você?

Spin sentido horário ou anti-horário? Exemplo singelo: as prefeituras são obrigadas a publicar seus balancetes na internet. Os pequenos municípios do Brasil, nenhum ou quase nenhum cumpre essa regra. Se cumprisse, a população saberia onde foi parar aquela verba que o governo federal enviou para reformar ou construir a nova escola, os novos equipamentos do pronto-socorro municipal, o asfaltamento daquela estrada vicinal, o dinheiro para a campanha contra dengue ou vacinação contra qualquer coisa. Basta um grupo de apenas dez no Palácio do Planalto, versado em contabilidade, para examinar os balancetes mensais de cada prefeitura com menos de 70 mil habitantes (90% do total) que tivesse recebido verba federal sob qualquer rubrica..

AlvaroTadeu

- 2015-02-24 22:42:58

O "trabalhão" e o custo da digitação.

Humberto Costa Pereira, você QUASE tem razão. Sabe por quê? A proposta elaborada "para perder", não é proposta, são apenas chutes postos no papel. A proposta "vencedora", essa sim, é um projeto verdadeiro, onde entraram engenheiros, compradores, projetistas, o diabo a quatro. Então, o custo da proposta perdedora é o da tinta, papel e o tempo que a secretária gastou para digitar o que o engenheiro mandou. Simples assim. As propostas perdedoras nem são examinadas, então, você pode até digitar um versículo da Bíblia que não haverá problema algum. Meu versículo preferido: Corinthians 1, Versículo 2. (Corintos fica sem graça...)

AlvaroTadeu

- 2015-02-24 22:32:55

Projeto de poder do PT: financiavam o PSDB. Que coisa!

Às vezes, um inocente age como um idiota, às vezes o idiota é tão idiota que parece inocente. Não vi inocência no texto do Calvin Klein.

JB Costa

- 2015-02-24 22:31:34

Esse tal "projeto de Poder"

Esse tal "projeto de Poder" já se tornou um mantra na bôca até de ladrões confessos como esses delatores "espremidos", digo, "premiados".

Marcos 2015

- 2015-02-24 19:19:13

Infelizmente os  fatos falam

Infelizmente os  fatos falam por si.

As campanhas milionárias são financiadas com o dinheiro do povo através de contratos (pedágio) públicos.

Os funcionários concursados das Empresas públicas não chegam aos postos de Diretoria ou Coordenação sem facilitar  o circuito que leva o dinheiro público aos bolsos de campanhas ou à corrupção.

Quem define as Diretorias são as Empreiteiras ! E ponto Final . 

Joaquim51

- 2015-02-24 18:59:51

Roberto, no caso da empresa

Roberto, no caso da empresa que você trabalha se alguem é descoberto roubando, ele é promovido?

Se alguem esta  envolvido em um negocio que dá um tremendo prejuízo para a empresa, cabeças não rolam?

na sua um diretor pode usar a desculpa que não sabia de nada?

Se a vizinha de sua irmã for descoberta com toda a certeza irá para a cadeia. É crime, isto se não for motar como queima de arquivo.

O presidente do conselho da Petrobras recebia mais de R$100.000,00/mês no minimo poderia ter verificado as coisas um pouco melhor: refinaria que iria custar 3bi, vai para 20bi, refinaria que foi vendida por 42 mil comprada por 360mil e por ai vai. Poderia parar o processo para verificar seria o minimo, o logico e o prudente,  pois ele esta lá para garantir o melhor para os acionistas e não para um grupo de bandidos,  você há de convir.

Para min a Petrobras ou era a casa da mãe joana ou esta na mão de uma quadrilha. E em ambas as opções não dá para eliminar a culpa de ninguém na diretoria e do conselho e é isto que irá acontecer dos tribuinais americanos.

 

Joaquim51

- 2015-02-24 18:59:50

Roberto, no caso da empresa

Roberto, no caso da empresa que você trabalha se alguem é descoberto roubando, ele é promovido?

Se alguem esta  envolvido em um negocio que dá um tremendo prejuízo para a empresa, cabeças não rolam?

na sua um diretor pode usar a desculpa que não sabia de nada?

Se a vizinha de sua irmã for descoberta com toda a certeza irá para a cadeia. É crime, isto se não for motar como queima de arquivo.

O presidente do conselho da Petrobras recebia mais de R$100.000,00/mês no minimo poderia ter verificado as coisas um pouco melhor: refinaria que iria custar 3bi, vai para 20bi, refinaria que foi vendida por 42 mil comprada por 360mil e por ai vai. Poderia parar o processo para verificar seria o minimo, o logico e o prudente,  pois ele esta lá para garantir o melhor para os acionistas e não para um grupo de bandidos,  você há de convir.

Para min a Petrobras ou era a casa da mãe joana ou esta na mão de uma quadrilha. E em ambas as opções não dá para eliminar a culpa de ninguém na diretoria e do conselho e é isto que irá acontecer dos tribuinais americanos.

 

Calvin

- 2015-02-24 18:08:24

Projeto

"O ponto central foi o enorme crescimento da empresa a partir de 2006. O cartel atuava há tempos, mas em cima de um conjunto limitado de obras."

Na verdade, o que houve houve o restabelecimento do monopólio com a partilha (a put option de 30% do pré-sal), e isto não coaduna com a dispensa de licitação promovida por FHC, que visava dar flexibilidade à Petrobrás frente às concorrentes, que não vieram.

Quanto a achaques, o delator disse que o propinoduto era um projeto de poder, e eu não acrescentaria nada....

Roberto Monteiro

- 2015-02-24 16:56:57

Responda-me uma questão:

Já soubeste de casos em que patrões, empresas tanto privdas quanto públicas são roubadas e só se fica sabendo quenao o estouro é grande? E olha que não precisa ser grande empresa. Em quanta empresa de fundo de quintal um dos sócios rouba e o outro não tem a mínima desconfiança? Conheço muitos casos. Quer um pequeno exemplo? O exército. Volta e meia desviam materiais, comida e outros produtos e poucas vezes são descobertos. Um dia desses uma vizinha da minha irmã tava recebedno material desviado do exército através do seu filho que é cabo. Não sei se foi descoberto, faz tempo que não vou na casa da minha irmã. Se ninguém denuncia, formam um batalhão em casa e fica por isso mesmo.

Na empresa em que trabalho é cheia de controles, mas sempre alguém dá um jeitinho. Como é uma empresa de médio porte e a maioria não compactua com ações deste tipo sempre fica-se sabendo. Mas às vezes o desvio é descoberto anos depois, quando o larápoio é descoberto em outra empresa pelo mesmo procedimento. As pessoas são assim, infelizmente sempre teremos aqueles que querem levar vantagem em tudo.

Dito isso, imagina em uma empresa mastodôntica como a Petrobrás. Conferir balanços, relatórios de auditoria e pareceres é uma coisa, saber o que se passa realmente em cada divisão de uma companhia são outros quinhentos. Pense nisso.

Gilson.Raslan

- 2015-02-24 16:47:45

Pela lei das llicitações,  o

Pela lei das llicitações,  o valor de referencia acompanha o edital, os projetos básico, executivo e de engenharia. Se a proposta apresentada tiver valor acima ou abaixo de 10% do valor de referência, o licitante é desclassificado e excluído da licitação. Pela lei das licitações só ocorrerá sobre preço da obra se o valor de referência vier da comissao de licitação com valores já aumentados.

Todavia, como os contratos da Petrobras têm regime diferenciado, não sei se há obediência ao que determina a lei de licitação,  como acima exposto.

 O certo é que FHC criou todas as condições para as falcatruas na Petrobras com sua lei de exceção, sob a falácia de dar agilidade às contratações da Petrobras,  como se esses contratos fossem para ontem.

 Como o tucanato é chegado numa falcatrua, pensando que o PSDB iria ficar vinte anos no poder, conforme projeto de Sérgio Mota, FHC e Gilmar Mendes inventaram aquela lei para sua caterva se locupletar com dinheiro de nossa petroleira. Simples assim.

 

Álvaro Noites

- 2015-02-24 15:01:18

Zappa da família de minha
Zappa da família de minha esposa nem participo mais. Mas o pior é, hoje mesmo, ter que aturar chefe coxinha babando de raiva e reclamando o tempo todo.

Aleandro Chavez

- 2015-02-24 15:01:09

http://www.brasil247.com/pt/2

http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/160541/TCU-aponta-problemas-na-Abreu-e-Lima-desde-2008.htm

José Luís Barudi Meza

- 2015-02-24 14:45:08

como o cartel funcionava.

Se as empresas formavam o Cartel por sua vontade, como a Lei das Licitaões poderiam evitar isso?

Como os políticos recebiam verbas das empresas? Essas empresas doaram diheiro pras campanhas do psdb e psb além do pt/pmdb?

henrique neto

- 2015-02-24 14:43:38

Inúmeras vezes o TCU

Inúmeras vezes o TCU constatou irregularidades em preços praticados nas obras da Petrobras, recomendando ao Congrsso a paralisação das obras. Ocorre que o discurso sempre foi de terrorismo contra os técnicos do TCU, em que se os acusava-de quererem paralisar o Brasil, a infraestrutura e tal... Tudo apoiado pelo governinho que mobilizava a sua bancada para não aprovar as recomendações do tribunal. De quem é a culpa então do assalto a olhos visto à Petrobras??? O TCU deveria ter o poder por si só de paralisar uma obra cujo sobrepreço tenha ultrapassado percentual fora dos padrões do mercado. Ora, o TCU é reconhecido nacionalmente como uma ilha de execelência na administração pública. Tem um corpo técnico invejável, tamanha a preparação e competência dos profissionais que lá trabalham (dado também ao salários generosos que lá se prataicam). Porque não dar operacionalidade a esse custoso serviço púbico?  Fosse assim, toda essa corrupção da Petrobras teria sido bastante amenizada. Do jeito que a coisa esta, esse órgão se parece mais com um tribunal de faz de conta do que um Tribunal de Contas. 

joao

- 2015-02-24 14:25:22

Eletrobras
Me lembra a eletrobras e eletronorte! Atuacao sao semelhantes. A forca de fornecedor unico. Este eh objetivo nas solicitacoes de obras e materiais. O caso da Aston e as outras. Os casos de um soh juiz na acao. O poder e os vira latas aparecem rapidos e se reproduzem como ratos.

José Robson

- 2015-02-24 14:01:33

#

Parece-me que sobre o "preço de referência" já teve algo postado aqui, em que se realçou a dificuldade de se ter uma base confiável, uma vez que as próprias empresas do cartel eram o ponto de referência, notadamente pela especialização delas, que, assim, podiam "jogar" com os preços. 

José Robson

- 2015-02-24 13:55:52

#

Vi ontem um comentário de Airton Soares no Jornal da Cultura afirmando que, na visão dele, o grande problema dos contratos da Petrobrás é que não seguem a Lei de Licitações para os órgãos públicos e que tudo teve início por volta de 1998, quando a questão inclusive foi parar no STF, que “chancelou” a dispensa da licitação nos moldes da lei de regência. Segundo ele, até hoje tramita no STF uma ADI versando sobre a inconstitucionalidade da lei no ponto em que trata dessa autorização. Não pesquisei o assunto, confiando na palavra dele, embora entenda que nem a Lei de Licitações neutraliza a formação desses cartéis.

Nira

- 2015-02-24 13:46:53

  Esse que é chamado no texto

 

Esse que é chamado no texto de articulador do cartel é o mesmo senhor Ricardo Pessoa retratado na matéria do 247 que virou post aqui ? Putz, e quase chorei naquele dia.

humberto costa pereira

- 2015-02-24 13:46:38

Hoje após remunerar a

Hoje após remunerar a administtação central, pagar os impostos, os custos indiretos (engenheiros, mestres, departamento de compras, gastos do canteiro, consultores),o retorno de uma obra dificilmente chega a 8%. 

Basta fazer uma auditoria.

Numa grande empresa construtora são elaboradas umas dez propostas para cada proposta vencedora. O custo destas propostas é altíssimo. Mesmo que haja acordo a proposta tem que ser elaborada.

Compare-se o ganho das construturas com o ganho dos rentistas.

Nira

- 2015-02-24 13:32:12

Maria, em algum momento desse

Maria, em algum momento desse quiproquó li que mais de uma vez técnicos do tcu apontaram irregularidades ( ou sérios indícios de ) nas obras da Abreu e Lima. Talvez possa ser confirmado por algum comentarista. Agora, se o tcu formalizou alguma coisa já é outra ópera.

Antonio Carlos Aka

- 2015-02-24 13:21:02

Opa! Essa conclusão que livra

Opa! Essa conclusão que livra a cara de alguns da Petrobras está sendo feito de maneira muito rápida. Gabrielli podia não estar sabendo da totalidade do rolo dentro da empresa, como também Graça, mas dizer que a sujeira era toda vinda de fora é papo furado. Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró, Renato Duque, etc. os principais operadores do esquema eram de dentro da Petrobras e todos indicados por políticos; e outra coisa pior ainda é o fato desse tal de Fernando Baiano nem ser do quadro da Petrobras e ter lugar de trabalho dentro da empresa, como também aquele cara que era testa de ferro dos holandeses e tinha trânsito livre dentro da Petrobras. Quem permitia essa farra toda? Quem era de dentro da empresa. Se esse tal de Ricardo Pessoa da UTC puder confirmar diane da justiça o que ele tem jogado na mídia como factóide, o próprio Gabrielli estará seriamente comprometido. Lá de dentro da Petrobras eu só acredito na Graça Foster.

Fernando J.

- 2015-02-24 13:20:49

Zap Zap da família? nem a pau, Spin

Não participo de nenhum, saí de todos. Motivo: sou a ovelha vermelha da família e estou muito bem assim. rsrsrsr 

Athos

- 2015-02-24 13:15:06

O problema é a politização
O problema é a politização das denuncias do TCU e seu uso político. Isso desqualifica a denúncia....

Cunha

- 2015-02-24 13:06:58

Os erros acontecem por

Os erros acontecem por gerações, pois, a legislação produz sombras e é ineficaz em punição.

Todos os envolvidos em licitações devem ter suas vidas financeiras disponibilizadas durante os processos e o rigor precisa ser revisto, pois, o histórico permite que falhas morais ocorram sem haver punição, muitas vezes suavizadas pelo status social/ financeiro e apadrinhamento , comum de uma pós colonia formada por elites que não se interessaram em formar uma nação,mas,em se aproveitar do status diferenciado, formando uma espécie de cartel social e assim prevalecer em gerações vindouras.

A conduta tem sido preservada para os que têm posição social mais elevada, formando uma elite hipócrita, amoral e corrupta por chances.

paulmoura

- 2015-02-24 13:00:40

O único

o único planejamento existente na era FHC era para privatizar a empresa.

Nenhum investimento em refinarias (desde da década de 80), nenhum investimento em prospecção, nada.

Quando a petrobrás como outras estatais foram liberadas para investir, veio o pré-sal!

Mas eu gosto desses comentários(sic), eles além de demonstrar a ignorância permitem serem constratados mostrando a hipocrisia implícita.

 

MARCUS FALCAO

- 2015-02-24 12:58:14

A matéria deixou de mencionar outras empreiteiras denunciadas...

Um dos operadores do esquema, Shinko Nakandakari apos fazer acordo de delação premiada, relatou que pagava propina em nome da Galvão Engenharia, (EIT Engenharia e Contreiras), que não foram mencionadas na materia.

O Movimento do SPIN

- 2015-02-24 12:51:08

Resposta a familiares no zap zap da familia
. Nunca me opus a punicao de culpados....o que questiono é o sistema que permite a corrupcao e isso vai alem da disputa partidaria..... muitas lideranças que discursam contra a corrupcao agem nos bastidores para aprofundar as engrenagens que facilitam a corrupcao...vide esforço do Congresso para aprovar o financiamento privado e uma reforma eleitoral que consagra de vez o curral eleitoral atraves do distritao...tipo assim cada bairro pertence a um deputado...ai so quem tem muita grana pra alimentar o curral... De forma que nesse submundo da disputa rola muita coisa que nao sabemos........na Lava Jato o que questiono eh a seletividade do MPF e Judiciario ......nós aqui falamos falamos e falamos e nao chegamos a um consenso .... Não chegamos a um meio termo... Nao procuramos nos unir em torno de pontos convergentes e fica parecendo fla x flu Sobre abusos da Lava Jato...com a palavra uma das mais renomadas advogadas do Brasil afirma que Lava Jato poe em risco Estado de Direito http://www.viomundo.com.br/denuncias/dora-cavalcanti-lava-jato-poe-em-risco-o-estado-dje-direito.html Luta contra a corrupçao versus manutençao do sistema que a permite .quanto a este sistema podre em que predomina por exemplo a falta de democracia participativa e participação efetiva da população mediante instrumentos legais e rotineiros para a populaćão acompanhe por exemplo os gastos dos governos entendidos como sendo os niveis federal...estadual e municipal bem como os poderes Legislativo e Judiciario melhor deixar pra lá... O andar de cima agradece... O Ze Agripino Maia vocifera por ai contra a corrupcao quando ele proprio pintou e bordou e o pior...protegido pelo mesmo MPF que ai esta a mostrar servico nem q seja quebrando as regras elementares do Direito...confira e entenda pq digo que ha seletividade http://www.jornalggn.com.br/noticia/no-mpf-roberto-gurgel-arquivou-denuncia-contra-agripino-em-2012

Imparcial atento

- 2015-02-24 12:49:39

Na  formação de cartel,as

Na  formação de cartel,as empreiteiras escolhem qual delas é que vai ganhar a concorrencia ,e as outras

dão o orçamento por cobertura(para perder).Existe também(com a ajuda do corrompido) a tática de ganhar a concorrencia com um preço extremamente baixo(relativamente ) e após conseguir os famosos aditivos de contrato.

Como dizia um amigo meu (ex-padre ):

-Fora da Igreja Católica ,não há salvação,quase todo mundo "come bola ".Digamos que ele era lobista.

joão adalberto

- 2015-02-24 12:34:23

Esperanças

"A situação desesperadora da época na qual vivo me enche de esperanças." A frase é de Marx, enunciada há mais de 150 anos. Ela lembrava como situações aparentemente sem saída eram apenas a expressão de que enfim podíamos começar a realmente nos livrar dos entulhos de um tempo morto.Há tempos, insisti que o lulismo entraria em um esgotamento. Era uma questão de cálculo. Chegaria um momento em que o crescimento só poderia continuar por meio de políticas efetivas de combate à desigualdade e acumulação. Afinal, estamos falando de um país que, ao mesmo tempo, apresenta crescimento econômico próximo a zero e bancos, como o Itaú, com lucro anual de 20 bilhões de reais. Um crescimento de 29% em relação a 2013, com inadimplência recuando para mínima recorde."Políticas efetivas de combate à desigualdade e acumulação" significa, neste contexto, ir atrás do dinheiro que circula no sistema financeiro e seus rentistas blindados. Mas isto o governo não seria capaz de fazer. Difícil fazê-lo quando você também se torna alguém a frequentar a roda dos dançarinos da ciranda financeira. Ninguém atira no próprio pé, ainda mais quando se é recém-chegado à festa.Restou ao governo federal duas coisas. Primeiro, chorar por não ser tratado como um tucano. É verdade. Nada melhor no Brasil do que ser tucano. Como acontece hoje no Paraná, você pode quebrar seu Estado, colocar quatro de suas universidades públicas em risco de fechamento por falta de repasse e, mesmo assim, irão te deixar em paz. Nenhuma capa de revista sobre seus desmandos nem sobre seus casos de corrupção.Por estas e outras, o sonho de consumo atual de todo petista é ser tratado como um tucano. Eles até que se esforçaram bastante.Fora isto, resta ao governo ser refém de um Congresso que ele próprio alimentou. Na figura de gente do porte de Eduardo Cunha e seus projetos de implementar o "dia do orgulho heterossexual", entregar o legislativo à bancada BBB (Bíblia, Boi e Bala) e contemplar cada deputado com seu quinhão intocado de fisiologismo, o Brasil encontra a melhor expressão da decadência e da mediocridade própria ao fim de um ciclo.Neste contexto, podemos enfim ver claramente como as alternativas criadas após o fim da ditadura militar não podiam de fato ir muito longe. Nenhuma delas sequer passou perto da necessidade de quebrar tal ciclo de miséria política dando mais poder não aos tecnocratas ou aos "representantes", mas diretamente ao povo, que continua a esperar seu momento.Por isto, a situação desesperadora me enche de esperanças.

VLADIMIR SAFATLE

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/209402-enfim-o-desespero.shtml

silvio ricardo

- 2015-02-24 12:27:06

Muita balela num caso que não

Muita balela num caso que não resumir em nada. Eu faço a delação premiada e os advogados e envolvidos rebatem, eu não fiz nada.Como estamos no Brasil tudo vai em nada.

Lionel Rupaud

- 2015-02-24 12:21:31

Pelo amor de Deus, não use o nome de um morto

que era muito mais inteligente que você!

O fato de ser tão reacionário quanto ele, não te autoriza a usa-lo sem que ele possa se defender.

Paulo Cezar

- 2015-02-24 12:19:59

Dificilmente um técnico

Dificilmente um técnico aumentaria o preço de propósito. Seu CPF esta diretamente ligado a estimativa.

Miope

- 2015-02-24 12:18:35

Escândalo no Reino Unido em 2007

Em post anterior já chamei atenção para escândalo no Reino Unido em 2007 semelhante.

O tolta das obras era de 3.5 bilhões libras esterlinas de 2007 - voltado a escolas, hospitais e universidades.

As empreiteiras combinavam os preços - foram todas multadas - o Reino Unido não parou.

As multas foram de 130 milhões de libras a serem pagas em 24 meses...

<http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/7351867.stm>

<http://www.independent.co.uk/news/business/news/building-companies-fined-163130m-by-oft-1791671.html>

luiz de oliveiral

- 2015-02-24 12:18:21

pela primeira vez luz

Foi o primeiro comentário deste blog que fez sentido, parabéns meu caro.

Contra fatos não há argumentos, essa máxima só não se aplica a Petistas.

barroso

- 2015-02-24 12:13:41

Em depoimento, PRC demostrou

Em depoimento, PRC demostrou que o superfaturamento era da ordem de 3% do lucro. Os 3% não incidiam sobre o valor da obra, mas sim sobre o lucru líquido, pelo menos foi o que eu entendi.

Como os 3% ficavam dentro da margem de lucro permitido não havia como perceber este acréscimo.

Acho que foram os aditivos que encareceram o valor das obras e ai entrava o PRC que sempre assinou os contratos aditivos, juntamente com a fiel escudeira, a Venina.

De fato, o TCU alertou o governo sobre algumas licitações da Abreu e Lima,. No entanto, a desconfiança do órgão no foi suficiente para detectar o acréscimo ocorrido.

 

 

Rato

- 2015-02-24 12:13:38

Exatamente.

Acho que a "sacada" do cartel era saber o preço de referência e jogar toda a "gordura" possível em cima do preço. (ou então algum técnico aumentava o preço de referência de propósito)

Mas por que algumas vezes não funcionava? Esta é a pergunta da vez.

Rato

- 2015-02-24 12:10:27

Huuummmm....

Acho que depende.

Se a Petrobras estabelece um preço base e aceita até 20% mais caro, só teria superfaturamento se o preço já viesse da própria Petrobras inchado.

Senão, foi apenas uma variação de preços esperada e as empreiteiras aproveitavam a "gordura" prevista para lucrar mais.

Como diz a matéria, várias compras foram canceladas devido a orçamentos irreais. Aí eu pergunto: Se as empreiteiras tinham acesso às informações, por que chutavam tão alto?

Paulo Cezar

- 2015-02-24 12:06:16

"Preços de Referência"

É impossivel controlar se a pessoa do diretor ou gerente executivo vazar os "preços de referência". Toda a lisura do processo depende da confidencialidade desses preços.

E não adianta os abutres meterem a lenha nesse tipo de processo. É assim que é feito no mundo inteiro.....

A alternativa, que é a divulgação dos preços de referência é ainda pior, pois sujeita a administração pública primeiro a erros de estimativa, segundo a ineficiências, pois limita a capacidade dos licitantes privados de criar competitvidade e baixar "preços de mercado" com inovações afim de ganhar licitações e terceiro , dá todas as bases para a criação de cartéis....

Dentro da Petrobras já imaginávams que o problema estava ai.... Para evitar esse problema punições severas tem que ser dadas para as pessoas que vazaram essas informações e para as pessoas que pagaram para recebe-las....

Além disso as empresas tem que ser punidas. Não podem ser inviabilizadas. Mas tem que ver em seus balanços financeiros, que o crime não compensa....

E uma terceira coisa a ser feita é manter essa informação confidencial até para a diretoria. Apenas o corpo técnico teria acesso a elas, e quem tem acesso teria que ter seu patrimônio monitorado....

Joaquim51

- 2015-02-24 12:04:40

O dinheiro não ia para os partidos políticos ????

O que esta faltando na sua analise é completar o que esta na delação: Que o dinheiro também ia para os partidos políticos. Não podemos aceitar uma parte da delação e não aceitar a outra, OK?

Ou seja usavam o dinheiro da propina para fazer politica partidária, ato digino de qualquer ditadura.

Só há uma maneira, cadeia para todos e falência das empresas envolvidas, o exemplo é sempre a melhor maneira de se educar. Vejam: os quarenta anos de Marcos Valério deu origem as delações premiadas de hoje.

A quebra de algumas empresas hoje dará origem a empresas mais serias no futuro. O lugar delas será ocupado por outras empresas, inclusive com funcionários saídos destas, por tanto, levando consigo  a experiencia destas.

Como cidadão e como contribuinte não é possível imaginar que as pessoas envolvidas quer na direção da empresa quer no conselho da mesma não sabiam de nada, no minimo foram incompetentes e/ou omissas e deveriam ter sido no minimo dispensadas por justa causa.

Mau

- 2015-02-24 11:55:10

Solução

Uma simples solução seria dar oportunidade às empresas esrangeiras de participar das licitações.

Roberto Monteiro

- 2015-02-24 11:53:48

Sugiro uma tentativa:

Põe o PT em todas as esferas que logo logo tudo será investigado. O problema é esta maldita diversidade política. Fosse só o PT não haveria problemas em investigar. Como a maioria no país é de outros partidos, fica difícil investigar, entende?

Aviso: modo irônico acionado.

Freldo

- 2015-02-24 11:52:52

Infelizmente você está

Infelizmente você está absolutamente certo no seu comentário e creio que essa seja a maior mazela nesse país e mudar isso vai depender de muitas gerações que ainda estão por vir. Mas como toda longa caminhada começa com o primeiro passo, avancemos então...

DanielQuireza

- 2015-02-24 11:47:03

O País tem que olhar para

O País tem que olhar para frente.

É como já disse aqui várias vezes. Nâo adianta fechar todas as micro e pequenas empresas, prender seus donos ou mesmo prender a maioria dos profissionais autonomos do País, por que eles sonegam impostos. Acho que ninguem de bom senso deseja isso, a não ser quem não tenha nenhuma noção da economia.

É a mesma situação deste caso. É preciso encontrar uma solução que privilegia o País, em primeiro lugar.

WGusmão

- 2015-02-24 11:39:10

E a solução?

A encruzilhada em que nos encontramos vai ainda mais além. Ainda que tudo seja feito de forma correta. Sem a corrupção que está sendo decifrada (espero que seja verdade) por essa operação da PF, temos ainda um grande problema: A lei obriga as empresas públicas a contratarem pelo menor preço, mas, proíbe, a definição de marcas que poderiam servir de referencial. O que acontece? Compra-se canetas baratíssimas, mas, que não escrevem, diversos tipos de colas que "não colam", ou seja, estamos fadados a jogar o dinheiro público no lixo, mesmo, não sendo corruptores ou corrompidos. Isso falando de mixarias, imagine asfaltos, prédios com material de segunda e preço de primeira etc. Triste país, que não é amado pelo seu povo.

Fabio !

- 2015-02-24 11:34:53

Camargo Correia, Andrade

Camargo Correia, Andrade Gutierrez, Odebrecht -

como ouvir esses nomes e não se lembrar que dominam as concessões de administração das rodovias (através da AUTOBAN , NOVA DUTRA , etc ) e a nova linha amarela do metrô de São Paulo ? ......... Desde 1995 na mão dos tucanos  

Cleuber tales

- 2015-02-24 11:31:51

Entendo que é natural o ser

Entendo que é natural o ser humano ver a verdade que lhe convêm, mas imaginar que os gestores da petrobrás não sabiam de tudo ( aproveitando-se financeiramente da situação e/ou sem NUNCA terem denunciado o esquema) é completamente dissociado da realidade. Nada pessoal mas só uma pessoa muito inocente pra imaginar isto. E que isto se repete nas administrações públicas de todo país e entre todos os partidos isto também é fato, só não exste é estrutura (polícia, juízes, promotores, membros do controle) pra investigar todos os contratos do país.

MarioPG

- 2015-02-24 11:30:50

O que me incomoda nesta

O que me incomoda nesta história é que o bom senso diz que:

- Quem tem o dinheiro sempre manda.

-Quem recebeu o grosso do dinheiro roubado é o principal culpado.

O Mar da Silva

- 2015-02-24 11:25:09

Confirmada a minha teoria. A

Confirmada a minha teoria. A corrupção na era FHC ia para a caridade. 

Djijo

- 2015-02-24 11:18:08

Parece que o prumo volta para a vertical

Se essa história está correta, a Petrobras foi sempre a empresa séria que é, e seus gestores idem. Graça e Gabrielli, inclusive. Como disse Gabrielli numa entrevista, o esquema era fora da Petrobrás e só a PF poderia agir. As empresas mafo-midiáticas tentaram mais uma vez quebrar a Petrobras, imputando a vítima dos atos criminosos. Se as empresas midiáticas são mafiosas, esperar ética civilizatória delas é querer demais.

MARCUS FALCAO

- 2015-02-24 11:13:27

FALTOU CITAR OUTRAS EMPRESAS

Achei que faltou mencionar outras empresas que foram denunciadas por Shinko Nakandakari, que era um operador do propinoduto e pagava propina em nome da Galvão Engenharia, EIT Engenharia e Contreiras.

Aleandro Chavez

- 2015-02-24 11:12:48

Há anos o TCU vem afirmando

Há anos o TCU vem afirmando que diversos contratos da Abreu e Lima estão superfaturados. Há diversos processos onde os responsáveis vêm sendo questionados. Muito antes da Lava-jato, o TCU propôs a suspensão das verbas federais para obra se os contratos não fossem reduzidos. O Congresso aprovou, mas o Presidente Lula vetou.

O governo sempre tratou o TCU como inimigo, e ficou do lado das empresas defendendo os preços absurdos.

Dário Lerbach

- 2015-02-24 11:10:29

Isso aí Clovis. Parabéns.

Isso aí Clovis.

Parabéns.

rl

- 2015-02-24 11:06:33

Cartel

O cartel das empreiteiras vem de muito longe. No governo Juscelino - década de 50! - elas eram chamadas de "barrageiras", porque as obras,naquele tempo, eram sobretudo de barragens para hidrelétricas. E como só havia menos de meia dúzia de empresas capazes de assumir  tais construções, é claro que ocorria uma "divisão" dos trabalhos. Mas deixemos de hipocrisia: os carteis funncionam a pleno vapor nos transportes urbanos, na coleta do lixo, na construção de estradas, na publicidade oficial (por que será que até agora não foi feita nenhuma investigação sobre a publicidade da Petrobras?) e muitos outros setores das administrações da União, dos Estados e dos Municípios. Será que ninguém  sabe disso?

José C Brandes

- 2015-02-24 11:06:15

Ufa !

Finalmente vamos aos fatos com o bom senso que o assunto merece.

Tanto o MPF quanto a Justiça Federal estã há um ano tentando provar que havia uma organização criminosa, um cartel, roubando a Petrobras com auxílio de diretores e gerentes.

Como sempre disse, a Petrobras é a vítima, e é assim que está sendo tratada pelo MPF e pela Justiça desde sempre.

NENHUMA economia tolera cartelização. A livre concorrência é uma regra indispensável de qualquer economia e é compromisso das autoridades públicas trabalharem para que haja um ambiente de livre concorrência.

Tem-se citado por aqui exemplos de outras empresas estrangeiras que foram flagradas corrompendo funcionários públicos e suas punições como parâmetros para esse caso, mas não pode ser vistas assim.

Uma empresa subornar funcionários públicos para VENCER OS CONCORRENTES é completamente diferente de diversas empresas que deveriam concorre entre si formarem um cartel para ACABAR COM A CONCORRÊNCIA e desta forma poderem cobrar quanto quiser, baseadas numa regra de conteúdo nacional que as livra de concorrências externas.

Portanto, essas empresas, ora defendidas por muitos como baluartes da tecnologia nacional, utilizaram-se de uma regra ( de conteúdo nacional ) criada aparentemente de boa fé, para formarem um cartel e se beneficiarem dela, punindo duplamente a Petrobras e o país. Duplamente porque além de cobrarem valores exorbitantes, notadamente prolongavam os prazos de execução destas obras para justificar um aumento ainda maior dos valores cobrados, através de aditivos.

Ugo

- 2015-02-24 10:52:02

parece... mas é troll com novo apelido

De onde nada se espera sai m..

Assim Falou Golbery

- 2015-02-24 10:44:01

[   O ponto central foi o

[   O ponto central foi o enorme crescimento da empresa a partir de 2006  ]   Que se diga que esse crescimento foi planejado durante o governo FHC enquanto nos enganava paraecendo que queria que essa ficasse mais fraca para futura privatização

Assim Falou Golbery

- 2015-02-24 10:41:00

perfeito, deixando duas

perfeito, deixando duas grandes verdades

1) tudo aconteceria do mesmo jeitoi qualquer quer fosse  o partido que tivesse na cúpula central

2) bastava uma conversa do juiz com a cúpula das empresas que que essas devolveria tudo e nunca mais varia o mesmo

Jurgen2010

- 2015-02-24 10:38:48

E a Solução?
Estamos diante de uma encruzilhada. Como punir as empresas sem destruir a capacidade do país continuar a construir a tão necessária infraestrutura? Destruir a Petrobrás é desejo apenas de quem se beneficia disto. A Construbrás é uma possibilidade ou viagem.

maria rodrigues

- 2015-02-24 10:16:50

Nassif, o que me espanta

Nassif, o que me espanta nessa história é a ausência do TCU, pois como órgão de fiscalização, tem em seus quadros, também, engenheiros que vão diretamente aos locais das obras para darem pareceres do que viram in loco com o que está nas prestações de contas, por exemplo. Acho que deveria o TCU explicar por que não apresentou em nenhum momento alguma diligência, que fosse, para análises mais profundas dessas obras e da ação dessas empreiteiras. 

Aleandro Chavez

- 2015-02-24 09:37:05

Então o TCU sempre esteve

Então o TCU sempre esteve certo quando afirmava que os contratos de Abreu e Lima estavam superfaturados. Este órgão foi muito criticado pelo governo e pelos comentaristas deste blog.

Clovis de Oliveira

- 2015-02-24 09:33:44

se fosse só a Petrobrás ....

... estaria tudo sendo resolvido, não é mesmo? Mas corrupções de toda ordem de grandeza são uma endemia nos desgovernos brasileiros: municipal, estadual, federal. O modus operandi da grande escala se repete até para comprar um parafuso. O que é fundamental, o sigilo das informações contidas nas licitações, é uma piada para quem está neste negócio, e este é o cerne do problema. Corrupções de cacife inferior enriquecem o catálogo das infinitas maneira de se ganhar uma boa grana. Too big to jail. Onde mexer, fede. Onde se procurar (de verdade) indícios, encontrar-se-á. Onde se investigar (de verdade), será encontrado prova. O que o andar de cima definivamente não quer é que isto aconteça, pois os donos do negócio (como é mesmo o nome do seu sócio, pergunta Cazuza) trabalham vigorosamente para tentar convencer-nos do contrário. Tá tudo aí, para quem quiser ver.

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