A equipe que coordena a campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta descobrir uma forma de reverter o desgaste gerado pelo corte de 60% da verba destinada para o programa Farmácia Popular, que atende a população de baixa renda com a distribuição de medicamentos gratuitos.
Contudo, não existe nenhum tipo de movimento por parte do governo em mudar o texto até o momento, embora a campanha de reeleição do presidente já o tenha acionado por conta do impacto de tal medida.
Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o dinheiro que seria destinado para o programa foi direcionado para o orçamento secreto, estruturado no governo Bolsonaro para garantir o apoio dos parlamentares no Parlamento.
De acordo com o projeto enviado ao Congresso no final de agosto, o montante destinado ao orçamento secreto em 2023 chega a R$ 19,4 bilhões – e vale lembrar que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2023 deve ser votada após as eleições.
Se a proposta for efetivamente aprovada, a distribuição de itens como fraldas geriátricas, além de uma série de princípios ativos de medicamentos usados no tratamento de doenças como diabetes, asma e hipertensão pode ser comprometida.
Além do corte nas verbas do Farmácia Popular, o projeto de Orçamento enviado por Bolsonaro manteve o Auxílio Brasil em R$ 405 (e sem recursos previstos para manutenção dos pagamentos em R$ 600 ou acima disso), e sem a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).
Leia Também
Médicos e Médicas com Lula e pela democracia
“Falta dinheiro”?: Bolsonaro já gastou 6 vezes mais que em 2018 em campanha
Orçamento secreto foi usado por nove de 13 senadores candidatos
Bolsonaro leva recursos da Farmácia Popular para o orçamento secreto
Bolsonaro libera R$ 5,6 bilhões para orçamento secreto
Arthur Lira usou orçamento secreto para pavimentar via que leva a fazendas dele, em Alagoas
Cidade de aliado de Lira recebeu quase R$ 9 milhões do orçamento secreto
Arthur Lira quer manter controle de orçamento secreto em 2023
Deixe um comentário