Nove dos 13 senadores candidatos à reeleição foram favorecidos pelas verbas do orçamento secreto, e alguns deles sequer detalharam os valores recebidos ou a destinação de tais recursos.
As informações constam de dados apresentados pelos próprios parlamentares ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), e encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) por determinação da ministra Rosa Weber.
Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, os senadores que não apresentaram detalhes sobre o uso dos recursos foram Omar Aziz (PSD-AM), Otto Alencar (PSD-BA), Wellington Fagundes (PL-MT), Romário (PL-RJ), Telmário Mota (PROS-RR) e Rose de Freitas (MDB-ES).
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No caso de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a assessoria informou que recursos foram encaminhados para as cidades de Macapá e Santana (R$ 100 milhões cada), enquanto R$ 120 milhões foram enviados ao Hospital de Emergência do Estado.
Os senadores Kátia Abreu (Progressistas-TO) e Acir Gurgacz (PDT-RO) enviaram R$ 29,3 milhões e R$ 35,6 milhões, respectivamente, para redutos eleitorais, em 2020 e 2021.
Já os senadores Roberto Rocha (PTB-MA) e Alexandre Silveira (PSD-MG),não responderam à solicitação de Pacheco após a ordem judicial de Rosa Weber, enquanto Dário Berger (PSB-SC) e Alvaro Dias (Podemos-PR) declararam não ter feito indicação.
Vale lembrar que a falta de transparência da destinação do orçamento secreto faz com que autoridades favorecidas direcionem o dinheiro conforme critérios políticos em vez de técnicos.
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