Ordem na campanha de Lula é para evitar pautas de costumes e ativar militância orgânica nas redes

Foco da comunicação da chapa Lula-Alckmin será os problemas reais do povo brasileiro, sem cair nas "provocações" do bolsonarismo

Lula e Alckmin durante lançamento da chapa presidencial de 2022. Foto: Ricardo Stuckert
Lula e Alckmin durante lançamento da chapa presidencial de 2022. Foto: Ricardo Stuckert

A campanha de Lula definiu como diretriz para vencer as eleições de 2022 contra Jair Bolsonaro que não haverá incentivo a embates sobre pautas de costumes. A orientação é para que a militância, nas ruas ou nas redes sociais, seja ativada de maneira “orgânica” e tenha como foco os problemas reais do povo brasileiro.

Em entrevista exclusiva ao canal do GGN no Youtube, na noite de terça, 31, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, um dos coordenadores da campanha na área de comunicação, afirmou que o partido quer discutir o desastre do governo Bolsonaro na Economia e já está em diálogo com movimentos sociais e centrais sindicais para oferecer orientações sobre pautas que devem ser abordadas.

O PT aposta na capilaridade do partido no território nacional para fazer frente ao exército bolsonarista nas redes sociais. “Vamos trabalhar na nossa rede orgânica. Não vamos entrar nessa paranoia de robô”, definiu Edinho Silva.

“Temos que ter uma política de comunicação que traduza efetivamente a linha da campanha, e manter os apoiadores de Alckmin e Lula mobilizados na rua e no debate das redes sociais”, apontou. “O debate de costumes, mais ideológico, é utilizado como cortina de fumaça para a gente não debater os problemas do brasileiro”, completou.

A “linha” estabelecida pela campanha é a de “não cair nas provocações, não entrar na pauta de costumes. Nós vamos debater a realidade do povo brasileiro. Discutir desemprego, inflação, miséria e mostrar que temos alguém que já governou o Brasil, já fez o melhor governo da historia e pode fazer de novo, corrigindo rotas e combatendo esse processo de derretimento da economia diante dos nossos olhos”, disse Silva.

Faltando cerca de quatro meses para a eleição presidencial, Lula lidera todas as pesquisas de opinião e tem chances de vencer a corrida ainda no primeiro turno. Apesar do favoritismo, a equipe trabalha com “pé no chão”, diz Edinho Silva, pois está ciente de que a eleição será “muito agressiva e extremamente polarizada”.

Assista a entrevista completa abaixo:

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