5 de junho de 2026

“Por trás de um corrupto, sempre há um corruptor”, diz Renato Freitas

Deputado estadual do PT no Paraná denuncia perseguição política após denúncias de corrupção, encobertos pela mídia e Assembleia Legislativa
Crédito: Divulgação/ Giorgia Prates

O programa TVGGN recebeu, na última segunda-feira (25), o deputado estadual Renato Freitas (PT-PR), alvo de sucessivos processos de cassação por quebra de decoro parlamentar e que compartilhou com o GGN a suposta complacência da mídia e autoridades paranaenses com casos de corrupção no Estado. 

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“Grupos que estão tentando cassar mandato são o Legislativo Estadual, por conta da denúncia de caso de corrupção de presidente de Assembleia Ademar Traiano, que é do PSD, partido também do governador Ratinho Jr., além das forças políticas municipais, já que fui cassado na Câmara de Curitiba por conta de uma manobra absurda sobre o protesto pela vida que foi feito de forma pacífica. MBL tentou construir uma correlação de forças desfavoráveis a mim, que durou algumas semanas e foi suficiente para que eles me cassassem. Retornei ao mandato, mas ficaram esses antagonistas”, explicou o entrevistado. 

Segundo o deputado, o governo do Estado, chefiado por Ratinho Júnior (PSD), dono da Rede Massa Comunicação e o Ministério Público, acobertaram o recebimento de propina de Ademar Traiano (PSD), também deputado federal e presidente da Assembleia Legislativa do Paraná.

Denúncia

Traiano e o ex-deputado Plauto Miró teriam recebido, pelo menos, R$ 100 mil de propina em 2015 de Vicente Malucelli, então diretor da TV Icaraí, então prestadora de serviço da TV Assembleia e primo de Joel Malucelli, presidente do Grupo J.Malucelli.

Investigados pelo Ministério Público paranaense a partir de maio de 2020, ambos assinam acordo de não persecução penal em dezembro de 2022, confessaram os crimes, devolveram o dinheiro, pagaram multa que somadas passaram de R$ 740 mil e não foram processados. 

“Fui fazer um levantamento do porque o MP-PR estar sendo tão bonzinho com o Ademar Traiano, porque ele já tinha outro acordo de não persecução penal, que também foi colocada em sigilo, também não deu processo, também não deu em nada”, comenta Freitas.

O deputado petista aponta que, além das propinas, Traiano também estaria contratando mais servidores comissionados do que o permitido, pagando salários acima do teto constitucional, o que”indicaria uma rachadinha. 

“Mas o MP foi lá e fez um acordo com ele. Logo depois, fez outro acordo e também colocou em sigilo. Fui ver porque o MP é tão bondoso com ele e descobri que durante o período de presidência do Ademar Traiano na Assembleia Legislativa do Paraná, ele criou por Lei 594 novos cargos para o MP, mais auxílio creche e outros penduricalhos”, continua. 

Financiamento

Renato Freitas atribui a Joel Malucelli, empresário de uma das famílias mais ricas da região Sul, o financiamento dos casos de corrupção de Amauri Traiano. O grupo da família, por exemplo, ganhou um processo de licitação na ordem de R$ 8 milhões para assumir a comunicação da Assembleia Legislativa do Paraná. “Por detrás do corrupto há sempre um agente corruptor.”

O parlamentar critica ainda a autonomia dada aos ministérios públicos na Constituição de 1988, por não refletirem bem os interesses do povo. “O Ministério Público não é eleito pelos promotores, mas indicado pelo chefe do executivo. Isso gera um grande problema”, finaliza o entrevistado. 

Assista a entrevista na íntegra no canal do Youtube do GGN ou no link abaixo:

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Denise

    27 de março de 2024 2:23 pm

    O PT precisa dar mais apoio ao Deputado Renato Freitas

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