PT entra com pedido de anulação de indulto

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
[email protected]

Partido afirma que desvio de finalidade é evidente, uma vez que Bolsonaro usou medida “para proteger um aliado e apoiador político”

Imagem: Lula Marques/Agência PT
Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT. Imagem: Lula Marques/Agência PT

O Partido dos Trabalhadores (PT) ingressou com pedido de anulação do indulto concedido pelo presidente Jair Bolsonaro ao deputado federal Daniel Silveira.

No pedido, a sigla sustenta que “o Decreto impugnado: i) afrontou ao princípio da separação dos Poderes; ii) violou os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa; e iii) incorreu em desvio de finalidade e violação ao princípio dos motivos determinantes; conforme será melhor disposto a seguir”.

“O decreto de Bolsonaro para salvar a pele de seu cúmplice condenado por atentar contra a democracia é pior que uma afronta ao STF. É um gravíssimo ataque à democracia”, disse a presidente nacional do partido, a deputada Gleisi Hoffmann, em redes sociais.

“Bolsonaro reinterpreta a Constituição de forma distorcida para rasgar a Constituição. Manipula prerrogativas institucionais para atacar as instituições. Utiliza instrumentos da democracia para derrotar a democracia”, ressalta a deputada.

Na visão de Gleisi, a situação chegou ao atual patamar “porque nem sempre houve a reação devida contra o autoritarismo de um pregador da tortura. E ele avançou, com a ousadia dos canalhas”.

“Não se trata mais de debater os fundamentos jurídicos ou injurídicos de um decreto de natureza claramente política, de índole absolutista. Trata-se de defender o país contra um golpista”, ressalta a deputada. “A sociedade organizada, os partidos políticos, as instituições democráticas, os que têm voz na mídia, nas redes sociais e na opinião pública, têm o dever de isolar Bolsonaro, reagir à escalada e preservar o processo eleitoral”.

Leia Também

Indulto “é o maior erro que presidente Bolsonaro cometeu”, diz Lenio Streck

Indulto de Bolsonaro foi pensado em proteger filhos, diz jornal

Depois de Silveira, Roberto Jefferson entra na fila do indulto

Indulto a Daniel Silveira: não é sobre liberdade, é sobre armas, por Hugo Souza

A graça constitucional de Jair e a desgraça do Brasil, por Eliara Santana

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

0 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador