A parceria da Lava Jato com Paulo Guedes, na venda da Eletrobras, por Luis Nassif

A operação contra Lobão foi um recado ao Congresso, ao MDB e aos que se opõem à venda da Eletrobras.

Depois de tanto tempo, a operação da Lava Jato contra a família Lobão tem todos os ingredientes de armação que sempre caracterizaram a operação. O senador Edison Lobão nunca foi flor que se cheire.

Mas a eclosão da operação, agora, é nitidamente uma estratégia para demolir o núcleo de resistência à privatização da Eletrobras, que está exatamente no Norte-Nordeste.

Não é possível, mais, acreditar em coincidência, nessa impressionante sincronia entre as operações da Lava Jato e os fatos políticos.

A operação contra Lobão foi um recado ao Congresso, ao MDB e aos que se opõem à venda da Eletrobras.

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5 comentários

  1. As “raposas” do MDB e do “centrao” entenderam o jogo da lava jato desde o começo, assim como o Cunha. Mas, estão sem poder de reação. No centro do tabuleiro ainda está a previdência. Nao entregaram ainda. Agora no troca-troca entrou a Eletrobras, a Petrobras ja foi… O próximo será o Correios.

  2. Lava Jato foi científica ao destruir o Brasil…
    só produziu o que poderia ser repetido em qualquer empresa

    acredito que foi algo ensinado por quem entende muito de mercado, como as câmaras de comércio, por exemplo, que provavelmente passaram o tempo todo de olho no que estava sendo investigado de cada empresa brasileira. Pode ser visto em alguns “descuido” de certos palestrantes

    sendo direta e antecipadamente informadas, segundo um amigo do mercado de fundos de pensão

    Fica a chamada para o estudo das variações de certas ações, ao tempo Lava Jato

  3. A ousadia dos que usam cargos públicos contra o Brasil não tem limite. E o pretexto, para enganar os alienados de todas as classes, é um falso “combate à corrupção”.

  4. A estratégia de desmonte da soberania nacional e a expropriação das suas riquezas, encontrou na Lava-Jato seu fiel e destacado executor.
    Aproveitando a ideia firmemente implantada no Brasil, de que o serviço público sempre será incompetente quando comparado ao serviço privatizado, a Lava-Jato parte para o segundo ato, “demonstrando” que além de incompetente é corrupto e está a serviço do “aparelhamento político”. Brilhante!
    Também não teve pejo em atacar uma ou outra empresa privada, mas fortemente relacionada ao “poder político”, caso da Odebrecht e as demais empresas de construção. Talvez, porque os perpetradores, acreditem que o pólo de influência política deixa de ser a campanha caríssima nos moldes antigos, sendo substituída pela influência digital, ainda infinitamente mais barata.
    Se juntar o “xadrez” (gosto mais de quebra-cabeças como metáfora) que Nassif diligentemente vem aplicando, poderíamos encontrar a seguinte equação: liberação de dados públicos + fontes primárias = poder político.
    Ao vender SERPRO/DATAPREV, que detém as informações que permitirão manipular as pessoas, induzindo-as a formarem opinião favorável ao grupo que as domina ou paga.
    As fontes primárias absolutamente necessárias a manutenção do capitalismo vigente. Energia, que possivelmente será exportada (não me surpreenderia ver um navio de acumuladores, ou lançamento de cabos transoceânicos para exportá-la), água que será preservada para a agricultura (vantagem comparativa), mas a preços que permitam o custo se elevar e igualar aos custos de produção nos países estrangeiros, minério especialmente as terras raras que são as fontes de suprimento de alta tecnologia.
    A somatória destes elementos que eram fonte de soberania nacional, terão suas empresas destruídas sob o assalto da ideologia de ineficiência+corrupção, das empresas públicas.
    Está dado o jogo!

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