A taxa de juros de equilíbrio

Chamo a atenção para essa entrevista do professor Márcio Holland, que saiu na coluna da Sonia Racy (clique aqui) sobre a tal taxa de juros de equilíbrio.

Já tinha ouvido falar dela, e até mencionei em alguma coluna. A Sonia avança em uma esclarecedora entrevista com Holland.

Diz ele:

“Qual seria a taxa de juro real de equilíbrio no Brasil? Diversos estudos empíricos, inclusive alguns que realizamos na EESP-FGV/SP, indicam que a taxa real de juros deveria estar cerca de 2 p.p. abaixo dos níveis atuais. Observando as taxas reais de juros médias de países com speculative grade como o Brasil, a taxa real de juros deveria estar em algo como 5% a.a., e não 9% ou 10%. Na média, a taxa real de juros das economias mundiais é da ordem de 3,5% a.a. Se estimarmos uma equação da taxa real de juros para as economias mundiais, conforme um conjunto de determinantes possíveis, encontramos que a taxa real de juros no Brasil, mais uma vez, deveria estar bem abaixo dos níveis atuais. Ou seja, sob qualquer comparação ou parâmetro, o Brasil tem hoje uma taxa real de juros maior do que deveria ou precisaria, dadas as condições macroeconômicas internas e externas”.

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