Pombos e falcões

Há uma visão torta sobre as guerras e as radicalizações contemporâneas. Não se trata de uma guerra de Israel contra Líbano; como não se tratava de uma guerra dos Estados Unidos contra o Iraque.

Historicamente há uma clara divisão de poder entre pombos e falcões por ocupação de espaço político. Pombos prosperam em períodos de paz e de construção; falcões em períodos de guerra. Por isso mesmo, a manutenção de um estado permanente de guerra latente interessa tanto aos terroristas de Israel quanto aos terroristas islâmicos. O verdadeiro adversário do radical israelense é o liberal israelense.

Em períodos de paz, o maior dos estadistas da guerra perde expressão. A prova maior é a derrota de Winston Churchill para o governo inglês, nas primeiras eleições depois da vitória na Segunda Guerra.

A questão de Israel é que os radicais conseguiram uma supremacia incontestável. E, para mantê-la, há a necessidade permanente de criar inimigos externos e de radicalizar nas ações.

Israel caminha para ser um estado fundamentalista. E é curioso o fato de, mesmo sendo uma das poucas democracias da região, não logrou deter a selvageria de sua política externa. São selvagens com armamentos de última geração.

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