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MPF da Lava Jato reforça 'Lawfare' contra Lula no episódio dos recibos, por Cristiano Zanin Martins

MPF da Lava Jato reforça 'Lawfare' contra Lula no episódio dos recibos

por Cristiano Zanin Martins

O Ministério Público Federal abusa do direito de acusar e reforça a prática do “lawfare” contra Lula ao apresentar suas alegações finais hoje (11/01) no incidente de falsidade nº 5043015-38.2017.4.04.7000 pedindo que seja declarada a falsidade dos recibos de locação apresentados pelo ex-presidente a despeito da comprovação de que os documentos são autênticos e idôneos.

Durante o interrogatório de Lula ocorrido em 13/09/2017, o Ministério Público Federal, assim como o juiz Sérgio Moro, exortaram o ex-presidente a apresentar recibos da locação contratada por D. Marisa. Colocaram a apresentação dos documentos como fundamental para o reconhecimento da inocência de Lula, embora a acusação formal esteja relacionada à propriedade do imóvel locado e à origem dos recurso utilizados para a sua aquisição.

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Ao suspender investigação a Richa, Gilmar desagrada Lava Jato

Reprodução

do Congresso em Foco

Gilmar Mendes garante o privilégio de não ser investigado a tucano, diz procurador da Lava Jato

A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender inquérito contra o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), foi bombardeada por procuradores da Operação Lava Jato em Curitiba. “É absurda a suspensão da investigação do governador Beto Richa pelo ministro Gilmar Mendes. É o velho sistema de justiça criminal disfuncional mostrando as garras da impunidade”, criticou o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa no estado. “Agora temos mais que o foro privilegiado, Gilmar reconheceu o privilégio de não ser sequer investigado”, resumiu o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.

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Contadora que foi traída por força-tarefa de Curitiba se emociona em depoimento a Moro

Foto: Agência Brasil

 

Jornal GGN - Responsável por ter destravado a delação de Paulo Roberto Costa e entregar documentos sobre operações de Alberto Youssef que foram fundamentais para o sucesso da Lava Jato, a contadora Meire Pozza chorou em depoimento ao juiz Sergio Moro, divulgado pelo Estadão na noite de domingo (4), no momentou em que lembrou que foi bajulada pelos procuradores de Curitiba e, 2 anos depois, traída pela força-tarefa.

Meire é acusada de ter vendido um imóvel de Alberto Youssef sendo que a transação havia sido informada com antecedência às autoridades da Lava Jato. A contadora diz que tomou a iniciativa após o doleiro ser preso e deixar dívidas em uma de suas empresas.

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Após admitir tom político, Lava Jato diz que tem trabalho "técnico e imparcial"

"Não há tentativa de politizar um trabalho que é técnico, imparcial e apartidário", disse Dallagnol
 

Fotos Públicas
 
Jornal GGN - As forças-tarefas da Operação Lava Jato de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro divulgaram carta pública admitindo o teor político das investigações, ao afirmar que as eleições de 2018 decidirão o futuro da Lava Jato.
 
Em quase tom de ameaça, sob a bandeira da luta contra a corrupção, decidiram que "é importante que sejam eleitos candidatos com o passado limpo e identificados com a agenda anticorrupção". Caso contrário, o fim das apurações, segundo os procuradores da República das três capitais, será no próximo ano. "Dizemos que 2018 é a batalha final da Lava Jato. Não que ela tenha data para acabar, mas que ela depende do resultado das eleições para continuar", publicaram.
 
Mas os posicionamentos políticos foram além do que acreditam como possível interferência de agentes de poder nas operações. Mostraram se sentir ameaçados pela possível volta do debate sobre abuso de autoridade. Ainda que com alguns projetos levando o tom que pode prejudicar investigadores, outros buscam proteger o direito de ampla defesa e os abusos visíveis e públicos adotados nos andamentos das investigações, com maior mira para o centro de Curitiba.
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Os estranhos “prêmios” da Lava Jato, por Miguel do Rosário

Os estranhos “prêmios” da Lava Jato

Por 

Do Cafezinho

Após protestos de setores progressistas da comunidade jurídica brasileira, a University of British Columbia não concedeu prêmio à Lava Jato, uma das concorrentes ao prêmio Allard, oferecido pela faculdade de direito da instituição a projetos ligados à luta contra a corrupção.

Quem ganhou foi Khadija Ismayilova, uma jornalista do Azerbaijão, que trabalha para duas ongs financiadas pelo governo americano, com objetivo praticamente declarado de impor a visão americana sobre as regiões sob influência da Rússia: a Radio Free Europe, financiada 100% pelo governo americano, e que até 1972 era subsidiada diretamente pela CIA; a partir dessa data, o governo americano criou um fundo específico para financiar esse tipo de atividade; e a Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP), financiada pelo Departamento de Estado, pela Open Society, do investidor George Soros, pelo Google e pela National Endowment for Democracy (uma outra organização subsidiada por verbas do governo americano).

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Como Raquel Dodge irá lidar com a turma de Curitiba? Por José B


Foto: Reuters

Por José B

Comentário à publicação "Na consagração de Janot, o populismo em um órgão de Estado, por Luis Nassif"

Espera-se que a nova PGR tenha a postura e preparo adequados ao correto desempenho das funções e, ao mesmo tempo, saiba imprimir técnica jurídica às investigações, recolocando o MPF na esteira da legalidade e devolvendo credibilidade à instituição acima de conveniências partidárias.

Será interessante observar como será o tratamento dispensado ao pessoal de Curitiba. Como os alvos prioritários são Lula e o PT, não acredito que serão imediatamente enquadrados. Cunha parece tranquilo e bem tratado nas carceragens da Lava Jato, já que sua delação até hoje não saiu e jamais ameaçou implodir o esquema que resultou no impeachment. O poder de persuasão da turma é seletivo.

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Raquel Dodge troca equipe da Lava Jato em Brasília e anuncia novos membros

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Raquel Dodge, que toma posse da Procuradoria Geral da República na próxima segunda (18), no lugar de Rodrigo Janot, anunciou ontem a nova força-tarefa da Lava Jato em Brasília. Segundo informações do Ministério Público Federal, a equipe será coordenada pelo procurador José Alfredo de Paula Silva, que atuou no mensalão e na Zelotes.
 
A equipe também será composta por Luana Vargas, José Ricardo Teixeira e Hebert Mesquista. Este último procurador assina a mais nova denúncia contra Lula na Zelotes. O ex-presidente foi acusado de cobrar propina para editar uma Medida Provisória que teria beneficiado montadoras.
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Lava Jato: quando o bolso fala mais alto que a ética!, por Marcelo Auler

Carlos Fernando Santos Lima: quando o bolso fala mais alto. Foto Reprodução

Carlos Fernando Santos Lima: quando o bolso fala mais alto. Foto Reprodução

do Blog de Marcelo Auler

Lava Jato: quando o bolso fala mais alto que a ética!

por Marcelo Auler

A Operação Lava Jato trouxe a público um time de procuradores da República que se intitularam e passaram a ser vistos como guardiães da moralidade e da defesa dos cofres públicos.

Aos poucos, porém, se constata que como todos os seres humanos, e em atitude bem típica do brasileiro à “La Lei do Gérson” – “é preciso tirar vantagem em tudo, certo?” – os ditos guardiães também escorregam na ética, ainda que não na ilegalidade. É o que revela, indiretamente, a reportagem deste domingo (27/08) de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo: Advogado acusa amigo de Moro de intervir em acordo.

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Cuidadoso com Temer, Moro pediu investimentos à sua força-tarefa de Curitiba


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - O juiz da Lava Jato de Curitiba, Sérgio Moro, negou que tenha interesse em se candidatar às eleições, mas opinou sobre decisões parlamentares e, inclusive, sobre a reforma política em tramitação no Congresso, como a forma de financiamento das campanhas eleitorais. "A profissão política é uma das mais belas, mas eu não teria o perfil", disse Moro durante evento promovido pela rádio Jovem Pan.
 
"Já disse mais de uma vez e reitero quantas vezes forem necessárias que não sou candidato, não serei candidato", insistiu o magistrado do Paraná, pontuando em seguida o que ele defende ou não dentro do sistema político e, apesar de colocar como um figurativo opositor da política, defendeu que apesar imagem pejorativa que ela carrega - sobretudo desde os avanços da Operação Lava Jato - é uma das profissões "mais belas", sendo preciso, contudo, ter "o perfil" para aderir.
 
Disse que, na forma como está sendo feita hoje a reforma política "não é uma verdadeira reforma". "Há uma tendência de quem está dentro do sistema, de quem tem um cargo, queira continuar dentro, e queira deixar fora quem está fora. Então, o financiamento público, por bem intencionado que seja, tem que ser muito bem pensado para evitar esse tipo de problema", posicionou-se.
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Raquel Dodge é distração articulada na suspensão do acordo de Cunha

Há sentido na responsabilização da futura procuradora-geral pelo fracasso do acordo de Eduardo Cunha, sendo este gesto proposital ou não, articulado com os donos do poder ou não?
 
 
Jornal GGN - Mesmo sem ter assumido ou tomado qualquer decisão no posto maior do Ministério Público Federal (MPF), membros da Operação Lava Jato responsabilizam a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pelo fracasso da delação premiada do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e pela atual suspensão do acordo. E grandes jornais que os têm como fontes endossam o coro.
 
Eduardo Cunha estava negociando há quase dois meses o acordo de delação premiada com os procuradores da República da Lava Jato em Brasília. A força-tarefa acabou perdendo a paciência com o peemedebista, pelas informações "inconsistentes e omissas" que o político entregou.
 
O ex-parlamentar teria feito, até agora, acusações genéricas e entregado poucos documentos que sustentassem suas declarações. Diante disso, os investigadores decidiram suspender o acordo. A informação foi divulgada nesta terça-feira (15) pelo Valor.
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Moro sugere que mudanças na PF de Curitiba foram um "vacilo"

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - Durante o evento Fórum Mitos e Fatos, promovido pela Jovem Pan nesta terça (15), em São Paulo, o juiz federal Sergio Moro criticou as mudanças feitas pela Polícia Federal na força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. O magistrado sugeriu que a saída de delegados que atuavam exclusivamente na investigação foi um "vacilo" e indicou que a operação precisa de investimentos para sobreviver até o final.
 
 
Segundo relatos do Estadão, as falas de Moro, embora críticas, foram no sentido de poupar o delegado-geral da PF, Leandro Daiello, pelas mudanças feitas na força-tarefa.
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Força-tarefa fortalece estratégia de Temer para tentar se salvar

Procurador cobra "consequências" de visita de futura PGR à Temer e dá recado à Raquel Dodge por não interferência em Curitiba
 
 
Jornal GGN - Se a divulgação do encontro da futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, com Michel Temer fora da agenda oficial do presidente foi uma estratégia articulada pelo próprio mandatário para endossar a tese de que seu encontro com o empresário Joesley Batista é da natureza de suas funções, a imprensa e a própria equipe de procuradores da Lava Jato vêm fortalecendo a teoria.
 
Desta vez, um dos líderes da força-tarefa do Paraná, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, afirmou publicamente que a subprocuradora-geral da República que assumirá em setembro o posto de Rodrigo Janot deve ser cobrada pelas consequências da visita a Temer no Palácio do Jaburu, no dia 8 de agosto.
 
"Nós temos agora que avaliar as consequências dentro da política que o Ministério Público vai ter a partir da gestão dela", afirmou.
 
"É claro que ela tem que se explicar, ela deu uma explicação, ela que deve, então, ser cobrada das consequências desse ato. Infelizmente, não há como fugir da responsabilização das pessoas perante a sociedade", disse Carlos Fernando, completando: "Todo funcionário público é responsável pelos atos que têm".
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Briga por delações e mudança de delegados implodiu a Lava Jato

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - A Lava Jato em Curitiba foi minada por "múltiplos fatores", mas os dois principais são: o fim da força-tarefa exclusiva da Polícia Federal, imposto no governo Temer e, antes disso, a disputa entre procuradores da República e delegados em torno das delações premiadas.

Reportagem do Estadão deste domingo (13) divulgou que, na visão dos procuradores, "a origem do problema é o esvaziamento – de 9 para 4 delegados – da polícia, que teria sido provocado pelo governo Michel Temer, na tentativa de frear as investigações [contra políticos]. O presidente tem negado qualquer interferência."

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STJ nega a Lula análise sobre suspeição de Moro e procuradores de Curitiba

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O ministro do Superior Tribunal de Justiça Felix Fischer não atendeu pedido da defesa de Lula para declarar o juiz Sergio Moro suspeito para julgar o ex-presidente. 
 
Segundo informações de O Globo, Fischer apontou que não havia ilegalidade na decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região sobre o assunto e ainda apontou que um habeas corupur não é o melhor instrumento para análise de suspeição.
 
A defesa de Lula havia demandado ao TRF-4 a revisão da suspeição de Moro alegando o surgimento de "fatos novos" durante o caso triplex. Isso porque Moro, em uma audiência em Curitiba, permitiu que uma testemunha de acusação do Ministério Público ofendesse o ex-presidente e seus advogados.
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Xadrez da prova que sumiu da Lava Jato, por Luís Nassif

É curiosa a maneira como porta-vozes midiáticos da Lava Jato justificam a ausência de provas que têm marcado os inquéritos, depois que viram denúncias.

Alegam que crimes financeiros são mais complexos, organizações criminosas são mais estruturadas, por isso mesmo não se pode esperar provas simples, como no caso de um homicídio.

Fantástico! Significa que em outros países as investigações também chegam ao final sem a apresentação de provas substanciais porque, por princípio – segundo eles – crimes complexos não têm soluções racionais, mas apenas convicções?

Justamente por não ser uma investigação trivial, a Lava Jato contou com um conjunto de facilidades inéditas na história das investigações criminais do país.

Contou com o poder de pressionar mais de uma centena de delatores, dispostos a entregar até a mãe por uma redução da pena. Premiou os maiores criminosos com a quase extinção da pena. Contou com ampla colaboração internacional, do Departamento de Justiça dos Estados Unidos aos Ministérios Públicos suíço e espanhol, rastreando contas em paraísos fiscais. Internamente, teve acesso integral aos bancos de dados da Receita Federal, do COAF, dos cartórios, das remessas ao exterior. Ganhou até o poder de torturar psicologicamente suspeitos, afim de pressioná-los a delatar. Provavelmente apenas a luta contra o terror, nos EUA, conseguiu suspender tantas normas constitucionais de direitos individuais.

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