Sem avanços, dois convocados ficam em silêncio na CPI de Brumadinho

Engenheiros da TÜV SÜD ficaram em silêncio aos parlamentares na CPI de Brumadinho, que investiga tragédia em Minas Gerais que levou à morte mais de 200 pessoas

Auditor da TÜV SÜD Brasil, Makoto Namba, ao lado da presidente da comissão, senadora Rose de Freitas (Pode-ES) e do relator, senador Carlos Viana (PSD-MG) - Foto: Agência Senado

Jornal GGN – Duas das quatro pessoas convocadas pela CPI de Brumadinho, a tragédia em Minas Gerais que levou à morte mais de 200 pessoas e outras 100 ainda estão desaparecidas, ficaram em silêncio diante das perguntas dos parlamentares, nesta quarta-feira (03).

Os dois engenheiros que decidiram permanecer em silêncio na Comissão Parlamentar de Inquérito com os senadores são funcionários da TÜV SÜD, que atestou a segurança da barragem de Brumadinho.

Makoto Namba e André Yassuda conseguiram uma autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para permanecer em silêncio na Comissão. A situação incomodou os senadores, que chegaram a propor o pedido de abertura de sigilo bancário e telefônico dos engenheiros. Mas também por falta de quórum na audiência, a proposta nem sequer foi votada.

Acompanhe parte das declarações:

Os representantes da Vale na CPI, o gerente Alexandre Campanha negou que tenha pressionado funcionários da TÜV SÜD a assinar o laudo de estabilidade da barragem que rompeu, conforme argumentado pelos engenheiros ad empresa.

“Nunca fiz nenhuma pressão ao senhor Makoto e nunca me reuni com algum funcionário da Tüv Süd de forma isolada. Em 30 janeiro, durante depoimento à força-tarefa da polícia e do Ministério Público mineiros, ele não citou nenhuma pressão. Posteriormente, em 1º fevereiro, ele disse ter se sentido pressionado por uma pergunta que lhe tinha feito. Já num outro depoimento, em 25 de fevereiro, ele afirmou que entendeu a minha pergunta como sendo uma pressão, embora tivesse assinado o laudo com base em critérios técnicos”, disse Campanha.

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