Revista GGN

Assine

2011: o ano em que a velha mídia naufragou

RETROSPECTIVA 2011 – O ano da perda da dignidade da grande mídia

Se eu fosse batizar esse ano, não citaria o primeiro ano de uma presidenta no Brasil, nem o Privataria Tucana, nem vaticinaria a morte do PSDB.

O que mais me marcou em 2011 foi o fim definitivo da coerência e da dignidade da grande mídia no Brasil!

Ora, poderia alguém contestar, isso já se deu há muito tempo, desde que Daniel Dantas e/ou outras forças corromperam de vez a mídia, e junto com José Serra deu as cartas nas redações nos últimos anos. Discordo: esse foi “o processo da morte em si”, mas foi nesse ano que, aos meus olhos, “o fato se consumou”.

Lembro bem do dia exato em que tive essa sensação. Foi num momento até tolo, quase insignificante. Um dos jornais da Globo News, naquela parte em que o apresentador faz uma triangulação entre um dos jornalistas e um convidado, no telão. O jornalista era o George Vidor,  e o convidado, um economista careca, pedante, creio que o tal Alexandre, (esqueci o sobrenome) que o Nassif debocha chamando de “o economista de deus”. De fato, é estarrecedor o que o rapaz é capaz de dizer, o ar de sapiência absoluta, enquanto desfia asneiras de doer.

O coitado do Vidor chegou a ficar sem graça, quando questionou – e fez auto-crítica... – o fato de vários economistas e colunistas de jornais terem metido o pau no Tombini quando o BC iniciou esse movimento de baixa dos juros, antecipando o agravamento da crise na Europa.

O Alexandre “de deus” não se deu por vencido, vaticinou que o BC havia errado, sim, e por mais que o Vidor insistisse, ele batia sempre na mesma tecla, não cedendo um milímetro apesar da lógica irrefutável – e humilde... – do jornalista. A coisa foi tão constrangedora, que ficou parecendo “conversa de bêbado” e o Vidor se viu obrigado a mudar de assunto.

Foi nesse instante, diante dessa cena, pequena em si mesma, grotesca, banal, que percebi que há algumas semanas a mídia já vinha “batendo cabeça” ao longo do ano, de modo sutil, e nessa questão de juros, um constrangimento se plantou de vez. Porque, para atingir o governo mais uma vez, realmente massacraram o BC naquele episódio. O governo estava atacando a independência do Banco Central, Tombini era um fraco, a inflação nos devoraria, a crise européia nem era tão grave, e mais um bando de sandices, cujo único objetivo era ter algo a criticar no governo Dilma.

Com o acerto absoluto da decisão, inclusive do motivo alegado, o que se provou logo ali na frente, a mídia não fez a única coisa digna a ser feita: reconhecer seu erro, e parabenizar o governo e o Banco Central pela coragem de agir no momento certo. Alguns hipócritas falaram que poderia ter começado antes, outros, que o ritmo deveria ser mais prudente. O fato, é que pegos de surpresa, a coerência do discurso se despedaçou, e os argumentos se fragmentaram, contra e a favor, outros totalmente “em cima do muro” – o famoso “temos que esperar para ver se o governo acertou...” – o que não quer dizer coisa alguma.

Só então, percebi a fragilidade absurda desse gigante imponente que chamamos “grande mídia”. Ao perder o foco no que é o alimento natural de sua profissão, (o jornalismo), que é a busca da verdade, a mídia entrou num caminho sem volta, de CRIAR UMA FICÇÃO E MANTÊ-LA A QUALQUER CUSTO! Essa ficção se chama “vamos brincar de escrever e fazer qualquer coisa que ferre o governo!” – Ora, é claro que uma ficção, dentro do mundo real, não pode durar para sempre, por mais poderosos que sejam os agentes por trás da tal ficção.

As paredes começam a ruir, óbvio! São de areia fofa, não do concreto da verdade, da argamassa do jornalismo honesto.

Então, percebe-se que suas pequenas vitórias – a queda de alguns ministros, uma irritação provocada aqui ou ali – são “vitórias de pirro”, inconseqüentes, são “birras”, não constroem e não construirão nenhum perigo real para seu adversário – o governo.

Estão, na verdade, perdidos, sem discurso aprofundado, sem idéias novas, sem ideologias a propor, e, agora, mesmo INTERNAMENTE, começam a se desfacelar, a envergonhar a si próprios, quando não sabem explicar as vitórias do governo e seus prognósticos furados, numa questão simples, como essa do BC abaixar os juros.

Seu denuncismo continuado e exacerbado É PROVA DE SUA FRAQUEZA, NÃO DE SUA FORÇA! Descobrir isso me deixou aliviado, porque demonstra sim, que não têm outra arma para usar – o debate inteligente e honesto, por exemplo... – por isso a repetição exaustiva da única que possuem. Denúncias, denúncias, denúncias...

Antes disso, a tentativa canhestra de opor Dilma à Lula, e logo depois, o deboche bobo de falar do constrangimento de Dilma com a “herança maldita” de Lula – os ministros corruptos – como se Lula não soubesse – e, com certeza, admira essa característica... – da personalidade forte de Dilma, e de seu direito em mexer no ministério sempre que necessário. Os tolos parecem não saber que se Lula quisesse um “poste” ou fantoche, JAMAIS TERIA ESCOLHIDO DILMA PARA SUCEDÊ-LO! Não compreendem que a lealdade inquestionável de Dilma não é posta à prova, quando exerce seu também inquestionável direito, como presidente, de governar segundo sua consciência.

O episódio “Privataria...” foi como o “fechar o caixão” da coerência e dignidade de uma mídia que desonra há anos a palavra JORNALISMO, e em seu desespero e confusão mental, dão mesmo a impressão de que não sabem mais como se conduzir dentro da profissão que escolheram.

Termino dizendo algo que parece incoerente, mas não é. O mais indigno adversário, só mantém alguma legitimidade, quando dentro da sua indignidade ele se reserva ALGUMA DIGNIDADE, ALGUMA VERDADE, ALGUMA IDEOLOGIA. Na velha parábola do rei nu, equivale a dizer que um rei ainda é rei, se ao menos não está nu aos olhos do seu povo.

É nesse aspecto que digo que a mídia morreu, mesmo que dêem a volta por cima, no sentido mercadológico, de triplicarem suas vendas, de causarem a queda de trinta ministros. Estão nus! Ao perderem a verdade do jornalismo de vez, toda e qualquer coerência, toda ou qualquer dignidade, ao se focarem EXCLUSIVAMENTE EM ATACAR O GOVERNO E DEFENDER SEUS ALIADOS POLÍTICOS, assumem-se publica e definitivamente, como PANFLETOS, panfletos de papel, panfletos televisivos, panfletos milionários, de alta penetração na sociedade, e com toda uma roupagem tecnológica e de aparência profissional, tentando desesperadamente mostrar o que já não são.

2011, para mim, estará sempre marcado, como o ano em que a grande mídia morreu.

Sem votos
70 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
+70 comentários

Nassif.

Queria fazer um comentário sobre o que diz um post do colega "Jotavê". Ele diz que "2011 não foi o ano em que apenas a velha mídia naufragou. Foi o ano em que a democracia, tal como a conhecemos, deu claros indícios de que está naufragando, num processo irreversível". Jotavê aponta como exemplo dessa situação o que disse o britânico Nigel Farage, líder UKIP - Partido da Independência do Reino Unido - e membro do Parlamento Europeu. Sem que isso seja ponto relevante para análise das verdades imbutidas em sua fala, o mesmo é considerado um político conservador, embora rejeite tal rotulação. 

A meu ver, alguns pontos devem ser observados na fala de Farage. Como um dos líderes de um movimento existente dentro do PE, o grupo político Europa da Liberdade e Democracia - formado por políticos de diversos partidos do Velho Continente -, marcado por posições radicais e divergentes entre si . Por exemplo, a ala britânica - representantes do UKIP - prega a saída da Inglaterra da UE, já outros membros ELD querem mudanças dentro da União Europeia e não o seu fim. 

No discurso de Farage, ele tenta desqualificar a legitimidade da representação de alguns membros do PE, que foram nomedos e não eleitos democraticamente. Nesse ponto, o britânico tenta fortalecer as suas posições, uma vez que estaria representando ali a vontade de seus eleitores. Ao citar que a Europa estaria sobre a tutela da Alemanha, que estaria impondo suas posições perante os outros países da UE, apontando o exemplo de Papandreu, na Grécia, ao qual chamou de "governo de fantoche" e a queda de Berlusconi,na Itália, com ascensão de Monti, ele diz que UE fracassra na sua essência, que seria evitar que o continente fosse dominado por uma de suas nações. Sobre o novo primeiro-ministro italiano, diz que ele, como coautor da criação do Euro, estaria fadado ao fracasso, já que o a moeda única europeia seria por si só um fiasco.

Assim, há de se considerar tal posição de Farage, em parte, como uma posição política de uma ala de parlamentares contrários ao Euro e à União Europeia. Não seria, portanto, possível considerar sua fala como uma defesa da democracia em si, defendendo puramente a autonomia dos gregos e dos italianos.  

Por outro lado, devem ser salientadas as suas observações quanto ao modelo de gestão da UE que, aí sim, teria dado mostra de seu fracasso. Nesse ponto, nós temos de convir que o modelo econômico que rege mercado financeiro mundial já deu mostras que, no mínimo, deve ser revisto diante da crise econômica que assola a todos, mesmo que em intensidades distintas.

Sobre a questão da democracia estar em risco, pontuo que movimentos como o da "Primavera Árabe", o "Ocupem Wall Street", o movimento popular que constesta as eleições russas... acredito que demonstrem que as pessoas já não aceitam mais certas situações políticas que lhe são impostas. Ver que ditaduras que perduravam há anos, sucumbiram é algo, de certa forma, alvissareiro. 

Nesse contexto, a internet surge como uma ferramenta dinâmica de acesso à comunicação, nisso acredito que não haja discordância extremas em nossos pontos de vista, que vem se consolidando como um eficaz instrumento de contraposição a uma inércia que havia, por exemplo, entre nós brasileiros. A hegemonia da "grande mídia", que perdurou por um bom tempo, tem sido posta a prova ultimamente. Exemplo disso é um fórum como esse, proporcionado pelo blog, em que discutimos diversos assuntos.

A democracia em nosso país vem amadurecendo - não considerem isso como um jargão -, as pessoas têm  mostrado que influência midíatica até existe, porém com muito menos força do que tinha alguns anos atrás.

Se "2011 foi ano que a velha mídia naufragou", acredito e espero que 2012 seja o ano do início da consolidação dessa nova forma de expressão. E nesse ponto, atrevo-me a indicar como necessário o aprofundamento sobre a discussão da essência da "regulamentação da mídia", que vem sendo deturpada não só pelos veículos de comunicação dos grandes centro urbanos, mas de todos os lugares. Há muita gente mal intencionada ou, quem sabe, ignorante discutindo sobre esse tema.

"FELIZ 2012 PARA TODOS NÓS!!!"

 

"Sobre a questão da democracia estar em risco, pontuo que movimentos como o da "Primavera Árabe", o "Ocupem Wall Street", o movimento popular que constesta as eleições russas... acredito que demonstrem que as pessoas já não aceitam mais certas situações políticas que lhe são impostas. Ver que ditaduras que perduravam há anos, sucumbiram é algo, de certa forma, alvissareiro. "

Marcelo, gostei muito do seu texto, principalmente dessa frase, que fala das pessoas "não aceitarem mais o que lhes é imposto..."  -   De certa forma, mesmo sem estarmos "nas ruas" - rs - cada um de nós que participa da blogosfera, COMBATENDO, COM A TÃO PEQUENA CONTRIBUIÇÃO DE CADA UM, estamos dizendo um não resoluto às patifarias da grande mídia, como seu silêncio vergonhoso diante do livro do Amaury. Nosso opressor político não está no governo, o povo está feliz com o governo. Vamos construir nossa "primavera brasileira" - rs - ao longo do tempo, desconstruindo aos poucos toda a credibilidade da velha mídia. Abraço!

 

O melhor de "A Privataria Tucana" ainda está por vir: a cumplicidade da velha mídia. Não por simpatia ao PSDB ou de apoio às privatizações, mas por dinheiro!

 

Adeus velha mídia. Senhores barões: Bem vindos, ao século XXI.


Século XXI


Raul Seixas

Há muitos anos você anda em círculos

Já não lembra de onde foi que partiu

Tantos desejos soprados pelo vento

Se espatifaram quando o vento sumiu


Você vendeu sua alma ao acaso

Que por descaso tava ali de bobeira

E em troca recebeu os pedaços

Cacos de vida de uma vida inteira


Se você correu, correu, correu tanto

E não chegou a lugar nenhum

Baby oh Baby bem vinda ao Século XXI


Você cruzou todas as fronteiras

Não soube mais de que lado ficou

E ainda tenta e ainda procura

Por um tempo que faz tempo passou


Agora é noite na sua existência

Cuja essência perdeu o lugar

Talvez esteja aí pelos cantos

Mas está escuro pra poder encontrar


Se você correu, correu, correu tanto

E não chegou a lugar nenhum

Baby oh Baby bem vinda ao Século XXI


 

 

Alguém já leu alguma coisa a respeito do comportamento da mídia sobre o livro do Amauri, escrita pelo A. Dines? outro que está estranhamente quieto.

 

"Just when I thought I was out... they pull me back in"

Parabéns Eduardo pelo texto brilhante, concordo integralmente, saiba que vc conseguiu exprimir o pensamento e o sentimento de muitos brasileiros aqui hoje. 


Um grande abraço,


Adeus 2011 e a velha mídia, dos velhos vícios, dos velhos barões..


E viva  2012 e a nova mídia, democrática, que se consolidou no Brasil!

 

Ja tem algum tempo -anos- que eu notei que o que se acha de critica/analise/comentario de nao-profissionais na internet eh superbo.  Seu item eh so outro exemplo, Eduardo!

Isso nao se acha na media brasileira, com rarissimas excessoes.

 

A grande imprensa sabia do lançamento desse livro com muita antecipação também. Sabiam que o livro do Amaury seria lançado. Podem nao ter comentado no ar, como não fizeram, ah, mas o pessoal sabia que havia um livro bomba, contando as estripulias contra o erário na era FHC, chegando. Ou vocês acham que seus jornalistas e articulistas não visitam os blogs do Nassif, PHA, Azenha também seguidamente? É mais que provável que eles tenham até perfil aqui na brasilianas.org

O livro nao foi uma "surpresa" que cai no seu colo dia 9 de dezembro. O silêncio coletivo quanto ao conteúdo do livro provavelmente foi arquitetado bem antes de seu lançamento. 

Sigo o raciocínio do Sanzio, não acho que a imprensa tenha naufragado, mas que entrou um bocado de água na sua embarcação, isso entrou. 

Muita gente vai continuar usando os Jornais Nacionais da vida como fonte de suas informações. Muita gente não gosta de usar computador e internet simplesmente, ou usam apenas para o básico-  nao tem o costume de colher informaçoes aqui e acolá. E isso nao depende tanto do fato de terem ou nao terem internet banda larga acessível em suas casas ou no trabalho. Depende sim do costume de ir atrás de informaçoes via internet sobre os acontecimentos. 

Pra muitos, é mais fácil ligar a TV, desligar os neurônios e assistir ao que lá dizem, do que aprender o caminho da informação sem censura da internet. 

 

"Ora, poderia alguém contestar, isso já se deu há muito tempo, desde que Daniel Dantas e/ou outras forças corromperam de vez a mídia, e junto com José Serra deu as cartas nas redações nos últimos anos. Discordo: esse foi “o processo da morte em si”, mas foi nesse ano que, aos meus olhos, “o fato se consumou”."

Hehehehehe

Esse é um belo prognóstico...

E bem bem escrito!!!

 

Esse ano de 2012 vai fazer 6 anos que não leio mais nenhum jornal do pig. Cancelei minha assinatura do O Globo em 2006, e minhas manhãs tem sido bem mais agradáveis, não sei porque.

Eduardo, acho que a grande imprensa no Brasil sempre foi de direita, mais do que isso, golpista. Foi protagonista em todos as crises institucionais do país. Se houveram tantos presidentes que não cumpriram seus mandatos até o final, seja por suicídio, golpe de estado ou impeachment, se deve em muito à imprensa, indiscutívelmente.

No entanto, nos últimos tempos, ela tem agregado outras "qualidades". Qual seja, a indigência e o primarismo das análises. A falta de um mínimo de rigor nas apurações, e por aí vai. 

Hoje ela consegue combinar má-fé, burrice, ignorância e arrogância. Isso é mortal. Portanto, se ainda não morreu, tem tudo para.

 

Juliano Santos

O lado irônico disso, Juliano, é que será o mais estúpido e insano caso de "suicídio profissional coletivo". Os caras têm empresas sólidas, num país em fase real de crescimento, um povo recém-incluído na classe média (potenciais leitores...) e ESTÃO SE DESTRUINDO, SENDO O SEU PRÓPRIO INIMIGO!!! É de uma burrice a longo prazo, extraordinária! Abraço!

 

 

Eduardo,

 

Suas colocações são tão verdadeiras, tão reais que a gente vai identificando uma a uma cada situação citada por você.

 

O que assusta é exatamente o fato dessa gente está perdida. A ausência de foco, de objetivo pode levar a práticas inconseqüentes, irresponsáveis.

 

 

Luciano, outro dia postei isso numa resposta aqui no blog... "Cachorro louco acuado é capaz de tudo, é bicho perigoso..." - Compartilho do teu receio, essa gente é capaz de tudo, sim. O que virá por aí...?

 

As pessoas que se acostumaram a acessar blogs sobre política diariamente têm a impressão de que a velha mídia está ruindo.

Eu tenho essa impressão. Mas acho que é apenas isso : uma impressão !

A parcela da populacão instruída e que se informa através de blogs , é pequena. Fora do burburinho da blogosfera , a mentalidade da maior parte da classe média é moldada pela grande mídia. 

Conheco várias pessoas que assinam VEJA.   

E ainda, se quiserem ,  facam um teste : no seu servico , na sua faculdade , no seu condomínio , perguntem aos seus colegas " VOCÊ VIU AS DENÚNCIAS CONTRA O SERRA ? ".

"QUE DENÚNCIAS?" é a resposta da maior parte delas. 

Acho que a BLOGOSFERA é um caminho potencial. Mas ainda não se concretizou plenamente. E a velha mídia ainda tem , sim  , um poder de manipulacão considerável. Apesar de tudo.

 

Parabéns o texto é ótimo, não a nada a acrescentar.

 

Franklin.

Não acho que a velha está morta. Um pouco mais frágil, com certeza, mas ainda com muito gás para ludibriar os incautos!

 

Um ótimo texto, mas discordo totalmente da frase final:


"2011, para mim, estará sempre marcado, como o ano em que a grande mídia morreu."


Enquanto  o domínio da mídia por famílias e políticos continuar financiando seus interesses, pouco irá ser modificado e com certeza ela não irá morrer.


Exemplo é o governo de SÃO PAULO gastar mais de 9 milhões com assinaturas de revistas e jornais.


A verdade pouco preocupa a mídia aqui no PARANÁ(GAZETA DO POVO, RPC), SANTA CATARINA (DIÁRIO CATARINENSE + RBS), RIO GRANDE DO SUL(ZERO HORA + RBS). Acredito que isso deve se repetir no BRASIL inteiro.


Infelizmente vai demorar muito para que possamos declarar qúe a mídia descompromissada com a verdade morreu.


Aliás essa mídia defende o dinheiro que compra o judiciário os políticos  e mantem tudo como está. Tudo isso não vai mudar tão cedo. Infelizmente.

 

Ronald, concordo com você, que o poder da mídia em si, não morreu, claro que não - rs - Falava mais da morte moral, da tal perda de dignidade, da ausência quase absoluta do que deveria ser o motivo de sua existência: praticar jornalismo! Abraço!

 

Seria muito interessante e bem vinda idéia de que um cineasta competênte(não precisa nem ser brilhante) levasse esse tema para o cinema, no mesmo estilo que o Costas Gravas fazia no auge de sua carreira Seria uma grande lição dos riscos e armadilhas que o jornalismo pode cair para jorlalistas do mundo inteiro.

 

"Just when I thought I was out... they pull me back in"

"O que mais me marcou em 2011 foi o fim definitivo da coerência e da dignidade da grande mídia no Brasil!"

Acho que 2010 foi o ano marcante, em que a imprensa perdeu a compostura, e a globosfera começou a se ganhar credibilidade.

Em 2011 a imprensa até conseguiu recuperar um pouco do prestígio, com a demissão de 7 ministros do Governo. Ainda assim, terminou com um desastre: a não-cobertura do livro do Amaury foi um erro estratégico grave. O silêncio ensurdecedor, como bem definiu Bob Fernandes, foi também revelador.

O momento foi ainda pior, para a imprensa, porque ela já não pode mais contar com o ódio doentio que a classe média tem pelo Lula; a presidenta Dilma é vista como honesta pela maior parte da população, e o discurso moralista caiu com a tentativa de proteger José Serra.

A mídia começou mal, melhorou ao longo do ano, mas recebeu um golpe muito duro no final do ano.

Não é a toa que jornalistas como a Lucia Hippolito estão implorando para 2011 passar logo: "Está acabando, finalmente. Que ano mais horrível este 2011. Já vai tarde."

http://i40.tinypic.com/2cp6hl1.png


 

Quem decreta o fim de um meio de comunicação são seus leitores, espectadores e seus anunciantes. Enquanto houver crédulos (para não dizer tolos), enquanto houver interesses comuns (para não dizer possibilidade de pilhar o patrimônio público), a velha mídia continuará a existir.


 


As empresas de comunicações se estabeleceram firmemente no período de exceção e enriqueceram no butim da privatização. Quando os privatas se viram fora do poder, estas empresas fizeram e continuam fazendo de tudo para trazer de volta ao poder os seus parceiros piratas. Embora o novo governo não chegou nem perto de ameaçar seu inaceitável monopólio. Recorrem a discursos moralistas e éticos que não praticam. Pena que a internet os deixam nus. Mas... Parece que o fim desta aberração ainda está longe... Pena! Merecemos melhor sorte...

 

O economista em questão era o Alexandre Schwarstzman. O problema dele é que ele é do tipo de economista de banco que quer ser sempre mais realista do que o Rei. O rapaz, é inegável, defende com zelo a rentabilidade do patrão. Toda conversa com ele é como um samba de uma nota só: aumento de juros! É entediante.....

 

Não é só ele, infelizmente. A maioria é PUM (pensamento único midiático). Outro dia vi um outro economista na GloboNews dizer a seguinte pérola a respeito da política de juros do governo PT, desde Lula:

"O governo Lula aumentou o crédito popular e o consumo das famílias disparou. Com isso tornou-se muito popular. Mas o resultado agora é inflação. É a herança maldita que deixou para a Dilma"

É molé? Então vamos combater a inflação fazendo com que a populacho só consuma arroz com farinha.

 

Juliano Santos

Parabéns pelo texto! Excelente! Aos comentários também, inclusive aos poucos comentários contra o texto, afinal, como dizem, "toda a unanimidade é burra". Resumo: Texto MARAVILHOSO, parabéns e FELIZ 2012 a todos nós ( inclua-se aqui também os tucanos,demistas, pps........ rsrsrsrsrsrsr)!!!!! 

 

João, 1 - Obrigado!  2 - Cara, ri muito de você colocar o "inclusive ao DEM, tucanos, etc. etc." - rs - Está certo, que seja um 2012 literalmente, abençoado!  - rs. Abraço!

 

Acho que é chegada a hora de avançarmos na discussão sobre as ações irresponsáveis da grande Imprensa. Ainda que fatos novos possam surgir, ficou clara a utilização de grande parte da Imprensa em prol de determinados partidos políticos. Não conheço a legislação que disciplina os meios de comunicação no Brasil, no entanto, me parece que ao menos rádio e TV funcionam em regime de concessão. Neste sentido, é de suma importância entrarmos no campo da responsabilização e penalização destas entidades.  

 

Eduardo, parabéns pelo texto.

Outra abordagem que me ocorre é a de olhar esta mídia pelo lado do mercado. O produto notícia é explorado por empresas privadas e é de se esperar que ajam como qualquer negociante faria.

Da mesma forma que em muitos mercados de produtos de consumo, as empresas jornalísticas estão se vendo na necessidade de definir seus "core business", precisam limitar um foco diante da constatação de que não tem recursos para atingir todos os segmentos do mercado consumidor. Pego a Folha como exemplo: claramente definiram que o público deles é o que entendem como mais elitizado, o que seria uma espécie de classe média alta dirigente, com um perfil ideológio bastante definido, embora numéricamente minoritário, como sempre ocorre em sociedades que almejam o privilégio como sinal de vitória social. Eles não estão preocupados com o que pensa o público não abrangido no seu alvo, escrevem apenas para um grupo restrito que não compreende direito coisas mais democráticas, não entende a necessidade de inclusão da maioria e o do progresso de todos, coisas que não estão no modelo de país e sociedade que aprenderam a buscar.

É mais ou menos como se fossemos nos preocupar com as mensagens ideológica passadas nas óperas, por exemplo. Tanto faz o que dizem, só atinge um número irrisório de expectadores que não tem capacidade de   propagar a mensagem que recebem para fora do seu ambiente restrito.

Pode ser que a bola esteja conosco, as novas mídias precisam criar produtos que agradem a grande massa de consumidores de produtos jornalísticos. Forneçam o material popular, mas de alguma forma compilem as discussões de alto nível dos blogs e autores mais interessantes para um formato assimilável a todas as classes.

Muito melhor seria se isto acontecesse no espírito comunitário, do tipo do software livre, já dispensando desde o início a limitação do investidor capitalista concentrador do poder de decidir focar apenas no segmento mais lucrativo do mercado. Se não for assim, algum empreendedor vivaz acabará sacando que tem aí uma grande oportunidade de desbravar um mercadão totalmente ignorado pelos líderes tradicionais. Um verdadeiro "Blue Ocean", onde a competição sangrenta do "red ocean" é irrelevante.

 

WRamos

Wilson, excelente sua abordagem, pragmática em relação ao que provavelmente a Folha decidiu realizar mercadologicamente... Mas... mas... - rs - podiam fazer isso, com JORNALISMO, não? Sei que você não está "defendendo" a Folha, apenas constatando fatos, e concordo com você. A perda da dignidade deles, está exatamente NAS ESCOLHAS REFERENTES AO MODO DE FAZER ISSO! Quanto ao estarem pouco preocupados com o público não abrangido, como você diz, creio que pagarão um preço altíssimo por essa indiferença. Abraço!

 

Sim, mas como empresario nao entendo por que todos, globo, abril folha e estadao focam o mesmo publico com a mesma ideologia. Nao vai ter espaço para todos, e eles deixam 90% da populaçao sem atendimento mercadologico, pronto para novos concorrentes, provavelmente mais ricos, p.ex. telecoms, entrar e pegar esses 90% do mercado. O Eike Baptista tem razao, 90% dos CEO brasileiros sao muito ruins...

 

Como a mídia está morta? É só entrar nos sites das grandes mídias, UOL, Terra, IG, etc para observarmos pelos comentários dos seus leitores que elas continuam atuante. Palavras grosseiras como molusco, petralhas, etc, proliferam ali indiscriminadamente. Comentários como o governo mais corrupto que já existiu no Brasil é ordem comum. Não serão os poucos blogs progressistas e seus milhares de leitores e do livro Privataria Tucana que vão ser a pá de cal desta mídia financiada por governos estaduais poderosos e corruptos. Infelizmente em meus contatos como professor e em meus relacionamentos, procuro divulgar os blogs que eu leio e tentar descartar a grande mídia, mas parece que estou falando com surdos!

 

eu só vou acreditar na morte da midia velha de guerra quando o congresso nacional tiver coragem de criar leis para regula-la. liberdade não combina com a ideia de que posso escrever e dizer o que quiser pois não serei punido por meus atos... enquanto isso ficamos todos indignados...

 

a mídia entrou num caminho sem volta, de CRIAR UMA FICÇÃO E MANTÊ-LA A QUALQUER CUSTO! Essa ficção se chama “vamos brincar de escrever e fazer qualquer coisa que ferre o governo!” – Ora, é claro que uma ficção, dentro do mundo real, não pode durar para sempre, por mais poderosos que sejam os agentes por trás da tal ficção.

Caro Eduardo Ramos,

Conheço muita gente escolarizada, bem escolarizada por sinal, que se alimenta da grande mídia todos os dias e pensam exatamente como o blogueiro da veja, ou seja, vivem num mundo que só pertencem a eles. O problema é que a grande mídia não consegue mais, guardadas algumas proporções, manipular uma eleição presidencial. As grandes mídias não vão acabar, mas o seu poder de manipulação a nível nacional, ACABOU! A eleição da Dilma provou isso. Vimos sem nenhum constrangimento toda a grande mídia durante a eleição tomar partido e bombardear o governo Lula bem como sua candidata durante toda a eleição e mesmo assim Lula conseguiu eleger sua candidata. Porem, acredito que se ao inves de Serra-Indio da Costa, fosse Serra-Aecio, a historia poderia ser outra.

Abraços
Alex

 

Sim, eles ainda detêm um poder de influência muito grande... E eu também tinha um certo receio de uma chapa Serra-Aécio, por causa daquilo que o Nassif chama de "efeito manada". A chapa podia "pegar" no gosto popular, e as pessoas às vezes "se misturam à multidão", esquecem de raciocinar, e simplesmente "seguem a onda..." - rs. Graças a Deus, não aconteceu!!! - Como alguém bem disse aí num dos comentários, falamos aqui, obviamente, da "morte moral" da mídia, acredito nisso, Alext4e, "o rei está nu" - e essa nudez lhe rouba a pouca dignidade que tinham. Abraço!

 

Infelismente não comungo do mesmo otimismo do Eduardo Campos , nem dos comentaristas ai de cima, gostaria que voces observassem que bastou o Noblat disser que o Aécio não vence em 2014, e o Boechat meter o pau nas privatizações, que os bem informados frequentadores do Blog, na sua grande maioria estavam acreditando nos mesmos e os considerando idônios. Isso a menos de 15 dias do Boechat ter dito que os blogueiros e twiteiros (que cobravam seu pronunciamento sobre a PRIVATARIA), serem um bando de alienados petralhas

 

Louzada, concordo com você e vou além, enquanto nós, que nos alimentamos dos blogs "sujos" e  "chapa branca" (palavras de alguns dos colegas dos colunistas por você citado) ficamos aqui preocupados com o que pensam e escrevem os tios reis e catanhêdes da vida, e alguns até, como você observou, acreditem na "redenção" de um Noblat, por ex., eles riem a toa, certos de que cumpriram seu papel: além de agradarem os Srs. das Casas Grandes ainda interferem na vida daqueles que lutam pela dignidade dos que vivem na senzala, e nenhum, eu digo nenhum mesmo, consumidor das escrotices que essa turminha escreve e pensa se torna crítico ao ponto de  pelo menos duvidar de uma vírgula mal escrita que eles coloquem, muito menos ainda se tornam leitores de Nassif ou PHA ou Rodrigo Vianna... más nós (os da kombi) aqui ou acolá vamos lá e lemos suas semânticas capiloçadas golpistas e canalhices diversas.

Em suma: jamais um leitor de Noblat ou Boachat ou Merval vai ser picado pela mosca azul do discernimento e se aventurar num "blog chato", pois só tem petralhas, do Luis Nassif ou Azenha...

mas o contrário pode ser verdadeiro.

Somos minoria ainda e o PIG sabe muito bem disso, por isso seu comportamente não mudou, muito pelo contrário, em 2010 e 2011 eles escancararam seus métodos de manipulação e lobotomia mais cretinos (o episódio com o livro do Amaury está ai pra demonstração) certos do seu poder e de sua penetração; estão perdendo espaço? Sim, estão, mas não com toda velocidade e alcance que muitos de nós desejamos, para o bem do Brasil.

Abração, e um ótimo início de 2012 para todos os malungos e todas as maravilhosas desse espaço tão necessário e fundamental para o debate civilizado e democrático da Nação Brasileira que queremos: um Brasil gigante para todas as brasileiras e todos os brasileiros.

 

Vou usar esse texto, e os comentários, como cartão de ano novo

E que 2012 seja muito pior que 2013!

Abraços, beijos e obrigados pelas ideias, opiniões, desabafos, informações, questionamentos,  debates, músicas, filmes... que acompanho timidamente desde 2004-2005.

Que o dia de amanhã seja sempre, mesmo que só um pouquinho, mesmo que não nos demos conta disso, qua a paixão impeça a manifestação do distanciamento crítico, que amanhã seja sempre um tiquinho melhor que hoje.

 

Naufragou mesmo e de tal forma, que mesmo pessoas que antes acreditavam ingenuamente em tudo que viam e liam na imprensa, ja a criticam espontaneamente. Fiquei surpresa em conversas com minha familia mesmo, tão conservadora, ao ouvir deles que não acreditam mais no Jornal Nacional (que eles sempre tiveram como paradigma lado a lado da revista Veja), que este esta tão ruim, que estão assistindo ao Jornal da Record. A Veja ja algum tempo que meu pai, mãe e tios não suportam mais. Quando ouço isso de gente que sempre votou em partidos como PFL e PSDB, ha um insight, algo mudou, as pessoas, mesmo àquelas que detestam o PT, ja não aprovam mais a forma com que a midia tem tratado as questões politicas. E desconfio que em parte é porque insiste-se em passar uma imagem de Dilma semelhante a de Lula e a de um PT corrupto (sempre), mas o problema para a midia é que o povo, até mesmo fazendeiros historicos, aprova o governo de Dilma! E a imprensa além de nua, esta cega.

 

Boa análise.

Um dia desses conversava com meu pai, que, ainda bem, nunca deixou de ser comunista, sobre a mídia.

Falei que não aguento mais ver Globo, ler Folha e os demais da grande mídia.

Ele sempre argumenta que temos que conhecer o pensamento do inimigo. Tá bom, faz sentido... Mas, sinceramente, não consigo.

Eu e minha esposa banimos totalmente a grande mídia de nossa casa.

Tomara que meu filho, que vai nascer em março, tenha mais opções e mais sorte que os pais.

Feliz 2012 a todos, com muita saúde e paz! 

 

Eduardo,

Seria interessante conhecer a tiragem dos grandes jornais durante o ano que está concluindo, em relação a 1 ano atrás, por exemplo.

Sem considerar as compras feitas pelo governo de São Paulo, tenho a impresão que a tiragem foi reduzida. Assim também, penso que a GLOBO tem caido muito no seu ratting.

Em soma, devem existir alguns numeros que venham a completar o raciocínio que todos temos hoje, através de uma somatóris de fatos: bolinha de papel, dossié falso da Dilma, petróleo escondido da Chevron, etc., levando à grande midia a uma séria perda de credibilidade.

 

 

Isso tudo pra não falar (em termos de perda de credibilidade) na cereja do bolo de 2011, o livro A Privataria Tucana do jornalista Amaury Ribeiro Jr.

 

Cara... é o bolo inteiro, com muita cereja, refrigerante e cerveja... - rs - Abraço!

 

Também tenho essa curiosidade: comparar as tiragens nos últimos dez, quinze anos. O "problema" - rs - é que a economia tá bombando nos últimos anos, talvez muita gente que antes não assinava jornais e revistas, esteja fazendo isso hoje em dia, e nem todos têm ciência da "bomba" que estão comprando. Além daqueles que compram, só por causa de um caderno específico, ou colunista, que apreciam. Mas deve estar em queda, sim, ou num crescimento bem aquém do que eles desejavam. Falando nisso, QUE SAUDADE DO BOM E VELHO JB DOS BONS TEMPOS... - rs - Adorava!

 

Saudades do Pasquim.

 

Fico também pensando que a "blogosfera" adiou o fim da democracia, pelo menos em nosso país. A campanha de 2010 é um ponto histórico, o ano de 2011 também, mas a luta ainda é desproporcional. A velha mídia dispõe de armas poderosas, um quase monopólio de um tipo de expressão decadente, mas com meios de se reinventar.

Os últimos dez, nove anos de minha vida eu assistí um avanço na democracia neste país, ao invés de uma regressão, portanto estou otimista, porque nem esperava assistir uma perda de poder, ainda que leve, das tradicionais classes dominantes. 

Mas com o cerco que sofre qualquer investimento democrático no Brasil, é necessária uma prudência e vigilância redobrada, pois conhecemos bem nossa história.

 

Muito bom!

Chefe, deveria ter um botão de curtir aqui, sem ser esse do Facebook, mas do Brasilianas mesmo.

Feliz 2012 a todos!

 

Primeiro a morte da mídia se deu num processo,quando por anos bateram no Lula,e ao contr´rio sua popularidade so´aumentava.A grande massa precebeu a parcialidade da mídia,e mais com o advento da internet,a força das redes sociais e blogs,que tambem foi um ,melhor é um fator que cresce,para mim foi assim que a mídia como jornalismo morreu,no governo Dilma apenas a constatação.Mas o que a mídia,apesar de seu jornalismo consegue,é ainda ser porta voz de seus pares,a elite endinheirada deste país,basta ver a política econômica,que mesmo com o Banco central timidamente baixando juros,é ainda servil ao mercado.Este sim é o objetivo maior,e que tem conseguido por enquanto,manter o governo sob redeas no questão de ortodoxia econômica.O governo baixou os juros por uma questão de sobrevivencia,pois esta se sustentando em cima do boom da nossa economia pois certamente a crise vai ter seus efeitos aqui,e se perder apoio popular,"bau bau",pois a tal "estratégia de abandonar as bases para uma tentativa de distensão com a mídia,tirou grnade parte do apoio da sociedade civil organizada,então em uma crise mais grave,este governo tera que ceder,perdera sua boa margem de manobra,ou se entrega a sua agenda a elite ou retorna a agenda de esquerda e deixa o centro.

 

  Que o digam Palocci, Wagner Rossi, Orlando Silva, Lupi, Alfredo Nascimento e Pedro Novais!!

  É a "velha mídia" faxinando a sujeira da esplanada!!!! Se dependesse dos "chapas branca"...

 

Esses aí são, em comparação com o Mister Big e a familigia Serra, uns garotos traquinas. O Orlando Silva, nem isso, pois não há nenhuma prova contra ele.

E cuidado Panceta, que vem aí o:

 

Juliano Santos

'Velha mídia' e 'chapa branca' é a mesma coisa, visto que SP e MG são os Governos mais blindados pela grande imprensa.

Realmente ter uma imprensa partidária é uma desgraça. Pagam e fraudam até perícia pra tranformar bolinha de papel em pedra de 2 kilos.

Felizmente os blogs possuem autonomia para criticar os problemas, ocorram eles em qual governo for. Isso aconteceu com o Pallocci, com o Novais, com o Nascimento. No caso do Orlando, foi diferente, visto ter sido uma acusação forjada pela imprensa. Nos casos do Lupi do do Rossi, as quedas foram por um misto de fraqueza e arogância dos acusados.

Dizer que a velha mídia fez faxina é burrice ou má-fé. Ou ambos, provavelmente. Mas tudop bem. É último suspiro de desespero agonizante de viúva de Don Cerrone e sua quadrilha.

 

A verdade é que se tivéssemos uma imprensa minimamente honesta, tanto Serra (com sua carta assinada e com firma reconhecida que exerceria a Prefeitura de SP até o fim, ou seja, um mentiroso burro, que mente por escrito...) quanto Aécio (pego dirigindo bêbado e com a carta vencida) já poderiam ser consideradas cartas fora do baralho. Ainda existem politicamente porque a manipulação da opinião pública  continua sendo imoral e indecente... mas, reconheçamos, já foi bem pior antes da Internet...