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A greve dos professores das universidades federais

De IstoÉPiauí

GREVE JÁ TEM ADESÃO DE 39 UNIVERSIDADES FEDERAIS

Andes afirma que debate sobre plano de carreira não avançou; MEC prega diálogo

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), nesta quinta-feira, 18, divulgou que o número de universidades que aderiram à greve dos professores já chega a 39. Ontem, quando foi deflagrada a paralisação, 33 instituições de ensino superior haviam decidido pelo movimento.

Os docentes pedem a reestruturação do plano de carreira e melhoria das condições de trabalho nos novos câmpus que foram criados nos últimos anos por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

O comando de greve da Andes informou que o atual plano de carreira não permite crescimento satisfatório do professor ao longo da carreira. O sindicato informou ainda que foram feitas mais de dez reuniões com o Ministério do Planejamento para revisão do documento, mas não houve avanço na negociação.

O Ministério da Educação (MEC) disse em nota que tem confiança no diálogo e no zelo pelo regime de normalidade das atividades dos câmpus universitários federais. O governo ressalta que o aumento de 4% negociado em 2011 está garantido por medida provisória assinada no dia 11 de maio. O aumento será retroativo a março, conforme previsto no acordo firmado com os sindicatos.

Abaixo, a lista com as universidades que já aderiram à greve:

Universidade do Reconcavo da Bahia (UFRB)
Universidade Vale do Saõ Francisco (UNIVASF)
Universidade Federal de Goiás (campus de catalão)
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Universidade Federal do Acre (UFAC)
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio)
Universidade Federal do Amazonas (ADUA)
Universidade Federal de Roraima (SESDUF-RR)
Universidade Federal Rural do Amazonas (ADUFRA)
Universidade Federal do Pará /Central (ADUFPA)
Universidade Federal do Pará /Marabá (SINDUFPA-MAR)
Universidade Federal do Oeste do Pará (SINDUFOPA)
Universidade Federal do Amapá (SINDUNIFAP)
Universidade Federal do Maranhão (APRUMA)
Universidade Federal do Piauí (UFPI)
Universidade Federal do Semi-Árido (Mossoró) (ADUFESA)
Universidade Federal da Paraíba (ADUFPB)
Universidade Federal de Campina Grande / Patos (ADUFCG-PATOS)
Universidade Federal da Campina Grande / Cajazeiras (ADUC)
Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG)
Universidade Federal Rural de Pernambuco (ADUFERPE)
Universidade Federal de Alagoas (ADUFAL)
Universidade Federal de Sergipe (ADUFS)
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (ADFMTM)
Universidade Federal de Uberlândia (ADUFU)
Universidade Federal de Viçosa (ASPUV)
Universidade Federal de Lavras (ADUFLA)
Universidade Federal de Ouro Preto (ADUFOP)
Universidade Federal de São João Del Rey (ADFUNREI)
Universidade Federal do Espírito Santo (ADUFES)
Universidade Federal do Paraná (APUFPR)
Universidade Federal do Rio Grande (APROFURG)
Universidade Federal do Mato Grosso (ADUFMAT)
Universidade Federal do Mato Grosso / Rondonópolis (ADUFMAT-ROO)
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (ADUR-RJ)
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (SINDFAFEID)
Universidade Tecnológica Federal do Paraná (SINDUTF-PR)
Instituto Federal do Piauí (SINDCEFET-PI)
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (SINDCEFET-MG)

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+23 comentários

Isso é um completo descaso do governo federal, todos os países desenvolvidos tem como prioridade a educação,  qual vai ser o futuro do nosso país, e qual será o futuro dos nossos estudantes???? veja também a reportagem na íntegra: http://ptatrasaobrasil.blogspot.com.br/2012/05/greve-dos-professores-500...

 

Isto é um absurdo. Estas universidades estão pedindo esmola de novo?. Já não basta os salarios aviltantes que este pessoal ganha, emprego estável, toda mordomia possivel. E o que nos oferece é a formação de corruptos e incompetentes. Tá na hora é de fechar estas instituições, e aplicar o dinheiro no ensino primario, ginasial e cientifico. porque temos que preparar são estes jovens adolecentes para o trabalho.

 

Isto é um absurdo. Estas universidades estão pedindo esmola de novo?. Já não basta os salarios aviltantes que este pessoal ganha, emprego estável, toda mordomia possivel. E o que nos oferece é a formação de corruptos e incompetentes. Tá na hora é de fechar estas instituições, e aplicar o dinheiro no ensino primario, ginasial e cientifico. porque temos é que preparar os jovens adolecentes para o trabalho.

 

http://www.aprofurg.org.br/portal/index.php/noticias/172-assembleia-heral-dos-estudantes-da-furg-deflagra-greve.html

 

O Secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (SESU/MEC), Amaro Henrique Pessoa Lins fala sobre a nossa questão salarial (e como pretende nos enrolar): 


Os professores presentes na reunião também informaram ao secretário sobre a crescente expectativa nas universidades e 
institutos federais, no que se refere ao andamento e à celeridade dos trabalhos na mesa de negociação e reafirmaram a necessidade de cumprimento do prazo de 31 de maio para o fechamento do acordo, inclusive no que se refere à equiparação do teto e do piso salarial com a carreira de C&T. O secretário afirmou que é necessário separar a negociação de estrutura de carreira com a negociação salarial.  Ou seja, eles farão exatamente como no ano passado. Vão enrolar e em cima do prazo para finalizar a projeto de lei orçamentário  para 2013 irão propor um mísero ajuste salarial. 

  

 

Carreira simples e estável que contemple a possibilidade de progressão ao topo (baseado nos 25 anos de trabalho da professora) em 13 níveis remuneratórios, com ingresso no nível inicial.

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Teremos então Profesores Auxiliares de Ensino Doutores ? .Palhaçada !!.

O Problema todo é esta esbórnia de promoção farsante e automática entre os interstícios (no mesmo nível ) .Por este motivo , tudo deve permanecer como está , no plano da carreira docente nas Universidades Federais .

O PROBLEMA E A REAL RAZÃO DA GREVE SÃO OS CONGELAMENTOS SALARIAIS DE MAIS DE 2 OU 3 ANOS !.

Ah! .E  a ascenção ao nível de Professor Titular só através de Concurso Público !.

E esta "Máfia" de associados de nível 4 que quer ser Titular na marra , que parem de engabelar a Sociedade com esta empulhação "Robalolística" de carreira única.

 

Dastanhêda

Francamente , o governo anda errando pra lá do razoável , em relação às Universidades . No setor saúde , emitiu uma tresloucada MP e que o salário dos médicos civis  é congelado e reduzido a 50% para fins de aposentadoria . A criação da empresa brasileira de Hospitais é uma excrecência dentro de um governo do PT . 

 

Como professora, fico estarrecida com certos comentários que, apesar de legítimos, me parecem advir de algum outro mundo, mais maravilhoso que aquele em que vivo - talvez o Mundo Maravilhoso de Alice.

Férias antes do tempo para ir a Europa? Com o salário que ganhamos? Francamente!

Não gostamos de greves. Elas são um transtorno para tod@s. Mas são necessárias, tendo em face um governo que avilta nossos salários e nossas condições de trabalho. Por acaso o Sr. Guru já se deu ao trabalho de ver em que condições trabalhamos? A UFRJ teve, em menos de dois meses, só em um campus, um incêndio que praticamente destruiu uma Capela que é patrimônio brasileiro e a queda de um teto por invasão de cumpins. O novo curso de Relações Internacionais encontra-se absolutamente itinerante por falta de um local. As salas de aula estão cada vez mais lotadas. Nós estamos adoecendo - e nossos estudantes também.

Enquanto isso, professor@s que devem estar satisfeit@s com seu salário, sua carreira e suas condições de trabalho vem ressaltar, como bem lembrou o Edson, a SUA pesquisa, os SEUS prazos, as SUAS metas. Em que condições são alcançados, não interessa. Aliás, não interessa uma carreira completamente disgorcida, que cada vez mais nos joga num produtivismo inconsistente e inconsequente. E somente a título de informação para o colega que, penso eu, deve ser da Universidade de Sergipe (em greve): se UM só estudante não for às suas aulas que, pelo jeito, continuarão mesmo em estado de greve, o Sr. não poderá reprová-lo. Terá que repor as aulas dentro do novo calendário estabelecido pela universidade. É constitucional. Os professores sempre repuseram suas aulas após a greve - sejam eles das Exatas, Biomédicas ou Humanas. Este é o nosso imperativo ético e que sempre fez com que @s estudantes, além de compreenderem a justeza de nossas reivindicações, se somassem a nós na luta. Não é por quererem férias mais cedo.

Hoje já são 45 universidades em greve. Não me recordo de uma outra entrada em greve tão forte. Isso, por si só, já deveria ser um alerta. Não estamos reivindicando somente reajuste salarial - o que é muito diferente da esmola de 4% oferecida pelo governo, que sequer repõem a inflação do período e que só foi "dada" agora mediante a sinalização de que iríamos parar.

A sociedade precisa acordar para o fato de que nenhum profissional se formou sem um professor. Aliás, ninguém aprendeu a ler sem um professor. Exigimos respeito e dignidade para trabalhar.

 

Já informo que a maioria dos campi da Unversidade Federal do Pampa - UNIPAMPA estão parados e a Reitoria não admitiu ainda.


Respeita-se as opiniões contrárias a greve mas o que se quer é REPOSIÇÃO SALARIAL de acordo com a inflação, e definição de plano de Carreira. Hoje um Carcereiro de Presidio Federal GANHA MAIS que um Professor de Universidade Federal com Doutorado. Se compararmos com o judiciário aí não tem graça. Simples assim!!!!


Em relação aos ditos 4% informo que estes não incidiram sobre a totalidade do salário como tem sido  comentado na imprensa (foi uma negociação do ano passado).


Obs. Para o Márcio Guru que comentou anteriormente no blog me solidarizo com os professores dos ensinos básico e fundamental e acho que ganham muito pouco. Mas Márcio não dá para nivelar por baixo e sim devemos valorizar todos os níveis da educação (estrutura, ações e atores envolvidos) brasileira, seja de caráter público ou privado.


 


 

 

Primeiramente, sou professor em universidade federal desde janeiro desse ano.

Por iniciativa do governo, desde 2010 há uma negociação de novo plano de carreira entre Ministério do Planejamento e professores. É consenso tanto para governo quanto para a categoria que a carreira deve ser aperfeiçoada. Entretanto, a negociação tem sido tensa porque a categoria tem se sentido enrolada pelo governo.

O governo condicionou a continuação das negociações à assinatura de um acordo em agosto do ano passado. Esse acordo previa, dentre outras coisas, datas para conclusão das negociações com apresentação da proposta formal do governo e um reajuste emergencial de 4% (valor ridículo que não repõe nem metade de perdas inflacionárias). Isso foi em agosto/2011. A categoria já tem a sua proposta de carreira desde aquela época, mas o governo não cumpriu o prazo de 31 de março de 2012 para fechar as negociações. Primeiro prorrogou para 15 de maio o prazo final e depois para 31 de maio.

Desde agosto/2011 estava parado no congresso o projeto de lei que regulamentava o ridículo reajuste de 4%. Devido aos indicativos de greve, o governo editou Medida Provisória colocando em prática o aumento agora em maio/2012, mas juntamente incluiu mudança nos adicionais de periculosidade/insalubridade, que deixaram de ser proporcionais ao salário. Essa mudança no adicional de periculosidade/insalubridade faria com que alguns professores passassem a ganhar MENOS com o reajuste! Como isso é ilegal, o governo colocou um item garantindo que nesses casos haverá um auxílio até que o salário seja restabelecido em futuros reajustes. Um absurdo!

Além disso, a carreira atualmente está pouco atrativa para quem está ingressando. Os professores novos não se enquadram no perfil muitas vezes atribuídos aos professores universitários, com salários altíssimos. Hoje, um professor no regime de Dedicação Exclusiva ganha cerca de R$ 3600,00 de salário bruto. Dedicação exclusiva não permite outras fontes de renda! Caso tenha mestrado ou doutorado, há retribuição por titulação, mas mesmo assim há um abismo para outras carreiras do governo federal.

Atuamente o salário de um doutor com dedicação exclusiva em uma universidade federal é mais de 20% inferior a doutores vinculados ao Ministério de Ciência e Tecnologia ou à EMBRAPA, que não exigem dedicação exclusiva (podem dar aulas à noite em faculdade particular, por exemplo).

Um outro problema, nos últimos acordos com a categoria, professores com mais tempo de casa foram beneficiados com a criação de um novo cargo, professor associado. Isso criou um abismo para os novos professores. E são muitos os novos professores, contratados com o REUNI, por isso a greve será muito forte.

 

Os professores que "furam' greve, assim como os técnico-administrativos, médicos, garis, motoristas de ônibus, operários da construção civil, porteiros, garçons, metroviários, o fazem por total de falta de solidariedade de classes e por apostar no individualismo que tanto mal faz a humanidade. É muito cômodo alegar ética quando se pensa apenas no seu umbigo. "Não quero atrasar MINHAS atividades profissionais, MINHAS pesquisas e orientações, para não prejudicar MEUS ALUNOS", signifa que esses que furam greve terão de repor SUAS tarefas ao final do movimento. Assim como NÓS que fazemos a greve.

Atrasar a formação dos alunos, não pode. Concordo. Mais o governo parece não se importar com isso, já que uma categoria que contribui na formação desses mesmos alunos, os técnicos das universidades, fica mais de cem dias em greve e não é sequer recebida para negociar. Atrasar nossos compromissos financeiros por causa de acordos não cumpridos, pode.

O tempo é matéria preciosa, mas não parece ser para o governo Dilma que vem nos enrolando desde 2011. Já foram 51 reuniões onde o Governo nos faz perder o nosso precioso "tempo". A Marcela Tapajós, negociadora do governo nos diz. "Vocês estão perdendo seu tempo. Só recebemos vocês em reunião porque vocês insistem. Não temos nada para vocês". É essa a lógica do projeto em "discussão" que o companheirto que se autointitula pelego e alienado (concordo com ele), que o Governo vem utilizando com TODAS as categorias do Serviço Público Federal.

Para concluir, seria interessante que o companheiro acima que não concorda com "as premissas" da greve, abrisse mão de algum ganho que esse governo autoritário, reacionário, antidemocrático no trato negocial com seus servidores e que descumpre a legislação da OIT, Organização Internacional do Trabalho, porventura viesse a conceder aos grevistas antiéticos. A começar pela esmola de 4% que foi fruto da luta de 2011.

 

 

VII – RESUMO DO PROJETO DE CARREIRA

  1. Plano de Carreira e cargo de professor federal que unifica todos os professores das Instituições Federais de Ensino – Carreira de Professor Federal, administrada no âmbito de cada instituição.

  2. Cargo único que valorize o professor sem dispersar em fragmentações, classes nominadas ou inominadas que não refletem diferenciações de função na prática – Cargo de Professor Federal.

  3. Carreira simples e estável que contemple a possibilidade de progressão ao topo (baseado nos 25 anos de trabalho da professora) em 13 níveis remuneratórios, com ingresso no nível inicial.

  4. Desenvolvimento na carreira que valorize, de maneira equilibrada, o tempo de serviço, a formação continuada e a avaliação do plano de trabalho aprovado na sua unidade acadêmica de lotação. Essa avaliação será realizada no âmbito institucional, considerando a contextualização social, a condições concretas em que se dá o trabalho e a diversidade das práticas acadêmicas e características de cada área do conhecimento.

  5. A progressão de um nível remuneratório para o outro, imediatamente superior, será feita após o cumprimento, pelo docente, do interstício de dois anos no nível, uma vez que os planos de trabalho executados neste período tenham sido aprovados.

  6. A isonomia salarial será assegurada pela remuneração integral e uniforme do trabalho prestado por Professor Federal do mesmo nível da carreira, mesmo regime de trabalho e mesma titulação, bem como pela uniformidade de critérios gerais para progressão e para ingresso, obrigatoriamente, por concurso público.

  7. O piso nacional atribuído ao docente graduado do nível remuneratório um (1) em regime de trabalho de 20 horas semanais (salário mínimo do DIEESE), será o gerador da tabela de remuneração correspondente à Carreira de Professor Federal.

  8. Interstício de cinco por cento (5%) entre os níveis remuneratórios. Isso resultará em uma relação entre piso e teto para o mesmo regime de trabalho de aproximadamente três (3).

  9. A remuneração única dos integrantes que possuírem titulação é acrescida:

  1. De setenta e cinco por cento (75%) para os detentores de título de doutor ou de Livre-Docente;
  2. De trinta e sete e meio por cento (37,5%) para os detentores de grau de Mestre;
  3. De dezoito por cento (18%) para os detentores de certificado de curso de Especialização;
  4. De sete e meio por cento (7,5%) para os detentores de certificado de curso de Aperfeiçoamento.
  1. A remuneração única quanto ao regime de trabalho, tendo como referência o regime de 20 horas de trabalho semanais, é acrescida:

  1. De cem por cento (100%) para o regime de trabalho de 40 horas semanais;
  2. De duzentos e dez por cento (210%) para o regime de trabalho de Dedicação Exclusiva.

 

 

Hum...realmente esse período é bem propício a viagens com preços bem atrativos.O professorado anverso a Freire precisa de férias extemporâneas pra exercitar o consumismo daquele extra nas chefias de departamento e Dedicações exclusivas.Sabe como é, enquanto professores municipais e estaduais não recebem sequer o piso, os federais vão na carona pra trocar o carro importado... 

 

Primeiramente, apesar de não concordar, pelo menos desde 1998, com os rumos que o "movimento docente" vem tomando, tenho apenas uma coisa a dizer a esta provacação estulta: é digna de um imbecil! Provavelmente fã de Diogo Mainard e "coleguinhas" de Manhatan... Exprime somente o preconceito bastante difundido entre a classe média adoradora de escolas-buteco vendedoras de diplomas a prazo (e com juros escorchantes) e sem nenhum compromisso acadêmico, científico ou extensionista.

Em segundo lugar, há o "argumento" pressuposto de que o professorado dos estados, governados em sua maioria pela "social-democracia" do Morumbi, não recebem o que, ao menos, o mínimo porque os "privilegiados" das Federais abocanham tudo... O oco do oco do senso-comum!

Por fim, há que ressaltar que, muito embora, toda greve, por definição, é legítima, deve-se tomar cuidado com a forma com que ela é encaminhada a fim de que não se gere um ambiente de total desmobilização pós-derrota, nem, o que quase sempre acontece, seja manipulada para cá e para lá pelos interesses partidários encastelados em comandos nacionais de greve.

 

 

Carro importado?

 

Alessandro Duarte (Usa GNU/Linux)

Jantando ontem no coco bambu em Fortaleza vi o ministro Mercadant, também jantando, acho que com familiares e talvez pessoas do PT.

Deu-me vontade de ir falar com ele pra pedir que tentasse sensibilizar a Dilma no sentido de mostrar que os servidores das Universidades Federais estão a pelo menos dois anos sem restituição salarial e sem previsão. Nessa situação é cruel ver que cada vez que o salário mínimo sobe você sente que seu salário ficou parado e conseqüentemente com menor poder de compra.

O primeiro reflexo disso será nas eleições em Fortaleza, onde com certeza todo esse contingente de trabalhadores não só não votará nos candidatos do PT como também farão campanha contra. Espero que seja uma surra!

A propósito, não falei com o ministro, pois como ele ainda jantava quando sai do restaurante não quis ser indelicado, nem importuno durante um momento onde não é interessante ser interrompido, durante as refeições.

 

 

Já venho alertando que o governo Dilma está comprando uma briga inútil.

Nesse caso específico, não se pode culpar a categoria..

Inúmeras sinalizações foram emitidas. Com bastante paciência e por mais de um ano.

Insensiível, o governo continuou testando força..

Uma pena..

 

 

 

Caro Nassif,

vou postar minha opinião pessoal sobre esta greve específica, opinião partilhada por alguns colegas  meus de trabalho. Em primeiro lugar, considero a pauta de reivindicações insuficientes ara justificar uma greve. Havia um acordo ano passado entre governo e a ANDES de um aumento de 4%.  Diante da impossibilidade de dar o aumento via projeto de lei, o governo editou uma medida provisória para que fosse concedido o reajuste. Com relação à restruturação da carreira docente, existe um projeto que ainda está em discussão. Ainda que não seja perfeito, que precise de ajustes, emendas, rezas, etc e tal.... existe um projeto. Em nota divulgada semana passada, o MEC fez questão de reiterar que ainda está aberto à discussões de melhorias do projeto. A nota pode ser encontrada no sítio abaixo:

http://www.ufs.br/conteudo/mec-divulga-nota-oficial-sobre-greve-dos-prof...

Sou professor de universidade federal e tenho orgulho de minha profissão.  Mas, em primeiro lugar, sou funcionário público, e como tal tenho um dever para cumprir com a sociedade, que é de ensinar, pesquisar e realizar atividades de extensão, atividades que se espera de um professor 40 horas com dedicação exclusiva. Tenho colegas que tem uma carga de trabalho tamanha que não sei como dão conta de tanta coisa para se fazer, e ganharia o mesmo se desse "apenas" suas aulas e tocasse suas pesquisas. Toda minha formação se deu praticamente na década de 90 do século passado, onde greves sucessivas prejudicaram e muito o término de nossos cursos e sacrificaram algumas de nossas merecidas férias, por ocasião da reposição das aulas. E isso porque nas exatas existe uma tradição de se repor as aulas com decência, prática que nem  sempre é levada a cabo por todos.

Assim, com já disse aos meus alunos, não vou aderir a esta greve. Primeiro por discordar das premissas da mesma, segundo por não querer prejudicar o andamento das aulas e, por fim, para não paralisar minhas atividades de orientação acadêmica e pesquisa. Ainda que possam vir a criticar a minha postura e de alguns colegas, estamos acostumados a sermos taxados de pelegos e alienados, pois esse é o tratamento que reservam aos profissionais de exatas.

Por fim, acredito na negociação e até mesmo na pressão. Mas o que foi previamente combinado o governo cumpriu, o coisas como restruturação da carreira ainda não há decisão tomada, as negociações estão abertas. Então, por que a greve? Não vou entrar aqui na discussão de que nosso salário é justo ou não, ainda que várias carreiras do governo ganham bem mais que nós e só exigem a graduação como requisito, ao passo que para exercer o magistério numa federal você tenha que ser minimamente mestre (na verdade, doutorado é o mínimo). Mas faço o contraponto: em geral os professores que "furam" greve em geral o fazem por uma ética de trabalho, pois nossas ativiades de orientação, pesquisa, confecção de projetos e outras só podem ser feitas por nós, e elas têm prazo para serem cumpridas. Além disso, tempo é matéria preciosa, e particularmente eu não gostaria de ser responsabilizado pelo atraso da formação de meus alunos. Grato, e um abraço a todos. Adriano

 

Desculpe amigo professor, mas voce colocou todos os argumentos necessários para que a greve ocorra. Se o governo nao se preocupa com o atraso do semestre, nós é que temos que fazer isso por ele? Porque nao temos data-base?  porque o governo anualmente nao corrigi nosso salário baseado na inflação? O governo poderia evitar SIM que greves ocorressem........mas nao esta nem ai para a Educação desse pais....

 

Os funcionários das universidades federais (cargos técnicos e administrativos) estão há anos sem receber a reposição da inflação, o que contraria a lei. No governo Lula  houve uma reestruturação da carreira que trouxe um pequeno aumento, escalonado em três anos. Mas reposição da inflação, não tivemos nenhuma. Desde o início do governo Dilma, os salários da categoria estão literalmente congelados e o governo tem se mostrado absolutamente inflexível, não negocia de forma alguma.

 

"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".  Joseph Pulitzer

Luiz,

A Universidade Federal-Rural do Semi Árido, Mossoró, é #UFERSA, não #ADUFESA.

Att,

 

As siglas são dos sindicatos e não das universidade. Minha filha estuda na UTFPR, Campus de Ponta Grossa. Estão em greve desde quinta-feira.

 

deve ser a sigla do sindicato de lá... e não da universidade