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As matérias que Cachoeira plantou na Veja

Em 2008 dei início à primeira batalha de um Blog contra uma grande publicação no Brasil.

Foi "O Caso de Veja", uma série de reportagens denunciando o jornalismo da revista Veja. Nela, selecionei um conjunto de escândalos inverossímeis, publicados pela revista. Eram matérias que se destacavam pela absoluta falta de discernimento, pela divulgação de fatos sem pé nem cabeça.

A partir dos "grampos" em Carlinhos Cachoeira foi possível identificar as matérias que montava em parceria com a revista. A maior parte delas tinha sido abordada na série, porque estavam justamente entre as mais ostensivamente falsas.

Com o auxílio de leitores, aí vai o mapeamento das matérias:

DO GRAMPO DA PF DIVULGADO PELA REVISTA VEJA ESTE FIM DE SEMANA:

Cachoeira: Jairo, põe um trem na sua cabeça. Esse cara aí não vai fazer favor pra você nunca isoladamente, sabe? A gente tem que trabalhar com ele em grupo. Porque os grande furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz. Todos eles fomos nós que demos (...).

Cachoeira: Eu fiquei puto porque ontem ele xingou o Dadá tudo pro Cláudio, entendeu? E você dando fita pra ele, entendeu? (...)

Cachoeira: Agora, vamos trabalhar em conjunto porque só entre nós, esse estouro aí que aconteceu foi a gente. Foi a gente. Quer dizer: mais um. O Jairo, conta quantos foram. Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí. Quantos já foram, rapaz. E tudo via Policarpo.

Graças ao grampo, é possível mapear alguns dos “furos” mencionados pelo bicheiro na conversa entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira com o PM-araponga Jairo Martins, um ex- agente da Abin que se vangloria de merecer um Prêmio Esso por sua colabiração com Veja em Brasília. Martins está preso, junto com seu superior na quadrilha de Cachoeira, o sargento aposentado da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá, fonte contumaz de jornalistas - com os quais mantém relações de agente duplo, levando e trazendo informações do submundo da arapongagem.

O primeiro registro da associação entre Veja e Cachoeira está numa reportagem de 2004, que desmoralizou uma CPI em que o biicheiro era invetigado. Em janeiro daquele ano, Cachoeira foi a fonte da revista Época, concorrente de Veja, na matéria que mostrou Waldomiro Diniz, sub de José Dirceu, pedindo propina ao bicheiro quando era dirigente do governo do Rio (2002). Depois disso, Cachoeira virou assinante de Veja.

As digitais do bicheiro e seus associados, incluindo o senador Demostenes Torres, estão nos principais furos da Sucursal de Brasília ao longo do governo Lula: os dólares de Cuba, o dinheiro das FARC para o PT, a corrupção nos Correios, o espião de Renan Calheiros, o grampo sem áudio, o “grupo de inteligência” do PT.

O que essas matérias têm em comum:

1) A origem das denúncias é sempre nebulosa: “um agente da Abin”, “uma pessoa bem informada”, “um espião”, “um emissário próximo”.

2) As matérias sempre se apoiam em fitas, DVDs ou cópias de relatórios secretos – que nem sempre são apresentados aos leitores, se é que existem.

3) As matérias atingem adversários políticos ou concorrentes nos negócios de Cachoiera e Demostenes Torres (o PT, Lula, o grupo que dominava os Correios, o delegado Paulo Lacerda, Renan Calheiros, a campanha de Dilma Rousseff)

4) Nenhuma das denúncias divulgadas com estardalhaço se comprovou (única exceção para o pedido de propina de 3 mil reais no caso dos Correios).

5) Assim mesmo, todas tiveram ampla repercussão no resto da imprensa.

CONFIRA AQUI A CACHOEIRA DOS FUROS DA VEJA EM ASSOCIAÇÃO COM DEMÓSTENES, ARAPONGAS E CAPANGAS DO BICHEIRO PRESO:

1) O CASO DO BICHEIRO VITIMA DE EXTORSÃO

Revista Veja Edição 1.878 de 3 de novembro de 2004

http://veja.abril.com.br/031104/p_058.html


Trecho da matéria: Na semana passada, o deputado federal André Luiz, do PMDB

do Rio de Janeiro, não tinha amigos nem aliados, pelo menos em público. Seu

isolamento deveu-se à denúncia publicada por VEJA segundo a qual o deputado

tentou extorquir 4 milhões de reais do empresário de jogos Carlos Cachoeira. As

negociações da extorsão, todas gravadas por emissários de Cachoeira, sugerem

que André Luiz agia em nome de um grupo de deputados.

NOTA: A fonte da matéria são “emissários de Cachoeira”, o “empresário de jogos”

que Veja transformou de investigado em vítima na mesma CPI.

 

2) O CASO DO DINHEIRO DAS FARC

Capítulo 1 - Revista Veja Edição 1896 de 16 de março de 2005

http://veja.abril.com.br/160305/p_044.html

 


Trecho da Reportagem: Um agente da Abin, infiltrado na reunião, ouviu tudo, fez

um informe a seus chefes (...) Sob a condição de não reproduzi-los nas páginas da

revista, VEJA teve acesso a seis documentos da pasta que trata das relações entre

as Farc e petistas simpatizantes do movimento.

Capítulo 2 - Revista Veja Edição 1.899 de 6 de abril de 2005

http://veja.abril.com.br/060405/p_054.html

 

Trechos da matéria: Na semana passada, a comissão do Congresso encarregada

de fiscalizar o setor de inteligência do governo resolveu entrar no caso Farc-PT.

 

Na quinta-feira passada, a comissão do Congresso decidiu convocar o coronel e o

espião. Os membros da comissão também querem ouvir José Milton Campana, que

hoje ocupa o cargo de diretor adjunto da Abin e, na época, se envolveu com a

investigação dos supostos laços financeiros entre as Farc e o PT.

 

O senador Demostenes Torres, do PFL de Goiás, teme que a discussão sobre o

regimento sirva só para adiar os depoimentos. "Para ouvir a versão do governo e

tentar dar o caso por encerrado, ninguém precisou de regimento", diz ele.


3) O CASO MAURICIO MARINHO

Capítulo 1 - Revista Veja Edição 1.905 de 18 de maio de 2005

http://veja.abril.com.br/180505/p_054.html

Trecho da reportagem: Há um mês, dois empresários estiveram no prédio central

dos Correios, em Brasília. Queriam saber o que deveriam fazer para entrar no

seleto grupo de empresas que fornecem equipamentos de informática à estatal.

Foram à sala de Maurício Marinho, 52 anos, funcionário dos Correios há 28, que

desde o fim do ano passado chefia o departamento de contratação e administração

de material da empresa. Marinho foi objetivo na resposta à indagação dos

empresários. Disse que, para entrar no rol de fornecedores da estatal, era preciso

pagar propina. "Um acerto", na linguagem do servidor. Os empresários, sem que

Marinho soubesse, filmaram a conversa. A fita, à qual VEJA teve acesso, tem 1

hora e 54 minutos de duração.

 

NOTA: As investigações da PF e de uma CPI mostraram que o vídeo foi entregue à

revista pelo PM-araponga Jairo Martins, que “armou o cenário” da conversa com

Marinho a mando de concorrentes nas licitações dos Correios.

4) O CASO DOS DÓLARES DE CUBA

Revista Veja Edição 1.929 de 2 de novembro de 2005

http://veja.abril.com.br/021105/p_046.html

 

 

Trecho da reportagem: (Vladimir) Poleto, (principal fonte da reportagem) até

hoje, é um amigo muito próximo do irmão de (Ralf) Barquete, Ruy Barquete,

que trabalha na Procomp, uma grande fornecedora de terminais de loteria

para a Caixa Econômica Federal. Até a viúva de Barquete, Sueli Ribas Santos, já

comentou o assunto. Foi em um período em que se encontrava magoada com o PT

por entender que seu falecido marido estava sendo crucificado. A viúva desabafou:

"Eles pegavam dinheiro até de Cuba!"

NOTA: A empresa de Barquete venceu a concorrência da Caixa Econômica Federal

para explorar terminais de jogos em 2004, atravessando um acordo que estava

sendo negociado entre a americana Gtech (antiga concessionária) e Carlinhos

Cachoeira, com suposta intermediação de Waldomiro Diniz. O banqueiro teria

deixado de faturar R$ 30 milhões m cinco anos.

A armação era para pegar Antonio Palloci, padrinho de Barquete. Pegou Dirceu.

(Detalhes da relação Cachoeira-Gtech na matéria do Correio Braziliense de 26 de

setembro de 2005:

http://www.febrac.org.br/showClipping.php?clipping=30305&cod=7112)

5) O CASO FRANCISCO ESCÓRCIO

Revista Veja Edição 2.029 de 10 de outubro de 2007

http://veja.abril.com.br/101007/p_060.shtml

 

 Chamada no alto, à esquerda: RENAN AGORA ESPIONA OS ADVERSÁRIOS

 

Na semana passada, Demostenes Torres e Marconi Perillo foram procurados por

amigos em comum e avisados da trama dos arapongas de Renan. Os senadores se

reuniram na segunda-feira no gabinete do presidente do Tribunal de Contas de

Goiás, onde chegaram a discutir a possibilidade de procurar a polícia para tentar

flagrar os arapongas em ação. "Essa história é muito grave e, se confirmada, vai

ser alvo de uma nova representação do meu partido contra o senador Renan

Calheiros", disse o tucano Marconi Perillo. "Se alguém quiser saber os meus

itinerários, basta me perguntar. Tenho todos os comprovantes de vôos e os

respectivos pagamentos." Demostenes Torres disse que vai solicitar uma reunião

extraordinária das lideranças do DEM para decidir quais as providências que serão

tomadas contra Calheiros. "É intolerável sob qualquer critério que o presidente

utilize a estrutura funcional do Congresso para cometer crimes", afirma

Demóstenes.

Pedro Abrão, por sua vez, confirma que os senadores usam seu hangar, que

conhece os personagens citados, mas que não participou de nenhuma reunião. O

empresário, que já pesou mais de 120 quilos, fez uma cirurgia de redução de

estômago e está bem magrinho, como disse Escórcio. Renan Calheiros não quis

falar.Com reportagem de Alexandre Oltramari (que viria a ser assessor de Marconi Perillo)

NOTA: Demostenes é a única fonte que confirma a versão em que teria sido vítima.

6) O CASO DO GRAMPO SEM ÁUDIO

Capítulo 1 - Revista Veja, Edição 2022, 22 de agosto de 2007

http://veja.abril.com.br/220807/p_052.shtml

Capítulo 2 - Revista Veja Edição 2073 de 13 de agosto de 2008

http://veja.abril.com.br/130808/p_056.shtml



Capítulo 3 - Revista Veja Edição 2.076 de 3 de setembro 2008

http://veja.abril.com.br/030908/p_064.shtml

 

 Chamada acima do logotipo: “PODER PARALELO”

 


 

Trecho da matéria: O diálogo entre o senador e o ministro foi repassado à revista

por um servidor da própria Abin sob a condição de se manter anônimo.

 

Trecho da matéria: O senador Demóstenes Torres também protestou: "Essa

gravação mostra que há um monstro, um grupo de bandoleiros atuando dentro do

governo. É um escândalo que coloca em risco a harmonia entre os poderes". O

parlamentar informou que vai cobrar uma posição institucional do presidente do

Congresso, Garibaldi Alves, sobre o episódio, além de solicitar a convocação

imediata da Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso para

analisar o caso. "O governo precisa mostrar que não tem nada a ver e nem é

conivente com esse crime contra a democracia."

 

NOTA: O grampo sem áudio jamais foi exibido ou encontrado, mas a repercussão

da matéria levou à demissão do delegado Paulo Lacerda da chefia da Abiin.

7) O CASO DO “GRUPO DE INTELIGÊNCIA” DO PT

Capítulo 1 - Revista Veja Edição 2.167 de 2 de junho de 2010

http://veja.abril.com.br/020610/ordem-casa-lago-sul-p-076.shtml

 

 

Trecho da matéria: Não se sabe, mas as fontes de VEJA que presenciaram os

eventos mais de perto contam que, a certa altura...

Nota: a “fonte” não citada é o ex-sargento Idalberto Matias, o Dadá, funcionário de

Carlinhos Cachoeira, apresentado a Luiz Lanzetta como especialista em varreduras.

Capítulo 2 – Revista Veja Edição de julho de 2010

http://veja.abril.com.br/090610/era-levantar-tudo-inclusive-coisas-pessoais-p-

074.shtml

 

 Trecho de entrevista com o ex-delegado Onézimo de Souza:, que sustentou (e

depois voltou atrás) a história de que queriam contratá-lo para grampear Serra:

 

O senhor foi apontado como chefe de um grupo contratado para es-pionar

adversários e petistas rivais?

Fui convidado numa reunião da qual participaram o Lanzetta, o Amaury (Ribeiro), o

Benedito (de Oliveira, responsável pela parte financeira) e outro colega meu, mas

o negócio não se concretizou.

 

NOTA: O outro colega do delegado-araponga, que Veja não menciona em

nenhuma das reportagens sobre o caso, é o ex-sargento Idalberto Matias, o

Dadá, capanga de Cachoeira e contato do bicheiro com a revista Veja (o outro

contato é Jairo Martins, o policial associado a Policarpo Junior)

(Confira na entrevista da Folha de S. Paulo com Luiz Lanzetta:

http://m.folha.uol.com.br/poder/746071-jornalista-sai-da-campanha-de-dilma-

apos-polemica-sobre-dossie.html)

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+191 comentários

 Li alguns comentários. Parece-me que, em boa parte deles, o foco está deslocado. Afinal,creio que o mais importante é que todos os brasileiros honestos, trabalhadores, e que ainda acreditam e agem segundo princípios éticos e valores morais capazes de assegurar a preservação de uma sociedade justa e solidária (que acabam servindo, para os inescrupulosos e bandidos, para vendar nossos olhos) são profundamente atingidos. E o são porque as instituições, justa ou indevidamente, são desacreditadas, a desconfiança e a descrença se tornam universais, e o campo de ação para os "mafiosos" cada vez mais se alarga. Sem partidarismos, as instâncias todas, não apenas legislativa, judiciária, executiva, assim como a das relações interpessoais acabam profundamente prejudicadas. Durante séculos, pensadores das mais diversas orientações investigaram e formularam conclusões a respeito do convívio humano sob a perspectiva do âmbito e da natureza do poder que, de variadas formas, regulou (e regula) as esferas públicas (com suas consequências sobre a vida privada). Hoje, onde tudo isso foi parar? Não vejo instituições de peso, universitárias, classistas, sindicalistas, religiosas, e outras lançarem mão dos caminhos que parecem deter para esclarecer e conclamar às ações necessárias para lutar por genuínas versões democráticas. Sob uma educação pobre, desvalorizada, em que se faz e se desfaz segundo o arbítrio ilegítimo de dirigentes (mal) comprometidos, nosso país é conduzido pela "má" mídia, cujas ações terminam por cevar aqueles que precisariam ser anulados em suas orientações e atividades perniciosas e perversas.

 

Muitíssimo grato meu nobre Nassif. Esta Veja é de uma étina invejavel.

 

Em Anápolis, cidade natal de Carlinhos Cachoeira, o "Al Capone do cerrado", os resultados dos sorteios do jogo do bicho continuam sendo divulgados ao vivo por uma aveludada voz feminina numa emissora de rádio AM diariamente, o que, aliás, ocorre há décadas.  O que significa que a contravenção em Anápolis continua correndo solta. Aliás, em nenhum outro lugar, há tanto material falsificado ou contrabandeado, como cd's, dvd's e outros produtos pireteados, sendo comercializado com tanta liberdade pelas ruas da cidade. Agora se sabe porque não há operações das polícias civil, militar e federal para por fim a tal atividade. Resta saber quanto os donos de bancas pagam e a quem pagam para não serem importunados.

 

Nassif, e a capa de veja do dia 07 setembro 2011 que trata dos emagredores? Ela também não faria parte?

Afinal:

Cachoeira tem um braço nos genéricos. Leia aqui e aqui também

O irmão de Demóstenes é Presidente do MP-GO. Leia aqui

No dia 07 setembro de 2011 a revista veja trata dos emagrecedores. Veja 07set2011,n.380

No dia 04 outubro a ANVISA decide proibir os emagrecedores. Leia aqui

Dias depois da proibição o MP-GO abre investigação contra a ANVISA sobre as proibições aos emagrecedores. Leia aqui.

 

 

 Acabo de folhear a Veja desta semana. 2 meia páginas sobre o caso Demostenes.

Parece que a Veja sentiu o golpe e esta acuada. Será que vãodeixar a revista respirar o coloca-la a nocaute

 

A VEJA não usava fonte. Usava cachoeira.

 

Quem precisa de novela com um enredo deste ?

 

Não sabia que no Estado de Goiás existiam tantos mafiosos!!! Quanto à revista Veja eu já sabia que é um antro de periculosidade!!!

 

É por essas e outras que do meu CV faço questão de informar: Veja - gestão Mino Carta

 

Acho que seria muito interessante descobrir quem eram os financiadores (publicidade) da revista Veja nos últimos tempos. A quem pertencem as patentes dos medicamentos anunciados como milagreiros pela revista? Quais foram as empresas que se beneficiaram e a quem pertencem?

 

A Verdade vos libertará. Esse é um dos milhares de trechos da Bíblia que demonstra o quanto a verdade é importante para o Homem. Já faz alguns anos que não acredito nas notícias bombásticas de revistas e jornais de repercursão nacional, seja VeJA, Isto É, O Globo, Estadão, etc.
Na minha terra, Natal, capital do Rio Grande do Norte, há duas famílias poderosas que somam décadas fazendo rodizio no poder público (Maias e Alves). Já vi em seus meios de comunicação, num mesmo dia, manchetes contrárias, relacionadas ao mesmo assunto.
Infelizmente no Brasil as informações lançadas ao público, mesmo sendo grandes mentiras não trazem nenhuma consequencia punitiva para os autores. Esse é o grande problema. Essa é a verdade.
Quando tivermos um povo educado e exigente dos seus direitos, então a mentira não ganhará espaço para verdade e assim os meios de comunicação irão tratar as informações com mais cuidado, mas sei que isso parece uma utópia, mas não perco a esperança.

 

 

A matéria 7, do Núcleo de Inteligência da Casa no Lago Sul traz então a explicação de como o material 

do livro do Amaury, ainda inacabado,  foi parar na Veja. Não foi por interferência do Rui Falcão, como ele escreveu no final do livro, mas arapongagem da própria Veja mesmo, usando os serviços do Cachoeira. 

 

Nassif e demais

 

Copiei esse post e o transformei em email. Fiz um brevíssima introduçao sobre Cachoeira, Demsotenes e Veja + copiar colar.

Enviei a todos os meus contatos, pedindo que replicassem as seus tb.

Gostaria de sugerir que os demias fizessem isso tb. Esse post do Nassif eh de UTILIDADE PUBLICA.

 

Parabéns, Nassif! Jornalismo é isso.

 

 

Gregório Macedo

Tô até vendo o final do filme: os policiais da Federal lustram sua botas e passam um flanela para uma viagem e prisão de bandido de alto nível no centro de São Paulo. Gente do crime que nunca pensou que iria para a cadeia, embora viciados no crime. Que tentou embarcar para Veneza mas foi barrado no aeroporto. etc, etc.

Vai concorrer ao oscar.

 

Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros ( ditado árabe)

Ah, esses bicheiros... O título da matéria do UOL só pode ser de algum gozador!

 

Opéração da PF desarticula quadrilha de aves silvestres

 

Caro Nassif

Parabéns mais uma vez pelo texto.

Informação importante. Qdo clicamos no link "O Caso Veja", aparece a seguinte informação:

"A Conta do Google de um proprietário do site foi desativada porque uma violação aos Termos de Serviço foi identificada. O proprietário do site precisa restaurar a Conta do Google para que o site possa ser visualizado."

É necessário, portanto publicar novamente (em outro blog) todas as reportagens referentes a tal "revista".

Obrigado.

 

E o PT, Dilma, Lula e o governo, vão ficar calados? Tem que agir, pois esse mensalão nunca existiu.

 

 


Um detalhe importante que tem passado despercebido: o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), um dos parlamentares ligados ao Cachoeira, foi até meados de março o PRESIDENTE da CCAI – Comissão de Controle de Atividades de Inteligência do Congresso Nacional, ou seja, a comissão parlamentar mista que tem acesso a tudo que a ABIN sabe.

 

Nassif vai ficar na história do jornalismo brasileiro pela coragem e persistência. A Veja é mácula horrenda na imprensa brasileira. Civita & associados deveriam sair do país para nunca mais voltarem.

 

Bem feito fizeram os argentinos. Expulsaram os Civita de lá.

 

Uma devassa tem que ser feita pelo ministério público em todas as denúncias nestes últimos cinco anos , e quem tiver culpa no cartórioo , deve ser púnido  . Agora tem muitas coisas que esta sendo colocado na conta da Veja / Cachoeira para aproveitar o momento .   A outra coisa importante é que o Brasil vive  politicamente em função da denúncia da hora , e para tudo , ja é mais do que tempo de principalmente a imprensa filtrar melhor , porque se perde muito tempo com estas denúncias .

So no governo Dilma sete ministros cairam , sera que todas as acusações eram verdadeiras? Joga na lama pessoas idoneas , com toda uma história pública.

 

CPI da Veja já!!!

 

Seria interessante fazer um post só com a reprodução das declarações do Demóstenes ao longo do tempo, para ver como um corrupto monta o seu discurso sobre a moralidade, todos poderiam colaborar...

 

Ginah

Extra no Tijolaço: 10:24 minutos de Audio revelador mostrando que Policarpo só queria comunicação com o Cachoeira Chefe. Os Cachoeiras Subordinados eram despachados na hora por Policarpo.

 

No meu entender, é preciso explorar a fundo o que e o como aconteceu lá atrás...

tabelinha direta com STF

 

demonstração clara da tentativa(?) de judicialização da política com o uso ou o envolvimento de um só ministro, e logo um dos mais revoltados com a limitação de poderes que, na época, acreditou que poderia ultrapassar numa boa..............................revisitou

 

veja atua nesse sentido e vai fazer de tudo para que metade perceba e metade duvide...

mensagem da capa para comparsas da mesma espécie, mas que tenha poder , força representativa no âmago da sociedade

 

se foi assim até nos estados unidos, imagine aqui, com essa esquerda deslumbrada

 

Um detalhe importante que tem passado despercebido: o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), um dos parlamentares ligados ao Cachoeira, foi até meados de março o PRESIDENTE da CCAI - Comissão de Controle de Atividades de Inteligência do Congresso Nacional, ou seja, a comissão parlamentar mista que tem acesso a tudo que a ABIN sabe.

Cachoeira sabia colocar seus homens nos cargos certos. O deputado Lereia fazia questão de dizer que a comissão tem que saber em primeira mão o que a agência está fazendo, para exercício de controle externo. Tentou ainda, sem sucesso, mais que dobrar o número de membros da comissão (de 6 para 13), o que dobraria também a probabilidade de vazamentos para a mídia e transformaria nosso serviço secreto em piada.

[A comissão é formada pelos presidentes das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e pelos líderes do governo e da minoria da Câmara e do Senado]

 

Conclusão: paremos de falar em detalhes e discutir fatos paralelos. O fato é que o grupinho veja-senador_corrompido-cachoeira cometeu, tomara que eu esteja errado, crimes de escuta no âmbito do governo para fins de negócios, uns, e matéria de escândalo para outra.

Simplesmente grampearam um Ministro do STF, extrapolaram confiantes na impunidade, que foi informado logo depois, pelo grupinho,  que ele fora grampeado por agentes do governo e da PF. Se isto não dá cadeia...

Depois da cadeia deles virá a cadeia de relacionamento no submundo da política, do submundo do crime e no submundo da notícia escândalo. Muito já se denunciam no silêncio, outros dando notícias para se vingar do período que foram chantageados pelo grupinho e tiveram que repercutir notícias sabidamente podres; tem de tudo. Tem outros ainda, mas aí é trabalho de polícia.

Só nos cabe, como fez o Nassif (ele pioneiro, corajoso e destemido, tendo tudo contra ele, jogaram a justiça em cima dele, dezenas de processos, como fazem os poderosos), lembrar e relembrar os FATOS e chamar a polícia. E esperar o resto.

Vai dar assunto para muito tempo, alguns bons livros, do Nassif espero, e alguns bons filmes ( já pensou o Nassif no próprio papel). O caso "veja-senador corrompido-cachoeira".

 

Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros ( ditado árabe)

Nassif, a Vera Venturini tocou no caso da morte do PC Farias, a Veja estaria no rolo. Respondi que não e que, no caso Collor, o único dado importante seria o fato de que foi a forma como o impeachmente ocorreu: A partir de denúncias inconsistentes. Sim, eram inconsistentes sim, tanto que Collor  foi absolvido posteriormente.  Sem entrar no mérito da qualidade do governo Collor, ruim por sinal, mas o certo é que foi ali que a mídia deu-se conta do monstro que era, que com um simples rugir de dentes o estrago poderia ser feito. Pensei que a participação da Veja no caso Collor parasse por aí, foi esta resposta que deipara a Vera, afastando de pronto uma suposta aliança da revista com o crime organizado no caso. 

Para minha surpresa, ao fazer uma rápida pesquisa, não é que a Veja está também no rolo da morte de PC Farias?  A Veja tá em tudo quanto é podridão! A conferir neste artigo postado aqui no blog em 24/06/2011:

O assassnato de PC Farias

Por esquiber

Da Istoé

Foi queima de arquivo

STF confirma que PC Farias, o famoso tesoureiro de Collor, foi assassinado por seus seguranças e derruba a farsa do crime passional, denunciada por ISTOÉ há 15 anos

Mário Simas Filho

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Com 15 anos de atraso, o Supremo Tribunal Federal colocou um ponto final em um dos crimes mais rumorosos do Brasil: os assassinatos de Paulo César Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino. PC Farias, como era conhecido o empresário alagoano, foi o tesoureiro do ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello. Ele era considerado o maior conhecedor dos esquemas de corrupção que levaram ao impeachment de Collor e apontado pela Polícia Federal como o responsável pela movimentação de dezenas de contas no Exterior abastecidas pelo propinoduto instalado no governo federal. Em 23 de junho de 1996, dias antes de depor em uma CPI que investigava a relação de empreiteiras com o Palácio do Planalto, PC e sua namorada foram mortos na casa do empresário na praia de Guaxuma, litoral de Maceió. Antes mesmo de os corpos serem removidos, os irmãos de Farias, também envolvidos com o governo Collor, e a polícia alagoana passaram a tratar o caso como crime passional. Suzana teria matado PC e se matado em seguida. Uma versão endossada por delegados da Polícia Federal e pela mídia em geral, mas que não tinha nenhuma sustentação em provas técnicas ou testemunhais, como denunciaram diversas reportagens de ISTOÉ desde a primeira semana de julho de 1996. Com base nos relatos de testemunhas, muitas delas ignoradas pela polícia alagoana, e nos estudos feitos por peritos e legistas de todo o País, as reportagens mostravam que PC e Suzana foram vítimas de um duplo homicídio e que a cena do crime fora alterada para dificultar as investigações.

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ARMAÇÃO
A cena do crime (acima) foi alterada para atrapalhar as investigações. Em julho de 1996,
ISTOÉ denunciou a montagem para que o caso  fosse arquivado como crime passional
 

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No início deste mês, o ministro Joaquim Barbosa, do STF, decidiu, em última instância, que Adeildo dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar dos Santos e José Geraldo da Silva, ex-seguranças de PC e ainda hoje funcionários da família Farias, deverão ser levados a júri popular acusados como coautores dos assassinatos. A decisão de Barbosa não deixa dúvida. O que ocorreu na casa da praia de Guaxuma foi um duplo homicídio e não um homicídio seguido de suicídio. “O jornalismo praticado por ISTOÉ teve papel fundamental para que a farsa não prevalecesse sobre os fatos”, diz o juiz Alberto Jorge Correia Lima, da 8ª Vara Criminal de Alagoas, responsável pelo processo que apura o crime. Segundo ele, o julgamento dos ex-seguranças de PC deverá ocorrer em setembro.

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RÉUS
Adeildo, Reinaldo, José Geraldo e Josemar (da esq. para a dir.), 
os ex-seguranças acusados pelo assassinato de PC

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“Depois de tanto tempo, aumentam as chances de os ex-seguranças serem inocentados, pois os detalhes já não estão mais na memória das pessoas como na época do crime”, lamenta o promotor Luiz Vasconcelos. “Mas só o fato de haver um júri popular comprova que uma farsa estava em gestação.” Em março de 1997, o promotor e o juiz colocaram em dúvida um laudo elaborado pelo legista Fortunato Badan Palhares, da Unicamp, que procurava impor rigor científico à tese do homicídio seguido de suicídio. Com base em reportagem de ISTOÉ, que, amparada em pareceres emitidos por legistas de diversos Estados enumerou uma série de falhas no laudo de Palhares, a Justiça alagoana convocou três especialistas em medicina forense para mediar o impasse. A conclusão foi a de que todos os indícios apontavam para o duplo homicídio. “Se quatro pessoas estão em uma sala e uma delas é morta, ou o assassino está entre os três que sobreviveram ou eles compactuaram para encobrir uma outra pessoa”, diz o promotor, referindo-se à situação dos acusados. O promotor lamenta que a farsa montada em torno da tese do crime passional tenha impedido que investigações mais profundas fossem feitas. Ele explica que a possível condenação dos ex-seguranças de PC pode representar a punição aos autores dos homicídios, mas que o mandante do crime ainda é um mistério. Em sua denúncia, o juiz Correia Lima chegou a apontar o ex-deputado Augusto Farias, irmão de PC, como o mentor intelectual do crime, mas o STF entendeu que não havia provas suficientes contra o ex-parlamentar. Se a Justiça fosse menos morosa, é provável que todos os mistérios em torno da morte de PC já estivessem resolvidos.  

g.jpgg2.jpg

 

 

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-assassinato-de-pc-farias?page=1

 

Contigo? Capricho?


A maior revista brasileira de fofocas é a Veja.

 

Numa outra postagem a Vera Venturini perguntou se haveria alguma relação entre a Veja e o caso PC Farias. Pelo menos o Nassif não se interessou por isso, exceto no que diz respeito ao caso Collor em si que, segundo ele(Nassif) envolveu muito sensacionalismo e fofocas, sendo que foi o caso Collor que teria dado poder à midia, quando ela(imprensa) deu-se conta do poder que tinha, ou seja, de que poderia derrubar presidente. 

Sobre a morte de PC Farias na mídia:

Sobre o caso Badan X Sanguinetti

De que lado você está? Do Ombudsman da Folha, em 18/8/1996

MARCELO LEITE

Já se disse que a função do jornalismo é dissolver unanimidades. Existe porém outra função, não menos nobre mas oposta, que é desatar o nó górdio de alguns debates públicos estéreis.
Infelizmente, os jornalistas hesitam demais em fazer uso da espada. (Na verdade, seria mais adequada a imagem de uma serra ou de uma lima, para acentuar o imperativo da persistência, nesta profissão.) É o que pretendo mostrar a partir de dois casos: a investigação da morte de PC Farias e a suposta onda de violência em São Paulo.

Sanguinetti x Badan


Na disputa de vedetes que se criou com a divulgação do laudo do legista Fortunato Badan Palhares, em primeira mão, pela revista "Veja", parece que os jornalistas ficaram do lado do perito alagoano George Sanguinetti. Ele é o maior esteio de todos os que não aceitam a versão de homicídio seguido de suicídio.
Sem Sanguinetti, o mistério PC morre de morte natural. Ele é o único com ousadia para continuar no jogo alto de Badan Palhares, e parece ter alguns trunfos _não muitos_ na mão. Foi o que transpareceu da entrevista-acareação entre os dois legistas publicada quinta-feira no jornal "O Estado de S.Paulo" (outro furo invejável).
É uma pena que Sanguinetti tenha "piscado", como se diz na gíria do pôquer. No final do debate na sede do "Estado", dirigiu esta frase reveladora a Badan: "Tudo isso poderia ter sido evitado se o senhor tivesse me convidado para trabalhar no caso".
Os jornalistas, por seu lado, não têm sido felizes como coadjuvantes de Sanguinetti. Na segunda-feira, durante o programa "Roda Viva", Badan, o polêmico perito da Unicamp, até que se saiu bem do bombardeio cerrado. O clima estava impregnado por uma reportagem-denúncia da revista "IstoÉ", que apostou sua própria credibilidade numa "versão campineira da farsa alagoana". Badan disparou contra ela e para todos os lados com a arma que deveria estar na mão dos repórteres: conhecimento minucioso do laudo.
É fundamental, para a opinião pública brasileira (se é que isso existe), que jornalistas questionem o laudo de Badan. Mas não basta juntar meia dúzia de objeções pontuais a seu trabalho, assopradas por especialistas alijados do palco. É preciso ver se algum deles está minimamente próximo de uma reconstituição alternativa coerente, ou se apenas acrescentam um grão de sal ao caldo ralo da teoria da conspiração.
Não se deve descartar de antemão que isso possa ter ocorrido. No entanto, é errado que jornalistas se convençam a priori de que as mortes resultaram de um complô. É algo fantasioso acreditar que dezenas de envolvidos _dos seguranças de PC ao impassível Badan_ estejam mancomunados com um gênio do mal a controlar os fantoches _a partir da Flórida, talvez? Nunca se sabe.
Falta investigação jornalística digna do nome. Seria bom começar tentando explicar a facilidade com que legistas de renome se prestam a atacar o autor do laudo, como faz seu ex-colega de Unicamp Nelson Massini ("conheço a cobra que criei", disse ele a "O Estado de S.Paulo"). A própria biografia de Badan e sua atuação em outros casos de conotação política podem dar boas pistas.
Na ausência disso, o público continua no seu estado normal _confusão, como bem diagnosticou o leitor Luiz Carlos Mendonça em carta ao ombudsman:
"Eis que no contexto babélico então formado surgiu a figura carismática e espirituosa do doutor Sanguinetti, dotado de conhecimento técnico e bom comunicador, dizendo aquilo que os jornalistas e a maioria da população estavam querendo ouvir. Pronto, juntou-se a fome com a vontade de comer e o legista alagoano transformou-se, instantaneamente, em celebridade nacional."
Foi esse, com efeito, o resultado prático do fraco desempenho jornalístico em torno do caso PC: mais uma personalidade e nenhuma verdade confiável

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ombudsman/omb_19960818_1.htm

"(...)A farsa do crime passional foi endossada pelo legista da Unicamp, Fortunato Badan Palhares, que chegou a elaborar um laudo, anunciado por ele pela revista Veja como conclusivo e definitivo. Novamente, uma reportagem de ISTOÉ questionou a versão. Desta vez com base nas análises de peritos de todo o País, que apontaram inúmeras falhas no trabalho de Palhares, hoje acusado pelo Ministério Público de promover falsa perícia. Diante do impasse, a Justiça determinou que as investigações fossem reiniciadas. Dois novos delegados foram nomeados – Alcides Andrade e Antônio Carlos Lessa – e o promotor Luiz Vasconcelos pediu autorização judicial para a realização de novas perícias tanto nos corpos de PC e de Suzana como no local do crime. O juiz Alberto Jorge atendeu ao pedido e foi nomeada uma comissão de peritos de diversas universidades do Brasil, coordenados por Daniel Muñoz, da USP. O resultado foi taxativo: PC e Suzana foram vítimas de um duplo homicídio. Todos os exames realizados concluíram que era impossível Suzana ter matado PC e depois se suicidado. As novas investigações comprovaram ainda que a cena do crime fora alterada antes da chegada da polícia e que os tiros disparados no quarto do casal eram perfeitamente audíveis aos quatro seguranças que estavam na área externa da casa. Ou seja, ou os quatro tiveram algum tipo de participação nas mortes de PC e Suzana ou estão omitindo informações à Justiça. “É exatamente por isso que eles serão julgados. Afinal, quem contribui para a prática de um crime, seja por ação ou omissão, também comete o crime”, explica o juiz Alberto Jorge. Ele é professor na Universidade Federal de Alagoas e cursa doutorado na Universidade Federal de Pernambuco.

Caim e Abel – Além dos seguranças, o Ministério Público entendeu que o deputado Augusto Farias (PFL-AL), irmão de PC, também tivera participação no crime. Teria sido ele, segundo o promotor, o autor intelectual do duplo homicídio. Na noite de 23 de junho de 1996, Augusto jantou com Suzana e PC e foi o último a deixar a casa de Guaxuma, antes do crime. De acordo com o promotor Vasconcelos, Augusto planejou a morte do irmão motivado pelo dinheiro e pelo poder. PC ficou nacionalmente conhecido como o tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor. Durante a campanha eleitoral de 1989, foi ele quem arrecadou o dinheiro e, depois de Collor eleito, era PC quem promovia extorsões contra empresários de diversos segmentos, formando uma gigantesca rede de corrupção em todo o País. Quando foi assassinado, PC estava em liberdade condicional. Com todos os passos vigiados, não poderia movimentar as contas que teria no Exterior e Augusto era o responsável pelas empresas da família.

Como é deputado, Augusto tem direito a foro privilegiado e a acusação contra ele foi encaminhada à Procuradoria Geral da República, que, segundo o juiz, ainda não se manifestou. O problema é que Augusto não conseguiu a reeleição em 6 de outubro e agora a acusação contra ele deverá ser julgada pelo próprio juiz Alberto Jorge. “Quando a documentação da Procuradoria Geral voltar às minhas mãos tomarei minha decisão”, afirmou o juiz. Desde que PC morreu, os quatro seguranças trabalham para Augusto. O ainda deputado nega qualquer participação no crime e continua a apostar na farsa do crime passional. O advogado dos seguranças, José Fragoso, promete recorrer da decisão, anunciada terça-feira 29. “Temos a certeza de que Suzana matou PC e se suicidou. Esse caso só chegou até aqui porque tem dado ibope para a polícia. Não há nada contra os seguranças”, disse.(...)'

http://www.istoe.com.br/reportagens/26979_NO+BANCO+DOS+REUS?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

 

Além da Veja não dá a devida atenção ao caso Cachoeira e Demóstenes, ela usa esse escândalo do DEM para atacar o PT. Simplesmente ridículo!

 

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-destino-de-demostenes-e-a-safadeza-oportunista/

 

Como sou péssimo observador: não havia notado que a direita é constituída por charlatões. Cruz credo, nem o belzebu vai querer essa cambada no inferno.

 

TROCA-TROCA À VISTA

“Todos os caminhos levam a uma gigantesca operação-abafa”

Blog Cidadania.com- 02/04/12 às 11h50   
(http://www.blogcidadania.com.br/)

É compreensível que gente como Reinaldo Azevedo e Ricardo Noblat esteja tentando vender a teoria de que as provas dos crimes do senador Demóstenes Torres não podem ser usadas porque, devido ao cargo que ocupa, só poderia ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal ou sob sua autorização.

Chega ao BLOG informação de que Demóstenes estaria fazendo ameaças à mídia, aos seus pares do DEM e até a pelo menos um membro do STF no sentido de que, caso seja estraçalhado, levará muitos ex-amigos consigo para o cadafalso.

O senador bandido está disposto a tudo para não perder o mandato simplesmente porque, sem imunidade parlamentar, dificilmente deixará de ir fazer companhia ao seu amigão Carlinhos Cachoeira lá no PF Hilton.

Demóstenes estaria ameaçando revelar que veículos como a Veja saberiam de suas atividades criminosas e que nada revelavam porque ele os municiava com informações contra o PT, entre outros favores que lhes prestaria na “Câmara Alta”.

Enquanto isso, DEM, PSDB, editora Abril e Globo estariam propondo acionar sua bancada no STF para trocar a decapitação política de Demóstenes pelo adiamento do julgamento do mensalão, que deveria ocorrer em maio. Até porque, após o STF se pronunciar pela impunidade de Demóstenes, não teria como julgar o mensalão.

Aliás, no que depender do STF, Demóstenes pode ficar tranqüilo. O fato de que até há pouco havia a decisão de julgar o mensalão ainda neste semestre revela que a Suprema Corte de Justiça do país se deixa intimidar pela mídia. Julgar um caso como esse em ano eleitoral, é uma aberração.

Não se pode esquecer, também, que a decapitação e a previsível verborragia posterior de Demóstenes intimidam ao menos um membro do Supremo, Gilmar Mendes, acusado de, em conluio com o demo, ter criado a farsa do grampo sem áudio. Imagine, leitor, se, caído em desgraça e preso, Demóstenes conta que ele e o juiz forjaram aquilo.

O que pode melar tudo são as escutas não reveladas, que já se sabe que mal começaram a ser vazadas. Segundo este blog vem apurando, ao menos a Veja está enrolada até o pescoço. E haveria muito mais não só contra a Veja, mas contra todos os que se envolveram no consórcio político-midiático que imperou na década passada.

Ainda assim, já estão sendo estabelecidas as bases para um acordão. O julgamento do mensalão em ano eleitoral seria uma tragédia para o PT e o aprofundamento das investigações sobre o envolvimento da Veja com Demóstenes e Cachoeira atingiria do Supremo ao resto da mídia tucana.

Acabaremos todos com caras de palhaços, pois. Impotentes diante do apodrecimento da República, assim como no caso da Privataria Tucana. Eles acabarão se entendendo por instinto de sobrevivência. Enquanto um lado tiver munição pesada contra o outro, nada mudará. E só nos restará espernear.

 

PCC

É o Partido do Carlinhos Cachoeira, tem governador eleito, senadores e deputados no Congresso e até imprensa oficial.

 

Resumindo: Tem umas centenas de milhares de idiotas (pensei outra palavra) que pagam para ter "informações" de um bicheiro (muito bem sucedido é verdade), junto com muita propaganda!

Isso que é negócio...

 

Impedir que uma revista chegue à banca é fácil

Díficil é impedir sua repercussão na WEB

matéria na íntegra para os goianos! Viva a Blogosfera!

O crime no poder

Por Leandro Fortes – Revista CartaCapital  - 02.04.2012 10:03

Restritas ao noticiário local de Goiânia, as informações sobre uma “minirreforma” no secretariado do governador de -Goiás, Marconi Perillo (PSDB), são o primeiro sinal de que suas ligações com o esquema -conjunto do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, prometem levar a crise para dentro do governo goiano.

Transformado em menos de um mês em zumbi político, Torres agoniza pelos corredores do Senado, agora sob risco de ser cassado. Mas não deve naufragar sozinho, se as investigações da Polícia Federal forem aprofundadas. Novos documentos, gravações e perícias que integram o relatório da Operação Monte Carlo, revelados com exclusividade por CartaCapital, apontam uma total sinergia entre o esquema do bicheiro, o senador e o governo de Marconi Perillo.

 

Engraçado... Porque a Presidente Dilma escolheu a VEJA, uma revista tão suja, para dar sua primeira longa entrevista como presidenta? Estaria ela mal assessorada?

 

  A primeira entrevista da presidente Dilma foi à Carta Capital. E a entrevista da Veja foi posterior à do Nassif.

 

Como deve ser uma das últimas edições da veja-senador_ corrupto-cachoeira, acho que deu certo, fica o registro. 

 

Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros ( ditado árabe)

E ontem, na Globo, uma longa reportagem sobre a censura dos tempos da ditadura. O absurdo e o ridículo dos cortes e proibições de músicas e peças teatrais. Entre os censurados, claro, os autores de novela da Globo, além dos artistas, autores, criadores, produtores e etc. Só que naquela época a Globo,  que sempre apoiou o golpe militar, abanava o rabinho e ficava por isto mesmo, pois nunca protestou firmemente contra a "tesoura". Agora, diante dos fatos e da necessidade de por um freio nas bandalhas e manipulações suas, da Veja e de outros organismos do PIG, eles já vêm na defensiva insinuando que uma necessária regulação da mídia seria uma nova etapa de Censura. São uns mentirosos, manipuladores, falsos, hipócritas e safados tanto seus donos quanto os jornalistas embuchados que vivem se vangloriando da carreira de sacerdotal do jornalismo ("Ah, se eu não fosse jornalista, eu não sei o que eu seria!" e  outras exclamações dignas do sujeito da propaganda que classificava seu amor pela namorada, pela maezinha e (principalmente) pela caninha tatuzinho).

 

Kid Prado

Paulo Henrique Amorim chama a atenção para um fato preocupante: a fragilidade de nossas instituições democráticas. Por pouco um senador forjado nas oficinas de um bicheiro, o próprio bicheiro e uma revista não conseguiram derrubar o Presidente da República. A Polícia Federal, a ABIN e demais órgãos de segurança levaram oito anos para, por acaso, desvendar um esquema criminoso que agia com acinte contra a sociedade e um  governo legitimante eleito. Até agora, eu não tinha entendido essa história de mensalão, enquanto o governo ia perdendo suas figuras mais importantes, sem que a sociedade soubesse realmente a veracidade dos fatos. Mas preocupante ainda é a ameaça feita por Civita para próceres do PT afirmando que vai derrubar Dilma, segundo foi tuitado por José de Abreu. 

Uma organização mafiosa desafiando o governo abertamente, tendo o apoio de Globo, Folha e outras mídias golpistas e a sociedade apática, incapaz de gerar um só movimento de defesa. Pior: Dilma ainda se reúne com esse Policarpo, um servidor graduado do esquema. 

 

Nassif , voce vai receber um premio pela performance que atuou neste caso, colocando o jornalismo no seu mais alto nível profissional. Pois, este trabalho passa a limpo, com toda competencia e transparencia profissional, que há jornalismo limpo e cientifico, quando a verdade vem à tona sem os golpes sujos do poder do dinheiro e do tráfico de influencia. Temos que denunciar os factóides construídos para destruir a honra de homens públicos e empresários honestos,prática reiterada que vem transformando o jornalismo numa atividade perversa vinculada ao crime organizado. A preço   de que a revista Veja vem fazendo este jogo sujo há decadas? O paradigma que se tira deste episodio narrado pela  brilhante matéria colocada neste post é que a democracia pode muito quando encontra homens corajosos para atuar como verdadeiros jornalistas. Espero que tudo isto não acabe em samba e pizza.  A bem da verdade,este dossie jornalístico é prova irrefutável para o Ministério Público,pois está eivado de nomes que atuam como protagonistas do crime organizado vinculados a jornalistas sujos que maculam a imprensa brasileira. Por outro lado, não podemos esquecer que o Brasil vive dentro do dominio do crime organizado  o que nos faz acreditar que  - depois de passar o tempo do frescor das noticias e do sabor da descoberta do escandalo - forças ocultas colocarão toda a verdade sepultada no limbo do esquecimento da mente do povo brasileiro, nem que para isso tenham que provocar um terremoto de grandes proporções para tirar o foco deste escandalo. Será triste para todos que leem este blog, asssim como para todos aqueles que torcem pelo trabalho de jornalistas probos - que fazem aflorar a verdade dos fatos com sacrificio e trabalho raduo - se esta investigação acabar como acabou a Operação Satiagraha. Então, veremos como funciona o Brasil Corrupto, cuja bandeira é colorida de sangue e tem o lema escrito: "está tudo dominado pelo poder paralelo do crime organizado". Posto isto, não vou correr o risco de pagar para ver estes crimes serem julgados e colocados a limpo pela Justiça basileira, porque sei que serão acobertado pelos corruptos e corruptores  travestidos de homens públicos, escondidos em todas as esferas de poder público e privado.  Contudo, parabens Nassif! Porque, Nassif, voce fez o seu papel de profissional autentico e competente, cujo trabalho faz tremer até  Ministros do STF!

 

Nassif, vc poderia publicar um livro. Vai ser um marco na história das relações entre mídia, política e crime organizado. Além do Cachoeira, tem o Daniel Dantas, outro bisbilhoteiro especialista em escutas clandestilhas, entre as fontes/ parcerias de veja.

 

Os jornalistas sérios, mais uma vez, devem estar morrendo de vergonha por essa sujeirada toda e a censura imposta pelos barões da velha midia!!

O povo com a internet já não pode ser totalmente engando!!

Nassif prabéns pela coragem!!

 

A origem da fonte não invalida a correção da informação. A mim não importa de onde vem a notícia. Em geral, uma boa informação surge de briga na quadrilha. Ou de ex-mulher traida.

 

hahahahahah... realmente... é a pura verdade.

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

 

O Cívita deles.

 

247

 

Polícia australiana reforça cerco contra Rupert Murdoch

 

Polícia australiana reforça cerco contra Rupert MurdochFoto: Lucas Jackson/REUTERS
ALVO DE INVESTIGAÇÕES DA SCOTLAND YARD E DO FBI PELO CASO DOS GRAMPOS TELEFÔNICOS ILEGAIS, COMPANHIA DO MAGNATA É ACUSADA NA AUSTRÁLIA DE SABOTAGEM E PIRATARIA PARA PREJUDICAR EMISSORAS DE TV ADVERSÁRIAS

02 de Abril de 2012 às 07:39

247 – O magnata Rupert Murdoch, alvo de investigações da Scotland Yard e do FBI, agora está também na mira da polícia australiana. No ano passado, sua empresa, a News Corp., foi forçada a fechar o diário britânico "News of the Word", após uma a polícia do Reino Unido constatar que o tabloide havia publicado informações obtidas por grampos telefônicos não autorizados. Agora, é acusada de sabotagem e distribuição de material pirata, com o objetivo de prejudicar emissoras de TV adversárias no Austrália.

A denúncia foi feita em uma reportagem publicada pelo diário local The Australian Financial Review, cuja investigação durou quatro anos.

A NDS, subsidiária da News Corp., teria utilizado hackers para conseguir códigos de cartões eletrônicos de clientes das TVs pagas rivais do grupo. Em seguida, vendia no mercado negro novos cartões pirateados com o objetivo de dar prejuízo aos concorrentes.

A companhia de Rupert Murdoch nega os fatos, mas o ministro das Comunicações da Austrália, Stephen Conroy, acredita que o caso é grave e merece ser investigado.

A News Corp. perdeu sua credibilidade desde que se envolveu no escândalo dos grampos ilegais no Reino Unido, que tinham como alvos celebridades, políticos, soldados e até vítimas de crimes.

Em fevereiro deste ano, James Murdoch, filho do bilionário Rupert Murdoch, renunciou à presidência da News International, o braço britânico no conglomerado de mídia de seu pai.

Há duas semanas, Rebekah Brooks, braço-direito de Murdoch, foi presa novamente, desta vez com o seu marido, amigo de David Cameron, por "conspiração para obstruir o curso da justiça".

Suspeita de corrupção de policiais e cumplicidade no escândalo das escutas, ela sempre negou as acusações.

Nos Estados Unidos, a empresa de Murdoch é investigada desde o ano passado pelo FBI, por tentar grampear telefones de vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001.

 

 

Nassif, a importância do jornalista compromissado com a verdade só será devidametne reconhecida quando tivermos historiadores e escritores desse mesmo seu naipe. Sóbrio mas contundente para nos mostrar os passos de uma mídia golpista, que se comprova outra vez, age para que as instituições públicas brasileiras se aperfeiçoem e amortizem suas dívidas para com esta nação. Parabéns!

 

Murdoch esta com inveja da impunidade da Veja do Civitas.


Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil. A saúva é a impunidade.


Reforma do Judiciario já!!!!!!


Começando com fixação de Mandato para os membros do STF e STJ. Com mandato hoje Gilmar já estava longe.