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 Repasse bilionário para militares 'não resolve mal-estar' com governo

Luis Kawaguti

Da BBC Brasil em São Paulo

 

  Felipe Barra/MD)

Veículo lançador de foguetes Astros, produzido pela brasileira Avibrás

A liberação de R$ 1,5 bilhão para a compra de armas para as Forças Armadas ajudará a economia do país em meio à crise mundial, mas não deve acabar com o mal-estar causado no meio militar pelas indicações dos membros da Comissão da Verdade.

O repasse da verba, anunciado na última quarta-feira, será feito ao Ministério da Defesa por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Equipamentos. Apenas produtos fabricados pela indústria brasileira serão adquiridos.

O efeito principal da medida deve ser o anunciado pelo governo: o estímulo da economia nacional em meio à crise econômica mundial, segundo Hector Saint-Pierre, professor do pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas (das universidades Unesp, Unicamp e PUC).

Contudo, segundo ele, também é possível analisar o repasse como uma tentativa do governo de melhorar sua relação com os militares.

Em maio, a indicação pelo governo Dilma Rousseff de membros da Comissão da Verdade - criada para investigar abusos de direitos humanos durante o regime militar - criou um mal-estar com os militares, que interpretaram a ação como revanchismo, apesar de a comissão não ter poder punitivo.

"(A compra de equipamentos) pode melhorar o relacionamento até certo ponto. Mas isso (a sensação de revanchismo) acho difícil de reverter", afirmou Saint-Pierre.

Reajuste salarial

"Discutimos o assunto entre os clubes militares e chegamos ao consenso de que aparentemente não há relação direta (do repasse de verbas) com a Comissão da Verdade", disse o o vice-almirante Ricardo Antônio da Veiga Cabral, presidente do Clube Naval do Rio de Janeiro.

Segundo ele, a aquisição de armamentos em um contexto de defasagem de equipamentos nas três forças é um "reflexo positivo". Mas, afirmou, além da renovação do equipamento, militares da ativa e da reserva querem também um reajuste salarial.

O Ministério da Defesa afirmou que estuda conceder um reajuste e que está em negociação com o Ministério do Planejamento.

Cabral afirmou ainda que, mesmo assim, o "mal-estar" só deve ser resolvido quando o governo começar a "ouvir os dois lados", em referência a investigar também as ações praticadas por guerrilheiros de esquerda.

Descontentes com a composição da Comissão da Verdade, oficiais reformados do Clube Naval formaram uma "comissão paralela" para rebater eventuais acusações do grupo oficial.

Veículos e artilharia Tereza Sobreira)

Blindado de transporte de tropas Guarani, produzido pela Iveco; Exército comrpará 40 unidades.

O valor de R$ 1,5 bilhão destinado à compra de armas para os militares é parte de um montante de R$ 6,6 bilhões do orçamento que estavam contingenciados. Eles devem agora ser liberados por medida provisória.

Na lista de compras adicionais entraram 19 blindados Guarani (que se somarão aos 21 que já haviam sido encomendados pelo Exército para 2012).

Fabricados pela Iveco, eles devem custar R$ 342 milhões e substituir os blindados de transporte de tropas Urutu, em serviço há mais de 30 anos.

Tabém serão compradas 30 unidades do Astros, um veículo lançador de mísseis de saturação fabricado pela Avibrás que integrará a artilharia do Exército a um custo de R$ 246 milhões.

Os outros R$ 939 milhões serão destinados à compra de 4.170 caminhões de diversos tipos.

De acordo com Cabral, o investimento em blindados Guarani para o Exército é tão importante quanto a compra de caças (ainda em negociação) para a Força Aérea e de submarinos para a Marinha.

De acordo com dados do instituto Sipri, em 2011 o Brasil ficou em 10º no ranking de países que mais fizeram gastos militares. Segundo a entidade, o país empregou US$ 35 bilhões (R$ 70 bilhões) no setor.

EstratégiaLançador de foguetes Astros

Ministério da Defesa deve comprar 30 lançadores de foguete em 2012

O professor Saint-Pierre afirmou equipamentos como blindados e lançadores de foguetes são armas poderiam ser usadas em um cenário (hipotético) de guerra contra um país ou uma coalisão de nações da América Latina.

Contudo, considerando que a relação entre os países da região é de cooperação, não haveria sentido em comprar armas desse tipo para dissuadir agressões regionais.

Segundo ele, o ideal é que as nações sul-americanas trabalhem em uma estratégia conjunta de defesa que cumpra o papel de dissuadir agressões de potências mundiais.

Atualmente, a estratéria de defesa brasileira contra agressões externas contempla dois cenários principais: o primeiro prevê uma luta de exércitos regulares contra uma potência regional. O segundo é a adoção da estratégia de guerra irregular (guerrilha) em caso de invasão de uma superpotência.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/07/120629_analise_armamentos_lk.shtml

 

#vaitercopa

Chávez e Capriles lançam disputa por Presidência na Venezuela

  Um homem caminha ao lado de um mural representando o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em Caracas, na Venezuela. 29/06/2012 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins 

Por Diego Ore e Girish Gupta

SANTA ELENA, Venezuela, 1 Jul - O presidente venezuelano Hugo Chávez e o rival da oposição Henrique Capriles foram para buscar apoio de eleitores no domingo e mostrar suas forças no lançamento formal da campanha eleitoral na Venezuela.

Capriles, um jovem governador buscando colocar fim a 13 anos de governo socialista no país sul-americano membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), estava voando para duas distantes pontas perto das fronteiras com Brasil e Colômbia para destacar o que considera negligência do governo atual com as comunidades mais remotas.

Incapaz de repetir sua frenética campanha de eleições passadas por estar enfrentando um câncer, Chávez deve aparecer na região central da Venezuela para mostrar que está bem o suficiente para disputar a eleição de 7 de outubro.

Chávez tem vantagem de dois dígitos na maioria das pesquisas, mas há um número considerável de eleitores indecisos e um respeitado instituto de pesquisa local colocou recentemente os dois candidatos em uma disputa apertada.

Depois de três operações para remover dois tumores malignos durante uma batalha de um ano contra o câncer, Chávez, 57, tem dito nas últimas semanas que está totalmente recuperado e sua energia aparenta estar em ascensão.

"Meu Deus, dê saúde e vida para que possamos liderar este povo à vitória", disse Chávez no Twitter no domingo.

Capriles, governador do estado de Miranda, é um político de centro-esquerda que admira o Brasil por sua economia aberta e, ao mesmo tempo, com políticas sociais.

Sua viagem da capital Caracas para a comunidade remota ao sudeste Santa Elena, e então em direção à vila La Guajira, é parte de uma estratégia da oposição de destacar a energia e a saúde de Capriles, 39.

"Não é apenas o começo da campanha", disse Capriles, também pelo Twitter. "É uma contagem regressiva para abrir o portão para o futuro da nossa Venezuela. O progresso está a caminho!"

A mídia estatal continuava a bombardear Capriles neste domingo. Ministros em coro o chamavam de "perdedor" e "de candidato da extrema direita", afirmando que ele iria desmantelar as missões populares de Chávez para acesso grátis à educação, serviços de saúde e de subsídio de alimentos em áreas pobres.

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE86001120120701?sp=true

 

#vaitercopa

Oposição síria pede que EUA superem temores e armem rebeldes   Manifestantes protestam contra o presidente Bashar al-Assad, da Síria, em Sermeen, próximo a Idlib, na Síria. A oposição da Síria diz que os Estados Unidos precisam superar seu medo de islamitas entre os rebeldes para derrubar Assad. 29/06/2012 REUTERS/Humam Sarmini/Shaam News Network/Divulgação 

Por Khaled Yacoub Oweis

ANTAKYA, Turquia, 1 Jul (Reuters) - A oposição da Síria diz que os Estados Unidos precisam superar seu medo de islamitas entre os rebeldes para derrubar o presidente Bashar al-Assad. Para isso, é preciso começar a armar o movimento de resistência para mostrar que o país quer a saída da elite política síria.

Os islamitas estão entre os mais intensos combatentes contra a liderança síria, disseram representantes da oposição, e Washington precisa saber que, embora esses rebeldes sejam muçulmanos conservadores, estão longe de serem como os militantes presentes no Afeganistão.

A frustração está crescendo sobre a relutância dos EUA em ceder armas aos rebeldes, que têm usado pequenos armamentos durante os 16 meses de revolta contra Assad e o aparelho governamental dominado por membros da minoria alauíta.

'“Temos beijado a mão dos EUA e do resto do mundo por 16 meses para que intervenham. Agora, após Assad não ter poupado ninguém na Síria, os Estados Unidos estão surpresos de que a Al Qaeda pode estar operando no país', afirmou o oposicionista Fawaz al-Tello em Istambul.

Líderes da oposição e comandantes do Exército Livre da Síria disseram que os rebeldes precisam de armas como mísseis portáteis para destruir os tanques e derrubar helicópteros que Assad está usando contra a revolta. Washington poderia abastecer setores do movimento rebelde que são mais próximos de seus ideais.

'“Os EUA têm serviços de inteligência no solo e, gerenciando-os, podem canalizar armas para as pessoas certas. Primeiro, eles precisam dar um claro sinal de que realmente querem o fim do estado autoritário dominado pelos alauítas na Síria, e não apenas a saída de Bashar', afirmou Tello.

As potências mundiais chegaram neste sábado a um acordo de que um governo sírio de transição deve ser estabelecido para encerrar o conflito que já matou mais de 10 mil pessoas, mas permaneceram em desacordo sobre qual seria o papel de Assad.

'Até agora, os EUA forneceram quase nulas quantidades de armas “não letais', como rádios comunicadores, pela fronteira do Líbano, diz a oposição. Autoridades deixaram claro que Washington se opõe a armar os rebeldes, porque eles ainda não possuem um comando unificado e devido a preocupações de que armas poderosas possam cair nas mãos de islamitas.

Mohaimen al-Rumaid, um membro do Fronte Rebelde Sírio, afirmou que Washington não está reconhecendo que os rebeldes islamitas do país são diferentes dos Talibans que combatem as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão, e que não são antiamericanos.

'“Os norte-americanos não perceberam o fato de que os elementos islamitas estão entre os mais efetivos combatentes na Síria e que não são militantes ou jihadistas como os afegãos. Os sírios sempre foram muçulmanos conservadores, mas não militantes', afirmou.

Autoridades da inteligência norte-americana afirmaram que armas abastecidas por simpatizantes na Arábia Saudita e no Catar estão cruzando a fronteira libanesa e chegando aos rebeldes. São em sua maioria armamentos pequenos, como fuzis AK-47 e algumas munições antitanques e lançadores de granada.

Sameh al-Hamwi, um importante ativista com base na fronteira da Síria com a Turquia, afirmou que alguns grupos rebeldes estão adotando slogans islamitas e fazendo vídeos ao estilo jihadista. Entretanto, eles tinham o objetivo de agradar os financiadores no Golfo Pérsico, e ele negou que o Islã político esteja enraizado na resistência a Assad.

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE86000E20120701?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0&sp=true

 

#vaitercopa

EUA elogiam embargo da UE a petróleo iraniano e pressionam Teerã  

WASHINGTON, 1 Jul (Reuters) - A Casa Branca elogiou a União Europeia por proibir importações de petróleo iraniano para o bloco econômico de 27 países neste domingo e disse que Teerã tem a oportunidade, em negociações nesta semana, de realizar progresso em relação às preocupações internacionais com seu programa nuclear.

"Os Estados Unidos aprovam a proibição da União Europeia de qualquer importação de petróleo iraniano e de outras sanções sobre a indústria petrolífera do país, que passam a valer em sua totalidade a partir de hoje", disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney em nota.

"Essa decisão coletiva dos 27 países da União Europeia representa um compromisso adicional significativo da parte de nossos aliados e parceiros europeus na busca por uma solução pacífica às preocupações da comunidade internacional a respeito do programa nuclear iraniano", acrescentou.

Carney disse que a decisão da UE é uma "parte essencial" dos esforços diplomáticos em lidar com o Irã.

"O Irã tem uma oportunidade de buscar negociações significativas, começando com reuniões a nível de peritos nesta semana em Istambul, e deve dar passos concretos em direção a uma solução de grande escopo relativa às preocupações da comunidade internacional com as atividades nucleares do Irã", disse.

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE86002720120701

 

#vaitercopa

      

 

 

 

     

Frente política partidária de Lugo pede renúncia de Franco
      

A direção da paraguaia Frente Guazú (grande, em guarani), que é integrada por pequenos partidos e movimentos de esquerda que apoiam o presidente deposto Fernando Lugo, pediu hoje a renúncia do atual mandatário do país, Federico Franco. As informações são da agência Ansa.

Segundo eles, a medida seria um ponto de partida para a normalização institucional da nação. A frente ainda defende que o julgamento político ao qual Lugo foi submetido é inconstitucional.

Desta forma, os dirigentes da agrupação anunciaram que irão dar continuidade a manifestações em todo o país pedindo a volta do ex-chefe de Estado.

Lugo deixou a Presidência do Paraguai após o Congresso do país aprovar, em poucas horas, seu julgamento político por mau cumprimento de suas funções. Ele foi acusado de ser o responsável pelo massacre de 17 pessoas em uma ação policial.

Processo relâmpago destitui Lugo da presidência
No dia 15 de junho, um confronto entre policiais e sem-terra em uma área rural de Curaguaty, ligada a opositores, terminou com 17 mortes. O episódio desencadeou uma crise no Paraguai, na qual o presidente Fernando Lugo, acusado pelo ocorrido, foi sendo isolado no xadrez político. Seis dias depois, a Câmara dos Deputados aprovou de modo quase unânime (73 votos a 1) o pedido de impeachment do presidente. No dia 22, pouco mais de 24 horas depois, o Senado julgou o processo e, por 39 votos a 4, destituiu o presidente.

A rapidez do processo, a falta de concretude das acusações e a quase inexistente chance de defesa do acusado provocaram uma onda de críticas entre as lideranças latino-americanas. Lugo, por sua vez, não esboçou resistência e se despediu do poder com um discurso emotivo. Em poucos instantes, Federico Franco, seu vice, foi ovacionado e empossado. Ele discursou a um Congresso lotado, pedindo união ao povo paraguaio - enquanto nas ruas manifestantes entravam em confronto com a polícia -, e compreensão aos vizinhos latinos, que questionam a legitimidade do ocorrido em Assunção.

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5870363-EI20486,00-Frente+politica+partidaria+de+Lugo+pede+renuncia+de+Franco.html

 

#vaitercopa

Subiram um comentário meu a respeito do conceito de golpe, em relação à crise no Paraguai.

Agora está aí um professor da UNB dizendo que o conceito não é golpe, é ruptura política (ou seja, seria legitima a atitude do Congresso). Quando fiz o comentário, estava justamente curioso sobre como os cientistas sociais definem "golpe", assim como um Hobsbawm definiu as "revoluções" e um Bobbio definiu a "norma".

Assumindo minha condição de leigo em Ciência Política, tenderia a concordar com a legitimidade explicada pelo professor, pois realmente parece que o Lugo está livre, circulando pelo país, e todas as garantias estão mantidas no médio prazo, excetuados aqueles primeiros dias de susto institucional. Parece uma mera ruptura, apesar de pouco transparente.

Mas, como leigo, continuo desconfiado que foi golpe, mais pela ausência de garantias no processo judicial. Vale lembrar que o Paraguai é signatário do pacto de San Jose da Costa Rica, que ratificou antes mesmo do Brasil.

Ali no tratado estão as garantias fundamentais, como o direito ao devido processo legal, e principalmente a garantia de tempo suficiente para realização da defesa, bem como o direito a ouvir testemunhas. Ou seja, produzir provas (artigo 8 - garantias judiciais).

Ainda que o julgamento seja político, tem que haver fundamento de acusação, que deve ser um fato contra o qual o acusado possa se defender e exercer suas garantias legais. Por essa falha de procedimento, continuo achando que foi golpe, ou seja, ilegítimo, que fragiliza o ambiente institucional, e cria um ambiente de incerteza sobre a capacidade do país em lidar com crises.

E por isso mesmo as sanções aplicadas no Mercosul parecem razoáveis, pois tudo o que o continente precisa é de estabilidade para poder se desenvolver e segurança na integração das economias.

 

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http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1113402-o-que-houve-no-paraguai-foi-ruptura-politica-e-nao-golpe-diz-especialista.shtml

'O que houve no Paraguai foi ruptura política e não golpe', diz especialista

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ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA

Autor de um dos livros mais respeitados sobre o Paraguai no Brasil, "Maldita Guerra", da Companhia das Letras, o professor da Universidade de Brasília (UnB) Francisco Doratioto diz que a deposição de Fernando Lugo da Presidência "foi ruptura política e, definitivamente, não um golpe de Estado".

"Lugo foi constitucionalmente eleito e constitucionalmente deposto. Não só ele foi eleito, os deputados e os senadores também foram", disse Doratioto, paulista, 55, doutor em história das relações internacionais.

Folha - Foi golpe?
Francisco Doratioto - Houve uma ruptura política e, definitivamente, não um golpe de Estado. Não houve uso de violência, persiste a ordem, não há estado de sítio, a liberdade de imprensa é a mesma de antes --maior que em muitos países da região.
Os procedimentos seguiram as leis e a Constituição paraguaia, que preveem impeachment por "mau desempenho das funções" e não falam em prazos. Poderia ter sido em meia hora, um mês, quem determina é o Senado. Foi um julgamento político.

Lula Marques/FolhapressProfessor da UnB Francisco Doratioto defende que imagem de Fernando Lugo se desgastou por escândalos de paternidadeProfessor da UnB Francisco Doratioto defende que imagem de Fernando Lugo se desgastou por escândalos de paternidade

Qual a gênese da ruptura?
Lugo só chegou ao poder em uma coligação com o Partido Radical Liberal porque o grupo dele, de esquerda, com forte vinculação com camponeses sem-terra, não tinha estrutura para, sozinho, assumir a Presidência. Tanto que o vice, Federico Franco, é do Partido Liberal.
Só que o Lugo, assim que assumiu, sempre tratou com menosprezo o partido aliado e o seu vice. O resultado foi o rompimento com o Partido Liberal e o isolamento. Na Câmara, ele teve um voto só.

Como avalia o governo Lugo?
Teve iniciativas muito interessantes, por exemplo, na área da educação, mas, no geral, decepcionou bastante. A própria figura dele se desgastou muito por ser um bispo que teve filhos e relações até com menores de idade.
A concentração de renda no Paraguai é terrível, e Lugo propunha a reforma agrária, mas nunca tentou implementá-la para valer, sempre manteve uma política populista, ambígua, em relação ao campo e aos movimentos de contestação. E o clientelismo e a corrupção, que ficaram fortemente entranhadas no Paraguai desde a ditadura de [Alfredo] Stroessner [1954-1989], permaneceram.

As 17 mortes no campo foram só pretexto para a queda?
Foi a gota d'água, mas é verdade que o Partido Colorado, que representa os setores mais conservadores, principalmente os latifundiários, sempre quis tirá-lo do poder.
Como também é verdade que a ambiguidade de Lugo, a indecisão dele, levou a uma forte decepção. Os historiadores que conhecem bem o país não previam a queda dele, mas, sim, a forte possibilidade de o Partido Colorado ganhar as eleições [em 2013].

Se Lugo tivesse seguido o exemplo de Hugo Chávez e tivesse mudado a Constituição, as instituições e os partidos, teria mais chance?
No Paraguai, as características da sociedade são totalmente diferentes das da Venezuela. O Partido Colorado é conservador, mas com penetração popular urbana e agrária. Tem mais de um milhão de filiados, ampla maioria no Congresso e inserção nas Forças Armadas, que nunca virariam Forças Armadas Bolivarianas.

O sr. não acusa Lugo de ambiguidade e de indecisão justamente porque ele não pesou a mão para mudar as coisas? Sob esse aspecto, Chávez não teve razão em fazer o que fez?
Tem razão quem fortalece as instituições. Chávez, Evo Morales [Bolívia] não são exemplos de modernidade, de construção de sociedades avançadas e inclusivas.

E Lugo?
Ao contrário da Venezuela e da Bolívia, não houve cerceamento à imprensa, constrangimento à oposição.
O próprio Lugo reconheceu a destituição, está em liberdade, dá entrevistas, vai viajar pelo interior. Só tentou mudar o discurso depois que viu que Venezuela, Equador, Bolívia e principalmente a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, estavam, ou estão, agitando a questão.
Então, viu uma réstia de poder político, mas ele próprio já sabe que só voltaria ao poder por "um milagre".

E a posição brasileira?
O Itamaraty em nenhum minuto falou em golpe e tentou assumir um papel de moderador.
Como disse o chanceler [Antonio] Patriota, o Brasil mantém relações com Estados, não com governos.
A Venezuela [de Chávez] e a Bolívia [de Evo] não perdem nada com o isolamento do Paraguai, mas o Brasil tem muito a perder. Não é uma questão ideológica.
Basta falar de Itaipu e dos 180 mil brasileiros vivendo no país. Precisa mais?

 

da Folha.com

01/07/2012 - 06h58Hora trabalhada de mecânico já custa o dobro da de médico

RICARDO RIBEIRO
DE SÃO PAULO


A evolução da tecnologia nos carros está exigindo profissionais cada vez mais preparados para a manutenção.

De acordo com o Cesvi (centro de segurança viária), o número médio de componentes eletrônicos em um sedã médio passou de oito, em 2002, para 21, neste ano.

"A tecnologia proporciona conforto, segurança e economia de combustível, mas é preciso saber lidar com ela na hora do reparo", diz Almir Fernandes da Costa, diretor de operações do Cesvi.

Segundo o Sindirepa-SP (sindicato da indústria de reparação de veículos) um mecânico recebe, em média, R$ 88 por hora. O valor dobra quando o profissional é especialista em injeção eletrônica.

Em alguns casos, é mais do que recebe um médico, por exemplo. Segundo a pesquisa Bolsa de Salários, do Datafolha, um clínico geral ganha, em média, R$ 45 por hora.

"A remuneração dos médicos está defasada há anos e na rede pública o salário é ainda menor", diz João Paulo Cechinel, diretor do Simesp (sindicato dos médicos).

A APM (Associação Paulista de Medicina) diz que planos de saúde pagam cerca de R$ 35 por consulta médica.

Para Gilberto Martinez de Oliveira, gerente de pós-venda da concessionária Sorana, o mecânico, hoje, não pode só mexer com graxa. "Precisa entender de mecatrônica e saber operar aparelhos de diagnóstico computadorizados."

Na equipe de Oliveira, além de profissionais com cursos técnicos tradicionais, há dois com curso superior -um deles foi promovido a consultor técnico depois de concluir a pós-graduação.

 Editoria de Arte/Folhapress 

SERVIÇO "PREMIUM

"O piso é R$ 868, mas, com a falta de mão de obra especializada, há mecânicos que chegam a ganhar R$ 3.000", diz Antonio Carlos Fiola, presidente do Sindirepa.

Nas marcas "premium" a exigência é ainda maior. Mecânicos passam por treinamentos no exterior.

Na oficina da Ferrari, reparadores precisam ter conhecimento da língua italiana e, de preferência, experiência em competições automobilísticas.

PADRÃO ALEMÃO

Mecânico qualificado e certificado pela Mercedes recebe salário de até R$ 7.000. Toda oficina autorizada, pelo estatuto da empresa, precisa ter pelo menos um técnico com essas qualificações. Concessionárias da marca alemã cobram R$ 200 a hora do mecânico, valor similar ao de outras marcas de luxo.

 

Brasileiros da fronteira se moblizam em solidariedade a Lugo, do Vermelho/Redação

 

Na última sexta-feira (22), estudantes da Unila, em Foz do Iguaçu (PR), junto a outros setores da cidade que faz fronteira com o Paraguai, realizaram um ato na Ponte da Amizade. A manifestação foi pacífica e declarou apoio ao presidente Fernando Lugo.




Os paraguaios, em sua maioria, estão indignados com o que acusam ser um "golpe, praticado por corruptos que querem voltar ao poder à todo custo", declarou uma manifestante que se manteve em vigília junto à centenas de pessoas que chegavam de todas as partes do país, na madrugada desta sexta-feira.

Na sexta, o presidente eleito democraticamente em eleições diretas, Fernando Lugo, foi impeachmado pelo Congresso do país.

Essa situação já vem se manifestando desde 2009, mas foi durante a semana do dia 18 que os adversários políticos de Lugo decidiram pelo impeachment. Em entrevista, Lugo afirmou que enfrentará o “julgamento político com toda as suas consequências”.

Asuncion 

De acordo com informações de um dos manifestantes em Asuncion, Guillermo Paciello Scappini, há aproximadamente 50 mil pessoas em vigília permanente em frente ao Congresso Nacional. “Decidimos não ao golpe parlamentar e estamos aqui em mais de 50 mil pessoas de várias partes do país”, disse ele na sexta, horas antes da decisão do Congresso.

Para os líderes, que discursaram durante toda noite de sexta, as acusações são rasas, puramente políticas e têm como pano de fundo as mudanças que o presidente está conduzindo, sobretudo no que diz respeito à distribuição da terra.

Frente Iguazu


O movimento Frente Iguazu, que congrega mais de vinte organizações sociais que foram decisivas na vitória do presidente em 2008, está mobilizando em todo país caravanas de trabalhadores que chegam a todo momento a Assunção.

Na capital, o clima é de tensão. A multidão aumenta a cada hora, e aos poucos preenche a Plaza de Armas, na frente do congresso, cercada por uma muralha de quatro mil policiais. Nas rádios do país, o apelo é para que a população se mantenha em suas casas. 

O clima entre os populares e alguns meios de comunicação é hostil. A maioria não acredita nos grandes meios de comunicação e dessa forma, o apelo das rádios, surte, em certa medida, efeito contrário. Para amedrontar e alarmar a população, os meios sentenciam a renúncia do presidente, para evitar o que eles estão chamando de "risco de derramamento de sangue".

Golpe no Paraguai

Há duas décadas sem ditadura e apenas três anos livre das forças que governaram o país por ininterruptos sessenta e cinco anos, o Paraguai e sua jovem democracia volta a sofrer amaça de um golpe autoritário.

Apesar do escasso apoio político no congresso é nos movimentos populares que se encontra a principal força sustentadora do presidente Lugo.

Fonte: da redação, com colaboração de Rafael Gomes, da Unila

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=187145&id_secao=1

 

MAR

Nassif e amigos: será que procede a matéria da IstoÉ, copiada abaixo?

 

Barbeiragem diplomáticaAtuação desencontrada do Itamaraty no Paraguai coloca a cúpula da diplomacia brasileira em xeque. O chanceler Antonio Patriota e o assessor internacional da Presi dência, Marco Aurélio Garcia, se desgastam no governoClaudio Dantas Sequeira e Michel Alecrim

 

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DESENCONTRO
Ação do chanceler Antonio Patriota durante a crise
paraguaia foi questionada por setores do governo

A crise deflagrada pela queda do presidente Fernando Lugo extrapolou as fronteiras do Paraguai, ganhou contornos de conflito regional e ameaça se transformar numa grande dor de cabeça para o governo Dilma Rousseff. Não bastassem todos os questionamentos sobre um impeach-ment com ares de golpe branco, a ação atrapalhada do Itamaraty pôs o Brasil numa situação delicada com um vizinho estratégico e desgastou a cúpula da diplomacia. Setores do governo pressionam a presidenta Dilma Rousseff pela demissão do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Os grupos contrários à permanência de Patriota espalharam nos últimos dias que Dilma até já teria cogitado nomear uma mulher para o lugar do chanceler: a embaixadora Maria Luiza Viotti, chefe da missão do Brasil na ONU, em Nova York. O primeiro a ser atingido pela crise diplomática foi o embaixador aposentado Samuel Pinheiro Guimarães, obrigado a renunciar ao cargo de alto representante do Mercosul – uma espécie de chanceler do bloco regional. Foi ele um dos responsáveis por influenciar de forma equivocada o Palácio do Planalto a apoiar medidas drásticas de retaliação ao novo governo paraguaio, como a suspensão do País do Mercosul até as eleições de 2013. Embora a sanção política tenha sido respaldada por Dilma, a presidenta impediu que as punições se estendessem às relações econômicas e comerciais. A ideia de Samuel Guimarães era isolar totalmente o parceiro comercial. Esse radicalismo fragilizou ainda mais a situação de Guimarães e tornou inviável sua permanência no cargo. Oficialmente, o diplomata deu diferentes versões para a saída, falou primeiro em “falta de apoio” e depois em “motivos pessoais”.

Conhecido por suas posições favoráveis aos governos chamados de bolivarianos, Guimarães havia sido indicado para o posto por sugestão do ex-chanceler Celso Amorim, hoje ministro da Defesa, de quem é amigo e cossogro – a filha de um é casada com o filho do outro. Ele também teve o apoio do assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, com quem Dilma não andaria muito satisfeita, segundo assessores do Planalto. Garcia foi outro que propagou a tese de interdição do Paraguai tanto no Mercosul como na Unasul. Ele e Guimarães alimentaram também a ideia de aproveitar a suspensão do Paraguai para aprovar a entrada da Venezuela no Mercosul, uma tese controversa, sem base jurídica nos acordos regionais e desconsiderando o fato de que Assunção é depositária de todos os acordos do bloco.

As articulações atabalhoadas da cúpula da diplomacia irritaram a presidenta, que foi pega de surpresa com o anúncio do impeachment de Fernando Lugo durante a Rio+20. O embaixador brasileiro no Paraguai, Eduardo dos Santos, enviou, nos últimos seis meses, inúmeros informes alertando o Itamaraty do risco de deterioração da governabilidade no Paraguai, mas essas informações não sensibilizaram a cúpula. Nem Patriota nem Marco Aurélio Garcia acharam que o problema era sério. Pressionado por Dilma, o assessor internacional argumentou que já havia recebido 23 alertas de intenção de impeachment contra Lugo, desde sua posse em 2008. Em sua opinião, não havia razão para suspeitar que o último prosperaria. Garcia e Patriota sugeriram a Dilma atuar por meio da Unasul, para compartilhar a responsabilidade na crise. Até aí, tudo bem. O problema é que a missão de chanceleres sul-americanos que desembarcou em Assunção na sexta-feira 22, dia em que o Congresso iniciou o julgamento político, teve efeito inverso ao esperado. 

Com medo de que a interferência de outros países acabasse por inviabilizar o impeachment, deputados e senadores paraguaios aceleraram o processo. Na quinta-feira 21, dia em que souberam da ida de representantes da Unasul para o País, os parlamentares paraguaios decidiram não acatar o pedido de Lugo de abrir um prazo de três dias para apresentar sua defesa. Ficou estipulado o prazo de 24 horas. Ou seja, a ação precipitou o julgamento de Lugo, que teve resultado acachapante: foram 39 votos a favor e apenas quatro contra sua saída. Entre a abertura do impeachment e a homologação da decisão do Congresso pela Suprema Corte decorreram 30 horas. O vice-presidente Federico Franco, do Partido Liberal, assumiu rapidamente com a justificativa de “evitar uma guerra civil”. Nas ruas, com exceção de pequenos grupos, não houve reação popular. Muito menos as Forças Armadas reagiram. Mesmo assim, Lugo se disse vítima de um “golpe de Estado parlamentar”.

01.jpg
EQUÍVOCO
Marco Aurélio Garcia (abaixo) argumentou que já havia recebido 23 alertas
de intenção de impeachment contra Fernando Lugo (acima), desde 2008.
E não haveria razão para suspeitar que o último prosperaria

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Golpe, propriamente, não houve. Mas a forma como se deu o processo indica uma ruptura democrática no país vizinho. Embora o julgamento político tenha observado as normas constitucionais, não há lei paraguaia que regulamente o tempo que o presidente teria para sua defesa. A própria peça de acusação deixa evidente que Lugo estava condenado de antemão, ao dizer que “todas as causas para o impeachment são de notoriedade pública, motivo pelo qual não precisam ser provadas, conforme o ordenamento jurídico vigente”. 

A maneira como se deu o impeach-ment revelou também que Lugo se tornou um presidente solitário, sem o mínimo de apoio político. Ex-bispo de esquerda, adepto da Teologia da Libertação, Lugo alcançou o poder com o apoio popular ante o desgaste do tradicional Partido Colorado, que governou o país por quase cinco décadas. Mas sempre foi considerado um “outsider”, sem experiência política e apoio dentro do Congresso. Para governar, precisou fazer concessões, aliar-se ao direitista Partido Liberal, e negociar com os colorados. Em pouco mais de três anos de mandato, o agora ex-presidente decepcionou. A reforma agrária, sua grande bandeira de campanha, avançou timidamente. Pouco foi feito também em relação ao crime organizado, ao tráfico de drogas e de pessoas – questões que afetam diretamente o Brasil. 

De acordo com setores do governo que pressionam pela saída de Patriota do cargo, a impaciência de Dilma com o ministro das Relações Exteriores não é de agora. Segundo essas fontes, desde abril, quando esteve nos Estados Unidos, a presidenta fez duras críticas à atuação de Patriota no governo. A presidenta evitou despachar com Patriota até a lista de laureados da comenda do Rio Branco, e desprestigiou a cerimônia. Já o problema de Marco Aurélio Garcia, para Dilma, é que ele falaria demais. Em março, ela o desautorizou publicamente depois que o assessor vazou que o Banco Central reduziria a taxa de juros. Na crise paraguaia, a presidenta mandou Garcia consertar suas declarações à imprensa e deixar claro que o impeachment de Lugo era um problema interno do Paraguai. Mas o estrago, mais uma vez, já estava feito.

“O Patriota fez o que deveria ter feito antes, quando viajou para o Paraguai. Talvez tenha ido tarde demais”, avalia o embaixador aposentado José Botafogo Gonçalves, vice-presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri). Além da reação lenta, Botafogo acha que a crise deveria ter sido discutida no âmbito do Mercosul, não da Unasul, organismo novo e ainda disperso. Essa ação permitiu a interferência dos bolivarianos Hugo Chávez (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia), fazendo coro com o discurso inflamado da presidenta argentina, Cristina Kirchner. Estrago feito, a estratégia de Dilma agora é tentar restringir a crise ao Mercosul. Ela também colocou em campo o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, que passou a falar com a imprensa e foi enviado como representante do governo à 13ª Cúpula Social do Mercosul, evento paralelo à cúpula presidencial do bloco, em Mendoza, na Argentina.

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Foto: Eraldo Peres/AP Photo

 

Sandro Araújo

Anthony Patryot???

the best ghost-agent infiltrated in braZilian federal governamental staff...

yes, we can (do it)!!!

 


Nassif & Amigos, olhem a força do Brasil-são do interior. Abrs.

De opovo.com.br

http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2012/06/30/noticiasjornaleconomia,2869452/a-forca-do-interior.shtml

A força do Interior

Programas sociais e acesso ao consumo, queda dos juros e mais crédito, infraestrutura e capacitações. São sementes lançadas no Interior e que crescem em pequenos negócios

 

Do Portal Terra

 

Rio é considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco

 Rio2016/ Divulgação

A cidade do Rio de Janeiro recebeu neste domingo o título da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) de Patrimônio Mundial da Humanidade, na categoria Paisagem Cultural Urbana. A candidatura, apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi aprovada durante a 37ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, que está reunido em São Petersburgo, na Rússia, desde o dia 25.

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, que acompanharam os trabalhos, comemoraram a decisão que resultou na inclusão de mais um bem brasileiro na lista de Patrimônio Mundial. Para a ministra, o resultado vem "coroar um belíssimo trabalho que evidencia a cidade que nasceu e cresceu entre o mar e a montanha e, com criatividade e talento criou paisagens - hoje mundialmente conhecidas - que a tornaram excepcional e maravilhosa".

Almeida explicou que "a paisagem carioca é resultado da utilização intencional da natureza que, atendendo aos interesses econômicos dos colonizadores portugueses, formou espaços únicos no mundo que destacam a originalidade do Rio de Janeiro expressa pela troca entre diferentes culturas associadas a um sítio natural". A partir de agora, os locais da cidade valorizados com o título da Unesco serão alvo de ações integradas visando à preservação da sua paisagem cultural. São eles o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a famosa praia de Copacabana, além da entrada da baía de Guanabara. As belezas cariocas incluem o forte e o morro do Leme, o Forte de Copacabana e o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo.

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5870039-EI8139,00-Unesco+considera+Rio+Patrimonio+Mundial+da+Humanidade.html

 

O golpe revelado

Um documento da Embaixada dos Estados Unidos em Assunção para o Departamento de Estado, em março de 2009, desmente a alegação de que a derrubada de Fernando Lugo fosse a reação do Congresso à inaptidão presidencial ante o confronto armado de sem-terra e policiais.

Com três anos e dois meses de antecedência, o governo de Barack Obama estava informado, por sua embaixada, do golpe que era planejado sob o disfarce de "um julgamento político dentro do Parlamento". Tal como veio a ser feito.

A ideia de que houve uma ação legítima e constitucional, no afastamento de Lugo, desaba sob a prova da longa conspiração.

A Constituição foi tão vítima do golpe quanto o presidente eleito. Os conspiradores planejaram uso fraudulento dos dispositivos constitucionais de defesa da democracia. Assim viriam a ludibriar os países vizinhos, e os acordos internacionais, com as aparências de uma medida parlamentar legal.

O documento confidencial da embaixada para o Departamento de Estado foi divulgado pelo Wikileaks, o "site" que os governos americano e inglês, sobretudo, vêm tentando silenciar, por suas revelações de documentos secretos comprovadores de práticas ilegais e imorais, principalmente, das potências.

No caso atual, vê-se que, apesar de informado sobre a conspiração desde cedo, o governo dos Estados Unidos não produziu nenhum indício de defesa da democracia paraguaia. E, logo após a derrubada de Lugo, foi o primeiro a dar mais do que indícios de apoio ao empossado Federico Franco, mais simpático aos Estados Unidos do que à América do Sul.

Um pouco mais tarde, a secretária Hillary Clinton fez um dúbio recuo, para algo parecido com indefinição. Não seria conveniente opor-se, tão depressa, à condenação imediata do "golpe parlamentar" feita por grande parte da América Latina.

O general Lino Oviedo é apontado, no documento americano, como um dos dois principais condutores da conspiração, com a companhia do ex-presidente Nicanor Duarte.

Oviedo é um desses tipos comuns de militares maníacos de golpismo: cucaracha típico. O que o fez passar anos no Brasil como fugitivo e, depois, como asilado, por fracassar na tentativa de golpe contra o então presidente Juan Wasmosy. Oviedo já se põe como candidato nas eleições presidenciais a ocorrerem, dizem, daqui a nove meses.

A divulgação que se deve ao Wikileaks vem facilitar a defesa, pelos países do Mercosul, da sua decisão de suspender o Paraguai como integrante da entidade.

O mesmo deverá ocorrer com o Paraguai e com o efeito Wikileaks na Unasul, união dos países da América do Sul, em sua próxima reunião.

Mas foi positivo que Brasil, Argentina e Uruguai limitassem a suspensão do Paraguai, no Mercosul, aos assuntos de natureza política, sem estendê-la aos compromissos econômicos e transações usuais. (Inclusive, do ponto de vista dos novos governantes paraguaios, o contrabando e os produtos falsificados).

Os bloqueios econômicos, tão ao gosto dos governos americanos, são perversos com os povos, não com os governantes.

O mísero Paraguai, com mais de metade da população em aguda pobreza, não tem que pagar pelos que o exploram.

 

Janio de Freitas, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa com perspicácia e ousadia as questões políticas e econômicas. Escreve na versão impressa do caderno "Poder" aos domingos, terças e quintas-feiras.

 

Habemos Seedorf!! A nação alvinegra está em festa. Agora só falta comprar uma defesa nova e, pelo menos, um atacante.

01/07/2012 07h55- Atualizado em 01/07/2012 09h05

Seedorf: R$ 18,3 milhões por dois anos e provável estreia no dia 22'Sim' da agente Deborah Martin havia sido informado na quinta-feira, mas anúncio oficial só aconteceu depois das 19h (de Brasília) deste sábado

Por Thales SoaresRio de Janeiro

 

A contratação de Seedorf pode ser considerada uma das maiores da história do futebol brasileiro, e o Botafogo fez por onde para ter o jogador. Em contato direto com a agente Deborah Martin desde abril do ano passado, o clube deu o tiro certo para fazer o holandês assinar um contrato de dois anos no valor total de R$ 18,3 milhões (R$ 700 mil de salário líquido, além de R$ 1,5 milhão em luvas) e, agora, prepara uma grande festa para a sua apresentação, que deve ser no dia 7, antes do jogo contra o Bahia, no Engenhão. A estreia, provavelmente, será no dia 22, contra o Grêmio, também no Rio.

O Botafogo já havia recebido o "sim" de Deborah na última quinta-feira. No entanto, a agente estava em Dubai, nos Emirados Árabes. De lá, foi para Milão e embarcou para Los Angeles, onde o jogador iniciou um período de treinamento no Galaxy. O Alvinegro, no entanto, não quis anunciar nada antes de receber o contrato de 12 páginas digitalizado com a assinatura de Clarence Seedorf. Por volta das 17h (de Brasília) deste sábado, o documento finalmente chegou. Ainda assim, foi preciso esperar duas horas para que seu vínculo com o Milan fosse quebrado oficialmente antes de divulgar a informação.

'Turbulência' durante voo para Milão

A cautela alvinegra tinha outro motivo. O anúncio oficial poderia ter sido feito no dia 21, quando Seedorf se despediu do Milan. Um representante do Botafogo viajou para Milão, onde foi realizada uma entrevista coletiva do jogador, com uma camisa com o nome dele às costas. Mas, enquanto o emissário voava, aconteceu um impasse.

- Estava tudo certo... e de repente pintou uma divergência sobre direitos de imagem. O cara viajou à toa - disse outro funcionário do clube.

Deborah havia avisado que Seedorf tinha na mesa uma série de propostas de clubes da Inglaterra, China e dos Estados Unidos. No começo desta semana, quando o holandês começou a treinar no Los Angeles Galaxy, os dirigentes do Botafogo não se alteraram. Sabiam que as ameaças maiores vinham da China e da Inglaterra.

Esposa alvinegra realiza desejo

Além do bom entendimento entre as partes, desde o ano passado, quando Seedorf acabou assinando por mais um ano com o Milan, o Botafogo carregava o trunfo de ter Luviana, mulher do jogador, ao seu lado. Torcedora do clube e criada em Realengo, ela conheceu o jogador ainda no começo dos anos 90 e trazer o marido para vestir a camisa alvinegra sempre foi um desejo seu.

- Todo mundo sabia que ele viria para o Botafogo. Luviana é botafoguense. Sua família toda torce para o clube - disse o compositor Jorginho Estrela Negra, um dos responsáveis por ela ter conhecido o holandês.

Agora, a expectativa é pela chegada de Seedorf ao Brasil. A previsão é de que ele desembarque na sexta-feira e participe de uma apresentação para a torcida no dia seguinte no Engenhão. Todo o processo ainda está em estudo, já que o jogador, em fim de temporada, precisará de tempo para estar apto a entrar em campo e fazer sua estreia.

Após o Bahia, o Botafogo enfrenta o Fluminense (dia 15) e o Santos (dia 18 na Vila Belmiro). Seedorf vai tirar uns dias para viajar com a família durante a semana e, após se apresentar, deve passar por um trabalho de recondicionamento físico ate a estreia.

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2012/07/seedorf-r-183-milhoes-por-dois-anos-e-provavel-estreia-no-dia-22.html

 

 

Nassif e colegas,

notícias desse tipo não são divulgadas na imprensa braZileira "amiga", a GAFE do PUM do PIG... pq a imprensa braZileira lambe a mão do lobby sionista de informação e só divulga o q lhes é determinado???

ebaaaa: o Irã já enquadrou os assassinos dos cientistas iranianos pelos mossad-cia-mi5 da vida...

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fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=9&id_noticia=187121

28 de Junho de 2012 - 16h57

>>>>Irã anuncia detenção de autores de atentados<<<<

A detenção de todos os implicados nos recentes atentados fatais contra vários cientistas nucleares iranianos foi anunciada nesta quinta-feira (28) por meio de um sucinto comunicado do Ministério de Inteligência da República Islâmica.

Os suspeitos foram presos graças à coleta de informação dentro e fora do país "e a investigação das confições dos acusados por esses crimes", especifica a nota, difundida através da agência de notícias IRNA, que reflete os pontos de vista das autoridades.

Um texto similar no qual anunciava a detenção de alguns suspeitos dos ataques do final do ano passado e início do atual contra três cientistas vinculados com o programa de desenvolvimento nuclear iraniano, impugnado pelas potências ocidentais, foi difundido dias atrás pela mesma fonte.

Os terroristas que atentaram contra a vida de Fereydoun Abbasi, diretor da Agência de Energia Atômica do Irã, também foram detidos, precisa o comunicado oficial.

As autoridades iranianas culpam os Estados Unidos e Israel de organizar atos letais de terrorismo contra seus cientistas para atrasar o avanço de seu programa atômico, considerado vital para seus planos de desenvolvimento econômico.

Também declararam que no princípio desse ano inspetores do Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) identificaram os especialistas cujas mortes poderiam atrasar os projetos nucleares iranianos.

A disputa em torno do tema atômico foi exacerbado pela aplicação de crescentes sanções econômicas e políticas contra a República Islâmica pelas potências ocidentais, apesar de que ambas as partes estão envolvidas em conversas para solucioná-los.

O Irã, que desmente intenções militares, reivindica seu direito ao domínio da técnica atômica e conseguiu com seus próprios recursos progressos substanciais nesse campo, apesar das pressões dos Estados Unidos e dos membros da União Europeia (UE).

Duas semanas atrás o presidente russo, Vladimir Putin, expressou sua certeza no sentido de que o Irã não tem intenções de construir armas de extermínio em massa, como alegam Washington e a UE.

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fonte 2: http://planobrasil.com/2012/06/ira-detem-suspeitos-de-mortes-de-cientist...

>>>>Irã detém suspeitos de mortes de cientistas nucleares<<<<

01/07/2012 E.M.Pinto 12 comments | Sugestão: Gérsio Mutti

O serviço de inteligência do Irã disse nesta quinta-feira, 14 06 2012, que deteve suspeitos ligados ao assassinato de cientistas nucleares iranianos, no que o governo do Irã acusa ser parte de uma estratégia secreta de operações lideradas por Israel. A matéria publicada hoje pela agência estatal Irna cita o departamento de inteligência, o qual diz que os suspeitos têm supostas ligações com os assassinatos de um pesquisador nuclear no final de 2010 e mais tarde com a morte de dois cientistas que trabalhavam para a maior usina nuclear do país.

A matéria não identifica os suspeitos presos e não dá maiores detalhes. O Irã já havia informado antes que fez detenções relacionadas aos assassinatos. Em maio, o Irã enforcou um homem condenado pela morte de um físico nuclear no começo de 2010. Pelo menos cinco cientistas nucleares iranianos foram mortos desde 2010.
Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha negaram qualquer participação nas mortes, mas Israel permaneceu em silêncio após as acusações do Irã.

Fonte: Associated Press via Jornal Cruzeiro do Sul

[comentário politicsbuz: comentários interessantes nesse post]

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fonte 3: http://portuguese.ruvr.ru/2012_06_30/ira-detiveram-assassinios/

>>>>No Irã foram detidos todos os assassinos dos cientistas nucleares<<<<

30.06.2012, 21:36

As autoridades do Irã descobriram a identidade e detiveram todas as pessoas envolvidas no assassinato dos físicos nucleares, informa a agência Fars.

No último ano e meio, em Teerã foram perpetrados atentados contra físicos que tinham ligação direta ao programa nuclear iraniano.

Em maio deste ano, na prisão iraniana de Evin foi executado Majid Jamali Fashi, que o tribunal considerou o organizador principal de um dos atentados e no desenvolvimento de atividade terrorista contra a República Islâmica nos interesses da Mossad, os serviços secretos externos israelenses.

 

"O Rio de Janeiro
Continua lindo
O Rio de Janeiro
Continua sendo
O Rio de Janeiro
Fevereiro e março

(...)

Prá você que me esqueceu
Ruuummm!
Aquele Abraço!
Alô Rio de Janeiro
Aquele Abraço!
Todo o povo brasileiro
Aquele Abraço!

(Gilberto Gil)

Rio de Janeiro conquista título da Unesco de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural

01/07/2012 - 08h36 | do UOL Notícias

Daniel Marenco/Folhapress

 

Vista da praia de Copacabana, um dos locais que deve receber ações para preservação da paisagem cultural

Do UOL, em São Paulo

O Rio de Janeiro conquistou neste domingo (1º) o título da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural. A informação foi divulgada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), responsável pela apresentação da candidatura da cidade, que foi aprovada pelo Comitê do Patrimônio Mundial, que está reunido em São Petersburgo, na Rússia.

Segundo o Iphan, os locais da cidade valorizados com o título da Unesco serão alvo de ações integradas voltadas à preservação da paisagem cultural. São eles o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico, a praia de Copacabana, e a entrada da Baía de Guanabara. Os bens cariocas incluem o forte e o morro do Leme, o forte de Copacabana e o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo.

 

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, acompanha os trabalhos do órgão cultural das Nações Unidas. Em declaração divulgada pelo Iphan, a ministra afirma que o título é consequência de um estudo minucioso “em que se avaliou a forma criativa com que o habitante se adaptou á topografia excepcionalmente bela e irregular da cidade, inventando modos inéditos de usufruir a vida”.

Ao justificar a candidatura do Rio, o Iphan ressaltou que a cidade é reconhecida como uma das mais belas do mundo e encontra na relação entre homem e natureza a base para a sua candidatura. “Cidade que nasceu e cresceu entre o mar e a montanha, seus principais elementos que a tornaram excepcional e maravilhosa já são, há tempos, mundialmente conhecidos”.

Compõem atualmente o Comitê da Unesco, as delegações da Argélia, do Camboja, da Colômbia, Estônia, Etiópia, França, Alemanha, Índia, do Iraque, Japão, da Malásia, do Mali, México, do Catar, da Rússia, do Senegal, da Sérvia, África do Sul, Suíça, Tailândia e dos Emirados Árabes Unidos.

Além da Paisagem Cultural do Rio de Janeiro, o Brasil conta hoje com outros 18 bens culturais e naturais na lista de 911 bens reconhecidos pelo órgão da ONU.

Entre os bens culturais estão o conjunto arquitetônico de Ouro Preto (MG), o centro histórico de Olinda (PE) e o conjunto urbanístico de Brasília (DF). Entre os bens naturais figuram o Parque Nacional do Iguaçu (PR), o Parque Nacional Serra da Capivara (PI) e o Pantanal Mato-grossense (MT e MS).

http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2012/07/01/rio-de-janeiro-conquista-titulo-da-unesco-de-patrimonio-mundial-como-paisagem-cultural.jhtm

 

 

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saudeciencia/51926-ciencia-e-inovacao-no-brasil.shtml


MARCELO GLEISER

Ciência e inovação no Brasil

O país tem de realizar um enorme esforço para avançar na geração e na utilização do conhecimento

RECENTEMENTE, ESTIVE em Brasília, a convite da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado. O objetivo foi participar do seminário "Caminhos para a Inovação", uma atividade da ENCTI (Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação), iniciada em 2011 pelo então Ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.

Estavam também presentes o neurocientista Miguel Nicolelis e várias autoridades da área, como Glaucius Oliva, presidente do CNPq [agência federal de fomento à ciência]. Minha tarefa (e a do Nicolelis) era apontar possíveis mecanismos para que o Brasil deixe de ser potência agropecuária e de extração de minérios e crie uma economia movida pela inovação competitiva.

Comecei citando o relatório da ENCTI, de autoria do Mercadante:

1) A sociedade do futuro é a sociedade do conhecimento.

2) O Brasil tem de realizar um enorme esforço para avançar na geração e utilização do conhecimento científico, criando competências em áreas estratégicas.

3) O país precisa de uma revolução do seu sistema educacional.

Como fica bem claro, o ministro apontou bem o que deve ser feito. A questão é como.

Entre as 59 maiores economias do mundo, o Brasil ocupa a 54ª posição em infraestrutura tecnológica e educacional. Esses são dados do do Institute for Management Development, que examina as tendências econômicas dos países, mapeando sua viabilidade futura. O Brasil hoje ocupa a 47ª posição em performance econômica, caindo da 30ª em 2011. As coisas não vão tão bem quanto a maioria pensa.

Antes de mais nada, é necessária uma profunda revitalização da educação científica nacional: o Brasil precisa dobrar o número de engenheiros formados para poder suprir a demanda que já existe. Para isso, os jovens têm de ver a ciência como uma carreira viável, interessante e gratificante. A ciência precisa ser ensinada de outra forma, levando do encantamento à inovação.

As crianças precisam ver a ciência no seu cotidiano, no mundo que as cerca e no que as interessa; não pela memorização de fórmulas, mas olhando para o mundo de forma qualitativa, para então aprender as ferramentas quantitativas que cientistas usam para estudá-lo.

Estudantes de graduação e de pós devem visitar escolas públicas e privadas, para que crianças e jovens tenham contato com estudantes de ciências, desmistificando a carreira. Cientistas brasileiros também precisam participar de forma muito mais ativa na educação informal da população: palestras dirigidas ao público, observação astronômica em espaços abertos, feiras de ciência etc. A mídia nacional precisa dedicar mais espaço à ciência, especialmente na TV aberta e em horário nobre, nem que sejam alguns parcos minutos por semana.

É necessária uma lei de fomento à pesquisa, equivalente à Lei Rouanet da cultura. Com isso, o setor industrial e comercial terá incentivo para investir em ciência, algo que nos EUA e na Europa é essencial.

Falei sobre outras estratégias, mas essas foram as principais. O interessante é que o Nicolelis chegou depois e, sem me ouvir, apresentou quase os mesmos pontos. Basta que o Legislativo nos ouça também.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de "Criação Imperfeita".
Facebook: goo.gl/93dHI

 

 

Do Última Instância -  28/06/2012 - 16h21

MERCADO EDITORIAL

Grupo Estado encerra distribuição de revistas não editadas pela empresa

Felipe Amorim

 

O mercado de distribuição de revistas ficou mais concentrado. Desde o dia 31 de maio, a ECSL (Estadão Comercial e Solução Logística), do Grupo Estado, que publica o jornal O Estado de S. Paulo, deixou de distribuir as revistas que não são editadas pela empresa. Com isto, revistas publicadas por editoras independentes tiveram sua distribuição prejudicada. Entre as editoras prejudicadas estão a Escala, que publica as revistas GeoAtrevida (feminina) e Atrevidinha (infanto-juvenil), e Última Instância, que publica a revista Samuel.

Num comunicado distribuído em abril, o Grupo Estado não informou as razões da suspensão da distribuição. 

A decisão do Grupo Estado aprofunda ainda mais a situação de concentração criada em 2007 com a fusão das duas maiores distribuidoras de revistas, a Dinap e a Fernando Chinaglia — hoje, ambas controladas pelo Grupo Abril. A fusão das duas principais distribuidoras de revista do país foi aprovada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) dois anos depois.Num comunicado distribuído em abril, o Grupo Estado não informou as razões da suspensão da distribuição.

Estima-se que atualmente a Treelog — braço logístico do Grupo Abril criada na fusão da Dinap com a Fernando Chinaglia — controle cerca de 85% do mercado nacional de vendas avulsas. Entre bancas de jornais, revistarias, postos de gasolina, farmácias e gôndolas dos check-outs de supermercados, a Treelog abrange cerca de 30 mil pontos de varejo em mais de 2.600 municípios, envolvendo 205 distribuidoras regionais.

Durante os debates em torno da fusão, a existência da ECSL — empresa do Grupo Estado e do Grupo Folha que distribui os jornais jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo — foi usada na defesa da Treelog, holding das distribuidoras do grupo Abril, como argumento em favor da fusão. As editoras que abriram o processo no Cade, entre elas a Editora Globo, a Editora Três, Escala e a Carta Editorial, argumentaram que o Grupo Estado, por meio da SPDL (S. Paulo Distribuição e Logística), até então, só distribuía jornais. A operação de distribuição de revistas pelo Grupo Estado passou a se fortalecer depois da união da Dinap com a Chinaglia.

De acordo com Renato Rovai, presidente da Altercom (Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação) e editor da revista Fórum, o encerramento das operações afeta perifericamente o mercado de distribuição de revistas. “É uma notícia ruim, mas que não tem grande impacto no sistema como um todo”, afirmou. Wagner Nabuco, diretor-geral da Editora Casa Amarela, disse que o impacto é maior na Grande São Paulo, pois o grupo não tinha grande penetração nacional.

Apesar disto, após o Grupo Estado fechar as portas, ficam ainda mais reduzidas as opções para distribuição de revistas e outras publicações, como livros de bolso, fascículos, gibis e álbuns de figurinhas. “É uma situação de monopólio profundo”, descreve Nabuco.

Para Nabuco, a concentração do mercado de distribuição deveria exigir maior atenção do Poder Público, cuja linha de ação poderia consistir em crédito mais fácil e rápido aos empreendedores, além de apoio para treinamento e gestão. “Falta política pública para apoiar os pequenos negócios”, diagnostica o editor.

Aprovada pelo Cade

Embora a fusão da Dinap e da Fernando Chinaglia tenha sido anunciada em outubro de 2007, só foi aprovada pelo Cade dois anos depois. O Conselho, entretanto, não validou integralmente o ato de incorporação e impôs algumas restrições.

À época, os conselheiros procuraram garantir a existência de uma estrutura de distribuição autônoma ao Grupo Abril. O relator do caso, conselheiro Paulo Furquim de Azevedo, salientou que o ato não poderia ser aprovado sem restrições, “sob pena da concretização de graves prejuízos à livre concorrência e ao bem-estar dos consumidores dos mercados afetados pela operação”.

Entre as principais medidas exigidas estava a venda das filias da Chinaglia em São Paulo e no Rio de Janeiro, devendo o Grupo Abril assegurar o mesmo volume de títulos aos compradores das filiais. A restrição procurou atenuar os efeitos do ato de concentração no eixo Rio-São Paulo, onde o monopólio ficaria mais manifestado.

A TreeLog também ficou proibida de adotar quaisquer formas de exclusividade entre a distribuidora e as editoras ou entre as distribuidoras nacionais e os distribuidores regionais.

O advogado e professor de direito econômico da Universidade Presbiteriana Mackenzie Vicente Bagnoli explica que, ao fazer a análise de um ato de concentração, o Cade leva em conta uma série de fatores. Quais as justificativas das empresas para fusão? Quais eficiências serão aprofundadas com a transação? De que forma os ganhos em escala serão revertidos para o público consumidor?

“De maneira geral, quando não há ganhos para a sociedade, o Cade impõe restrições, ou, o que é mais raro, veta totalmente”, esclarece.

 

Governo prorroga redução de IPI para produtos da linha branca e móveis29/06/2012 - 18h55

São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, hoje (29), a prorrogação da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos eletrodomésticos da linha branca por dois meses e a redução do imposto para o setor de móveis por três meses.

O ministro anunciou ainda a prorrogação da redução do PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o macarrão até dezembro.

As desonerações foram condicionadas a três compromissos. Segundo o ministro, indústria e varejo se comprometeram a repassar as desonerações para o consumidor, a manter o nível de nacionalização dos produtos e a manter os níveis de emprego.

De acordo com o ministro, que esteve reunido com representantes da indústria e do varejo em São Paulo, as medidas adotadas pelo governo para manter o consumo aquecido têm sido bem sucedidas. As vendas da linha branca, por exemplo, cresceram 22% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado.

Mantega ainda ressaltou que as desonerações têm ajudado a manter a inflação sob controle. “Uma parte da redução da inflação que nós tivemos se deve a essas desonerações”.
 Edição: Rivadavia Severo

 

2014---distribuição de renda

"Guido Mantega, anunciou, hoje (29), a prorrogação da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos eletrodomésticos da linha branca por dois meses e a redução do imposto para o setor de móveis por três meses":

Mostre me um filho da puta que conseguiria tracar relacionamento direto, numerico, matematico, inquestionavel, entre baixa desse imposto e baixa de preco aa populacao.

So um.  Umzinho.  01.  Uno.  One.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Minha sugestão de notícias da manhã:

 

10. Mohamed Mursi torna-se o primeiro presidente civil do Egipto - AngolaPress

Cairo - O presidente eleito do Egipto, o islamita Mohamed Mursi, jurou o cargo neste sábado, diante do Tribunal Constitucional, no Cairo. Com isso, se torna o primeiro civil a ocupar a função de chefe de Estado eo primeiro eleito em pleitos ...

9. México realiza eleições neste domingo; PRI deve voltar ao poder

México, 30 jun (EFE).- Os mexicanos participam neste domingo de eleições que podem marcar o retorno ao poder do Partido Revolucionário Institucional (PRI), após 12 anos de ausência, no meio de uma das piores ondas de violência que o país sofre em sua...

8. Presidente eleito toma posse no Egito - China Radio International

O presidente eleito do Egito, Mohamed Morsi, tomou posse neste sábado (30), no Cairo, capital do país. A cerimônia de juramento foi comandada pelo presidente do Tribunal Supremo do Egito, Farouk Sultan. Morsi jurou que vai ser honesto ao poder do ...

7. Ex-secretário de Perillo tinha sociedade com primeira-dama

Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro ...

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Por Gilson Caroni Filho - Ao decidir suspender o Paraguai e incorporar a Venezuela como membro pleno do Mercosul, Brasil e Argentina sinalizaram para o aprofundamento do conceito de democracia na América Latina. Uma decisão que nos compromete ...

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'O que houve no Paraguai foi ruptura política e não golpe', diz especialista. Autor de um dos livros mais respeitados sobre o Paraguai no Brasil, “Maldita Guerra”, da Companhia das Letras, o professor da Universidade de Brasília (UnB) Francisco ...

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Cerca de 79,5 milhões de mexicanos foram convocados para eleger no domingo seu presidente para o período 2012-2018 em um ambiente marcado pela violência e pela forte oposição de parte da população ao favorito nas pesquisas, Enrique Peña Nieto, do PRI...

2. UE começa embargo ao petróleo do Irã; país diz estar preparado - Surgiu

Medida inclui proibição de compra por parte dos 27 países do bloco. Commodity iraniana tem seus próprios mercados, diz ministro do petróleo. O petróleo iraniano tem seus próprios mercados eo país está preparado para enfrentar as novas sanções do ...

1. Jornal: arapongas de Cachoeira ofereciam mailing a políticos

De olho em novos negócios nas eleições de 2012, os arapongas do esquema de Carlinhos Cachoeira estariam se dedicando a uma nova frente de atividades, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Suspeitos de violação de sigilo e interceptações ilegais, ...

 

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"Dois auxiliares de Carlinhos Cachoeira no esquema de corrupção que mexeu com as estruturas do país foram presos na manhã deste sábado pela Polícia Federal":

Otimo.  Digo e vou continuar dizendo que a chave do supreminho brasileiro so pode ser essas duas:  1-Cachoeira ou 2-Dada.  Ninguem mais.

Nao me incomodem com baixo clero, eu nao tenho estomago pra isso...

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.