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Como funcionava a parceria Veja-Cachoeira

"O araponga e o repórter", da série "O caso de Veja", de 2008

A matéria foi bombástica e ajudou a deflagrar a crise do “mensalão”. Uma reportagem de 18 de maio de 2005, de Policarpo Jr., da sucursal da Veja em Brasília, mostrava o flagrante de um funcionário dos Correios – Mauricio Marinho – recebendo R$ 3 mil de propina (clique aqui)



A abertura seguia o estilo didático-indagativo da revista:

(…) Por quê? Por que os políticos fazem tanta questão de ter cargos no governo? Para uns, o cargo é uma forma de ganhar visibilidade diante do eleitor e, assim, facilitar o caminho para as urnas. Para outros, é um instrumento eficaz para tirar do papel uma idéia, um projeto, uma determinada política pública. Esses são os políticos bem-intencionados. Há, porém, uma terceira categoria formada por políticos desonestos que querem cargos apenas para fazer negócios escusos – cobrar comissões, beneficiar amigos, embolsar propinas, fazer caixa dois, enriquecer ilicitamente.

A revista informava que tinha conseguido dar um flagrante em um desses casos na semana anterior:

Raro, mesmo, é flagrar um deles em pleno vôo. Foi o que VEJA conseguiu na semana passada.

Anotem a data que a revista menciona que recebeu a gravação: semana passada. Será importante para entender os lances que serão mostrados no decorrer deste capítulo.

A matéria, como um todo, não se limitava a descrever uma cena de pequena corrupção explícita, embora só esta pudesse ser comprovada pelo grampo. Tinha um alvo claro, que eram as pessoas indicadas pelo esquema PTB, especialmente na Eletronorte e na BR Distribuidora. O alvo era o esquema; Marinho, apenas o álibi.

O que a matéria não mostrava eram as intenções efetivas por trás do dossiê e do grampo. Os R$ 3 mil eram um álibi para desmontar o esquema do PTB no governo, decisão louvável, se em nome do interesse público; jogo de lobby, se para beneficiar outros grupos.

Antes de voltar à capa, uma pequena digressão sobre as alianças espúrias do jornalismo.

Os dossiês e os chantagistas

A partir da campanha do “impeachment” de Fernando Collor, jornalistas, grampeadores e chantagistas passaram a conviver intimamente em Brasília. Até então, havia uma espécie de barreira, que fazia com que chantagistas recorressem a publicações menores, a colunistas da periferia, para montar seus lobbies ou chantagens. Não à grande mídia.

Com o tempo, a necessidade de fabricar escândalo a qualquer preço provocou a aproximação, mais que isso, a cumplicidade entre alguns jornalistas, grampeadores e chantagistas. Paralelamente, houve o desmonte dos filtros de qualidade das redações, especialmente nas revistas semanais e em alguns diários.

Foi uma associação para o crime. Com um jornalista à sua disposição, o grampeador tem seu passe valorizado no mercado. A chantagem torna-se muito mais valiosa, eficiente, proporcional ao impacto que a notícia teria, se publicada. Isso na hipótese benigna.

É uma aliança espúria, porque o leitor toma contato com os grampos e dossiês divulgados. Mas, na outra ponta, a publicação fortalece o achacador em suas investidas futuras. Não se trata de melhorar o país, mas de desalojar esquemas barra-pesadas em benefício de outros esquemas, igualmente barra-pesadas, mas aliados ao repórter. E fica-se sem saber sobre as chantagens bem sucedidas, as que não precisaram chegar às páginas de jornais.

Por ser um terreno minado, publicações sérias precisam definir regras claras de convivência com esse mundo do crime. A principal é o jornalista assegurar que material recebido será publicado – e não utilizado como elemento de chantagem.

Nos anos 90 esses preceitos foram abandonados pelo chamado jornalismo de opinião. No caso da Veja a deterioração foi maior que nos demais veículos. O uso de matérias em benefício pessoal (caso dos livros de Mario Sabino), o envolvimento claro em disputas comerciais (a “guerra das cervejas” de Eurípedes Alcântara), o lobby escancarado (Diogo Mainardi com Daniel Dantas), a falta de escrúpulos em relação à reputação alheia, tudo contribuiu para que se perdessem os mecanismos de controle.

Submetida a um processo de deterioração corporativa poucas vezes visto, a Abril deixou de exercer seus controles internos. E a direção da revista abriu mão dos controles externos, ao abolir um dos pilares do moderno jornalismo – o direito de resposta – e ao intimidar jornalistas de outros veículos com seus ataques desqualificadores.

É nesse cenário de deterioração editorial que ocorre o episódio Maurício Marinho.

A parceria com o araponga

Nas alianças políticas do governo Lula, os Correios foram entregues ao esquema do deputado Roberto Jefferson. Marinho era figura menor, homem de propina de R$ 3 mil.

Em determinado momento, o esquema Jefferson passou a incomodar lobistas que atuavam em várias empresas. Dentre eles, o lobista Arthur Wascheck

Este recorreu a dois laranjas – Joel dos Santos Filhos e João Carlos Mancuso Villela – para armar uma operação que permitisse desestabilizar o esquema Jefferson não apenas nos Correios. como na Eletrobrás e na BR Distribuidora. É importante saber desses objetivos para entender a razão da reportagem da propina dos R$ 3 mil ter derivado - sem nenhuma informação adicional - para os esquemas ultra-pesados em outras empresas. Fazia parte da estratégia da reportagem e de quem contratou o araponga.

A idéia seria Joel se apresentar a Marinho como representante de uma multinacional, negociar uma propina e filmar o flagrante. Como não tinham experiência com gravações mais sofisticadas, teriam decidido contratar o araponga Jairo Martins.

E, aí, tem-se um dos episódios mais polêmicos da história do jornalismo contemporâneo, um escândalo amplo, do qual Veja acabou se safando graças à entrevista de Roberto Jefferson à repórter Renata Lo Prete, da Folha, que acabou desviando o foco da atenção para o “mensalão”.

Havia um antecedente nesse episódio, que foi o caso Valdomiro Diniz, a primeira trinca grave na imagem do governo Lula. Naquele episódio consolidaram-se relações e alianças entre um conjunto de personagens suspeitos: o bicheiro Carlinhos Cachoeira (que bancou a operação de grampo de Valdomiro), o araponga Jairo Martins (autor do grampo) e o jornalista Policarpo Jr (autor da reportagem).

No caso Valdomiro, era um contraventor – Carlinhos Cachoeira – sendo achacado por um dos operadores do PT, enviado pelo partido ao Rio de Janeiro, assim como Rogério Buratti, despachado para assessorar Antonio Palocci quando prefeito de Ribeirão.

Jairo era um ex-funcionário da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), contratado pelo bicheiro para filmar o pagamento de propina a Valdomiro Diniz.

Tempos depois, Jairo foi convidado para um almoço pelo genro de Carlinhos Cachoeira, Casser Bittar.

Lá, foi apresentado a Wascheck, que o contratou para duas tarefas, segundo o próprio Jairo admitiu à CPI: providenciar material e treinamento para que dois laranjas grampeassem Marinho; e a possibilidade do material ser publicado em órgão de circulação nacional.

Imediatamente Jairo entrou em contato com Policarpo e acertou a operação. O jornalista não só aceitou a parceria, antes mesmo de conhecer a gravação, como avançou muito além de suas funções de repórter.

O grampo em Marinho foi gravado em um DVD. Jairo marcou, então, um encontro com Policarpo. Foi um encontro reservado - eles jamais se falavam por telefone, segundo o araponga -, no próprio carro de Policarpo, no Parque da Cidade. Policarpo levou um mini-DVD, analisou o material e atuou como conselheiro: considerou que a gravação ainda não estava no ponto, que havia a necessidade de mais. Recebeu a segunda, constatou que estava no ponto. E guardou o material na gaveta, aguardando a autorização do araponga, mesmo sabendo que estava se colocando como peça passiva de um ato de chantagem e achaque. 

Wascheck tinha, agora, dois trunfos nas mãos: a gravação da propina de R$ 3 mil e um repórter, da maior revista do país, apenas aguardando a liberação para publicar a reportagem.

Quando saiu a reportagem, a versão do repórter de que havia recebido o material na semana anterior era falsa e foi desmentida pelos depoimentos dados por ele e por Jairo à Policia Federal e à CPI do Mensalão.

Pressionado pelo eficiente relator Osmar Serraglio, na CPI do Mensalão, Jairo negou ter recebido qualquer pagamento de Wascheck. Disse ter se contentado em ficar com o equipamento, provocando reações de zombaria em vários membros da CPI.

Depois, revelou outros trabalhos feitos em parceria com a Veja. Mencionou série de trabalhos que teria feito e garantiu que sua função não era de araponga, mas de jornalista. O único órgão onde seus trabalhos eram publicados era a Veja. Indagado pelos parlamentares se recebia alguma coisa da revista disse que não, que seu objetivo era apenas o de "melhorar o pais".

Segundo o depoimento de Jairo:

‘Aí fiquei esperando o OK do Artur Washeck pra divulgação do material na imprensa. Encontrei com ele pela última vez no restaurante, em Brasília, no setor hoteleiro sul, quando ele disse: ‘Eu vou divulgar o fato. Quero divulgar’. E decorreu um período que essa divulgação não saía. Aí foi quando eu fiz um contato com o jornalista e falei: ‘Pode divulgar a matéria’’.

Clique aqui para ler os principais trechos do depoimento do araponga Jairo à CPI.

E aqui para acessar o relatório final da CPMI.

Reações na mídia

A revelação do episódio provocou reações acerbas de analistas de mídia.

No Observatório da Imprensa, Alberto Dines publicou o artigo “A Chance da Grande Catarse do Jornalismo”

O atual ciclo de denúncias não chega a ser uma antologia de jornalismo mas é uma preocupante coleção de mazelas jornalísticas. Busca-se a credibilidade mas poucos oferecem transparência, pretende-se a moralização da vida pública mas os bastidores da imprensa continuam imersos na sombra:
Tudo começou com uma matéria de capa da Veja sobre as propinas nos Correios, clássico do jornalismo fiteiro.

(...) Carece de (...) transparência a ouverture desta triste e ruidosa temporada através da Veja. Dois meses depois, a divulgação do vídeo da propina nos Correios continua envolta em sombras, rodeada de dúvidas e desconfianças. E, como não poderia deixar de acontecer com fatos mantidos no lusco-fusco da dubiedade, cada vez que a matéria é examinada ou discutida sob o ponto de vista estritamente profissional, mais interrogações levanta.

Caso da entrevista ao Jornal Nacional (Rede Globo, quinta-feira, 30/6) do ex-agente da ABIN, Jairo Martins de Souza, autor da gravação. O araponga — que, aliás, se diz jornalista [veja abaixo comentários de Ricardo Noblat] e faz negócios com jornalistas — revelou que ofereceu o vídeo ao repórter Policarpo Júnior, da sucursal da Veja em Brasília, e que este aceitou-o antes mesmo de examinar o seu teor [abaixo, a transcrição da matéria do JN].

Na hora da entrega, o jornalista teria usado um reprodutor portátil de DVD para avaliar a qualidade das imagens. De que maneira chegou ao jornalista e por que este aceitou o vídeo são questões que até hoje não foram esclarecidas.

Tanto o repórter como a revista recusam-se terminantemente a oferecer qualquer tipo satisfação ou esclarecimento aos leitores. Não se trata de proteger as fontes: elas seriam inevitavelmente nomeadas quando o funcionário flagrado, Maurício Marinho, começasse a depor. Foi exatamente o que aconteceu e hoje Veja carrega o ônus de ter se beneficiado de uma operação escusa – chantagem de um corrupto preterido ou ação formal da Abin para desmoralizar um aliado incômodo (o PTB, de Roberto Jefferson).

(...) Araponga não é jornalista, vídeo secreto ainda não é reconhecido como gênero de jornalismo. Talvez o seja num futuro próximo.

O episódio mereceu comentários do blogueiro Ricardo Noblat:

Ao ser contratado para filmar Marinho e grampear André Luiz, a primeira coisa que ele disse que fez foi procurar a Veja e oferecer o material. ‘Foi um trabalho puramente jornalístico’, garantiu.

A amigos, nas duas últimas semanas, Jairo confessou mais de uma vez que espera ganhar o próximo Prêmio Esso de Jornalismo. Ele se considera um sério candidato ao prêmio.

Não é brincadeira não, é serio! Porque ele está convencido de que filmou e grampeou como free-lancer da Veja – embora jamais tenha recebido um tostão dela por isso. Recebeu dos que encomendaram as gravações.

Jairo ganhava como araponga e pensava em brilhar como jornalista.

É, de certa forma faz sentido." 

Tempos depois, a aliança com o araponga renderia a Policarpo a promoção para chefe de sucursal da Veja em Brasília. A revista já caíra de cabeça, sem nenhum escrúpulo, no mundo nebuloso dos dossiês e dos pactos com lobistas. E o grande pacto do silêncio que se seguiu na mídia, permitiu varrer para baixo do tapete as aventuras de Veja com o araponga repórter.

O final da história

Parte da história terminou em agosto de 2007. Sob o titulo “PF desmonta nova máfia nos Correios”, o Correio Braziliense noticiava o desbaratamento de uma nova quadrilha que tinha assumido o controle dos Correios (clique aqui).

No comando, Arthur Wascheck, que assumiu o comando da operação de corrupção dos Correios graças ao serviço encomendado a Jairo - grampo mais publicação do resultado na Veja

Durante a Operação Selo, foram presas cinco pessoas, em dois estados mais o Distrito Federal.

Segundo o jornal:

Entre os presos estão Sérgio Dias e Luiz Carlos de Oliveira Garritano, funcionários dos Correios, além dos empresários Antônio Félix Teixeira, Marco Antônio Bulhões e Arthur Wascheck, considerado pela PF como líder do grupo e acusado de ter sido o responsável pela gravação feita no dia em que Marinho recebia a propina. Os investigadores não quantificaram o volume de recursos envolvidos nas fraudes, mas calculam que seja de dezenas de milhões de reais.

De acordo com os investigadores, “o grupo agia como traficantes nos morros".

“Havia uma quadrilha na ECT (Empresa de Correios e Telégrafos), que foi desbaratada e afastada. A outra organização tomou o lugar dela. Assim como os traficantes fazem, quando saem, morrem ou são presos, acontece a mesma coisa no serviço público. Quando uma quadrilha sai do local, entra outra e começa a praticar atos ilícitos no lugar da que saiu”, explica o delegado Daniel França, um dos integrantes do grupo de investigação.

A corrupção tinha apenas trocado de mãos:

Para o Ministério Público Federal, o entendimento era o mesmo.

“Não se pode dizer que a corrupção terminou ou se atenuou. O que houve foi uma substituição de pessoas, alijadas do esquema”, afirma o procurador da República Bruno Acioli.

Segundo ele, há pelo menos 20 empresas, muitas delas ligadas a Wascheck, estão envolvidas nas fraudes que podem atingir outros órgãos públicos, conforme investigações da PF.

A ficha de Wascheck era ampla e anterior ao episódio do qual Veja aceitou participar:

O empresário, conforme os investigadores, atuava na área de licitações desde 1994, sendo que um ano depois ele fora condenado por irregularidades em licitação para aquisição de bicicletas pelo Ministério da Saúde.

O valor das fraudes chegava a milhões de reais:

Segundo a polícia, o grupo de Wascheck vendia todo tipo de material para os Correios. De sapato a cofres, sendo que muitos integrantes do esquema eram também procuradores de outras empresas envolvidas nas concorrências. Com a análise dos documentos, que começou a ser feita ontem, os investigadores devem chegar aos valores das fraudes. “O que posso dizer é que esse prejuízo é de milhões de reais. Dezenas de milhões de reais”, diz o procurador da República, ressaltando que seu cálculo se baseia em alguns casos específicos. “Existem licitações na casa de bilhões de reais”, afirma o procurador.

No sistema de buscas da revista, as pesquisas indicam o seguinte:

Operação Selo Wascheck: 0 ocorrências

Operação Selo (frase exata) Período 2007: 0 ocorrências

Revista de 8 de agosto de 2007: nenhuma menção

Na edição de 15 de agosto, nenhuma menção. Mas uma das materias especiais atende pelo sugestivo título de “Porque os corruptos não vão presos”

"Frágil como papel

A Justiça brasileira é incapaz de manter presos assassinos
confessos e corruptos pegos em flagrante. Na origem da
impunidade está a própria lei".

A reportagem fala do mensalão, insinua que os implicados até melhoraram de vida, menciona símbolos midiáticos de corrupção (Quércia, Maluf, Collor etc). Nenhuma palavra sobre a Operação Selo e sobre o papel desempenhado pelas reportagens de escândalo da própria revista no jogo das quadrilhas dos Correios.

Seus aliados foram protegidos.

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A revista Veja sem duvida, junto com o jornal Estadão, de São Paulo, a Meca neoliberal do país, são provas do jogo sujo da imprensar brasileira, através de denuncismos e orquestração de empresários e políticos, com Carlinho Cachoeira e Policarpo Jr, que faziam denuncias com esta, para causar dúvida sobre a integridades dos seus oponentes políticos.
Não existe e nuca existiu uma imprensa livre;haja vista, que os veículos de comunicação que agregam as noticiais foram concessões políticas, de algo público, dadas a muitos anos, para grupos políticos conservadores que ditavam e manipulavam o que era e devia ser divulgado.
O PT ao contrario dos partidos das elites conservadoras e indiferentes ao povo, não esconde as suas mazelas, e suas malversações será e serão sempre punidas;não fazendo o que outrora era uma prática de impunidade e omissão dos políticos que até hoje fazem oposição ao Lula.
No entanto, e que graça a internet anônimos com eu, e jornalista com boa formação ética e intelectual criam seus blogs que o libertam dos jugos das grandes mídias locais e nacionais que fazem o que querem, expondo que quiser a execração publica, e por muito tidas como verdade!

 

Andressa: Policarpo é "empregado” de Cachoeira

AFIRMAÇÃO FOI FEITA PELA MULHER DO CONTRAVENTOR CARLINHOS CACHOEIRA AO JUIZ FEDERAL ALDERICO ROCHA SANTOS; SE DEU DURANTE TENTATIVA DE CHANTAGEM SOBRE ELE, PARA QUE TIRASSE O MARIDO DA PENITENCIÁRIA DA PAPUDA; SANTOS REGISTROU AMEAÇA À JUSTIÇA FEDERAL, EM JULHO, COMO MOSTRA DOCUMENTO OBTIDO COM EXCLUSIVIDADE POR 247

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/78273/Andressa-Policarpo-%C3%A9-empregado%E2%80%9D-de-Cachoeira-Andressa-Policarpo-empregado-Cachoeira.htm

 

É seu Nassif, jornalistas competentes e sérios como você, o Helio Fernandes (o maior de todos), o Juka Kfouri e outros e outros não aportam na imundície da Veja.

 

tem um jornalista (segundo a mídia) aqui em Brasília chamado de "Sombra". Alguém sabe dizer se ele é araponga? Esteve envolvido no Mensalão do DEM de Brasília que derrubou o ex-governador José Arruda do Panetonne.

 

@gledsonshiva

Mais uma historia que renderia um ótimo filme policial. Se isso ocorre no EUA a briga dos estúdios para conseguir os direitos para por o título do filme mais comum usado na mídia seria voraz, sem falar nos bastidores entre diretores renomados (Oliver Stone, Michael Mann, etc.) e astros tentando entrar na produção e causando um burburinho fuderoso que justificaria alto investimento dos estúdios na empreitada. Eu sustento a hipótese que o baita sucesso de Tropa de Elite 2 está no fato de adentrar com maestria nas entranhas da corrupção do colarinho branco, onde a mídia desempenha um dos papéis principais acomunado com políticos, autoridades públicas, funcionários públicos (PM), etc.

Da mesma forma que Privataria Tucana está esperando um cineasta pra fazer um baita filme que tem tudo pra ser um sucesso como o filme do José Padilha, também esse caso renderia uma ótima trama policial, um thriller, com um bom roteirista pra azeitar bem por onde as tramóias serão expostas no drama. Certamente muitos podem está esperando o grupo de comunicação envolvido ir a bancarrota, o que facilitaria a produção de um filme desta natureza.

 

@gledsonshiva

Ler o blog do 'tio rei' e ver as lamentações dos moralistas da direita, não tem preço!!

Levaram uma bofetada e tanto e no mesmo blog um post sobre os apadrinhados de Aético Never..., estou rindo até agora!

 

Aécio Souza

Boa tarde.Nassif.

Para um cidadão que não possui  capacidade de discernir sobre os fatos do cotidiano,a forma com a imprensa manipula as informações para o benefício de uma turma que vem comandando o país.

Revela como o poder,o dinheiro,a barganha,o toma-la-da-ca,está impreginado nos diversos segmentos da dita"sociedade" civilizada.

Para um professor de História não fico chocado com a notícia relatada e sim triste,já que as relações nas diversas esferas de poder é tão ruim,nefasta,cheia de vícios,não pensam na coletividade,estam nem aí para a população mais pobre,cujo objetivo final é obter vantagens,barganhas e destocer informações de acordo com a conivência com os "verdadeiros" donos do poder.

 

Espero que um dia toda essa laia seja presa.

 

Boa tarde.Nassif.

Para um cidadão que não possui  capacidade de discernir sobre os fatos do cotidiano,a forma com a imprensa manipula as informações para o benefício de uma turma que vem comandando o país.

Revela como o poder,o dinheiro,a barganha,o toma-la-da-ca,está impreginado nos diversos segmentos da dita"sociedade" civilizada.

Para um professor de História não fico chocado com a notícia relatada e sim triste,já que as relações nas diversas esferas de poder é tão ruim,nefasta,cheia de vícios,não pensam na coletividade,estam nem aí para a população mais pobre,cujo objetivo final é obter vantagens,barganhas e destocer informações de acordo com a conivência com os "verdadeiros" donos do poder.

 

acho que a ultima vez que um bastião da moralidade e da ordem pegou o microfone para falar na imprensa, foi brizola na legalidade.

depois disso nos acostumamos com as virgens vestais!

 

Brasil, há muito pra temer!

A vida é curta demais para se beber cerveja barata!!

A folha é contra a corrupção no pt, no psdb não!!!

 Frede69

Já passou da hora dos Civitas cantarem em outra freguesia. Seus traseiros anseiam por novos autógrafos , agora das solas brasileiras.

 

interessante. três mil: o dinheirinho que o "nobre senador demóstenes" pede de ajuda ao "contraventor  cachoeira" para pagar a corrida de taxi (aéreo) e o valor da propina do marinho, devidamente filmada, que escondia sobretudo a grana que corria por trás do esquema. este sim que queria se perpetuar, mas que precisava, antes, derrubar o governo lula...

o pró-labore do nobre senador e tudo o mais e toda a podridão desta imprensa tão pouco republicana, tão distante da democracia, tão cúmplice da podridão é que precisa, definitivamente, ser escancarado. ela prova, definitivamente, que à grande imprensa não interessa o Brasil.

 

luz

E pelo que vimos o esquema nos correios continua forte e firme, não podemos nos esquecer que as primeiras noticias sobre Erenice Guerra estavam ligadas a concorrência para transporte aéreo das correspondências dos Correios, provavelmente os filhos dela foram querer ciscar no terreno dos outros, coitados.

 

Complicado a gente ter que esclarecer a um papagaio de jornal mas vamos lá.

 

 


O escândalo da Receita Federal dá lugar a um novo caso. Ministra-chefe da Casa Civil é obrigada a dar satisfações. Foto: Agência Brasil

Bobagem, irregularidade praticada por Erenice só mesmo na cabeça dos papagaios de jornal como você:

O caso Erenice, na Carta Capital - 14.09.2010


(atualizada às 18h47)

O ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto anunciou na tarde desta terça-feira que a Polícia Federal vai investigar a atuação de Israel Guerra, filho da ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra. A ministra não será investigada pela PF, pois o ministro não viu indícios de sua participação no caso.

Ela emitiu nota pública, na qual afirma:

“Chamo a atenção do Brasil para a impressionante e indisfarçável campanha de difamação que se inicia contra minha pessoa, minha vida e minha família, sem nada poupar, apenas em favor de um candidato aético e já derrotado, em tentativa desesperada da criação de um “fato novo” que anime aqueles a quem o povo brasileiro tem rejeitado”.

Para saber outras novidades do dia, leia abaixo:

O escândalo da Receita Federal praticamente sumiu das páginas dos grandes jornais desta terça-feira 14. Pequenas, bem pequenas, matérias no Globo, na Folha e no Estado. Ao lê-las, somos informados que prestaram depoimentos na Polícia Federal o office-boy Ademir Estevam Cabral – que foi acusado pelo contador Antônio Carlos Ferreira Atella como o solicitante dos dados de Verônica Serra – e o jornalista Amaury Ribeiro Jr., que elabora um livro sobre o governo FHC.

Na Delegacia Seccional de Santo André também prestaram depoimentos o genro de José Serra, Alexandre Bourgeois, o tabelião Fábio Tadeu Bizognin e o aposentado Edson Pedro dos Santos. Este denunciou  a auxiliar de informática Ana Maria Caroto Cano, da agência da Receita de Mauá, e seu marido, o contador José Carlos Cano Larios. Ambos estariam a exercer pressão sobre o aposentado para que este assinasse documento no qual declararia que tinha solicitado os seus dados fiscais na agência.

Por fim, a última informação relevante obtida pelos grandes jornais do dia: a servidora Ana Maria foi “devolvida” pela Receita Federal ao Serpro, seu órgão de origem.

E ponto, mais nada sobre “o maior escândalo de todos os tempos”. Nem uma linha sobre o que disseram os depoentes do dia. Nenhum novo parente de José Serra surgiu a denunciar seu sigilo quebrado. Os repórteres destacados para cobrir o caso têm nova pauta.

Para compensar, páginas e mais páginas sobre o escândalo da vez, que tem nome e sobrenome: Erenice Guerra. A denúncia, capa da revista Veja de sábado, como que por encanto, imediatamente tomou conta de toda a grande mídia e na noite desta segunda-feira ocupou generosíssimo espaço do Jornal Nacional.

O “núcleo de inteligência” da campanha tucana mudou de alvo, ao constatar, após três semanas de bombardeios, que a única oscilação verificada nas pesquisas do período dá conta de que nos setores mais escolarizados da população é Marina Silva quem tira proveito da situação. No cômputo final, confirmado pela pesquisa Sensus de hoje, a diferença entre Dilma e Serra continua a mesma (50,5% a 20,4%, contra 8,9% de Marina, informou esse instituto).

Neste caso, novamente o governo federal (e a campanha de Dilma) é colocado contra a parede. Precisa explicar as andanças do filho da ministra pelos corredores da República e o que faziam seus outros familiares em cargos públicos. De novo, é obrigação do governo dar as respostas. Erenice Guerra sempre foi pessoa de confiança de Dilma, por isso é a bola da vez. Ela disse que vai processar a revista Veja, colocou seus sigilos e dos seus familiares à disposição, pediu investigação da Comissão de Ética.

Também foi exonerado o assessor da Casa Civil Vinícius de Oliveira Castro, acusado de ser sócio de Israel, filho de Erenice, no esquema de tráfico de influências. Ele afirmou que saiu do cargo para se defender e negou as denúncias.

Lula, por sua vez, chamou a ministra para conversar e pediu para que esclarecesse logo os fatos, o que gerou as medidas enunciadas acima. O presidente reuniu-se com ministros neste dia 14 e designou ao ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto a incumbência de falar pelo governo sobre o caso.

Marina Silva cobrou “apuração rigorosa do caso” e aponta, a partir dele, a necessidade de um segundo turno para aprofundar a discussão.

Os tucanos agora discutem como usar o episódio na campanha. Querem que Serra se dirija pessoalmente à Procuradoria-Geral da República para pedir a investigação. Ao mesmo tempo, escalam sua tropa de choque no Parlamento para entrar em ação.

No horário reservado pelo TRE para a campanha presidencial que vai ao ar hoje, o tom do programa tucano também deve aumentar. Agora, “é tudo ou nada”, disseram aliados ao Estadão.

Erenice foi para o picadeiro. Mas, a 20 dias das eleições, não deve ser o único alvo do “tudo ou nada”, novos casos seguramente surgirão.

Enquanto o governo e a campanha de Dilma vão para a defensiva, o comando da campanha de Marina Silva começa a esfregar as mãos, ainda crente de que pode crescer junto às camadas mais pobres, até aqui alheias aos seus apelos.

Já para Serra, a tarefa é mais dura: precisa fazer sangrar a campanha de Dilma e beber deste sangue, não pode deixar o líquido entornar para o cantil verde.

http://www.cartacapital.com.br/politica/escandalos-sai-o-da-receita-entra-o-de-erenice/

 

 

A Veja entrou com tudo na política, seja na hora de derrubar Sarney para por em seu lugar o governador Carlinhos Cachoeira (leia-se Marconi Perillo/GO) seja para fazer das tripas coração para eleger Serra, sendo que aqui o esforço foi descomunal. Ainda bem que Serra não foi eleito, pois se isso tivesse acontecido esta podridão não estaria vindo à tona, o Civita estava mandando na educação e o Cachoeira na PF, alguma dúvida?

Os mesmos meios de comunicação que difamaram e caluniaram Erenice Guerra já vieram a público para pedir desculpas? 

(  ) Esperar sentado.

 

Caro Nassif

Pois é, o Brasil, desde a sua formação pelos portugueses, foi sendo montado por quadrilheiros.E os partidos de direita fazem a sua parte nessa montagem.

Nada como dar liberdade para a PF, aumentar os blogues sujos, e melhorar as leis para não permitir frestas para eles.

Saudações

 

 

É verdade, o Nassif deveria procurar um parceiro (de preferência um jornalista europeu) e lançar algumas edições traduzidas em inglês, francês e espanhol .

Nesta coletânea, poderia incluir a tentativa de fraude para atingir Brizola(Caso Proconsult), a Escola Base, a edição criminosa do Debate Lula X Collor, O Atentado com a Bolinha de Papel, O Grampo Sem Áudio, etc... .

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

Nassif

Toda essa conspiração foi e é arquitetada pela grande mídia que virou oposição após o Lula acabar com a mamata que eles tinham do dinheiro publico; volto a insistir, quando o Zé Dirceu falou na massificação da informação atraves do computador de $ 100 os barões da grande mídia brasileira quase infartaram, pois sabiam que ficariam expostos e partiram para o contra-ataque; reuniram-se,   globo, abril, folha e estadão, "caciques da real politik",  mais aquele famoso publicitário deles e criaram a unica coisa negativa que grudou no nosso guia " a palavra mensalão "...

Como lhe disse outro dia: deveriam cassar as concessões desses conspiradores, pois jamais pregaram o desenvolvimento de nossa sociedade.

Abração

 

Mário Mendonça

É por causa desta "conspiração" armada pela grande mídia, que eu acredito, que o processo contra os hipotéticos mensaleiros, não vai dar em nada.

E se algum dos juízes que darão o veredito final, contra os acusados, resolver "endurecer", vai ter que julgar tambem, as armações dos que criaram este factóide.

E aí, o ventilador vai soprar "merda" prá todos os lados, e não somente para o Dirceu e seus companheiros de partido.  

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

É, infelizmente ainda tem gente que acredita  que o Mensalão foi um factóide midiático, mesmo contra todos os documentos, confissões, evidências, gravações, extratos bancários, etc, etc e muitos mais etcéteras....

Eu, de minha parte, prefiro acreditar em Papai Noel!

 

Quais documentos?

Confissões de quem?

Quais evidências?

Que gravações?

Quais extratos bancários?

O que mais?

Eu não vi nada. Não sei quem deu o dinheiro? O que estava comprando? FHC já não tinha apovado a reeleição?

Para fazer vídeos iguais aos que foram veiculados basta chegar para qualquer político e funcionário comissionado e dizer que alguem está devolvendo dinheiro proveniente de sobras de doações de campanha. Depoimentos e confissões de membros da quadrilha de cachoeira, ou de anti- petistas como o governador marcone não podem ser levadas à sério.

Mensalão é Paulo Petro, Cachoeira, Demóstenes, Sanguessugas, Metro SP, etc...

 

 

 

 

O mensalão é investigado a alguns anos pelo STF. Conclusão da suprema corte: Dirceu era chefe de uma quadrilha organizada que atuava dentro da câmara. Preciso dizer mais? Todos os ministros do STF são indicados pelo próprio presidente da República. Se os ministro indicados pelo governo depois de examinar os autos chegam a essa conclusão, como pode você querer desmentir 11 ministros da mais alta capacidade?

O fato de Edir Macedo denunciar Valdemiro Santiago o faz santo? Nesse caso, é novamente o sujo falando do mal lavado.

 

Tudo bandido..........um bando de lesa pátria...........uma chaga terrível para qualquer país!! 

"Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão............."

Isso não é imprensa livre....isso é formação de quadrilha....bandidagem pura e simples.......

 

MANO verdadeiramente a casa caiu, NASSIF você é f meu!

 

Gostaria de entender,ainda não consegui, a razão da Veja denunciar um amigão como Demostenes.


Tão perceiro da Veja esse tempo todo.


??

 

É que na verdade funciona assim.....primeiramente não são parceiros, são comparsas e como "maus comparsas" que são, a qualquer momento eles podem dar um tiro nas costas pois trata-se de relação baseada em cima do "espúrio".  Agora, todos os comparsas,  não só sabem disso como assumem o risco uma vez que querem o produto final, qual seja, facilidades e dinheiro ilegal.  E, para nós, que não temos um judiciário à altura do que se espera dele...enfim.......para nós, só nos cabe torcer para a chegada de um momento como este, tão comum em relações bandidas.......e  assistir de camarote. E, assim,   vivemos.......esperando estas entregas....estas delações ......  Agora,  até quando, é a pergunta que não quer calar.

 

Meu Dramin,por favor.

 

Brilhante Nassif!

Isso dá mais um capítulo da SÉRIE VEJA!

E a SÉRIE VEJA é outro livro que daria uma bela duma CPI!

 

Como é rei morto rei posto, o "impoluto" Álvaro Dias assumira o posto de arauto da ética e da honestidade, até então ocupado pore Demóstenes Torres(DEM-GO). Com as bênas da Veja, Folha, Estadão, Globo. Eita nóis.

 

Nassif, fizestes um bom levantamento sobre este casamento Veja = Crime organizado, um jogo que já vem sendo jogado há anos e que, se não for desfeito, terá bodas de diamante. Um jogo no qual o senador Demóstenes Torres(DEM-GO) tem atuado como gandula, senão vejamos:

De um lado um senador, do outro um cidadão do mundo do crime que se movia com mestria    na formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, quebra do sigilo profissional, exploração de jogo de azar, dentre outros crimes. Os dois combinaram criar uma CPI para dar "um tiro direto" no PT.

No ano de 2008, a Veja deu na capa que uma conversa entre Gilmar Mendes, à época presidente do STF, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) teria sido grampeada por agentes da ABIN. O tal grampo (sem áudio) provocou séria crise no governo, levando o presidente da Suprema Corte a chamar Lula "às falas", o que resultou na demissão de Paulo Lacerda, diretor da ABIN e à anulação, pelo STJ, da Operação Sarthiagraha contra Daniel Dantas. 

Por Rodrigo Rangel, na insuspeita Veja, hoje:  "Em 11 de agosto de 2011, Cachoeira e Demóstenes conversam sobre o que seria, na avaliação do senador, “um tiro direto” no PT. Demóstenes fala em em abrir uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o partido do governo:

Cachoeira – Eu vi, eu vi as cenas lá, hein?

Demóstenes – É... Isso é bom, hein. Isso é bom que dá um tiro direto neles aí né, a gente faz a CPI do PT.

Cachoeira – Exatamente. Beleza.

Demóstenes – Falou mestre, um abraço.

Cachoeira – Outro, doutor. Tchau.

Em outra conversa, Cachoeira fala com a mulher de Demóstenes, Flávia, que comemora a obtenção de sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil e trata com o contraventor da possibilidade de o senador se transferir para o PMDB. Cachoeira se mostra favorável à mudança de partido – e também confiante de que um dia seu amigo Demóstenes possa se tornar ministro da Suprema Corte.

Flávia – Tô com a vermelha no bolso, 32.650, pode arrumar cliente aí pra mim (...) Tô com a vermelhaça no bolso (...)

Cachoeira - Ah, sua carteira, né? Parabéns, viu? Você vai usar ela muito e só em causa grande.

Flávia – Eu fui num jantar no Sarney com o Demóstenes, o Demóstenes hoje é um dos influentes que existem no quadro nacional todo, tem trânsito com todo mundo.

Cachoeira – É, sei disso. Ele já foi pro PMDB não?

Flávia – Não, mas o Renan [refere-se a Renan Calheiros, um dos caciques do PMDB] tá todo amor por ele que tá é assustando.

Cachoeira – Ele me falou, você acha que ele vai?

Flávia – Carlinhos, é uma decisão tão difícil, né? Acho que uma das decisões mais difíceis que ele tem que tomar é essa, viu? Muito complicado, eu acho muito complicado.

Cachoeira – É, mas ele não tem saída, não. Ele tem que ir para o PMDB. Vai fundir o PSDB com o DEM, aí ele tem que ir pro PMDB, até virar STF, né? Aí você não pode advogar e pronto.

Carlinhos Cachoeira, então, volta a parabenizar a mulher do senador por ter obtido a carteira da OAB e ela arremata, agradecendo: “Obrigado. Essa conquista aí é nossa. Depois vamos tomar um champagne”.

Há três semanas, VEJA revelou que Demóstenes recebeu de presente de casamento de Cachoeira uma geladeira e um fogão importados, de uma marca americana de luxo que usa como chamariz em suas propagandas o fato de estar presente nas casas de astros de Hollywood e também na cozinha da Casabranca. Os dois presentes valem mais de 30 mil reais. Durante a investigação, a Polícia Federal descobriu que Cachoeira e Demóstenes se falavam por meio de um rádio Nextel habilitado em Miami, nos Estados Unidos. Era uma estratégia do contraventor, segundo os investigadores, para dificultar grampos.

Na edição desta sexta-feira, o jornal O Globo mostrou  que em outra investigação, feita em 2009, Demóstenes Torres aparece aceitando favores de Cachoeira em suas viagens de avião: o senador pedia que o contraventor pagasse uma despesa sua com táxi-aéreo, no valor de 3 mil reais.

Procurado por VEJA, Demóstenes não atendeu as ligações. Sua assessoria informou que ele não está dando entrevistas sobre a investigação. E repassou a tarefa ao advogado do senador, Antônio Carlos Almeida Castro, criminalista estrelado de Brasília, também conhecido como Kakay. O advogado diz que não falará pontualmente sobre os diálogos sem antes ter acesso à integra das conversas envolvendo Demóstenes. Ele afirma que há doze dias esteve pessoalmente com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para pedir acesso às escutas, mas até hoje não foi atendido. “Ou essas conversas são triviais e não têm indício de crime ou os encarregados da investigação teriam que ter passado isso imediatamente para o Supremo Tribunal Federal, por envolver um senador. Se isso não foi feito, a investigação é ilegal”, diz o advogado.

Cachoeira – Outro, doutor. Tchau."

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/carlinhos-cachoeira-a-demostenes

 

 

...spin

 

 

Como FUNCIONA a parceria, voce quer dizer...

DE todas as medias do mundo, as gravacoes agora estao vazando pra Veja.

O esquema continua todo de pe e montadinho da silva.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.