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Corrupção e a ditadura militar

Do blog de Humberto Capellari

Ainda a Corrupção e a Ditadura Militar

por JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

O assunto sobre a corrupção e Ditadura Militar ainda não está esgotado. A imprensa, escrita e falada, afirma que a corrupção atual é a maior da História do Brasil. Com essa crítica, uma pequena parte de brasileiros, decepcionada, deseja a Ditadura Militar com a finalidade de combater os corruptos. No entanto, a corrupção no tempo da Ditadura Militar era infinitamente superior, como irei mostrar.

O jornalista e escritor J. Carlos de Assis escreveu três livros, no final da Ditadura Militar, em 1984, mostrando os escândalos desse período. Um deles, o mais famoso, “A Chave do Tesouro, anatomia dos escândalos financeiros no Brasil: 1974/83”, revela essa corrupção. Alguns capítulos: Caso Halles, Caso BUC, Caso Econômico, Caso Eletrobrás, Caso UEB/Rio-Sul, Caso Lume, Caso Ipiranga, Caso Aurea, Caso Lutfalla (família de Paulo Maluf, marido de Sylvia Lutfalla), Caso Abdalla, Caso Atalla, Caso Delfin, Caso TAA. Cada “Caso” é um capítulo. Por este motivo, é impossível detalhar esses escândalos financeiros, que trouxeram prejuízos inimagináveis à Economia daquela época!

Em outro livro, “A dupla face da Corrupção”, também em 1984, J. Carlos de Assis revela: “A censura (sic) da era Médici manteve o submundo da economia tão longe da curiosidade pública como as masmorras sombrias da repressão política. (,,,) Esta era uma atmosfera particularmente favorável ao apaniguamento (sic) e à proteção econômica e administrativa dos amigos do regime (…) Foi à sombra desse período obscurantista que a maioria dos arrivistas e aventureiros do mercado, esgueirando-se por essas omissões originais da lei ou pelos espaços abertos por sua deformação propositada (sic), penetrou no sistema financeiro e nele engordou seus conglomerados fraudulentos (sic), para explodir posteriormente em escândalos”, acrescentando: “Vários grupos de aventureiros e de gangsters de gravata (sic) foram postos na engorda junto aos cofres públicos (sic), com total contemporização e cumplicidade da autoridade administrativa”.

Adiante o escritor comenta o escândalo da Corretora Laureano, em 1976, fazendo essa estarrecedora denúncia: “Seu dono, contudo, precavidamente, havia lastreado suas ousadas operações num ativo intangível de valor incalculável nas circunstâncias: a amizade com o Ministro-chefe da Casa Civil, o condestável do governo Geisel, General Golbery do Couto e Silva. A relação estava selada, além disso, por um contrato de trabalho do filho de Golbery como diretor da Corretora (sic). E o General não tinha maiores constrangimentos éticos (sic) em encaminhar seu amigo às boas graças de algum colega de Ministério, em especial o que detinha as chaves dos cofres públicos, o Ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen”. Na página 85, outra denúncia grave: a compra pela Coroa-Brastel (uma empresa que também fazia parte do escândalo financeiro) da Metalúrgica Castor: “A Metalúrgica era propriedade do banqueiro de bicho Castor de Andrade, em sociedade com Osório Pais Lopes da Costa, sogro do Johnny Figueiredo, filho mais velho do Presidente da República (na época em que o livro foi publicado, 1984, o General João Figueiredo era o Presidente).

No ambíguo depoimento, Paim [dono da Coroa-Brastel] relata que foi contatado por Álvaro Leal em outubro de 1982. O consultor lhe teria dito que a Metalúrgica estava para quebrar e lhe sugeria comprar a empresa. “atendendo a um pedido do Chefe” (sic) – o próprio Presidente, no caso. Ele receberia por isso as “compensações devidas” , através do Banco do Brasil (sic)”. Era uma empresa suspeita comprando outra falida “atendendo o pedido do Chefe”! O escritor foi corajoso ao fazer essa denúncia contra o General-Presidente em plena Ditadura Militar, mesmo que nesse ano, 1984, o regime estava mais brando!

Existem outras denúncias de corrupção no período ditatorial, mas ficam para outro artigo.

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8 comentário(s)

Comentários

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O medo

Pois é, naquela época ninguém podia denunciar, pois senão sumia!

- Fulano, o que você acha de...

- Nem complete a frase! Não acho NADA! O último que achou alguma coisa, nunca mais acharam ele...

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Roberto Locatelli

Profissional de computação gráfica, modelador digital

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João Paulo Gomes

Hoje tá pior, o governo mente

Hoje tá pior, o governo mente sobre os índices de inflação, mataram um cara que sabia demais estão roubando e doando nosso dinheiro para financiar o comunismo em outros países, estão acabando com a mão de obra com o bolsa esmola que também e compra de votos dos brasileiros ignorantes, para garanti a perpetuação no poder. Tudo isso com o dinheiro de quem trabalha honestamente.

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Jonas Guilherme

Esmola é a moedinha que damos

Esmola é a moedinha que damos para o indigente na rua. É a roupa velha que doamos. É a camiseta ou a cesta básica que alguns políticos distribuem em época de eleição. Isso é esmola. Bolsa Família é uma renda mensal fixa. Mesmo não sendo uma quantia alta, é uma segurança para os mais carentes. Então são duas coisas totalmente diferentes. Chamar o programa de bolsa esmola só demonstra ignorância completa dos fatos e da realidade do país.

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jsandman

Você poderia, por favor,

Você poderia, por favor, demonstrar suas acusações:
O governo mente sobre a inflação;
O governo financia o "comunismo" em outros países com recursos públicos.

Aguardo ansiosamente ! Obrigado.

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Paulo E. Ilich

Tem que se informar melhor!

"Hoje tá pior, o governo mente sobre os índices de inflação, mataram um cara que sabia demais".  Na boa, hoje em dia o governo pode até omitir, mas afirmar que nos dias atuais a situação piorou em relação à um passado em que torturas e censura eram a realidade, acho que já é no mínimo incoerente. Reflita: hoje em dia você tem a possibilidade do uso das redes sociais e internet, as informações estão em suas mãos para a consulta. Nos dias anteriores, a informação era proibida e manipulada. Recomendo a consulta em sites confiáveis como o da ONU, IBGE, OMS, que podem esclarecer e rebater muitos trechos de seu ponto de vista "senso comum". Todos temos o acesso à informação, mas muitos preferem simplesmente reclamar pela internet com discursos sem base alguma. Para que se informe, me dei o trabalho de te dar mastigadinho dois gráficos (Fonte no rodapé):

Coeficiente GINI (medida de desigualdade social).

Redução da população pobre nos últimos anos com o auxílio do "Bolsa Esmola"

 

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Helena Amorim

política

Estamos no "mundo dos palpites". Comentários sem lastro em fontes de dados/informações, sem um mínimo de cuidado científico, sem comprovação de espécie alguma e impregnados por apologias de todo tipo. A quem servem? Assim vamos construir uma sociedade melhor para todos?

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Helena Amorim

política

Estamos no "mundo dos palpites". Comentários sem lastro em fontes de dados/informações, sem um mínimo de cuidado científico, sem comprovação de espécie alguma e impregnados por apologias de todo tipo. A quem servem? Assim vamos construir uma sociedade melhor para todos?

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arildo

corupção

Qual a fonte de pesquisa?

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Álvaro123

Que tal ler os livros que

Que tal ler os livros que foram mencionados ao longo do texto?

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sir Kalahar

Ele citou três livros durante

Ele citou três livros durante o artigo. Você nem deve ter lido o artigo, pra fazer uma pergunta dessas...

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+41 comentários

Tem gente esquecendo que o multi procurado Paulo Maluf iniciou a sua carreira política, galgando a prefeitura de São Paulo, pagando as dívidas de jogo da Dona Yolanda Costa e Silva e depois lhe deu um baita anelão de brilhante.

 

Dossiê Mar de Lama 

Re: Corrupção e a ditadura militar
 

“Contra ratos não há argumentos.” (Palmério Dória)

A pior delas foi a expansão da dívida externa:

Sul21 – Afinal, o que compõe essa dívida?

Maria Lucia - (...) O período atual iniciou na década de 1970, quando a dívida externa era de US$ 5 bilhões. Durante essa década, esse valor se multiplicou por dez. Era algo totalmente sem transparência, e o que se dizia era que o crescimento da dívida ocorreu para financiar o “milagre econômico”. Em 2010, durante a CPI da Dívida, pedimos os contratos referentes à década de 1970. Apenas 16% da dívida estava explicada em contratos. Há uma grande suspeita de que boa parte desses 84% restantes tenha sido recursos que vieram justamente para financiar a ditadura. Imaginávamos que a maior parte dessa dívida era com o FMI. Mas, durante a CPI, fizemos um gráfico que mostra a natureza desses valores, de 1970 até 1994. O principal credor não era o FMI, mas, sim, os bancos privados internacionais. Então essa dívida da década de 1970 é a origem. Foi ela que deu margem a toda sequência de renegociações. Em 1983, por exemplo, essas dívidas foram transferidas para o Banco Central. Foi uma ilegalidade, pois como um agente financeiro nacional, ele não poderia ser, ao mesmo tempo, devedor. Isso foi uma exigência dos bancos privados. Em 1994, a dívida se transformou em bônus. Ela deixou de ser contratual e passou a se transformar em títulos, saindo do Banco Central para ficar a cargo do Tesouro Nacional. Hoje, a natureza desses R$ 3 trilhões de dívida é em títulos, tanto a externa quanto a interna. Restam pouquíssimos contratos de dívidas diretas e bilaterais com países.

http://www.sul21.com.br/jornal/2012/11/ha-um-sistema-da-divida-publica-critica-maria-lucia-fattorelli/

 

 

           Se formos comparar,a corrupção da época da Ditadura militar e a corrupção atual,veremos que a única diferença é que, hoje a populção toma conhecimento de alguns fatos através dos meios de comunicação.Os golpistas são praticamente os mesmos,só não o são porque alguns já partiram dessa pra outra,mas deixaram raizes.Resumirei dizendo apenas que,a corrupção do passado e a atual,são "vergonha nacional"

 

Titulo correto da matéria  é "Ditadura e corrupção militar".É coerente e  honesto....

 

snaporaz

DITADURA, CORRUPÇÃO E MEIOS DE COMUNICAÇÃO - Todas as ditaduras da face da Terra começam com o propósito de "moralizar" a vida pública e preservar a "ética, a moral e os bons costumes". O regime militar brasileiro foi um dos mais corruptos governos que o Brasil já conheceu em todos os tempos. Cassaram juízes do STF, cassaram juízes de várias instâncias, amordaçaram o Ministério Público, sufocaram a ferro, fogo e sangue toda e qualquer tentativa jornalística de denúncia dos torturadores e dos ladrões do erário público e censuraram todo e qualquer órgão, entidade ou cidadão que tivésse a ousadia de apontar a corrupção desenfreada comandada pelos golpistas.

 

Sinto uma profunda indignação, uma repulsa terrível toda vez que escuto alguém dizer nos dias de hoje que o Brasil é o "país da corrupção" e que antigamente isso não existia... Ou senão aquela pérola dos conservadores fascistas, "no tempo dos militares não existia corrupção"! Os tiranos totalitários de 64 destruíram uma sociedade civil vibrante que existia no Brasil, destruíram os sonhos de toda uma geração, que, acorrentada e vilipendiada, tentava resistir. 

 

Hoje no Brasil temos ampla liberdade e democracia políticas. O ministério público tem liberdade, os tribunais da mesma forma, os parlamentares, nos três níveis da federação, podem fazer as denúncias que bem entenderam, a ignominiosa censura não existe mais e, principalmente, as associações, sindicatos, ONGs e o povo brasileiro tem liberdade de reunião, de manifestação e de cobrar com a ênfase devida os seus representantes. 

 

Temos distorções e corrupção no Brasil atual? Sem dúvida alguma! Todos os países do mundo tem corrupção, todos os países do mundo tem distorções. A maneira correta de combater isso é com mais transparência e com cada vez mais democracia, não o contrário. Não é com paus de arara, com grupos de extermínio ou calando a boca do povo que se combate a corrupção. O Brasil está avançando em todas as áreas, em maior ou menor grau, desde a promulgação da Constituição de 1988, isso é inegável, menos para os saudosistas de tempos onde o cinismo campeava solto. Todos sabiam da existência da tortura e da corrupção, mas todos negavam e garantiam de pés juntos que nada disso era verdade...

 

O totalitarismo dos canalhas que infelicitaram o Brasil durante 21 anos deixou profundas marcas na sociedade brasileira. Os entulhos autoritários estão aí até hoje. A truculência policial é apenas um de tantos entulhos que nos deixaram como pérfida herança. Mas falar apenas em corrupção é insuficiente, as forças progressistas do país não podem se ater única e exclusivamente a esse tema. O moralismo canalha e seletivo sempre foi uma bandeira da direita racista, fascista e golpista no Brasil. Sabemos todos que é apenas uma fachada, pois essa direita racista, fascista e golpista tem medo e vergonha de fazer o verdadeiro debate que interessa ao povo brasileiro, qual seja, o debate sobre a construção de um projeto de desenvolvimento autônomo e soberano, com desenvolvimento econômico, distribuição de renda e justiça social. Esse é o tema central que a esquerda tem que debater. O campo do moralismo enquanto conduta individual dissociada do convívio em sociedade cabe bem, e sempre coube, a direita retrógrada.

 

Os anos passam e a situação sempre se repete no Brasil. Com Getúlio Vargas, tínhamos as famosas manchetes sensacionalistas: "Mar de Lama", "Somos um Povo Honrado Governado por Ladrões", etc. Com Jango, tínhamos a "República Sindical", "Corrupção Desenfreada", etc. E nos dias de hoje, novamente intentam lograr êxito com o elixir mágico que a oposição fracassada encontrou para encobrir o repúdio que a sociedade brasileira tem manifestado às suas teses nas urnas, qual seja, "Mensalão", "Maior Escândalo da História do Brasil", etc. 

 

O modus operandi das forças do atraso, dos entreguistas que odeiam o Brasil e que pretendem vê-lo como um vassalo de potências estrangeiras é sempre o mesmo! Perdem nas urnas e começam a conspirar para voltar ao poder, não através do debate programático sobre os rumos do país, mas através da criação artificial de um sentimento de ódio e desilusão junto a população. O governo Lula foi o mais democrático, o mais avançado e progressista que o Brasil teve em mais de 50 anos, mas a UDN atual tenta destruir e apagar do imaginário popular a figura de Lula e do PT, vendendo novamente a sua hipócrita bandeira da moralidade pública.

 

É isso que está em jogo! Como é possível que um governo desastroso, corrupto, incompetente, que destruiu as finanças do país, que elevou a dívida pública a níveis estratosféricos, que arrochou os salários, que demitiu funcionários públicos, provocou uma onda de desemprego e desesperança, que criminosamente fez privatarias onde residem, ali sim, os maiores atos de corrupção de que se tem notícia, que pretendia subjugar e hipotecar o futuro de gerações de brasileiros aderindo à ALCA e que sequer fez seu sucessor, tamanho o fracasso que foi, como o governo FHC/PSDB pode ser alçado como um governo honesto e o governo Lula se alçado a condição de governo eminentemente corrupto? 

 

Aí entra a discussão dos monopólios midiáticos, que se beneficiaram da privataria, notadamente a Rede Globo, mais notória cria da ditadura militar. É contra a UDN envernizada que as forças progressistas tem de lutar. E a luta mais importante é sobre a pauta. A pauta do moralismo seletivo dos canalhas sempre foi da direita, portanto, tem-se que olvidar todos os esforços para aprofundar a distribuição de renda, para espraiar o desenvolvimento econômico pelas regiões do Brasil e abraçar com todas as forças a bandeira da construção de um projeto de desenvolvimento nacional com participação popular. 

 

Submeter-se a agenda dos fascistas é uma luta inglória e perdida porque eles são os corruptos verdadeiros que sempre assaltaram os cofres públicos para auferir benefícios privados, mas conseguem esconder suas tramóias porque são históricamente acumpliciados com uma imprensa não menos cínica, corrupta e mafiosa.

 

Diogo Costa

É engraçado esse pessoal defendendo a ditadura. Sempre imagino que a família ganhou favore$$ dos militares.

Vale lembrar que o SNI destruiu mais de 19 mil documentos da ditadura. E reza a lenda que Ustra tem uns documentos guardados sob sua égide.

Do que esse pessoal tem tanto medo de revelar? Será que esses arquivos mostravam quem enricou?

 

 

"Só duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana, mas não estou seguro sobre o primeiro" Albert Einstein

Esqueceram das  empreiteiras, Rede Globo  e  etc.

 

Interessante este post depois do "a-historia-de-dermi-e-carlos-alexandre-azevedo"

Eticamente, se eu tiver que escolher entre a turma que rouba e a turma que tortura, crianças inclusive, ficarei do lado dos que roubam, apesar de eu nunca ter roubado nada e não querer, mas por respeito ao meu avô Charles cujos amigos passaram pelas mãos da gestapo.

 

Independente de se rouba-se mais agora ou roubava-se mais outrora, o que é inquestinável é que os quase 30 anos que o povo ficou sem votar não serviu pra nada DE BOM ! A ditadura, que censurava livros, filmes, músicas, peças de teatro, que perseguia, torturava e matava opositores, tudo isso foi UMA BOSTA na História do país, uma perda de tempo, um retrocesso. Quem defende essa idade das trevas só pode ser mau-caráter.

DITADURA MILITAR  = B O S T A  !

 
Re: Corrupção e a ditadura militar
 

Quando vejo alguém defendendo o período da ditadura e dizendo que naquela época não havia corrupção, me vem a mente duas  coisas,ou é um inocente fútil desinformado ou pior, um canalha.

Será que um  dia saberemos sobre as propinas pagas,inclusive a "ministros" quando das construções das chamadas grandes obras? 

 

Não adianta discutir quem é mais ladrão. Isso de mais não existe. Existe ladrão que roubou mais ou menos, de acordo com a oportunidade.

 

Isso sem contar com a célula tronco do crime organizado, que surgiu com a fusão do Capitão Guimarães. atualmente foragido, com o Castor de Andrade.

 

Conclusão inescapável do post.

O CRIME SEM VÍTIMA NO BRASIL COMPENSA.

Pior é que, hoje em dia, é voz corrente na rua que só se fica rico no Brasil roubando, o que não é verdade na minha humilde opinião, existem as excessões que confirmam a regra.

 

Follow the money, follow the power.

A corrupção não começa em 64 e nem termina em 84, o que há e que de um lado a imprensa tem denunciado e de outro houve uma deteriorização da sociedade brasileira  por diversos fatores sendo a principal o abrandamento da lei e de sua aplicação.

Corrupção é uma "doença sociológica", ocorre quando o caminho para a ascensão social se torna dificil por meios socialmente aprovados.

Anomia social 

Segundo Robert King Merton,Anomia significa uma incapacidade de atingir os fins culturais. Para ele, ocorre quando o insucesso em atingir metas culturais, devido à insuficiência dos meios institucionalizados, gera conduta desviante(corrupção).


 

Robert K. Merton - Estrutura social e anomia

 

As perspectivas sociológicas se voltam para a análise do comportamento que se desvia das normas prescritas. Observar a freqüência do comportamento desviado e porque o desvio tem diferentes formas e moldes em estruturas diferentes. Segundo Merton, a infração dos códigos constitui uma reação “normal”. Seu trabalho consiste em tentar esclarecer esse problema e proporcionar um enfoque sistemático da análise das fontes sociais e culturais do comportamento transviado.

 

Objetivo Principal: Como algumas estruturas sociais exercem uma pressão definida sobre certas pessoas da sociedade para que sigam uma conduta não conformista.

 

Padrões de metas culturais e normas institucionais

 

Dois elementos importantes das estruturas sociais e culturais:

 

Objetivos culturalmente definidos, de propósitos e interesses, mantidos como objetivos legítimos para todos, ou para membros diversamente localizados na sociedade.

 

Elemento da estrutura social que define, regula e controla os modos aceitáveis de alcançar os objetivos. As normas institucionalizadas limitam a escolha dos meios para atingir as metas culturais.

 

A ênfase cultural dada a certos objetivos varia independentemente do grau de ênfase dos meios institucionalizados.

 

Há um problema de má integração cultural quando objetivos particulares se sobrepõem aos meios institucionalizados e, portanto, socialmente aceitos para alcançá-los. Nesse sentido, a eficiência técnica se torna mais importante do que os meios institucionalizados. Por outro lado, o total conformismo com o que está posto pode gerar estagnação. A sociedade é limitada pela tradição “sagrada” marcada pela neofobia. Esse tipo de sociedade é integrada e relativamente estável.

 

O equilíbrio seria o total ajustamento das satisfações proporcionadas aos indivíduos às pressões culturais provenientes da realização de objetivos, satisfação derivada também da forma de esforço para atingi-los.

 

Hipótese do autor: O comportamento desviado pode ser considerado sociologicamente como um sistema de dissociação entre as aspirações culturalmente prescritas e os meios estruturalmente proporcionados para realizar essas aspirações.

 

A cultura norte-americana é apontada como exemplo de sociedade que põe ênfase nos objetivos, sem a ênfase equivalente nos meios institucionalizados. O êxito financeiro é supervalorizado, e o indivíduo é levado a crer que todos podem alcançar o sucesso.

 

A cultura norte-americana impõe a aceitação de três axiomas culturais:

 

Todos devem se esforçar para atingir os mais elevados objetivos, já que estão á disposição de todos. Psicologicamente, reforço simbólico do incentivo. Sociologicamente, desvio da crítica da estrutura social para o próprio indivíduo.

 

O aparente fracasso momentâneo é apenas uma estação no caminho do sucesso final. Psicologicamente, um freio à ameaça de extinção da reação mediante um estímulo associado. Sociologicamente, preservação de uma estrutura de poder social pela identificação dos indivíduos dos estratos inferiores não com seus pares, mas com aqueles que estão no alto.

 

O verdadeiro fracasso consiste apenas na diminuição ou retirada da ambição. Psicologicamente, aumento da força impulsora para responder constantemente ao estímulo, apesar da continuada ausência de recompensa. Sociologicamente, atuação de pressões culturais favoráveis à conformidade com ditames culturais de ambição irreprimível. Os acomodados podem ser considerados como não pertencentes à sociedade.

 

Como reagem os indivíduos que vivem nesse contexto cultural?

 

Tipos de adaptação individual

 

Merton considera cinco tipos de adaptação:

 

Conformidade – Em sociedades estáveis, a conformidade é o tipo de adaptação mais difundido. Os padrões estabelecidos são amplamente aceitos pelos membros.

 

Inovação – A ênfase cultural sobre os objetivos estimula este modo de adaptação através de meios institucionalmente proibidos, mas freqüentemente eficientes para atingir pelo menos o simulacro do sucesso- riqueza e poder. O mérito está em se dar bem, por conseguinte, fica minimizada a distinção entre os meios legais dos costumes, dos meios espertos. As maiores pressões para o comportamento transviado são exercidas sobre as camadas inferiores, pois, estas, não têm acesso aos meios legais para atingir as metas. Assim, vícios e crimes constituem uma reação “normal” contra uma situação em que a ênfase cultural sobre o sucesso pecuniário tem sido assimilada, mas onde há pouco acesso aos meios legítimos para que uma pessoa seja bem sucedida. Os conscientes podem assimilar outro modo de adaptação: a rebelião. Há ainda àqueles que recorrem às justificações místicas, tais como a doutrina da sorte, que cumpre dupla função: explicar a freqüente discrepância entre mérito e recompensa ao mesmo tempo que conserva imune da crítica uma estrutura social que permite tal discrepância.

 

Ritualismo – As regras institucionais são seguidas quase que compulsivamente. Baixo nível de aspiração derivado do medo de fracassar.

 

Retraimento – Rejeição dos objetivos culturais e meios institucionais. É a mais incomum forma de adaptação. Pessoas adaptadas (ou mal adaptadas) desse modo estão na sociedade, mas não são da sociedade, pois não compartilham da escala comum de valores. Ex: artistas, psicóticos, párias, proscritos, drogados.

 

Rebelião – Esta adaptação leva os homens que estão fora da estrutura social circuncidante a encarar e procurar trazer à tona uma estrutura social nova. Pressupõe o afastamento dos objetivos dominantes e dos padrões vigentes, os quais vêm a ser considerados puramente arbitrários, portanto, não podem exigir sujeição, nem serem considerados legítimos. O objetivo da rebelião é introduzir uma estrutura social onde haja uma correspondência mais estreita entre o mérito, o esforço e a recompensa.

 

Rebelião # ressentimento

 

· A função dual do mito: a rebelião se sustenta sobre um novo mito, que serve como propulsor na busca de uma estrutura que presumivelmente não provocará frustração nos indivíduos merecedores. Por outro lado, o mito conservador pode assegurar que as frustrações estão na natureza das coisas e ocorrem em qualquer sistema social. O mito da rebelião e do conservadorismo trabalham na direção de um “monopólio da imaginação” em termos que encaminhem o frustrado à adaptação 5 ou o afaste dela.

 

Tendência à anomia

 

Quando a ênfase cultural muda da satisfação provinda da competição para a preocupação exclusiva com o resultado final, a tensão resultante favorece a ruptura da estrutura reguladora

 

O papel da família – A família é uma importante correia de transmissão na difusão dos padrões culturais em relação a geração seguinte. As crianças são estimuladas, não apenas por meios diretos, mas também, pela convivência e observação constante, à assimilarem determinados paradigmas.

 

A projeção das ambições paternas sobre a criança – os pais podem tentar obter sucesso por procuração, através de seus filhos- projeção compensatória. Dedução: os pais “fracassados” exerceriam uma maior pressão sobre os filhos, estimulando o comportamento desviado, pois, os meios legítimos não estão acessíveis justamente a essas camadas.

 

http://almaprolixa.blogspot.com.br/2010/03/normal-0-21-false-false-false...

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anomia

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

É, a lei ficou muito "branda" depois da Ditadura. Bom mesmo, para você, é quando torturavam bebês, né?

 

Alguém mais se lembram das aposentadorias privadas e dos montepios e pqp da vida? Pessoal pagava caro para ter uma aposentedoria tranquila e quando se aposentavam e ía receber e recebiam o equivalente a 1 real/mês? Era pura trampa e nunca houve um processo pra cima dos que aprontaram.

http://aphoenix13.wordpress.com/2009/01/23/golpe-do-montepio/

http://www.votoconsciente.org.br/site/index.php?page=breve-historia-da-c... a paratir do parágrafo 9;

Até hoje tem bandidos tentando tirar vantagens daqueles empos: http://anamariaornellas.blogspot.com.br/2011/03/investidor-e-alvo-de-gol...

 

Eu lembro, tive uma tia que morreu sem receber, graças ao 171 dos "irmãos de farda" do meu tio!

 

Entre tantos, outros dois casos de "negócios nebulosos" regados a muita corrupção no período militar e pouco pesquisado e difundido no Brasil para mim são:

 

- O fechamento pela ditadura militar da PANAIR DO BRASIL e da TV EXCELSIOR empresas na época pertencentes a Mário Wallace Simonsen que era amigo de JK. Favoreceram a VARIG que operou muito tempo com os aviões da PANAIR em pagar um tostão. A PANAIR era proprietário dos aeroportos, dentre outros, de Belém, Salvador, Recife e chegou a ser a 2ª maior empresa de aviação do mundo;

 

- abertura da Rede Globo em 1965, a grana do grupo americano Time-Life a proximidade de Roberto Marinho com os golpistas militares por todo o período da ditadura

 

Nao fiz as contas, muito menos em valores deflacionados, mas, se nao me engano, nao foram os militares que mais ganharam com a ditadura. Deve haver casos, mas nao me parece a regra. Bater nessa tecla (de um lado ou de outro) é desviar o assunto. Os grandes beneficiarios dos negocios feitos sob a censura militar foram os grupos civis aderentes. E estes, alias, continuam como se nada tivessem com isso. SEguem lucrando. O 'maior jornal do pais' é, de fato, herdeiro da tortura.

 

"Esqueceram" o Coroa Brastel, a embaixada dos 10% em Paris, seria também interessante citar os atuais, no setor de "pesquisas" e no IME.

 

Embaixada de 10% em Pais é do mesmo grupo de lendas do Ministro Andreazza, a ""7ª fortuna do mundo". O Ministro Delfim tem uma vida extremamente sobria, no mesmo apartamento, no mesmo escritorio e no mesmo sitio de antes do Governo militar.

Roberto Campos e Delfim Neto comandaram a economia por muitos anos, não se conhece de ambos um unico, por menor que seja, sinal de riqueza.

 

...porque torturar bebês claramente não é tão grave quanto corrupção, né?

 

Novamente esse andre araujo defendendo um regime que torturava ate crianças na frente de seus pais.

Ou ele é muito bobo ou acha que todos nos aqui somos otarios.

Esquece que o maior aliado dos militares, candidato deles para a presidencia da Republica era, nada mais nada menos, que o mais corrupto dos brasileiros, Paulo Maluf.

 

Tá bom, acredito... Ele também não foi quem passava o chapéu entre o empresariado para arrecadar fundos para a OBAN, parece que depois que ele "aprovou" a tese do Mercadante, junto com a Maria Conceição Tavares virou santo. Isto sem contar os leilões de cotas de aço.

Leia o Relatório Saráiva sobre a participação da embaixada dos 10% no Caso Coroa Brastel.

Se ficou "pobre" é sinal que é um péssimo economista, né?

 

 

 

 

 

Todos juntos, somados e corrigidos monetariamente até hoje não chegam perto do dinheiro repassado a um unico frigorifico pelo BNDES dos Campeões Nacionais. Com uma ou outra exceção, os militares de 64 viveram antes, durante e depois do Governo Militar com o mesmo padrão de vida, na mesma casa, sem iates, haras, jatinhos, festas para mil no Copa, farras em Paris.

O que era considerado o mais ""corrupto"", o Ministro dos Transportes Mario Andreazza foi enterrado com as despesas pagas pelos amigos, já tratei desse assunto varios vezes aqui no blog e em um dos post um neto do Coronel Andreazza mandou um comentario relatando a vida da familia hoje, todos vivem do trabalho, ninguem nunca foi ou ficou rico, a herança do avo foi o apartamento onde morava e que já era dele antes de 1964.

Os filhos do Presidente Medici precisam trabalhar para manter uma vida modesta de classe media.

Pode haver exceções mas são poucas. Tenho os tres livros do Assis e os casos neles relatados são verdadeiros mas a grande maioria ocorreu no mundo civil, quebras de bancos, de financeiras, não foi corrupção na cupula do Governo e sim ""rolos"" no mercado financeiro que envolveram por tabela o Governo, não foram esquemas que nasceram ""dentro" do Governo.

 

Imagina, André, os torturadores de bebês - torturadores esses que você defende, adora e idolatra - são pessoas morais demais para afanar dinheiro público.

Você idolatra torturadores de bebês, André.

 

AA, tenho certeza que os militares não tomaram o poder para enriquecer. Eram de fato e por convicção anti-comunistas. Essa era a motivação primeva

Mas a questão não é essa. O que tem ficar claro para as pessoas que acreditam que os militares podem "interferir" para não deixar "político roubar", é que a corrupção não deixou de existir, mas sim, não era divlugada. Nada desabonador ao regime era divulgado, como sabes.

Parece óbvio, mas não é, quando muita gente boa da classe média, pede que o STF, agora no lugar dos militares, "entre no Congresso para cabar com a roubalheira".

É um esforço, vamos dizer assim, educativo, botar na cabeça do udenismo classe média, que  que combate corrupção é transparência e fiscalização. Mas eles nem sabem que as instituições menos fiscalizadas são o Judiciário e a mídia.

Quem ficar discutindo corrupção, na base de que militar, ou juíz é mais honesto que político, é ingênuo ou mal-intencionado

 

Juliano Santos

Claro que os militares não deram o golpe para se enriquecerem. Eles eram paus mandados do império do norte. A satisfação era dada a eles e não ao povo brasileiro.

 

É mesmo! O tadin do Sigeaki estava tão pobre que emigrou para os EUA, certo dia no Texas ele foi procurar o que comer em um lixão, na escavação achou um poço de petróleo que deu origem a sua fortuna. Sou louco mas não sou limitrofe!

 

Então se faz necessário saber o que ele fazia com os dólares que  carregava nas maletas quando fretava os jatinhos cheios de putas muito conhecidas.

Será que distribuía aos pobres ?

 

É o Eike Batista, filho do Eliezer Batista e o Shigeaki Ueki, grande empresário petrolífero nos EUA, comprovam a tua "tese"... Tadin, o Mário Anderazza também não sabia de nada sobre os U$ 1,00 por barril de petróleo importado...

 

Apresente as contas. Quem está alegando isso é você. Mostre os valores atualizados de cada um desses escândalos e o impacto deles nas contas públicas do período.

 

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This is not right. This is not even wrong!

(Wolfgang Pauli)

Meu caro, isto aqui é um blog de opinião. Cada um dá a sua. Não é uma delegacia ou um juizado, ninguem tem tempo para ""fazer contas"" e nem laudos, voce deve estar confundindo um blog com um escritorio de pericias judiciais.

 

Mas é você que diz que os valores representativos de todos esses escândalos, atualizados, seriam um equivalente a um peido n'água em comparação aos escândalos "de hoje em dia". Você se deu ao trabalho de questionar a "importância" das cifras desses escândalos. Ora, se é assim, apresente suas razões - e no caso, as razões são as cifras.

Você mesmo não se cansa de dizer que "achismos" não valem - mas pelo que parece, só quando é a direita que é criticada com eles.

Ah, e "meu caro" é a ponte que partiu.

 

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This is not right. This is not even wrong!

(Wolfgang Pauli)

A quais escandalos de hoje em dia você está se referindo? Ao do IME, ao da COPESP, tendo a frente o então Capitão de Mar e Guerra Hoton Luiz Pinheiro e suas milionárias contas Delta 1, 2 e 3 no Banco Itaú Agência Vital Brasil, ou ao do Brigadeiro Hugo Piva e sua empresa de "tecnologia" nos EUA?

 

Baixei e lí (estou terminando) o livro do André Midani. Dá gosto ver como cada figurinha tinha até personal-contrabandista. Como durante os governos militares os equipamentos contrabandeados para gravadoras, Tv's e rádios entravam no Brasil. Na maior cara dura. Na frente de todo mundo, inclusive de "otoridades". O tráfego de drogas então, sejam artistíticos ou químicos. Todos entravam e saiam numa boa. Bastava ser amigo(s) do Rei de três ou quatro estrelas.

 

Os presos políticos tinham seus bens expropriados, caçar um "terrorista" era, antes de tudo, um grande negócio

 

Não faz muito sentido sua afirmação. Presos politicos em geral eram pobres não se tinha muito o que confiscar. 

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

Levavam de tudo, até o papagaio, dentes de ouro, anéis, enfim, tudo o que pudesse ser transformado em dinheiro